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quinta-feira, 5 de março de 2026

COMPORTAMENTO AUTODESTRUTIVO: O QUE É E COMO PREVENIR

Psicologia clínica
Comportamento autodestrutivo: o que é e como prevenir
Por Alejandro Garcia Mingrone. Atualizado: 24 julho 2025


Comportamento autodestrutivo: o que é e como prevenir
A vida cotidiana pode causar frustrações, mal-estar e angústias que perduram ao longo do tempo. Isto dá lugar a diversos problemas para a saúde mental e física de muitas pessoas quando existem dificuldades para canalizar os sentimentos desagradáveis que podem aparecer. Atualmente, os comportamentos autodestrutivos em que a pessoa causa danos a si mesma com intenções determinadas estão em pleno auge em várias populações do mundo. De fato, este tipo de comportamentos são muito mais frequentes do que pensamos e podem se manifestar tanto em adolescentes como em adultos.
 
O que é um comportamento autodestrutivo
Os comportamentos autodestrutivos são aqueles que uma pessoa realiza com a intenção de causar um dano físico a si mesma. Este tipo de manifestações pode acarretar riscos importantes para sua saúde, já que existe a possibilidade de que a pessoa possa inclusive colocar em risco sua vida. No entanto, é necessário realizar uma diferenciação entre os diversos tipos de comportamentos autodestrutivos com a finalidade de distinguir as que produzem lesões que afetam o organismo das que podem derivar em consequências muito desfavoráveis.
 
Segundo o DSM-V[1], esta classe de comportamentos pode ser catalogada dentro do transtorno de comportamento suicida devido a suas características. No entanto, para poder determinar um diagnóstico adequado desta patologia deverão se cumprir uma série de critérios específicos:
 
  • Tentativas de suicídio durante os últimos 24 meses.
  • O ato não está vinculado ao alívio de um mal-estar através de uma automutilação.
  • Não existe a presença de um estado de delírio ou confusão.
  • A alteração do comportamento não está relacionada com a ingestão de medicamentos e/ou substâncias tóxicas.
  • As manifestações não são produto da presença de outro transtorno mental.
 
Causas dos comportamentos autodestrutivos
Para poder determinar com maior precisão a origem dos comportamentos autodestrutivos, é importante conhecer as causas mais frequentes que se colocam em jogo. Te mostramos a seguir:
 
  • Fatores genéticos
Em primeiro lugar, a herança genética tem um papel importante na aparição de situações nocivas para a pessoa. Por um lado, existem certas conexões neuronais que processam informações provenientes do exterior associadas a emoções particulares.
 
Neste sentido, as pessoas que apresentam comportamentos autodestrutivos possuem uma maior sensibilidade a situações que produzem mal-estar, angústia, entre outros. Isto ativa tanto a adrenalina e o cortisol, dois hormônios relacionados com o estresse. Portanto, é importante considerar se os progenitores possuem algum tipo de alteração neurológica de algum estudo médico.
 
  • Fatores ambientais
As experiências traumáticas possuem um efeito desencadeante dos comportamentos autodestrutivos. Em linhas gerais, os níveis altos de frustração, mal-estar, angústia e raiva que se apresentam dão conta da necessidade de colocar um limite diante destas emoções.
 
Por sua vez, os vínculos afetivos criados durante a infância também podem determinar o grau dos comportamentos autodestrutivos.
 
Tipos de comportamentos autodestrutivos
Entre as consequências dos comportamentos autodestrutivos, é necessário colocar o foco em cada uma delas para poder detectar a tempo e elaborar estratégias de acordo. Aqui explicaremos os tipos de comportamentos autodestrutivos:
 
  • Cortes: ferimentos que podem ser feitos com o uso de facas, tesouras, entre outros. Em linhas gerais, produzem feridas superficiais na pele e órgãos do corpo.
  • Golpes em si mesmo: seu significado está vinculado com o fato de provocar danos profundos em qualquer parte do humano a partir do usa da mão ou outro objeto que a pessoa usa para ferir a si mesma.
  • Queimaduras: são causadas pela inserção de elementos quentes com fogo. Quando isto acontece, trata-se de feridas mais importantes que as anteriores.
  • Perfurações: finalmente, este tipo de comportamentos gera ferimentos de maior gravidade devido a que a pele lesionada por elementos cortantes.
 
Como prevenir comportamentos autodestrutivos
Finalmente, é fundamental conhecer estratégias para diminuir o impacto deste tipo de manifestações nas pessoas que sofrem com elas. A seguir, te explicamos como prevenir as tentativas autodestrutivas:
 
  • Realizar programas de prevenção primária: os adolescentes são pessoas que atravessam um processo de mudanças físicas e mentais. Se existem situações de vulnerabilidade, é necessário fornecer informação sobre os sintomas que as pessoas com comportamentos autodestrutivos apresentam, além de explicar quem pode recorrer em casos de emergência.
  • Contenção emocional: quando um adolescente está em risco, a ajuda de seu entorno mais próximo é imprescindível. Portanto, nestes casos a empatia e confiança serão chave.
  • Realizar terapia psicológica: uma das causas deste tipo de comportamentos reside em sentimentos de raiva, angústia e mal-estar que não podem ser canalizados. Com a finalidade de evitar as consequências severas, procurar um profissional de saúde mental permite que a pessoa possa adquirir ferramentas para superar momentos complexos.
  • Acabar com elementos perigosos: devido aos comportamentos autodestrutivos ocorrerem com elementos que colocam em perigo a vida, uma intervenção necessária é afastar as fontes de risco.
  • Fomentar atividades de ócio: realizar atividade física, artística ou de qualquer interesse permite que a pessoa reduza os níveis de estresse. Por sua vez, os encontros sociais nos quais se gere um ambiente cálido representam um momento saudável.
 
Este artigo é meramente informativo, em Psicologia-Online não temos a capacidade de fazer um diagnóstico ou indicar um tratamento. Recomendamos que você consulte um psicólogo para que ele te aconselhe sobre o seu caso em particular.
 
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Referências
  • Asociación Estadounidense de Psiquiatría (2013). Manual Diagnóstico y Estadístico de los trastornos mentales (5ta ed.). Arlington: Editorial Médica Panamericana.
  • Bibliografia
  • Puigardeu, O., Barroso, J.C., Amorós, J. (2021). La conducta autolítica en el entorno escolar. Herramientas para la prevención, detección e intervención. Ámbitos de Psicopedagogía y Orientación, 55 (3), 5-26.
  • Venceslá Martínez, J. F., Moriana Elvira, J. A. (2002). Conducta autolítica y parasuicida. Características sociodemográficas en población infantojuvenil de ámbito rural. Revista de la Asociación Española de Neuropsiquiatría, 84 (1), 49-64.
 
Link da reportagem: https://br.psicologia-online.com/comportamento-autodestrutivo-o-que-e-e-como-prevenir-1427.html

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