segunda-feira, 26 de outubro de 2026

VIRADA DE LULA: ERROS DE FLÁVIO E ELEITORES QUE NÃO SEGUIRAM SEUS LÍDERES

Virada de Lula: erros de Flávio e eleitores que não seguiram seus líderes
História de PAIPEE BR • 7 h • 4 minutos de leitura


Na noite de 4 de outubro, a conta parecia fechada. Flávio Bolsonaro encerrou o primeiro turno com 47,04% dos votos válidos, ou 56,1 milhões de eleitores, enquanto Lula alcançou 45,15%, com 53,8 milhões. Depois, vieram os apoios oficiais de Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Considerando a vantagem inicial, o histórico de segundos turnos e as adesões, análises chegaram a apontar mais de 80% de chance de vitória para o senador. Vinte e um dias depois, Lula foi reeleito com cerca de 51,7%. Nunca antes um candidato à Presidência havia revertido a disputa após terminar o primeiro turno em segundo lugar.
 
A explicação começa por um dado indicado pelas pesquisas, mas subestimado pela interpretação predominante: os eleitores não acompanharam seus líderes. O exemplo mais claro é o de Augusto Cury. Terceiro colocado, com 2,89%, o escritor declarou apoio a Flávio em 8 de outubro e condicionou a adesão à assinatura de um termo de compromisso com educação, valorização dos professores, proteção às mulheres e pacificação nacional. Seus eleitores, porém, seguiram outro caminho. De acordo com a Quaest, entre os que votaram em Cury, Lula passou de 34% para 48%, enquanto Flávio foi de 30% para 33%.
 
A contradição parece menor quando se considera a obra do autor. O Vendedor de Sonhos, seu maior sucesso, apresenta como herói um morador de rua que critica o consumismo e a idolatria do dinheiro. Pais Brilhantes, Professores Fascinantes e Ansiedade abordam educação e saúde mental como temas coletivos. Cury se define como alguém de “mente de direita e coração social”. Seus leitores parecem ter votado com o coração. Além disso, o segundo turno teve episódios contrários à pauta de empatia e pacificação defendida por ele.
Renan Santos teve um efeito distinto, mas na mesma direção. O líder do Missão, quarto colocado com 2,24%, não apoiou nenhum dos dois candidatos. Disse ter “asco” de Flávio, chamou de “humilhado” quem votasse no 22 e afirmou que justificaria o voto. Seu eleitorado, mais ideológico do que fisiológico, não migrou em massa para Lula: 51% escolheram Flávio. Mas um quarto votou no petista, cuja parcela nesse grupo subiu de 14% para 25%. Para um campo de direita antipetista, essa perda de votos é rara.
 
Enquanto a transferência de votos avançava com dificuldade, Flávio acumulava tropeços. Na véspera do primeiro turno, afirmou que não haveria segundo e que já agendava reuniões para formar o governo. Os adversários exploraram o clima de “já ganhou”. No debate da Band, em 18 de outubro, Lula o questionou por ter atuado na defesa do policial militar acusado de matar Ana Clara, de cinco anos, em Niterói. Flávio respondeu que não se pode criminalizar a advocacia. As buscas pelo caso dispararam.
 
No debate da Globo, no dia 23, ocorreram os momentos mais negativos. Flávio afirmou que Lula “dá com uma mão e tira com os nove dedos”, aludindo ao acidente de trabalho em que o presidente perdeu o dedo, e depois se desculpou. Diante da mãe de Ana Clara, que estava na plateia, chamou-a pelo nome da filha morta. Ao tratar de saneamento, descreveu Belém com esgoto a céu aberto, urubus e “cheiro ruim”, provocando revolta de paraenses nas redes. No Nordeste, o próprio campo bolsonarista também errou. Aliados de Flávio consideraram um equívoco um vídeo de Nikolas Ferreira com nordestinos criticando Lula, por entenderem que foi interpretado como depreciativo aos eleitores da região.
 
Do lado petista, a resposta veio por meio da organização. Logo após o primeiro turno, o deputado André Janones converteu o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, em uma central de distribuição de conteúdo. O canal ultrapassou 6 milhões de seguidores. Em alcance bruto, Nikolas ficou à frente, com 50,7 milhões de interações, contra 23 milhões de Janones. A diferença estava na estratégia: em vez de falar a uma plateia numerosa e já convencida, Janones atribuiu tarefas aos militantes — compartilhar, comentar e levar o material a grupos de família e de bairro, onde estão os indecisos e quem costuma não comparecer.
 
O resultado foi visto nas urnas. Mais de 3 milhões de eleitores que não haviam votado em 4 de outubro compareceram no dia 25. Os votos brancos e nulos recuaram de cerca de 6 milhões para 4,2 milhões. A margem favoreceu Lula em 93,8% dos municípios, e Minas Gerais, tradicional termômetro, virou.
 
Flávio não reconheceu a derrota e anunciou que pedirá a anulação do pleito. Ele afirma que a prorrogação da votação por duas horas, determinada pelo ministro Cristiano Zanin, rompeu a isonomia entre os estados. A extensão, no entanto, atendia a pedidos das duas campanhas, e especialistas avaliam que as chances de anulação são remotas. Independentemente do resultado na Justiça, a eleição de 2026 deixa uma lição: apoio de cúpula não se transforma automaticamente em votos e, em um segundo turno decidido por margens estreitas, perde quem comete mais erros e mobiliza menos.
 
Tags: Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Renan Santos, eleição de 2026
 
Link da reportagem: https://www.msn.com/pt-br/noticias/other/virada-de-lula-erros-de-fl%C3%A1vio-e-eleitores-que-n%C3%A3o-seguiram-seus-l%C3%ADderes/ar-AA2g577d?ocid=msedgdhp&pc=U531&cvid=6adf46ea96ef41ea98566c1017a5d8c9&cvpid=6adf6d14eb534fca9ea1a687d0283ea9&ei=13

TSE DESMENTE FLÁVIO BOLSONARO E DIZ NÃO TER RETIRADO FISCAIS DO PL DA SALA COFRE

TSE desmente Flávio Bolsonaro e diz não ter retirado fiscais do PL da sala cofre
História de Redação • 4 h • 2 minutos de leitura


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentiu na noite de domingo, 25, a declaração do candidato Flávio Bolsonaro (PL) de que fiscais do seu partido teriam sido “retirados” da sala-cofre da Corte. “A afirmação é falsa”, garantiu o TSE, em nota, esclarecendo que a sala não é um espaço aberto à visitação.
 
Segundo a Corte, todas as demais unidades e áreas podem ser visitadas por fiscais de partidos, observadores internacionais, advogados e membros do Ministério Público, entre outros. “Neste domingo, dois fiscais do PL estiveram no TSE para acompanhar o Teste de Integridade das Urnas, realizado no subsolo do prédio, e a totalização e divulgação dos resultados, na Sala de Totalização. Também visitaram a Sala dos Partidos Políticos, no 5º andar”, afirmou.
 
O TSE ainda declarou que “há registro de presença nos locais visitados, além de filmagem na Sala de Totalização, que comprovam o acesso livre dos fiscais às unidades”, e reforçou que “o resultado das Eleições 2026 foi anunciado na noite deste domingo pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques”.
 
A declaração de Flávio ocorreu também na noite de domingo, em seu discurso após a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.
 
O candidato questionou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, que estendeu a votação por duas horas após denúncias de problemas no transporte público em vários municípios, e alegou que os fiscais teriam sido retirados da sala-cofre logo após a determinação, o que foi desmentido pelo TSE. Flávio disse ainda ser “impossível reconhecer resultado da eleição” e que pedirá anulação.
 
Link da matéria: https://www.msn.com/pt-br/noticias/other/tse-desmente-fl%C3%A1vio-bolsonaro-e-diz-n%C3%A3o-ter-retirado-fiscais-do-pl-da-sala-cofre/ar-AA2g5gQW?ocid=msedgdhp&pc=U531&cvid=6adf46ea96ef41ea98566c1017a5d8c9&cvpid=6adf5ebe97e54eaa9f8624964566e6cd&ei=13

OS ARGUMENTOS DE FLÁVIO PARA PEDIR ANULAÇÃO DA ELEIÇÃO — E O QUE DIZEM ESPECIALISTAS

Os argumentos de Flávio para pedir anulação da eleição — e o que dizem especialistas
 
História de Leandro Prazeres - Da BBC News Brasil em Brasília • 9 h • 4 minutos de leitura


O senador e candidato derrotado à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), disse que não reconhecerá o resultado das eleições deste ano por conta da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou a prorrogação do horário de votação em duas horas. Flávio alegou, em discurso, que a decisão teria violado o princípio da isonomia entre os eleitores.
 
"Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil. Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades, de diferentes Estados. Eu nunca vou saber se num Estado onde as urnas não foram reabertas quantos votos eu poderia ter", disse Flávio.
 
Flávio perdeu as eleições para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que obteve 51,79% dos votos contra 48,21% do senador.
 
"É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico e vamos pedir a anulação dessas eleições. Não vou aceitar que a regra do jogo tenha sido mudada em cima do jogo mais uma vez pelos amigos do Lula no Supremo Tribunal Federal", disse Flávio Bolsonaro horas depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarar a vitória de Lula.
 
A declaração de Flávio faz menção à prorrogação por duas horas do horário de votação, determinada pelo ministro do STF, Cristiano Zanin, em resposta a um pedido feito pelo PT sob a alegação de que diversas cidades do Brasil haviam deixado de oferecer transporte coletivo gratuito para os eleitores.
 
A declaração de Flávio acontece mesmo depois de sua própria coligação ter pedido ao TSE que o horário da votação fosse prorrogado em alguns Estados do Brasil por conta da ocorrência de chuvas que teriam prejudicado a chegada de eleitores às seções de votação.
 
O anúncio de que Flávio deverá recorrer acontece apesar de o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, ter dito que a segurança das eleições não foi comprometida.
 
"Não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial. Houve prorrogação na forma em que foi decidida. O TSE cumpriu a decisão nos estritos termos em que ela foi proferida e logo após demos fluência à totalização e à disponibilização. Então, temos absoluta segurança de todo o processo eleitoral", disse Nunes Marques ao anunciar o resultado final das eleições.
 
Para o advogado especializado em direito eleitoral Fabrício Antunes, o argumento usado por Flávio pode, sim, ser alvo de investigação, mas isso não seria suficiente paara concluir que a eleição deva ser invalidada.
 
"Seria necessário identificar as seções afetadas, os horários de encerramento e de comunicação da decisão e quantos eleitores tiveram o voto efetivamente impedido e a dimensão desse problema diante do resultado", disse o advogado.
 
Ele diz ainda que a tarefa seria complexa porque seria também necessário distinguir quais foram as seções que se mantiveram abertas por cumprir a determinação de Zanin e quais se mantiveram abertas por outros motivos, como a existência de filas.
 
Para Antunes, o principal motivo pelo qual ele diz acreditar que o argumento pode não prosperar em um eventual recurso é o princípio do "prejuízo".
 
"O encerramento de uma seção antes do recebimento da ordem, isoladamente, não basta para anular a votação. O Código Eleitoral exige demonstração de prejuízo e prevê, especificamente para a eleição presidencial, a possibilidade de nova votação apenas quando os votos das seções anuladas ou dos eleitores impedidos de votar puderem alterar a classificação dos candidatos", diz o especialista.
 
Para Antunes, a caracterização do prejuízo alegado por Flávio é difícil de obter porque, como o voto é secreto, não seria possível presumir que os que foram impedidos de ingressar nas seções votariam em Flávio da mesma forma que não seria possível supor que todos os que conseguiram votar após a prorrogação depositaram seus votos em Lula.
 
A avaliação do advogado Alberto Rollo, também especializado em direito eleitoral, é semelhante.
 
"A decisão de Zanin criou, sim, dois tipos de eleitor. Tivemos o eleitor que conseguiu votar até 17h e o outro que conseguiu votar até 19h. Essa decisão é um monstrengo jurídico", disse Rollo.
 
O especialista, porém, diz que a defesa de Lula deverá contra-argumentar usando o princípio do prejuízo, citado anteriormente por Antunes.
 
O advogado diz que, no direito eleitoral, para que haja a nulidade de uma eleição é preciso provar que o evento que teria criado a possibilidade de anulação tenha, de fato, gerado um prejuízo grande o suficiente para afetar o resultado da votação.
 
"O que a defesa de Lula vai dizer, provavelmente, é que a quantidade de votos depositada após as 17h foi muito inferior à diferença de 4,4 milhões de votos registrada entre eles. Dessa forma, não haveria comprovação do prejuízo", disse.
 
A BBC News Brasil solicitou ao TSE a quantidade de votos que foi depositada nas urnas após a prorrogação determinada por Zanin, mas ainda não obteve resposta.

Link da reportagem: https://www.msn.com/pt-br/noticias/other/os-argumentos-de-fl%C3%A1vio-para-pedir-anula%C3%A7%C3%A3o-da-elei%C3%A7%C3%A3o-e-o-que-dizem-especialistas/ar-AA2g3mIA?ocid=msedgdhp&pc=U531&cvid=6adf46ea96ef41ea98566c1017a5d8c9&ei=14

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

FLÁVIO BOLSONARO QUER TROCAR SERVIDOR PÚBLICO POR INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

FLÁVIO BOLSONARO QUER TROCAR SERVIDOR PÚBLICO POR INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL


A economista Daniella Marques, coordenadora da área econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, sugeriu substituir servidores públicos de carreiras administrativas e operacionais por Inteligência Artificial (IA).
 
A declaração, dada originalmente em uma entrevista a um podcast em 30 de setembro de 2026, viralizou nas redes sociais. Na ocasião, ela questionou a necessidade de abrir novos concursos públicos para repor funcionários que estão se aposentando:
 
"Quais carreiras administrativas e operacionais podem ser substituídas no funcionalismo público a partir de inteligência artificial? [...] A cada 5 anos, cada ano, vai aposentando 20%. E aí, substitui, faz outro concurso pra gente pagar? Ou dá pra ir substituindo por inteligência artificial no tempo?"
 
Detalhes da Proposta
  • Objetivo: Segundo a economista, a medida visa reduzir os custos da máquina pública e aumentar a eficiência do Estado.
  • Reincidência: Esta não foi uma fala isolada. Marques já havia defendido ideias semelhantes em 6 de agosto de 2026 no programa Pânico, da Jovem Pan, e também durante o 25º Fórum Empresarial do Grupo Lide, realizado em agosto, onde associou a IA ao enxugamento da estrutura estatal.
  • Abrangência: Embora tenha citado o montante de 12,5 milhões de servidores, ela não detalhou especificamente quais categorias exatas ou setores seriam afetados pela transição tecnológica.
 
Fontes:
Coordenadora econômica de Flávio defende substituir servidores por IA. Veja vídeo
https://www.metropoles.com/brasil/coordenadora-economica-de-flavio-defende-substituir-servidores-por-ia
 
Coordenadora econômica de Flávio defende substituir servidores por IA
https://wagner.adv.br/coordenadora-economica-de-flavio-defende-substituir-servidores-por-ia/
 
Coordenadora de Flávio Bolsonaro defende substituir servidores públicos por Inteligência Artificial
https://www.opovo.com.br/noticias/politica/eleicoes/2026/10/22/coordenadora-de-flavio-defende-substituir-servidores-por-ia.html
 
Coordenadora de Flávio Bolsonaro defende substituir servidores públicos por inteligência artificial
https://sintrajufe.org.br/coordenadora-de-flavio-bolsonaro-defende-substituir-servidores-publicos-por-inteligencia-artificial/
 
Texto feito por IA.

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

ELEIÇÕES 2026 | DEBATE PRESIDENCIAL NA BAND | LULA MENTIU – PATRIMÔNIO DE LULA E DE FLÁVIO BOLSONARO

ELEIÇÕES 2026 | DEBATE PRESIDENCIAL NA BAND
LULA MENTIU
PATRIMÔNIO DE LULA E DE FLÁVIO BOLSONARO

 
"Eu sou presidente há 12 anos e tenho um apartamento de 190 metros quadrados, de R$ 1,5 milhão. Esse cidadão [Flávio Bolsonaro], com o mesmo salário que eu, comprou uma casa de R$ 10 milhões e pagou à vista uma parte dela com o dinheiro do BRB, que está metido no caso do banco do Vorcaro."
 
  • Segundo a prestação de contas apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula declarou ser proprietário de 50% de um apartamento em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.
  • Flávio Bolsonaro declarou uma casa no Lago Sul, em Brasília, avaliada em R$ 6.226.043,80. A mansão foi comprada em 2021 por R$ 5,97 milhões, com entrada de R$ 2,87 milhões e financiamento de R$ 3,1 milhões pelo BRB, a ser pago em 30 anos. Flávio Bolsonaro quitou a dívida três anos depois, 27 anos antes do previsto. Na época da compra, afirmou ter vendido um imóvel e uma loja de chocolates para pagar a entrada. Ao ser questionado sobre a quitação antecipada, disse ter renda como parlamentar, empresário e advogado
  • O financiamento é investigado pela Polícia Federal na operação Compliance Zero, que apura negócios entre o BRB e o Banco Master. Flávio Bolsonaro obteve juros de 3,71% ao ano, abaixo da média de 4,85% praticada pelo BRB em 2021.
  • Ambos os candidatos declararam outros bens ao TSE. Ao todo, Lula declarou R$ 4.775.650,64 em bens, enquanto Flávio declarou R$ 8.186.555,83.
 
Checagem feita por G1
Participaram da checagem: Aline Freitas, Camilla Alcântara, Isabel Lima, Gustavo Petró, Hadass Leventhal, Jorge Fofano, Lara Asano, Mel Trench, Roney Domingos e Victória Cocolo.
Link: https://g1.globo.com/fato-ou-fake/eleicoes/noticia/2026/10/19/veja-o-que-e-fato-ou-fake-nas-falas-de-flavio-bolsonaro-e-lula-no-debate-da-band-no-2o-turno-das-eleicoes-2026.ghtml

ELEIÇÕES 2026 | DEBATE PRESIDENCIAL NA BAND | LULA MENTIU – FLÁVIO BOLSONARO DEU EMPREGO PARA IRMÃ E PARA A MULHER DE QUEM MANDOU MATAR MARIELLE

ELEIÇÕES 2026 | DEBATE PRESIDENCIAL NA BAND
LULA MENTIU
FLÁVIO BOLSONARO DEU EMPREGO PARA IRMÃ E PARA A MULHER DE QUEM MANDOU MATAR MARIELLE

 
"Você [Flávio Bolsonaro] deu emprego para a irmã e para a mulher do cara que é do Escritório do Crime, que mandou matar a Marielle."
 
  • A mãe e a ex-mulher do ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar Adriano Magalhães da Nóbrega trabalharam no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Não foram encontrados registros de que a irmã dele também tenha sido empregada.
  • A mãe de Adriano, Raimunda Veras Magalhães, e a ex-mulher, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, tinham salários de R$ 6.490,35. Segundo o Diário Oficial do Estado, ambas foram exoneradas, a pedido, em 13 de novembro de 2018.
  • Nóbrega foi apontado como chefe do grupo de assassinos profissionais conhecido como Escritório do Crime e de uma milícia no Rio. Ele foi morto em um confronto com policiais em 2020, na Bahia.
  • Os condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por planejar e mandar matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, em 2018, foram os irmãos Chiquinho Brazão e Domingos Brazão. A condenação saiu em fevereiro de 2026.
  • O Escritório do Crime, grupo de matadores de aluguel, foi mencionado mencionada no texto “PGR pede condenação de cinco réus pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes”, publicado no site do STF, que detalha a denúncia oferecida na ação penal pela Procuradoria Geral da República.
  • A nota informa que Domingos e Chiquinho Brazão mantinham vínculos com milícias em diversas regiões do Rio de Janeiro, especialmente na Zona Oeste, explorando atividades ilícitas como grilagem de terras, extorsão, usura, parcelamento irregular do solo e cobrança de taxas por serviços clandestinos de segurança e distribuição ilegal de sinal de TV por assinatura.
  • “A PGR destacou a existência de um sistema de corrupção que permitia o funcionamento de grupos de extermínio no estado, com referência ao chamado 'escritório do crime'", descreve a publicação.
  • O g1 publicou uma reportagem em 2024 mostrando que ao dfazer pesquisas na internet sobre a rotina da vereadora Marielle Franco, o assassino confesso Ronnie Lessa utilizou um e-mail criado pelo tenente João André Ferreira Martins, ex-PM, e um dos criadores do Escritório do Crime.
 
Checagem feita por G1
Participaram da checagem: Aline Freitas, Camilla Alcântara, Isabel Lima, Gustavo Petró, Hadass Leventhal, Jorge Fofano, Lara Asano, Mel Trench, Roney Domingos e Victória Cocolo.
Link: https://g1.globo.com/fato-ou-fake/eleicoes/noticia/2026/10/19/veja-o-que-e-fato-ou-fake-nas-falas-de-flavio-bolsonaro-e-lula-no-debate-da-band-no-2o-turno-das-eleicoes-2026.ghtml

ELEIÇÕES 2026 | DEBATE PRESIDENCIAL NA BAND | LULA MENTIU – GOVERNO LULA FEZ A LEI ANTIFACÇÃO

ELEIÇÕES 2026 | DEBATE PRESIDENCIAL NA BAND
LULA MENTIU
GOVERNO LULA FEZ A LEI ANTIFACÇÃO


"Eu já fiz a Lei Antifacção, ela foi aprovada. Já aumentamos o tempo de cadeia para aqueles que participam das facções."
  • O projeto de lei que originou a Lei Antifacção foi proposto pelo governo federal em outubro de 2025 e já previa o aumento das penas para integrantes de facções criminosas.
  • Contudo, ao tramitar no Congresso, a proposta sofreu alterações.
  • Na primeira passagem pela Câmara, em novembro de 2025, sob a relatoria de Guilherme Derrite (PP-SP), o texto teve seis versões.
  • Já no Senado, com Alessandro Vieira (MDB-SE) como relator, foi modificado novamente e retomou parte da estrutura proposta originalmente pelo governo. Na Casa, o projeto foi aprovado em dezembro do mesmo ano.
  • Ao retornar à Câmara, em fevereiro de 2026, de novo sob a relatoria de Derrite, a maior parte das mudanças feitas no Senado foi rejeitada.
  • Após a aprovação pela segunda vez na Câmara, o texto foi sancionado por Lula em 24 de março de 2026 com vetos. A versão sancionada era diferente da proposta original do governo, mas também endureceu as punições relacionadas à atuação de facções criminosas.
  • A diferença é que, após passar pelo Congresso, o projeto passou a diferenciar as punições para quem pratica ações violentas em nome de facções e para quem ajuda essas organizações. A lei final estabeleceu penas de 20 a 40 anos para determinadas ações violentas, como o controle de territórios, e de 12 a 20 anos para formas de apoio às facções.
  • Já o governo Lula propunha penas de 8 a 15 anos de prisão para integrantes de facções que buscassem controlar territórios ou atividades econômicas por meio de violência ou intimidação. Na proposta inicial, quem cometesse homicídios por ordem ou em benefício dessas organizações poderia receber penas de 12 a 30 anos de prisão.
 
Checagem feita por G1
Participaram da checagem: Aline Freitas, Camilla Alcântara, Isabel Lima, Gustavo Petró, Hadass Leventhal, Jorge Fofano, Lara Asano, Mel Trench, Roney Domingos e Victória Cocolo.
Link: https://g1.globo.com/fato-ou-fake/eleicoes/noticia/2026/10/19/veja-o-que-e-fato-ou-fake-nas-falas-de-flavio-bolsonaro-e-lula-no-debate-da-band-no-2o-turno-das-eleicoes-2026.ghtml

ELEIÇÕES 2026 | DEBATE PRESIDENCIAL NA BAND | LULA FALOU A VERDADE – GOVERNO LULA CRIOU O MEI

ELEIÇÕES 2026 | DEBATE PRESIDENCIAL NA BAND
LULA FALOU A VERDADE
GOVERNO LULA CRIOU O MEI


"Nós criamos o MEI [...]. Nós temos hoje 17,5 milhões de MEIs."
 
  • Em 19 de dezembro de 2008, o presidente Lula (PT) sancionou a Lei Complementar n° 128, que criou formalmente o Microempreendedor Individual (MEI). A formalização da categoria entrou em vigor em julho de 2009.
  • O MEI possibilitou que o trabalhador tivesse um Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), permitindo a emissão de notas fiscais e acesso a benefícios, como aposentadoria.
  • Segundo informações do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, o Brasil tem 17,56 milhões de MEIs ativos no Brasil.
 
Checagem feita por G1
Participaram da checagem: Aline Freitas, Camilla Alcântara, Isabel Lima, Gustavo Petró, Hadass Leventhal, Jorge Fofano, Lara Asano, Mel Trench, Roney Domingos e Victória Cocolo.
Link: https://g1.globo.com/fato-ou-fake/eleicoes/noticia/2026/10/19/veja-o-que-e-fato-ou-fake-nas-falas-de-flavio-bolsonaro-e-lula-no-debate-da-band-no-2o-turno-das-eleicoes-2026.ghtml

ELEIÇÕES 2026 | DEBATE PRESIDENCIAL NA BAND | LULA MENTIU – GOVERNO LULA FEZ A MAIOR DEMARCAÇÃO DE TERRAS INDÍGENAS

ELEIÇÕES 2026 | DEBATE PRESIDENCIAL NA BAND
LULA MENTIU
GOVERNO LULA FEZ A MAIOR DEMARCAÇÃO DE TERRAS INDÍGENAS


"A gente fez essa maior demarcação de terras indígenas nesse país."

  • O governo que realizou o maior número de demarcação de terras indígenas foi o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
  • Durante os dois mandatos de FHC, entre 1995 e 2002, foram 142 territórios demarcados, segundo o painel de demarcações por mandato presidencial do Instituto Socioambiental (ISA), disponível no site oficial da organização.
  • Ao longo dos governos de Lula (PT), foram 103 terras demarcadas, e 21 durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
Checagem feita por G1
Participaram da checagem: Aline Freitas, Camilla Alcântara, Isabel Lima, Gustavo Petró, Hadass Leventhal, Jorge Fofano, Lara Asano, Mel Trench, Roney Domingos e Victória Cocolo.
Link: https://g1.globo.com/fato-ou-fake/eleicoes/noticia/2026/10/19/veja-o-que-e-fato-ou-fake-nas-falas-de-flavio-bolsonaro-e-lula-no-debate-da-band-no-2o-turno-das-eleicoes-2026.ghtml

ELEIÇÕES 2026 | DEBATE PRESIDENCIAL NA BAND | LULA FALOU A VERDADE – DEFESA DE POLICIAL QUE MATOU CRIANÇA DE 5 ANOS

ELEIÇÕES 2026 | DEBATE PRESIDENCIAL NA BAND
LULA FALOU A VERDADE
DEFESA DE POLICIAL QUE MATOU CRIANÇA DE 5 ANOS


"Você era senador da República e foi interferir para que o policial que matou uma criança de cinco anos com uma bala de fuzil não fosse preso."
  • Em 2 fevereiro de 2021, Ana Clara, de 5 anos, foi morta por uma bala perdida em Monan Pequeno, comunidade de Niterói, no Rio de Janeiro. Declarado suspeito pela autoria do disparo, o policial militar Bruno Dias Delaroli foi preso preventivamente.
  • Neste domingo (18), o jornal "O Globo" publicou uma reportagem com o título "Caso Ana Clara: entenda menção de Lula durante debate da Band sobre PM para quem Flávio Bolsonaro advogou".
  • Leia um trecho: “Neste mês, a série ‘Revelando’ trouxe à tona que o senador Flávio Bolsonaro atuou na Justiça como advogado do PM”.
  • Na época, ele assinou um pedido da defesa pedindo a anulação de uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que mandava Delaroli para júri popular. O pedido foi negado, mas o julgamento nunca ocorreu.
 
Checagem feita por G1
Participaram da checagem: Aline Freitas, Camilla Alcântara, Isabel Lima, Gustavo Petró, Hadass Leventhal, Jorge Fofano, Lara Asano, Mel Trench, Roney Domingos e Victória Cocolo.
Link: https://g1.globo.com/fato-ou-fake/eleicoes/noticia/2026/10/19/veja-o-que-e-fato-ou-fake-nas-falas-de-flavio-bolsonaro-e-lula-no-debate-da-band-no-2o-turno-das-eleicoes-2026.ghtml

ELEIÇÕES 2026 | DEBATE PRESIDENCIAL NA BAND | LULA FALOU A VERDADE – LIBERAÇÃO DE ARMAS NO GOVERNO BOLSONARO

ELEIÇÕES 2026 | DEBATE PRESIDENCIAL NA BAND
LULA FALOU A VERDADE
LIBERAÇÃO DE ARMAS NO GOVERNO BOLSONARO


"No governo deles, eles liberaram mais de 1 milhão de armas, mais de 1 milhão de armas, e uma parte delas foi para o crime organizado, e 1,1 bilhão de balas."

  • Em setembro de 2019, primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro, o total de registros ativos de armas no país expedidos pela PF já havia ultrapassado a marca de 1 milhão.
  • Segundo levantamento do g1 via Lei de Acesso à Informação, Bolsonaro publicou decretos que permitiram a liberação de 904 mil registros de armas para CACs (grupo formado por caçadores, atiradores e colecionadores). Por consequência, o número de pessoas com certificado de CAC cresceu 474% no período (2019 - 2022), segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
  • De acordo com o Instituto Sou da Paz, a alta também se deve ao armamento comprado por pessoas comuns e por servidores civis, como policiais e agentes federais, que dobrou no período (de 344 mil para 810 mil).
  • Em relação às munições, a BBC publicou à época uma reportagem relatando que as medidas tomadas por Bolsonaro permitiriam a compra de 2,1 bilhões de projéteis no Brasil. A estimativa leva em conta o decreto nº 9.797/19, que ampliou o limite de compra de 50 para até mil cartuchos por ano por CACs e até 5 mil aos que detinham a posse para defesa pessoal.
 
Checagem feita por G1
Participaram da checagem: Aline Freitas, Camilla Alcântara, Isabel Lima, Gustavo Petró, Hadass Leventhal, Jorge Fofano, Lara Asano, Mel Trench, Roney Domingos e Victória Cocolo.
Link: https://g1.globo.com/fato-ou-fake/eleicoes/noticia/2026/10/19/veja-o-que-e-fato-ou-fake-nas-falas-de-flavio-bolsonaro-e-lula-no-debate-da-band-no-2o-turno-das-eleicoes-2026.ghtml

ELEIÇÕES 2026 | DEBATE PRESIDENCIAL NA BAND | LULA FALOU A VERDADE – AUMENTO DO SALÁRIO MÍNIMO ACIMA DA INFLAÇÃO

ELEIÇÕES 2026 | DEBATE PRESIDENCIAL NA BAND
LULA FALOU A VERDADE
AUMENTO DO SALÁRIO MÍNIMO ACIMA DA INFLAÇÃO


"Porque fomos nós que tivemos a decência de aumentar o salário mínimo acima da inflação, o que eles não fizeram em nenhum ano."
 
  • Durante o governo Jair Bolsonaro, o salário mínimo não teve reajuste acima da inflação. Houve apenas o aumento real que entrou em vigor em janeiro de 2019 que já havia sido aprovado ainda no governo Michel Temer. Nos anos seguintes do governo, os reajustes apenas repuseram a inflação ou ficaram abaixo dela.
  • O salário mínimo voltou a ter ganho real no terceiro mandato de Lula. Em maio de 2023, o governo elevou o piso para R$ 1.320. A partir de 2024, passou a valer uma política de valorização que considera a inflação medida pelo INPC e o crescimento do PIB de dois anos antes.
 
Checagem feita por G1
Participaram da checagem: Aline Freitas, Camilla Alcântara, Isabel Lima, Gustavo Petró, Hadass Leventhal, Jorge Fofano, Lara Asano, Mel Trench, Roney Domingos e Victória Cocolo.
Link: https://g1.globo.com/fato-ou-fake/eleicoes/noticia/2026/10/19/veja-o-que-e-fato-ou-fake-nas-falas-de-flavio-bolsonaro-e-lula-no-debate-da-band-no-2o-turno-das-eleicoes-2026.ghtml