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quarta-feira, 20 de maio de 2026

DEPOIS DE DIZER QUE NÃO TINHA RELAÇÃO COM VORCARO, FLÁVIO BOLSONARO ADMITE VISITA AO BANQUEIRO APÓS 1ª PRISÃO DO DONO DO MASTER

Depois de dizer que não tinha relação com Vorcaro, Flávio Bolsonaro admite visita ao banqueiro após 1ª prisão do dono do Master
 
Na época, as fraudes milionárias do Banco Master já eram de conhecimento público, e Daniel Vorcaro, após ter sido solto na primeira fase da Operação Compliance, cumpria medidas restritivas, como o uso de tornozeleira eletrônica.
 
Por Jornal Nacional
 
19/05/2026 20h50  Atualizado há 7 horas


O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, admitiu, nesta terça-feira (19), que foi à casa de Daniel Vorcaro no fim de 2025, logo após a primeira prisão do banqueiro no caso Master. Na época, Vorcaro cumpria medidas restritivas, como o uso de tornozeleira eletrônica.
 
O senador Flávio Bolsonaro estava reunido com aliados, na sede do PL, em Brasília, durante a manhã desta terça-feira (19), quando o site Metrópoles revelou o encontro na casa do banqueiro. No fim de 2025, Flávio visitou Daniel Vorcaro em São Paulo. A esta altura, as fraudes milionárias do Banco Master já eram de conhecimento público, e Vorcaro, após ter sido solto na primeira fase da Operação Compliance, cumpria medidas restritivas, como o uso de tornozeleira eletrônica.
 
Ao fim da reunião desta terça-feira (19), cercado por aliados, o senador deu explicações sobre o encontro:
 
“No dia seguinte em que ele foi preso, nesse momento que nós vimos ali que deu uma virada de chave, nós entendemos melhor que a situação era muito mais grave. E, em função disso, eu trago aqui para vocês, eu falei lá dentro com os deputados, mas já vi que a imprensa já divulgou, que eu estive com ele mais uma vez após esse evento, quando ele passou a usar o monitoramento eletrônico. Ele não poderia sair da cidade de São Paulo, e eu fui sim ao encontro dele para botar um ponto final nessa história, dizer que se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo e o filme não correria risco.”
 
Até a semana passada, o senador Flávio Bolsonaro dizia que não tinha nenhuma relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. O partido dele convocou a reunião desta terça-feira (19) depois da revelação pelo site Intercept de áudio e mensagens em que Flávio Bolsonaro aparece pedindo dinheiro a Vorcaro para financiar o filme sobre o pai. Na reunião, o senador disse aos aliados que o relacionamento com o banqueiro foi exclusivamente para pedir dinheiro para o filme de Jair Bolsonaro e afirmou que vai apresentar uma prestação de contas do filme em 30 dias.
 
Até agora, Flávio Bolsonaro já confirmou que o filme sobre o pai recebeu US$ 12 milhões bancados por Vorcaro. O caso veio à tona na quarta-feira (13). Em um primeiro momento, o senador negou que o filme tivesse recebido dinheiro do banqueiro.
 
Repórter: Senador, por que o filme do seu pai foi bancado pelo Vorcaro?
Flávio Bolsonaro: É mentira. De onde você tirou isso? Ah, irmão, pelo amor de Deus. Aos jornalistas, bom trabalho e militante... De onde você tirou isso? É dinheiro privado.
 
No mesmo dia, depois da publicação das mensagens, o senador reconheceu que Vorcaro estava financiando o filme:
 
“O que acontece é que, com o passar do tempo, ele simplesmente parou de honrar com as parcelas do contrato. Sim, tinha um contrato que, ao ele não pagar essas parcelas, tinha uma grande chance de o filme sequer ser veiculado, o filme sequer ser concluído. Em função disso, inclusive, procuramos outros investidores para concluir esse filme.”
 
No dia seguinte, Flávio alegou que um termo de confidencialidade no contrato do filme o impedia de revelar a relação com o banqueiro e admitiu o envio de recursos de Vorcaro para uma conta do advogado de Eduardo Bolsonaro, Paulo Calixto, nos Estados Unidos:
 
“Você tem que contratar um advogado que entenda dessa área e o advogado é um advogado de confiança do Eduardo Bolsonaro.”
 
Nesta terça-feira (19), o site Intercept Brasil revelou mensagens do deputado federal Mário Frias, do PL, ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro e produtor executivo do filme, agradecendo a Vorcaro pelo apoio financeiro ao projeto. Em áudio enviado no dia 11 de dezembro de 2024, Mário Frias diz que vai manter Vorcaro informado sobre o andamento do filme:
 
“Só te agradecer, meu irmão. Vamos mexer com o coração de muita gente e vai ser muito importante para o nosso país, tá? Preciso de vez em quando te falar como as coisas vão andando, tá?”.
 
Segundo a reportagem, logo após o envio da mensagem, Vorcaro respondeu, dizendo que estava em uma ligação e que retornaria em seguida. Quarenta minutos depois, os dois conversaram em uma ligação de voz, que durou cerca de dois minutos. A reportagem afirma que a conversa ocorreu menos de uma hora depois de um encontro entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro, em Brasília, no qual os dois discutiram o financiamento do filme.
 
A dona da Goup Entertainment, produtora responsável pelo filme, Karina Ferreira Gama, afirmou à TV Globo que o filme custou até agora US$ 13 milhões e que Daniel Vorcaro foi o responsável por 90% da verba que viabilizou o projeto. Segundo ela, o banqueiro atuou como intermediador dos recursos.
 
Link da reportagem: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/05/19/depois-de-dizer-que-nao-tinha-relacao-com-vorcaro-flavio-bolsonaro-admite-visita-ao-banqueiro-apos-1a-prisao-do-dono-do-master.ghtml

VOTAÇÃO | CENTRÃO APRESENTA PROPOSTA QUE AMPLIA JORNADA PARA 52 HORAS E ADIA FIM DA 6×1

Política
 
Centrão apresenta proposta que amplia jornada para 52 horas e adia fim da 6×1
 
Texto apoiado por 176 deputados flexibiliza regras trabalhistas, amplia poder patronal e empurra redução da jornada por uma década
 
19/05/2026 | 10h37
 
Por Cleber Lourenço


Uma emenda apresentada por parlamentares do Centrão e da extrema direita à PEC do fim da escala 6×1 transformou a proposta original de redução da jornada de trabalho em um texto que amplia possibilidades de flexibilização trabalhista, cria brechas para jornadas de 52 horas semanais e adia a implementação das mudanças por dez anos.
 
A proposta foi protocolada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS) e recebeu 176 assinaturas válidas na Câmara dos Deputados, cinco acima do mínimo necessário para apresentação formal da emenda.
 
Entre os parlamentares que apoiam a proposta estão alguns dos principais nomes da extrema direita no Congresso Nacional, como Nikolas Ferreira, Ricardo Salles, Marcel van Hattem, Caroline de Toni, Carlos Jordy, Sóstenes Cavalcante, Gustavo Gayer, Bia Kicis, Mario Frias, Rosangela Moro, Zé Trovão, Marco Feliciano e Júlia Zanatta.
 
Na prática, o texto altera completamente o espírito da PEC 221/2019, que originalmente previa redução gradual da jornada semanal para 36 horas. Em vez de reduzir a carga horária, a emenda cria mecanismos para ampliação de jornada, flexibilização de direitos e fortalecimento do poder de negociação patronal.
 
A primeira mudança significativa é a troca da meta original da PEC. O texto inicial previa redução gradual para 36 horas semanais. A emenda do Centrão reduz esse objetivo para 40 horas. Parece detalhe técnico, mas representa quatro horas extras de trabalho por semana em relação ao texto original.
 
Além disso, a proposta cria um sistema de exceções praticamente ilimitado para atividades classificadas como essenciais. O texto afirma que setores ligados à saúde, segurança, mobilidade, abastecimento, infraestrutura crítica e continuidade de serviços poderão manter jornadas de até 44 horas semanais.
 
Na prática, a exceção pode engolir a regra. O conceito de atividade essencial é amplo e dependerá de regulamentação futura por lei complementar.
 
O trecho mais polêmico está na autorização constitucional para que acordos individuais ou coletivos ampliem a jornada em 30% acima do limite estabelecido na Constituição. Como a própria emenda fixa o teto geral em 40 horas semanais, a regra abre espaço para jornadas de 52 horas por semana.
 
O mecanismo funciona como uma espécie de constitucionalização permanente da flexibilização trabalhista. Na prática, mesmo com a promessa pública de redução da jornada, a proposta cria instrumentos para ampliação legal da carga horária.
 
O texto também amplia significativamente o alcance do chamado negociado sobre o legislado. A proposta determina que acordos individuais e instrumentos coletivos prevalecerão sobre normas legais e infralegais em temas como jornada de trabalho, escalas, banco de horas, intervalos, troca de feriados, teletrabalho, prontidão, trabalho intermitente e remuneração por produtividade.
 
PRINCIPAIS PONTOS DA PROPOSTA
  • Cria brecha para jornadas de até 52 horas semanais
  • Adia implementação do fim da escala 6×1 por dez anos.
  • Troca meta original de 36 horas por 40 horas semanais.
  • Amplia poder de acordos individuais sobre direitos trabalhistas.
  • Permite flexibilizações sem necessidade de compensações ao trabalhador.
  • Mantém jornadas maiores para setores considerados essenciais.
  • Reduz encargos trabalhistas e cria benefícios fiscais para empresas.
  • Condiciona toda mudança futura à aprovação de lei complementar.
 
Na prática, a emenda amplia o poder de negociação das empresas em um país marcado por desemprego elevado, informalidade e fragilidade sindical. Especialistas ouvidos reservadamente pela reportagem avaliam que isso tende a aumentar a pressão sobre trabalhadores para aceitarem condições mais flexíveis de jornada.
 
Após repercussão sobre o tema, os deputados Mário Heringer e Eunicio Oliveira protocolaram requerimentos para retirada das assinaturas do projeto.
 
Outro ponto que chamou atenção é que a proposta permite essas flexibilizações independentemente da estipulação de vantagens compensatórias. Em outras palavras, a empresa poderá negociar mudanças sensíveis sem necessariamente oferecer contrapartidas adicionais ao trabalhador.
 
A proposta também altera a forma de contagem da jornada. O texto determina que pausas, intervalos e períodos previstos em normas regulamentadoras não serão computados como jornada efetiva de trabalho.
 
Na prática, isso significa que trabalhadores poderão permanecer mais tempo dentro do ambiente profissional sem que esse período seja contabilizado integralmente na jornada semanal.
 
Além da flexibilização das regras trabalhistas, a emenda cria uma série de compensações fiscais para empregadores que aderirem ao novo regime. Entre elas estão redução de 50% da contribuição ao FGTS, imunidade temporária de contribuições previdenciárias sobre novos vínculos empregatícios, redução de encargos ligados a riscos ambientais do trabalho e deduções tributárias sobre despesas com novos postos de trabalho.
 
A proposta transfere parte relevante do custo da transição para os cofres públicos. Enquanto trabalhadores terão flexibilização de direitos, empresas receberão benefícios tributários e redução de encargos.
 
O texto também estabelece que a emenda constitucional só entrará em vigor dez anos após sua publicação. Mesmo após esse prazo, a redução da jornada ainda dependerá da aprovação de uma lei complementar para regulamentação das regras de transição, metas de produtividade, fiscalização e impactos econômicos.
 
Na prática, o fim da escala 6×1 fica condicionado a duas etapas futuras: esperar dez anos e depois aprovar nova legislação complementar no Congresso. Parlamentares ligados à proposta argumentam que isso evitaria impactos econômicos e daria segurança jurídica às empresas.
 
Na justificativa da proposta, os deputados afirmam que a redução da jornada poderia gerar impacto inflacionário, aumento de custos e insegurança jurídica. O texto também defende a necessidade de preservar a livre iniciativa e criar mecanismos para adaptação das empresas.
 
CONFIRA OS PARLAMENTARES QUE ASSINARAM A PROPOSTA:
  1. Sérgio Turra (PP-RS)
  2. Joaquim Passarinho (PL-PA)
  3. Alceu Moreira (MDB-RS)
  4. Afonso Hamm (PP-RS)
  5. Newton Cardoso Jr (MDB-MG)
  6. Alberto Fraga (PL-DF)
  7. Pedro Lupion (Republicanos-PR)
  8. Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP)
  9. Any Ortiz (PP-RS)
  10. Ana Paula Leão (PP-MG)
  11. Cobalchini (MDB-SC)
  12. Pedro Westphalen (PP-RS)
  13. Capitão Alden (PL-BA)
  14. Juarez Costa (Republicanos-MT)
  15. Dr. Zacharias Calil (MDB-GO)
  16. Arthur Oliveira Maia (União Brasil-BA)
  17. Mauricio Marcon (PL-RS)
  18. Alexandre Guimarães (MDB-TO)
  19. Fernanda Pessoa (PSD-CE)
  20. Rafael Simões (União Brasil-MG)
  21. General Girão (PL-RN)
  22. Coronel Ulysses (União Brasil-AC)
  23. Mauricio do Vôlei (PL-MG)
  24. Henderson Pinto (União Brasil-PA)
  25. Sergio Souza (MDB-PR)
  26. Lucio Mosquini (PL-RO)
  27. Tião Medeiros (PP-PR)
  28. José Rocha (União Brasil-BA)
  29. Jorge Goetten (Republicanos-SC)
  30. Vitor Lippi (PSD-SP)
  31. Pastor Eurico (PSDB-PE)
  32. Daniela Reinehr (PL-SC)
  33. Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES)
  34. Caroline de Toni (PL-SC)
  35. Daniel Freitas (PL-SC)
  36. Rodrigo Valadares (PL-SE)
  37. Pezenti (MDB-SC)
  38. Dr. Flávio (PL-RJ)
  39. Messias Donato (União Brasil-ES)
  40. Dr. Luiz Ovando (PP-MS)
  41. Adilson Barroso (PL-SP)
  42. Augusto Coutinho (Republicanos-PE)
  43. Luisa Canziani (União Brasil-PR)
  44. Sanderson (PL-RS)
  45. Célio Silveira (MDB-GO)
  46. Toninho Wandscheer (PP-PR)
  47. Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR)
  48. Pastor Diniz (União Brasil-RR)
  49. Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP)
  50. Nicoletti (PL-RR)
  51. Julia Zanatta (PL-SC)
  52. Coronel Chrisóstomo (PL-RO)
  53. Chris Tonietto (PL-RJ)
  54. Roberta Roma (PL-BA)
  55. Da Vitoria (PP-ES)
  56. Felipe Francischini (Podemos-PR)
  57. Beto Pereira (Republicanos-MS)
  58. Zé Vitor (PL-MG)
  59. Greyce Elias (PL-MG)
  60. Lafayette de Andrada (PL-MG)
  61. Padovani (PP-PR)
  62. Marcos Pollon (PL-MS)
  63. Josivaldo JP (União Brasil-MA)
  64. Bibo Nunes (PL-RS)
  65. Rodrigo da Zaeli (PL-MT)
  66. Rodolfo Nogueira (PL-MS)
  67. Dilceu Sperafico (PP-PR)
  68. Luiz Nishimori (PSD-PR)
  69. Luiz Carlos Busato (União Brasil-RS)
  70. Giovani Cherini (PL-RS)
  71. Nelson Barbudo (Podemos-MT)
  72. Zezinho Barbary (PP-AC)
  73. Bia Kicis (PL-DF)
  74. Aluisio Mendes (Republicanos-MA)
  75. Fausto Jr. (União Brasil-AM)
  76. Julio Lopes (PP-RJ)
  77. José Nelto (União Brasil-GO)
  78. Domingos Sávio (PL-MG)
  79. Marangoni (Podemos-SP)
  80. Junio Amaral (PL-MG)
  81. Marussa Boldrin (Republicanos-GO)
  82. Luiz Lima (Novo-RJ)
  83. Clarissa Tércio (PP-PE)
  84. Zé Trovão (PL-SC)
  85. Geovania de Sá (Republicanos-SC)
  86. Márcio Honaiser (Solidariedade-MA)
  87. Coronel Meira (PL-PE)
  88. João Carlos Bacelar (PL-BA)
  89. Zé Adriano (PP-AC)
  90. Simone Marquetto (PP-SP)
  91. Celso Russomanno (Republicanos-SP)
  92. Eli Borges (Republicanos-TO)
  93. Rosângela Reis (PL-MG)
  94. Marcelo Moraes (PL-RS)
  95. Ismael (PL-SC)
  96. Daniel Agrobom (PSD-GO)
  97. Gustavo Gayer (PL-GO)
  98. Hercílio Coelho Diniz (MDB-MG)
  99. Adriana Ventura (Novo-SP)
  100. Cabo Gilberto Silva (PL-PB)
  101. Mário Heringer (PDT-MG)
  102. Geraldo Mendes (União Brasil-PR)
  103. Paulo Litro (União Brasil-PR)
  104. Gilson Marques (Novo-SC)
  105. Antonio Andrade (PSDB-TO)
  106. Beto Richa (PSDB-PR)
  107. Carlos Jordy (PL-RJ)
  108. AJ Albuquerque (PP-CE)
  109. Danilo Forte (PP-CE)
  110. Vermelho (PL-PR)
  111. Paulo Azi (União Brasil-BA)
  112. Diego Coronel (Republicanos-BA)
  113. José Medeiros (PL-MT)
  114. Arnaldo Jardim (Cidadania-SP)
  115. Dr. Ismael Alexandrino (PSD-GO)
  116. Hugo Leal (PSD-RJ)
  117. Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG)
  118. Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)
  119. Magda Mofatto (PL-GO)
  120. Sargento Gonçalves (PL-RN)
  121. Marcel van Hattem (Novo-RS)
  122. Filipe Martins (PL-TO)
  123. Carlos Chiodini (MDB-SC)
  124. Laura Carneiro (PSD-RJ)
  125. Ricardo Salles (Novo-SP)
  126. Roberto Duarte (Republicanos-AC)
  127. Max Lemos (PDT-RJ)
  128. Hildo Rocha (MDB-MA)
  129. Coronel Fernanda (PL-MT)
  130. Pinheirinho (PP-MG)
  131. Murillo Gouvea (PSDB-RJ)
  132. Meire Serafim (União Brasil-AC)
  133. Luciano Vieira (PSDB-RJ)
  134. Marco Feliciano (PL-SP)
  135. Lucas Redecker (PSD-RS)
  136. Lincoln Portela (PL-MG)
  137. Gilberto Abramo (Republicanos-MG)
  138. Átila Lira (PP-PI)
  139. Bebeto (PP-RJ)
  140. Osmar Terra (PL-RS)
  141. Amaro Neto (PP-ES)
  142. Adriano do Baldy (PP-GO)
  143. Dr. Fernando Máximo (PL-RO)
  144. Missionário José Olimpio (PL-SP)
  145. Jorge Braz (Republicanos-RJ)
  146. Julio Arcoverde (PP-PI)
  147. Franciane Bayer (Republicanos-RS)
  148. Mauricio Neves (PP-SP)
  149. Delegado Fabio Costa (PP-AL)
  150. João Maia (PP-RN)
  151. Vinicius Carvalho (PL-SP)
  152. Luiz Fernando Faria (União Brasil-MG)
  153. Mario Frias (PL-SP)
  154. Thiago Flores (União Brasil-RO)
  155. Daniela do Waguinho (Republicanos-RJ)
  156. Zé Silva (União Brasil-MG)
  157. Dr. Jaziel (PL-CE)
  158. Glaustin da Fokus (Podemos-GO)
  159. Doutor Luizinho (PP-RJ)
  160. Aline Gurgel (União Brasil-AP)
  161. Claudio Cajado (PP-BA)
  162. Rosangela Moro (PL-SP)
  163. Rafael Fera (Podemos-RO)
  164. Eunício Oliveira (MDB-CE)
  165. Sargento Fahur (PL-PR)
  166. Diego Andrade (PSD-MG)
  167. Fernando Coelho Filho (União Brasil-PE)
  168. Ricardo Guidi (PL-SC)
  169. Luiz Gastão (PSD-CE)
  170. Fabio Garcia (União Brasil-MT)
  171. Jefferson Campos (PL-SP)
  172. Gustinho Ribeiro (PP-SE)
  173. Nikolas Ferreira (PL-MG)
 
Link da reportagem: https://iclnoticias.com.br/centrao-apresenta-proposta-amplia-jornada/

ARQUEÓLOGOS RECUPERAM PARTE DA HISTÓRIA DO BRASIL IMPERIAL EM NOVA IGUAÇU, NA BAIXADA FLUMINENSE

Arqueólogos recuperam parte da história do Brasil Imperial em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense
 
Cerca de 100 mil objetos ou fragmentos já foram encontrados desde que a pesquisa começou, três anos atrás.
 
Por Jornal Nacional
 
19/05/2026 22h16  Atualizado há 3 horas


O trabalho de arqueólogos recuperou uma parte da história do Brasil Imperial em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A área da escavação já foi uma vila de passagem para quem seguia para o Rio de Janeiro.
 
Em um caco de louça cabe um palácio. E quantos cacos de louça cabem em uma cidade inteira? Uma equipe de escavações tenta achar um por um.
 
Pedro Bassan, repórter: E pensar que alguém perdeu um objeto aqui e você está encontrando quase 200 anos depois?
Diogo Borges, arqueólogo: Duzentos anos depois, e isso é uma alegria, né?
 
No século 19, o lugar era tão importante que recebeu até a visita do imperador. Mas depois se tornou um canto quase esquecido de um grande município da Região Metropolitana do Rio, com quase 800 mil habitantes: Nova Iguaçu.
 
E quem passa por lá pode se perguntar: existe a velha Iguaçu? Existia, e desapareceu. Um paredão de pedra é um dos últimos vestígios do lugar que já foi um dos portos mais movimentados do Brasil. Hoje, a antiga Vila de Iguassú está renascendo. Arqueólogos estão descobrindo uma cidade brasileira debaixo da terra. Todo dia, toda hora.
 
Repórter: A Sabrina acabou de achar.
Sabrina Taveira da Silva, historiadora: Pedaço de louça.
Repórter: Pedaço de louça, olha só, posso pegar?
Sabrina Taveira da Silva: Claro.
Diogo Borges: Provavelmente a borda de um prato.
Repórter: Que legal. Parabéns, viu?
 
Os moradores têm orgulho desse passado. O terreno todo esburacado era o quintal do Allan Ferreira de Lucena, que autorizou os trabalhos:
 
“A gente ia cavar para botar um mourão, às vezes achava um objeto, alguma coisa. Meu pai sempre fez questão de que nós zelássemos por isso. Não, não tira a pedra não, deixa”, conta.
Cerca de 100 mil objetos ou fragmentos já foram encontrados desde que a pesquisa começou, três anos atrás. Cada peça é um pequeno retrato do Brasil inteiro naquela época.
 
“Em Vila de Iguassú, a gente tem, assim, uma sociedade que se estrutura e que tem o mesmo padrão de consumo dos outros centros”, diz a arqueóloga Cleide Trindade.
E se existem tantas coisas, é porque muitas pessoas andaram por aquela estrada, pisaram naquele chão. A vila atraía tanta gente porque era um lugar de transição entre a estrada e o rio. Uma espécie de via expressa do café até a antiga capital do Brasil.
 
“A gente tem outros caminhos por terra que levava cerca de 60, 90 dias. Aqui, você vai levar 15 dias”, conta o arqueólogo Diogo Borges.
 
A mesma riqueza que ergueu a vila disse adeus rapidamente. Quando o café passou a ser transportado de trem, Iguassú Velha foi abandonada. A cidade se mudou inteira para perto da estação, a cerca de 15 km dali. Mas no chão antigo, os tijolos se recusam a desaparecer e agora estão ganhando cores novamente.
 
Em abril, a cidade abriu um museu para expor as relíquias encontradas. A pasta de dente vinha em um potinho de louça direto de Paris. A joia da coroa é o botão com o símbolo do imperador. E as peças inteiras, montadas de caco em caco. Alguns pedaços ainda estão faltando. Mas, debaixo das pastagens tem uma cidade escondida, e eles vão procurar até o fim.
 
Link da reportagem: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/05/19/arqueologos-recuperam-parte-da-historia-do-brasil-imperial-em-nova-iguacu-na-baixada-fluminense.ghtml