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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

ELEIÇÕES 2026 | FLÁVIO BOLSONARO (PL) – LOJA DE CHOCOLATE

ELEIÇÕES 2026 | FLÁVIO BOLSONARO (PL)
LOJA DE CHOCOLATE

 
Este caso se trata se refere a uma franquia de uma loja de chocolates da marca Kopenhagen, localizada em um shopping no Rio de Janeiro (chamada Bolsotini Chocolates e Café Ltda.). O caso foi arquivado.
 
1. O que o Ministério Público alegava?
O Ministério Público do Rio de Janeiro suspeitava que a loja era utilizada como um mecanismo para lavar o dinheiro obtido com as "rachadinhas" na Alerj. Os promotores apontavam que a loja recebia depósitos em dinheiro vivo em volumes desproporcionais ao faturamento comum do comércio, muitas vezes coincidindo com períodos de recolhimento de salários de assessores.
 
2. Por que esse trecho também foi arquivado?
Toda a investigação sobre a loja de chocolates dependia diretamente das quebras de sigilo bancário, fiscal e dos relatórios do Coaf. Quando as cortes superiores (STJ e STF) decretaram que essas ferramentas de coleta de provas foram ilegais, todas as evidências financeiras ligadas à chocolataria foram anuladas. Sem os dados bancários para comprovar o suposto fluxo ilegal de capital, o caso tornou-se juridicamente inviável e acabou arquivado.
 
3. Situação Atual da Loja
Diante do desgaste público e do avanço das investigações na época, Flávio Bolsonaro e seu sócio se desfizeram do negócio. A franquia foi formalmente devolvida e vendida em fevereiro de 2021, deixando de ter qualquer vínculo com a família Bolsonaro.
 
MAS SOBRE A FRANQUIA DE CHOCOLATE, NÃO FOI PROVADA QUE QUEIROZ DEPOSITAVA DINHEIRO EM ESPÉCIE?
 
Sim, o Ministério Público mapeou depósitos em dinheiro vivo na conta da loja de chocolates, mas essas provas foram anuladas pela Justiça antes que pudessem ser validadas em um julgamento.
 
Os promotores de Justiça do Rio de Janeiro chegaram a detalhar o rastro desse dinheiro no processo, apontando indícios de que Fabrício Queiroz utilizava a franquia para lavar os recursos da "rachadinha":
 
O que o Ministério Público mapeou na investigação?
  • Depósitos fracionados em espécie: A investigação apontou que, entre 2015 e 2018, a loja Bolsotini Chocolates e Café recebeu mais de R$ 1,6 milhão em depósitos de dinheiro vivo. Desse total, os promotores identificaram que pelo menos R$ 538 mil foram depositados de forma fracionada (em valores pequenos e seguidos) para evitar os alertas automáticos de controle do Coaf.
  • Coincidência de datas: O Ministério Público cruzou as datas desses depósitos com os dias em que os assessores da Alerj recebiam seus salários e sacavam os valores na boca do caixa. Segundo a acusação, o dinheiro em espécie entrava na conta da loja nos mesmos períodos.
  • Discrepância no estoque: Uma auditoria preliminar sugeriu que o volume de vendas registrado no papel pela loja de chocolates não correspondia à quantidade de produtos (chocolates e insumos) que a franquia comprava da matriz da Kopenhagen, o que levantou a suspeita de faturamento fictício.
Por que isso não se tornou uma prova definitiva?
No direito, existe uma diferença crucial entre um indício apontado pelo Ministério Público e uma prova validada judicialmente.
 
Para que esses dados bancários da loja fossem usados para condenar alguém, eles precisavam ter sido obtidos dentro das regras do jogo jurídico. Como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STF) entenderam que o juiz que autorizou a quebra do sigilo bancário da loja e dos envolvidos não tinha competência legal para isso, toda essa descoberta foi considerada juridicamente "inexistente".
 
A defesa de Flávio Bolsonaro, por sua vez, sempre rebateu as acusações afirmando que o volume de dinheiro vivo era comum para o perfil do comércio (compras cotidianas de balcão) e que o faturamento da loja era totalmente compatível com o sucesso de uma franquia localizada em um shopping movimentado. Com a anulação das quebras de sigilo, a discussão sobre o mérito desses depósitos foi encerrada sem uma conclusão da Justiça.
 
FONTES UTILIZADAS
2ª Turma decide que provas contra Flávio Bolsonaro no caso das chamadas "rachadinhas" são ilegais
https://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=477496&ori=1
 
Vorcaro, rachadinha e milícia: os fantasmas que rondam a campanha 'moderada' de Flávio Bolsonaro
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crmpv9r7mz9o
 
'Rachadinha', loja de chocolates e vigília: os casos em que Flávio Bolsonaro entrou na mira de investigações
https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/12/05/rachadinha-loja-de-chocolates-e-vigilia-os-casos-em-que-flavio-bolsonaro-entrou-na-mira-de-investigacoes.ghtml
 
Flávio Bolsonaro é denunciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa no caso da ‘rachadinha’
https://brasil.elpais.com/brasil/2020-11-04/flavio-bolsonaro-e-denunciado-por-lavagem-dinheiro-e-organizacao-criminosa-no-caso-da-rachadinha.html
 
O preço de Flávio 2026: Como os novos escândalos do senador assombram a direita
https://www.intercept.com.br/2026/05/23/escandalos-flavio-bolsonaro-assombram-direita/
 
Rachadinha: Justiça arquiva denúncia contra Flávio Bolsonaro após MP pedir
https://veja.abril.com.br/politica/rachadinha-justica-rejeita-denuncia-contra-flavio-bolsonaro-apos-mp-pedir/
 
Manobras e prescrição blindam Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas
https://vermelho.org.br/2026/04/07/manobras-e-prescricao-blindam-flavio-bolsonaro-no-caso-das-rachadinhas/
 
Ex-sócio de Flávio Bolsonaro em chocolataria cobra dívida milionária na Justiça
https://www.estadao.com.br/politica/ex-socio-flavio-bolsonaro-chocolataria-bolsotini-cobra-divida-milionaria-justica-nprp/?srsltid=AfmBOooH6HZfR0nLllG217hJYMaIV8XO5_jljW2wKWeHOhtcGn4n8B74
 
Rachadinha de Flávio Bolsonaro financiou prédios da milícia no Rio, aponta MP-RJ em reportagem do ‘The Intercept’
https://brasil.elpais.com/brasil/2020-04-26/rachadinha-de-flavio-bolsonaro-financiou-predios-da-milicia-no-rio-aponta-mp-rj-em-reportagem-do-the-intercept.html

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