sexta-feira, 25 de setembro de 2026

ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA | RELAÇÕES INTERNACIONAIS (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)

ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
RELAÇÕES INTERNACIONAIS (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)

 
  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
A campanha foca na continuidade de uma política externa baseada no multilateralismo, na autonomia estratégica e na busca por protagonismo internacional. O plano de governo estabelece como prioridade transformar o Brasil em um "Árbitro do Sul Global", aprofundando o diálogo político e econômico com países da África, Ásia, América Latina e Oriente Médio. Defende veementemente o fortalecimento de blocos como o BRICS e o Mercosul, a reforma de instituições como o Conselho de Segurança da ONU e o combate global à fome. Diante de pressões comerciais, o programa ressalta a defesa da soberania nacional, a independência digital do país (como a proteção a sistemas nacionais de pagamento) e a rejeição a alinhamentos automáticos que prejudiquem a economia interna.
 
  • Flávio Bolsonaro (PL)
A plataforma orienta-se por uma linha liberal-conservadora voltada aos interesses comerciais bilaterais e à atração de investimentos privados. O programa critica o alinhamento político com regimes autoritários e defende a reaproximação prioritária com parceiros como Estados Unidos, Argentina e Israel. Na esfera econômica global, a principal meta é retomar o cronograma de adesão do Brasil à OCDE, além de incentivar a internacionalização de pequenas empresas por meio da Apex e do BNDES. Embora o comitê oficial enfatize uma diplomacia guiada pelo pragmatismo comercial, o plano evita menções de fortalecimento ao BRICS e sugere "se libertar de amarras" regulatórias em acordos regionais tradicionais.
 
  • Ronaldo Caiado (PSD)
O programa propõe uma diplomacia de resultados voltada à ampliação de mercados para o agronegócio e para a indústria nacional, priorizando parcerias pragmáticas na Ásia, África e região do Indo-Pacífico. Caiado defende que novos acordos comerciais internacionais tragam cláusulas mandatórias de transferência de tecnologia para o Brasil. Na área de segurança de fronteiras, propõe um Pacto Interamericano contra o crime organizado com cooperação de inteligência em nível militar. O plano também apoia o avanço do acordo comercial Mercosul-União Europeia desde que as assimetrias agrícolas sejam corrigidas.
 
  • Romeu Zema (Novo)
A candidatura baseia suas propostas na eficiência de mercado e na abertura econômica. Defende uma mudança profunda ou ruptura na participação do Brasil no BRICS, priorizando acordos bilaterais de livre comércio com democracias ocidentais sólidas. O plano propõe acelerar a consolidação do tratado entre Mercosul e União Europeia e foca em vender o Brasil internacionalmente como um porto seguro ambiental, usando o excedente de energia limpa para atrair investimentos globais em indústrias de alta tecnologia, IA e data centers.
 
  • Renan Santos (Missão)
Apresenta uma das plataformas mais singulares na área estratégica. No campo geopolítico, sugere parcerias focadas em economias emergentes asiáticas fora do eixo tradicional da China, como o Vietnã e as Filipinas, além de propor maior integração com países de língua portuguesa. No setor de defesa, o plano defende que o Brasil alcance a autonomia completa do ciclo do combustível nuclear e avance em seu programa de desenvolvimento nuclear para fins civis e militares, utilizando-o como um ativo de dissuasão geopolítica.
 
  • Augusto Cury (Avante)
A plataforma aborda a inserção internacional do Brasil sob a ótica do valor agregado e da transição ecológica. Propõe reduzir drasticamente a exportação de minerais estratégicos (como terras raras) em estado bruto, forçando a industrialização interna antes do comércio global. O plano sugere projetar o país como a principal referência mundial em hidrogênio verde e defende a captação de recursos no exterior para estruturar um fundo internacional focado na agricultura familiar sustentável.
 
                                                                                                                                                                                             
Para acessar os dados das candidaturas dos candidatos á Presidência do Brasil, clique no link:
https://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/candidato/BR/BR/20322002026
                                                                                                                                                                                             
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RAPHAEL PAIVA

ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA | SOBERANIA NACIONAL (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)

ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
SOBERANIA NACIONAL (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)


  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
A campanha apoia uma visão de soberania baseada na autonomia estratégica, no multilateralismo e na redução da dependência externa. O plano defende que o Brasil deve atuar como um líder das demandas do Sul Global, fortalecendo blocos como o BRICS e o Mercosul. Na área econômica e tecnológica, propõe a soberania de dados e independência digital, defendendo o desenvolvimento de infraestruturas nacionais contra o controle monopolista de grandes corporações estrangeiras de tecnologia. Além disso, o programa prioriza a soberania energética a partir do controle estatal de recursos estratégicos e minerais críticos, além da consolidação do complexo industrial da defesa nacional (Marinha, Exército e Aeronáutica).
 
  • Flávio Bolsonaro (PL)
A plataforma associa a soberania nacional à proteção rigorosa das fronteiras e à independência de mercado. O programa defende uma diplomacia guiada pelo pragmatismo comercial bilateral e pela reaproximação com potências ocidentais. Em contrapartida, rechaça alinhamentos com blocos de governança global que possam impor restrições ou interferências sobre as leis e a produção econômica interna (como exigências ambientais internacionais severas que afetem o agronegócio). A prioridade máxima da soberania está no fortalecimento do controle territorial militar e na repressão ao crime organizado transnacional nas fronteiras amazônicas.
 
  • Renan Santos (Missão)
A candidatura apresenta uma das propostas mais incisivas e nacionalistas no campo da segurança estratégica. O plano de governo propõe que o Brasil alcance a autonomia completa do ciclo do combustível nuclear, defendendo o avanço do programa nuclear do país para fins civis e o desenvolvimento tecnológico estratégico que sirva como um ativo de dissuasão geopolítica global. O programa foca no fortalecimento industrial de defesa e no desenvolvimento de tecnologias militares nativas para que o país não dependa de fornecedores ou decisões estrangeiras em situações de crise internacional.
 
  • Ronaldo Caiado (PSD)
O programa foca na soberania alimentar e no poder econômico do agronegócio como pilares da projeção internacional do Brasil. Caiado defende que novos acordos comerciais de grande porte tragam cláusulas mandatórias de transferência de tecnologia para a indústria brasileira, reduzindo a vulnerabilidade do país em insumos básicos (como a alta dependência atual de fertilizantes estrangeiros). Na área de segurança, propõe uma atuação integrada e soberana das Forças Armadas com polícias estaduais no combate ao crime nas divisas terrestres.
 
  • Romeu Zema (Novo)
A candidatura aborda o tema sob a ótica da abertura econômica e segurança jurídica. O plano defende que a verdadeira soberania de uma nação advém da sua solidez fiscal, liberdade de mercado e capacidade de atrair investimentos globais estruturados. Zema propõe a revisão da participação brasileira no BRICS e foca na inserção do Brasil nas cadeias globais de valor das democracias ocidentais, utilizando o excedente de matriz energética limpa nacional como um trunfo econômico para sediar indústrias globais de alta tecnologia e supercomputadores.
 
  • Candidaturas de Esquerda Radical (PCB e UP)
Os planos de governo de candidaturas como Samara Martins (UP) e Edmilson Costa (PCB) abordam a soberania pelo viés do anti-imperialismo e da ruptura com o capital financeiro internacional. Suas principais propostas incluem a auditoria e a moratória da dívida pública externa, a nacionalização e estatização de todos os bancos e grandes indústrias sob controle estrangeiro, e a revogação de concessões e contratos que transfiram recursos minerais, petrolíferos ou de infraestrutura estratégica nacional para fundos privados internacionais.
 
                                                                                                                                                                                             
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ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA | POLÍTICA MIGRATÓRIA (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)

ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
POLÍTICA MIGRATÓRIA (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)

 
  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
A campanha apoia uma abordagem com viés humanitário e de direitos integrados. A proposta central é consolidar uma "política migratória humanista e estratégica", que garanta o acolhimento digno a migrantes e refugiados, amplie o acesso a serviços públicos essenciais do Estado (como saúde e educação) e reforce o combate à xenofobia. O plano prevê a manutenção e o apoio federal contínuo a iniciativas de interiorização de populações vulneráveis, como a Operação Acolhida em Roraima. Paralelamente, no âmbito externo, defende a cooperação internacional para proteger a comunidade de mais de 4 milhões de brasileiros que residem no exterior.
 
  • Flávio Bolsonaro (PL)
A plataforma não detalha estruturas de recepção social e trata a imigração sob a ótica da defesa territorial e policiamento rígido. O plano de governo propõe o cercamento eletrônico total das divisas brasileiras por meio de monitoramento por satélites e Inteligência Artificial para reprimir a imigração ilegal e o avanço de organizações criminosas transnacionais. A estratégia também visa o combate severo ao contrabando humano. A linha programática é inspirada na preservação da soberania jurídica contra diretrizes globais que limitem a autonomia do país em gerenciar seus fluxos de entrada.
 
  • Ronaldo Caiado (PSD)
A candidatura baseia-se na coordenação de inteligência militarizada. O programa propõe criar um Pacto Interamericano de Segurança de Fronteiras para mapear e rastrear a entrada irregular de estrangeiros com antecedentes criminais, vinculando diretamente o controle de trânsito ao enfrentamento a facções internacionais e milícias. No que tange aos aspectos econômicos, defende que a regularização migratória passe por uma rigorosa checagem de antecedentes e identificação biométrica na faixa de fronteira para garantir a ordem pública interna.
 
  • Renan Santos (Missão)
O plano é voltado ao enrijecimento regulatório de soberania jurídica. A candidatura propõe a revisão de normas de vistos e de permanência, defendendo restrições automáticas de entrada para cidadãos vindos de países com altos índices de criminalidade ou governados por regimes autoritários. Em contrapartida, sugere um alinhamento prioritário e flexibilização de acordos de mobilidade e atração de mão de obra qualificada de nações parceiras ligadas à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e democracias ocidentais.
 
  • Candidaturas de Esquerda Radical (PCB, PSTU e UP)
Os planos de governo de candidaturas como Samara Martins (UP) e Hertz Dias (PSTU) defendem a total garantia do direito à migração e o livre trânsito de povos. As propostas preveem a revogação de taxas consulares para regularização, a garantia de moradia pública temporária a refugiados em centros urbanos e a concessão imediata de direito ao voto a imigrantes residentes para eleições municipais. Adicionalmente, combatem o caráter militarizado das fiscalizações de fronteira.
 
                                                                                                                                                                                             
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ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA | UNIVERSIDADES (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)

ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
UNIVERSIDADES (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)


  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
A campanha foca no fortalecimento do papel social do ensino superior e na defesa da autonomia financeira e administrativa das universidades públicas. O programa de governo propõe dar continuidade à expansão e interiorização das universidades federais e institutos federais, além de ampliar as verbas destinadas à ciência, tecnologia e inovação. Na área da assistência e permanência estudantil, defende o aprimoramento das cotas raciais e sociais e o reforço de programas de acesso como o Prouni e o Fies.
 
  • Flávio Bolsonaro (PL)
A plataforma apresenta uma proposta estrutural para remodelar o sistema federal de ensino superior. O plano de governo propõe remover as universidades federais do Ministério da Educação (MEC) e transferi-las para o Ministério da Ciência e Tecnologia. A estratégia visa criar mecanismos legais para que as instituições públicas ampliem agressivamente a captação de recursos privados, condicionando e integrando o financiamento de pesquisas científicas ao interesse e patrocínio de grandes empresas e setores industriais privados.
 
  • Romeu Zema (Novo)
A candidatura também defende retirar a gestão das universidades federais da alçada direta do MEC, sob o argumento de que a pasta federal deve canalizar seus recursos e prioridades estritamente para a educação básica e a alfabetização infantil. Para o ensino superior, Zema propõe adotar um modelo gerencial de eficiência produtiva de mercado, sugerindo vincular e incentivar o repasse de verbas federais a universidades e institutos de acordo com a taxa de empregabilidade dos seus alunos formados.
 
  • Renan Santos (Missão)
A plataforma apresenta uma postura contrária ao modelo atual de inclusão social nas redes federais de ensino. No capítulo voltado à educação superior e à modernização do Estado, o plano de governo defende explicitamente o fim do sistema de cotas e das ações afirmativas nas universidades federais. A proposta sugere substituir os critérios raciais ou sociais vigentes por um modelo focado exclusivamente no mérito acadêmico individual do estudante em exames e avaliações nacionais padronizadas.
 
  • Candidaturas de Esquerda Radical (UP e PCB)
Os planos de governo de candidaturas como as de Samara Martins (UP) e Edmilson Costa (PCB) exigem transformações de forte intervenção estatal. Suas principais propostas para o setor incluem o fim do vestibular tradicional, defendendo o livre ingresso e o acesso universal nas universidades e instituições técnicas federais. Também exigem a proibição absoluta de repasses de verbas públicas para o ensino privado, a anistia integral das dívidas estudantis acumuladas no Fies e a federalização de universidades privadas endividadas para convertê-las em patrimônio 100% público.
 
                                                                                                                                                                                             
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ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA | RACISMO (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)

ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
RACISMO (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)


  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
A plataforma do atual presidente integra o combate ao racismo diretamente à sua estratégia macroeconômica de desenvolvimento inclusivo. O plano de governo propõe avançar na regulamentação do Estatuto da Igualdade Racial, transformando a equidade em uma política de Estado perene. O programa garante a continuidade e o aprimoramento das cotas raciais nas universidades federais e nos concursos públicos, além de prever mecanismos para impulsionar a presença de pessoas negras em cargos de alta liderança na administração pública federal. No plano territorial, defende a aceleração da titulação de terras quilombolas e a consolidação da Política Nacional de Equidade e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ).
 
  • Ronaldo Caiado (PSD)
A candidatura apresenta uma abordagem que combina métricas de eficiência administrativa com segurança pública. O programa propõe criar o chamado "Tema 22", focado no estabelecimento de metas de equidade mensuráveis e auditáveis nas áreas de saúde, educação e empregabilidade para a população negra. Como proposta inovadora, Caiado sugere a implementação de auditorias permanentes nos sistemas de segurança dos estados para eliminar o racismo algorítmico e corrigir vieses de cor no uso de tecnologias de Inteligência Artificial e ferramentas de reconhecimento facial pelas polícias.
 
  • Samara Martins (UP), Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU)
Os planos de governo da esquerda socialista — representados pelos três únicos candidatos autodeclarados negros da disputa — reservam capítulos exclusivos de enfrentamento ao racismo estrutural. Eles propõem uma reforma profunda na segurança pública para interromper a lógica militarizada nas periferias, que classificam como geradora do genocídio da juventude negra. Suas pautas incluem a revogação de leis que limitem discussões de gênero e raça nas escolas, a desapropriação e titulação imediata de terras quilombolas sem indenização ao agronegócio e a instituição de cotas trans-raciais amplas em todas as esferas institucionais.
 
  • Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo)
As diretrizes desses candidatos não apresentam seções ou propostas específicas destinadas ao combate ao racismo ou à desigualdade racial em seus programas oficiais. Seus planos de governo citam populações indígenas e quilombolas estritamente sob o viés do desenvolvimento econômico regional, defendendo que essas comunidades alcancem autonomia financeira por meio da mineração sustentável, do agronegócio e da bioeconomia. As campanhas baseiam-se no princípio da igualdade jurídica universal, argumentando que o fortalecimento da segurança pública e do policiamento ostensivo beneficia toda a população de forma igualitária.
 
  • Renan Santos (Missão)
Representando uma linha liberal antiestatista, a campanha adota a postura mais contundente de oposição às políticas vigentes de reparação histórica. No capítulo de modernização e educação, o plano defende explicitamente abolir o sistema de cotas na educação brasileira e nos âmbitos gerais do Estado. A proposta substitui qualquer indicador ou critério de raça e classe por concessões de bolsas de estudos baseadas estritamente no mérito acadêmico dos estudantes e no desempenho individual em exames nacionais unificados.
 
                                                                                                                                                                                             
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ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA | MEIO AMBIENTE (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)

ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
MEIO AMBIENTE (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)


  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
A campanha apresenta a agenda climática mais estruturada, sendo a única a estabelecer metas específicas de redução de emissões de gases de efeito estufa (entre 59% e 67%) e o compromisso de atingir o desmatamento líquido zero em todos os biomas. O plano propõe o uso de Inteligência Artificial para fiscalização ambiental, a estruturação de fundos permanentes de financiamento climático e a destinação de terras públicas para unidades de conservação e territórios indígenas. Também foca na criação de protocolos nacionais de proteção à população afetada por eventos climáticos extremos e na regulamentação do mercado de carbono.
 
  • Flávio Bolsonaro (PL)
A plataforma trata o meio ambiente de forma integrada ao agronegócio, à infraestrutura e à tecnologia. Propõe zerar apenas o desmatamento ilegal até 2029, utilizando satélites e IA contra a grilagem, diferenciando o criminoso do produtor rural que cumpre a lei. Na área regulatória, defende que as licenças ambientais tenham prazo rígido, sendo concedidas de forma automática se o órgão ambiental atrasar a decisão. O plano foca na expansão do mercado de carbono e no pagamento por serviços ambientais, mas não cita o Acordo de Paris e defende a exploração de combustíveis fósseis e a liberação do fraturamento hidráulico (fracking).
 
  • Ronaldo Caiado (PSD)
O programa foca em medidas de adaptação e na recuperação de áreas degradadas, mas mantém o petróleo e o agronegócio como pilares essenciais. Defende a combinação de preservação com segurança jurídica, focando exclusivamente no combate ao desmatamento ilegal (respeitando as conversões permitidas pelo Código Florestal). Assim como a direita, defende a métrica da rapidez e da desburocracia no licenciamento ambiental para não travar obras e propõe a operacionalização do mercado regulado de carbono.
 
  • Romeu Zema (Novo)
A candidatura subordina a gestão ambiental à atração de investimentos em infraestrutura e energia limpa. Propõe a criação de "vias rápidas" e ritos simplificados no licenciamento ambiental para destravar grandes empreendimentos privados de matriz elétrica renovável e biocombustíveis. O plano omite metas de demarcação de terras ou alinhamento direto aos tratados climáticos globais, focando na eficiência gerencial de mercado.
 
  • Renan Santos (Missão)
O plano econômico e estrutural adota uma linha voltada ao desenvolvimento industrial de base e segurança jurídica. A principal medida na área de recursos naturais é a criação de um marco regulatório para a exploração mineral controlada em terras indígenas, visando extrair reservas de fosfato e potássio para reduzir a dependência externa de fertilizantes do agronegócio. O plano prioriza a agilidade no licenciamento e o monitoramento automatizado por satélite contra invasões de terras irregulares.
 
  • Augusto Cury (Avante)
O programa propõe a regulamentação do mercado de carbono e atrela o meio ambiente à modernização tecnológica e ao agronegócio sustentável. Defende a criação de uma Licença Ambiental Especial para projetos estratégicos (como usinas hidrelétricas), estipulando uma avaliação expressa de até 15 dias. Também propõe a exploração planejada do hidrogênio verde na bacia amazônica e a retomada das obras da usina nuclear de Angra 3.
 
                                                                                                                                                                                             
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ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA | LGBTFOBIA (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)

ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
LGBTFOBIA (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)


  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O programa de governo foca na continuidade e ampliação das estruturas federais de direitos humanos. A proposta prevê o fortalecimento de políticas públicas federais para ampliar o acesso a direitos e combater a homofobia, a transfobia e outras formas de preconceito. A plataforma propõe a consolidação institucional de órgãos de proteção e a articulação nacional com os estados para fomentar canais de denúncia, monitoramento da violência motivada por preconceito e o desenvolvimento de campanhas educativas voltadas ao respeito à diversidade.
 
  • Samara Martins (UP)
A candidata dedica um capítulo exclusivo de seu plano de governo intitulado "Combate à LGBTfobia". As propostas incluem a criação de uma rede nacional de casas e centros de acolhimento voltada a jovens LGBTQIA+ que foram expulsos de suas residências por rejeição familiar. Samara Martins defende um rigor severo na punição de crimes homofóbicos, a implementação de ações pedagógicas contínuas nas redes de ensino para mitigar a violência de gênero nas escolas, além do desenvolvimento de programas de saúde pública focados nas demandas de pessoas trans.
 
  • Hertz Dias (PSTU)
Apresenta uma plataforma focada em ações afirmativas de inclusão social e proteção física. O plano defende a implementação de cotas específicas para pessoas trans nas universidades federais e em concursos públicos, a flexibilização total e sem taxas para o registro do nome social e a instalação de banheiros multigênero em repartições públicas. Para combater a violência física, sugere a expansão de abrigos estatais de proteção e assistência jurídica a vítimas de preconceito.
 
  • Edmilson Costa (PCB)
Propõe a abordagem da LGBTfobia a partir do combate às opressões estruturais. Suas diretrizes pautam o enfrentamento institucional e criminal à discriminação, a garantia de atendimento médico humanizado e especializado no SUS e a revogação de projetos ou legislações que limitem o debate de gênero e diversidade nas escolas, vinculando a pauta à igualdade socioeconômica plena.
 
  • Candidaturas sem Menções Específicas no Plano de Governo
Os programas de governo de candidatos como Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) não trazem menções ou propostas específicas para a população LGBTQIA+ ou combate direto à LGBTfobia. Essas campanhas fundamentam suas plataformas de segurança e cidadania sob a ótica de que as leis penais devem proteger todos os cidadãos de forma universal, focando no endurecimento contra o crime organizado, na eficiência policial global e na redução geral dos índices de homicídios e roubos comuns no país.
 
                                                                                                                                                                                             
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ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA | CORREIOS (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)

ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
CORREIOS (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)


  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O atual presidente posiciona-se de forma totalmente contrária à privatização dos Correios. Durante as sabatinas oficiais, Lula descartou vender a estatal e defendeu sua importância estratégica por estar presente em 100% dos municípios. Ele reconheceu que a empresa enfrenta uma crise e que "ficou na mesmice" diante do avanço das empresas de entrega privada. Para reverter o rombo financeiro, o candidato propõe um plano de reestruturação focado em parcerias comerciais (com empresas nacionais ou estrangeiras) e otimização de gastos, rejeitando a transferência do patrimônio público para o setor privado.
 
  • Romeu Zema (Novo)
O candidato lidera a vertente que defende a privatização integral dos Correios como prioridade inicial de gestão. Zema argumenta que a administração de uma empresa postal consome um tempo precioso do governo que deveria ser canalizado para áreas essenciais, como saúde e segurança. Ele sugere um modelo de concessão clara e rígida, estipulando inclusive multas de grande porte (como R$ 1 milhão por descumprimento) para garantir contratualmente que as entregas e o atendimento nas pequenas cidades do interior e regiões afastadas não sejam prejudicados após a venda.
 
  • Flávio Bolsonaro (PL)
O candidato adota uma linha contundente pela desestatização imediata da empresa. Flávio Bolsonaro classificou a ineficiência e a falta de capacidade de investimento dos Correios como uma "unanimidade", propondo que a venda da companhia seja o ponto de partida e a vitrine de um amplo Programa Nacional de Desestatização. Segundo o plano, a privatização abriria espaço para o investimento privado em alta tecnologia logística e estancaria os prejuízos financeiros sucessivos da máquina pública.
 
  • Ronaldo Caiado (PSD)
Seguindo a vertente de choque fiscal e austeridade, Caiado confirmou publicamente em sabatinas que os Correios estão em sua lista prioritária de privatizações. O candidato defende a venda integral da estatal de serviços postais como uma medida necessária para o corte de despesas, o controle do rombo orçamentário federal e a modernização do ecossistema de logística do país.
 
  • Renan Santos (Missão)
A plataforma do candidato propõe a privatização dos Correios, mas com ressalvas geográficas regulatórias. Sob a premissa de que o governo deve focar apenas em setores estritamente estratégicos e repassar atividades comerciais ao mercado, o plano defende a venda da empresa, porém sugere que o Estado mantenha subsídios temporários e específicos para rotas postais deficitárias em regiões muito isoladas e distantes, evitando o apagão logístico das comunidades mais carentes do país.
 
  • Esquerda Radical e Alternativas (UP, PCB e PSTU)
Candidaturas como as de Samara Martins (UP) e Edmilson Costa (PCB) manifestam oposição absoluta a qualquer modelo de concessão ou privatização. Seus planos de governo propõem o fortalecimento dos Correios como empresa 100% pública e estatal, a revogação de projetos de terceirização interna e a blindagem orçamentária da empresa, sob o argumento de que o serviço postal é um direito social universal que não deve visar o lucro corporativo.
 
                                                                                                                                                                                             
Para acessar os dados das candidaturas dos candidatos á Presidência do Brasil, clique no link:
https://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/candidato/BR/BR/20322002026
                                                                                                                                                                                             
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ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA | EDUCAÇÃO (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)

ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
EDUCAÇÃO (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
A campanha foca na continuidade de projetos estruturais desenvolvidos em seu atual mandato. A proposta principal é a expansão das escolas em tempo integral em todo o território nacional e a manutenção do programa Pé-de-Meia (poupança para estudantes de baixa renda do Ensino Médio) e das regras do Fundeb. Defende ainda a recuperação e o fortalecimento pedagógico da educação básica integrando as esferas federal, estadual e municipal, além do incentivo à inclusão com o avanço de tecnologias assistivas e o ensino de Libras.
 
  • Flávio Bolsonaro (PL)
A plataforma prioriza a descentralização do atendimento e o combate ao que chama de doutrinação ideológica. Propõe instituir o sistema de vouchers educacionais, que permite que famílias sem vaga na rede pública matriculem seus filhos em creches ou escolas privadas custeadas pelo Estado. Também defende a adoção do método fônico de alfabetização, o fortalecimento de escolas cívico-militares, a introdução de disciplinas como robótica e inteligência artificial e a criação do Programa Acolher, no qual alunos de alto rendimento recebem remuneração para oferecer reforço aos colegas.
 
  • Ronaldo Caiado (PSD)
O programa de governo coloca a aprendizagem baseada em avaliações de desempenho como "prioridade nacional". A principal proposta financeira prevê o direcionamento de recursos extras para escolas com melhores notas em índices de avaliação. Caiado também propõe uma bolsa de permanência para reter estudantes em situação de alta vulnerabilidade social e reduzir a evasão, além de firmar parcerias e convênios com creches privadas nos municípios onde o poder público não atenda à demanda.
 
  • Romeu Zema (Novo)
O plano é voltado à eficiência administrativa e à empregabilidade. A campanha propõe vincular o repasse de verbas públicas diretamente às metas de gestão e desempenho das redes de ensino. Defende a expansão drástica do ensino técnico integrado ao Ensino Médio, a parceria com entidades privadas na educação infantil para zerar a fila de creches e o condicionamento da parcela final do benefício Pé-de-Meia a uma nota mínima no Enem. Além disso, defende a permissão legal para a prática do homeschooling (ensino domiciliar) sob regulação estatal.
 
  • Renan Santos (Missão)
A proposta defende o resgate da autoridade em sala de aula e a aplicação de metas rígidas de qualidade. O programa estipula a criação de um código de conduta nacional com sanções disciplinares específicas para estudantes indisciplinados. No âmbito do ensino superior, o candidato posiciona-se de forma contrária ao modelo atual de ações afirmativas, propondo o fim das cotas nas universidades federais. O currículo escolar básico seria reformulado para incorporar oratória, educação financeira e empreendedorismo.
 
  • Augusto Cury (Avante)
O plano diferencia-se por focar na reforma metodológica e curricular sob o aspecto psicopedagógico. A prioridade central é a implementação da "gestão das emoções" no currículo básico das escolas do século XXI. Defende que os colégios públicos devem focar na saúde emocional de crianças, adolescentes e professores, combatendo a ansiedade generalizada e estimulando o pensamento crítico e criativo sobre a mera memorização de conteúdos.
 
  • Vertentes Alternativas (Esquerda)
Candidaturas como as de Samara Martins (UP) e Edmilson Costa (PCB) propõem a abolição de qualquer subsídio público a redes privadas. Os planos defendem um orçamento 100% focado no ensino público estatal, a revogação total da Reforma do Ensino Médio, o fim do modelo de escolas cívico-militares e a desvinculação de bônus salariais a professores atrelados a metas de exames padronizados. Já Rui Costa Pimenta (PCO) propõe a autonomia completa de gestão das escolas e universidades a comitês formados por estudantes, pais e professores.
 
                                                                                                                                                                                             
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ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA | INFRAESTRUTURA (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)

ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
INFRAESTRUTURA (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)


  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
A campanha foca na continuidade do Novo PAC, projetando aportes bilionários que combinam orçamento público e atração de capital privado. Na logística de transportes, o plano prioriza a intensificação de novos leilões ferroviários (e repactuação de contratos antigos) e o avanço de novos arrendamentos portuários e hidroviários. A plataforma traz um forte viés de sustentabilidade, propondo que obras de infraestrutura social e urbana sejam adaptadas para mitigar impactos de mudanças climáticas. No saneamento, defende apoiar estados e municípios sob o controle público, propondo ainda a geração de biocombustíveis (biogás e biometano) a partir do tratamento de resíduos sólidos. Para o setor tecnológico, propõe a modernização e digitalização industrial com o uso de IA.
 
  • Flávio Bolsonaro (PL)
A estratégia adota um modelo estritamente orientado ao livre mercado e à atração de investimentos privados para transportes e infraestrutura hídrica. O plano propõe criar novos modelos de financiamento, como fundos lastreáveis e securitização, além de uma revisão regulatória profunda para dar previsibilidade jurídica aos investidores. O programa defende projetos de escoamento de safras, citando nominalmente o destravamento da ferrovia Ferrogrão e a concessão da hidrovia do Tapajós. Outra grande aposta é transformar o Brasil em um polo global de data centers sustentáveis, aproveitando o excedente de energia limpa e renovável do país. No saneamento, propõe a aceleração de leilões e concessões privadas, com foco especial na segurança hídrica da região Nordeste.
 
  • Ronaldo Caiado (PSD)
O programa defende retirar a infraestrutura da disputa político-partidária, transformando-a em um projeto de Estado de longo prazo. Propõe criar uma câmara técnica independente para planejar e avaliar projetos estruturais para os próximos 30 anos. No saneamento básico, Caiado apresenta a proposta mais volumosa entre os candidatos, defendendo a regionalização e a realização de leilões focados em expandir a rede de esgoto e água tratada em municípios menores. No segmento digital, apoia incentivos fiscais para a atração de infraestrutura de tecnologia, condicionados a metas sociais e exigências de preservação ambiental.
 
  • Romeu Zema (Novo)
A plataforma é voltada à eficiência administrativa de mercado. Zema propõe a reunificação do Ministério da Infraestrutura, incorporando a ele as competências de mobilidade urbana para integrar o planejamento de grandes obras à realidade das cidades. O plano defende privatizações e leilões de saneamento, além de propor que o governo aproveite a abundância de matriz elétrica limpa para atrair indústrias intensivas em energia, supercomputadores e data centers corporativos. Na habitação, foca em parcerias com o setor imobiliário privado para reduzir o déficit estrutural.
 
  • Renan Santos (Missão)
A candidatura adota propostas focadas no desenvolvimento tecnológico regional e na reestruturação logística de base. O plano estipula a meta de retomar obras públicas paradas, ampliar 10.000 km de rodovias e implementar regras ágeis para o licenciamento ambiental de infraestrutura. No campo da inovação, defende a criação de Zonas Econômicas Especiais no Nordeste voltadas à Inteligência Artificial, com regulação e incentivos fiscais próprios de energia para converter a região em exportadora de capacidade computacional. Na área urbana, propõe um plano de desfavelização que integre moradia digna e expansão de saneamento nas escolas.
 
  • Augusto Cury (Avante)
O programa trata a Inteligência Artificial e a tecnologia de dados como infraestrutura estratégica de Estado. Embora não detalhe projetos tradicionais de ferrovias ou rodovias, o plano de governo foca na modernização digital, propondo uma política nacional para o desenvolvimento e aplicação de automação industrial, robótica, internet das coisas (IoT) e computação em nuvem em todos os serviços públicos essenciais.
 
                                                                                                                                                                                             
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ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA | GERAÇÃO DE EMPREGOS (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)

ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
GERAÇÃO DE EMPREGOS (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)


  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
A estratégia do atual presidente adota uma abordagem desenvolvimentista, na qual a concessão de crédito público, incentivos fiscais e as políticas de compras governamentais são rigidamente condicionadas a compromissos das empresas com a criação de empregos de qualidade. O programa propõe a modernização do Sistema Nacional de Emprego (Sine) através do uso de ferramentas de Inteligência Artificial para cruzar perfis de trabalhadores e vagas disponíveis de forma ágil. Também inclui a simplificação tributária para profissionais autônomos e pequenos empreendedores, além da regulamentação contínua de novas formas de trabalho, como o emprego por plataformas digitais e aplicativos.
 
  • Flávio Bolsonaro (PL)
O plano econômico baseia-se na tese de que a desoneração produtiva é o principal motor para novas contratações. Propõe contratos de trabalho específicos com custo reduzido na folha salarial para grupos considerados mais vulneráveis no mercado: jovens de 18 a 24 anos (foco no primeiro emprego) e trabalhadores com 50 anos ou mais que estejam desempregados há pelo menos um ano. A plataforma defende o redimensionamento da Reforma Tributária para cortar impostos sobre o consumo e a produção, a desoneração de exportações e a criação de um Banco Nacional de Vagas integrado diretamente aos sistemas de Recursos Humanos das empresas privadas.
 
  • Romeu Zema (Novo)
A plataforma foca no enxugamento do Estado e no livre mercado como geradores de postos de trabalho. A principal proposta estrutural para o emprego qualificado é a aceleração da transição ecológica para atrair indústrias intensivas em energia limpa, Inteligência Artificial e grandes data centers. Zema propõe associar a atração desses novos investimentos globais à expansão agressiva do ensino técnico, alinhando a formação de mão de obra diretamente às demandas urgentes do setor produtivo privado, além de reduzir a burocracia para abertura e operação de empresas.
 
  • Renan Santos (Missão)
Defende uma proposta de reindustrialização tecnológica focada no desenvolvimento regional. O plano sugere a criação de Zonas Econômicas Especiais voltadas à Inteligência Artificial e computação em nuvem, com incentivos fiscais, regulatórios e de infraestrutura energética próprios. O objetivo central é transformar o Brasil, especialmente a região Nordeste, em uma plataforma exportadora de capacidade computacional, estimulando a criação de ecossistemas locais de tecnologia com empregos de alta remuneração e qualificação técnica.
 
  • Escritor Augusto Cury (Avante)
O programa vincula a produtividade e a geração de empregos à capacidade de inovação e à saúde mental corporativa. Defende que o país deve deixar de ser um mero consumidor de tecnologia para se tornar um produtor de manufatura avançada, internet das coisas (IoT) e automação industrial. Além disso, propõe políticas de incentivo ao microempreendedorismo e programas de apoio psicopedagógico e de gestão emocional voltados a trabalhadores e gestores nas empresas, visando reduzir o absenteísmo e elevar o rendimento profissional.
 
  • Candidaturas de Esquerda Radical (PCB, PSTU e UP)
Os planos de governo de candidatos como Edmilson Costa (PCB) e Samara Martins (UP) propõem uma ruptura com o modelo econômico atual. A principal bandeira para o mercado de trabalho é a revogação integral da Reforma Trabalhista e da Reforma da Previdência, a estatização de setores estratégicos da economia e a adoção da redução da jornada de trabalho sem redução salarial (como a extinção da escala 6x1), sustentando que a divisão de horas disponíveis geraria novas vagas formais e elevaria a massa salarial interna.
 
                                                                                                                                                                                             
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ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA | SISTEMA PENITENCIÁRIO (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)

ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
SISTEMA PENITENCIÁRIO (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)


  • Flávio Bolsonaro (PL)
A plataforma do candidato apresenta a reestruturação prisional como uma de suas principais bandeiras. Ele propõe a criação de cinco novos presídios federais de segurança máxima para formar o complexo "Treva", explicitamente inspirados no modelo de El Salvador do presidente Nayib Bukele. A meta central é tornar os líderes de facções e milícias "de fato incomunicáveis". Em parceria com os estados, o plano promete abrir 500 mil novas vagas no sistema prisional em quatro anos, endurecer a legislação para acabar com as saídas temporárias ("saidinhas") e forçar os detentos a trabalhar para custear a própria estadia.
 
  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O atual presidente foca na modernização, inteligência e no fortalecimento do Sistema Penitenciário Federal como modelo de excelência gerencial para os estados. Em vez de focar na expansão massiva de penitenciárias, a estratégia de Lula prioriza o uso de ferramentas integradas para asfixiar o fluxo de dinheiro das facções que operam de dentro e de fora dos presídios. O programa do comitê também coloca como diretriz estratégica a inteligência prisional para monitoramento de lideranças e a garantia de direitos na gestão do sistema para reduzir rebeliões e otimizar a segurança interna.
 
  • Ronaldo Caiado (PSD)
Baseado em sua plataforma de tolerância zero, o candidato defende a estruturação de uma rede nacional integrada de presídios de segurança máxima para abrigar criminosos de alta periculosidade. Caiado apoia o enquadramento de facções como "terrorismo doméstico", o que justificaria regimes de confinamento muito mais rigorosos e o fim de benefícios de progressão de pena. Ele também defende autonomia para que os estados gerenciem e definam punições e regimes prisionais adicionais adaptados às realidades locais.
 
  • Renan Santos (Missão)
A candidatura propõe um modelo de estrito isolamento e separação jurídica de presos. O plano prevê criar barreiras físicas e regulatórias intransponíveis entre presos comuns de baixa periculosidade e os integrantes de organizações criminosas com domínio territorial. A proposta busca impedir o aliciamento e o recrutamento de novos soldados pelas facções dentro das cadeias, aplicando penas de segurança máxima restritas aos chefes do crime.
 
  • Wilson Grassi (Democrata)
Apresenta um plano gerencial focado no isolamento rigoroso de lideranças em presídios sob controle federal. Como proposta diferencial, Grassi defende realizar um plebiscito no primeiro ano de mandato para consultar a população se o Brasil deve adotar integralmente as regras do modelo de confinamento de El Salvador para presos de altíssima periculosidade, conferindo legitimidade popular a uma reforma prisional drástica.
 
  • Candidaturas de Esquerda Radical (PCB e UP)
Em total oposição aos modelos de encarceramento em massa, candidaturas como as de Samara Martins (UP) e Edmilson Costa (PCB) criticam o sistema carcerário atual por considerá-lo seletivo e punitivo contra as populações periféricas. Suas diretrizes defendem a revisão drástica da política de drogas, a descriminalização do uso e o desencarceramento de pessoas presas por crimes não violentos. Os planos propõem focar os recursos em ressocialização real e na punição financeira e patrimonial de grandes lavadores de dinheiro e financiadores do crime.
 
                                                                                                                                                                                             
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