ELEIÇÕES 2026 | FLÁVIO BOLSONARO (PL)
LOJA DE
CHOCOLATE
O Ministério Público do Rio de Janeiro suspeitava que a loja era utilizada como um mecanismo para lavar o dinheiro obtido com as "rachadinhas" na Alerj. Os promotores apontavam que a loja recebia depósitos em dinheiro vivo em volumes desproporcionais ao faturamento comum do comércio, muitas vezes coincidindo com períodos de recolhimento de salários de assessores.
Toda a investigação sobre a loja de chocolates dependia diretamente das quebras de sigilo bancário, fiscal e dos relatórios do Coaf. Quando as cortes superiores (STJ e STF) decretaram que essas ferramentas de coleta de provas foram ilegais, todas as evidências financeiras ligadas à chocolataria foram anuladas. Sem os dados bancários para comprovar o suposto fluxo ilegal de capital, o caso tornou-se juridicamente inviável e acabou arquivado.
Diante do desgaste público e do avanço das investigações na época, Flávio Bolsonaro e seu sócio se desfizeram do negócio. A franquia foi formalmente devolvida e vendida em fevereiro de 2021, deixando de ter qualquer vínculo com a família Bolsonaro.
- Depósitos fracionados em espécie: A investigação apontou que, entre 2015 e 2018, a loja Bolsotini Chocolates e Café recebeu mais de R$ 1,6 milhão em depósitos de dinheiro vivo. Desse total, os promotores identificaram que pelo menos R$ 538 mil foram depositados de forma fracionada (em valores pequenos e seguidos) para evitar os alertas automáticos de controle do Coaf.
- Coincidência de datas: O Ministério Público cruzou as datas desses depósitos com os dias em que os assessores da Alerj recebiam seus salários e sacavam os valores na boca do caixa. Segundo a acusação, o dinheiro em espécie entrava na conta da loja nos mesmos períodos.
- Discrepância no estoque: Uma auditoria preliminar sugeriu que o volume de vendas registrado no papel pela loja de chocolates não correspondia à quantidade de produtos (chocolates e insumos) que a franquia comprava da matriz da Kopenhagen, o que levantou a suspeita de faturamento fictício.
No direito, existe uma diferença crucial entre um indício apontado pelo Ministério Público e uma prova validada judicialmente.
2ª Turma decide que provas contra Flávio Bolsonaro no caso das chamadas "rachadinhas" são ilegais
https://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=477496&ori=1
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crmpv9r7mz9o
https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/12/05/rachadinha-loja-de-chocolates-e-vigilia-os-casos-em-que-flavio-bolsonaro-entrou-na-mira-de-investigacoes.ghtml
https://brasil.elpais.com/brasil/2020-11-04/flavio-bolsonaro-e-denunciado-por-lavagem-dinheiro-e-organizacao-criminosa-no-caso-da-rachadinha.html
https://www.intercept.com.br/2026/05/23/escandalos-flavio-bolsonaro-assombram-direita/
https://veja.abril.com.br/politica/rachadinha-justica-rejeita-denuncia-contra-flavio-bolsonaro-apos-mp-pedir/
https://vermelho.org.br/2026/04/07/manobras-e-prescricao-blindam-flavio-bolsonaro-no-caso-das-rachadinhas/
https://www.estadao.com.br/politica/ex-socio-flavio-bolsonaro-chocolataria-bolsotini-cobra-divida-milionaria-justica-nprp/?srsltid=AfmBOooH6HZfR0nLllG217hJYMaIV8XO5_jljW2wKWeHOhtcGn4n8B74
https://brasil.elpais.com/brasil/2020-04-26/rachadinha-de-flavio-bolsonaro-financiou-predios-da-milicia-no-rio-aponta-mp-rj-em-reportagem-do-the-intercept.html









