ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
RELAÇÕES INTERNACIONAIS (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)

- Luiz Inácio Lula da
Silva (PT)
A campanha foca na continuidade de uma
política externa baseada no multilateralismo,
na autonomia estratégica e na busca por protagonismo internacional. O
plano de governo estabelece como prioridade transformar o Brasil em um "Árbitro do Sul Global",
aprofundando o diálogo político e econômico com países da África, Ásia, América
Latina e Oriente Médio. Defende veementemente o fortalecimento de blocos como o BRICS e o Mercosul, a reforma de
instituições como o Conselho de Segurança da ONU e o combate global à fome.
Diante de pressões comerciais, o programa ressalta a defesa da soberania
nacional, a independência digital do país (como a proteção a sistemas nacionais
de pagamento) e a rejeição a alinhamentos automáticos que prejudiquem a economia
interna.
A plataforma orienta-se por uma linha
liberal-conservadora voltada aos interesses
comerciais bilaterais e à atração de investimentos privados. O programa
critica o alinhamento político com regimes autoritários e defende a reaproximação prioritária com parceiros como
Estados Unidos, Argentina e Israel. Na esfera econômica global, a
principal meta é retomar o cronograma de adesão do Brasil à OCDE, além de incentivar a internacionalização
de pequenas empresas por meio da Apex e do BNDES. Embora o comitê oficial
enfatize uma diplomacia guiada pelo pragmatismo comercial, o plano evita
menções de fortalecimento ao BRICS e sugere "se libertar de amarras"
regulatórias em acordos regionais tradicionais.
O programa propõe uma diplomacia de
resultados voltada à ampliação de mercados para o agronegócio e para a
indústria nacional, priorizando parcerias pragmáticas na Ásia, África e região do Indo-Pacífico.
Caiado defende que novos acordos comerciais internacionais tragam cláusulas
mandatórias de transferência de
tecnologia para o Brasil. Na área de segurança de fronteiras, propõe um
Pacto Interamericano contra o crime organizado com cooperação de inteligência
em nível militar. O plano também apoia o avanço do acordo comercial
Mercosul-União Europeia desde que as assimetrias agrícolas sejam corrigidas.
A candidatura baseia suas propostas na
eficiência de mercado e na abertura econômica. Defende uma mudança profunda ou ruptura na participação
do Brasil no BRICS, priorizando acordos bilaterais de livre comércio com
democracias ocidentais sólidas. O plano propõe acelerar a consolidação do
tratado entre Mercosul e União Europeia e foca em vender o Brasil
internacionalmente como um porto seguro ambiental, usando o excedente de
energia limpa para atrair investimentos globais em indústrias de alta
tecnologia, IA e data centers.
Apresenta uma das plataformas mais singulares
na área estratégica. No campo geopolítico, sugere parcerias focadas em
economias emergentes asiáticas fora do eixo tradicional da China, como o Vietnã
e as Filipinas, além de propor maior integração com países de língua
portuguesa. No setor de defesa, o plano defende que o Brasil alcance a autonomia completa do ciclo do combustível
nuclear e avance em seu programa de desenvolvimento nuclear para fins
civis e militares, utilizando-o como um ativo de dissuasão geopolítica.
A plataforma aborda a inserção internacional
do Brasil sob a ótica do valor agregado e da transição ecológica. Propõe
reduzir drasticamente a exportação de minerais estratégicos (como terras raras)
em estado bruto, forçando a industrialização interna antes do comércio global.
O plano sugere projetar o país como a principal referência mundial em hidrogênio verde e defende a captação de
recursos no exterior para estruturar um fundo internacional focado na
agricultura familiar sustentável.
CASO HAJA INFORMAÇÃO ERRADA, FAVOR INFORMAR!
RAPHAEL PAIVA