Psicologia
clínica
Comportamento
autodestrutivo: o que é e como prevenir
Por Alejandro Garcia Mingrone. Atualizado: 24 julho 2025
Comportamento
autodestrutivo: o que é e como prevenir
A
vida cotidiana pode causar frustrações, mal-estar e angústias que perduram ao
longo do tempo. Isto dá lugar a diversos problemas para a saúde mental e física
de muitas pessoas quando existem dificuldades para canalizar os sentimentos desagradáveis
que podem aparecer. Atualmente, os comportamentos autodestrutivos em que a
pessoa causa danos a si mesma com intenções determinadas estão em pleno auge em
várias populações do mundo. De fato, este tipo de comportamentos são muito mais
frequentes do que pensamos e podem se manifestar tanto em adolescentes como em
adultos.
O
que é um comportamento autodestrutivo
Os
comportamentos autodestrutivos são aqueles que uma pessoa realiza com a
intenção de causar um dano físico a si mesma. Este tipo de manifestações pode
acarretar riscos importantes para sua saúde, já que existe a possibilidade de
que a pessoa possa inclusive colocar em risco sua vida. No entanto, é necessário
realizar uma diferenciação entre os diversos tipos de comportamentos
autodestrutivos com a finalidade de distinguir as que produzem lesões que
afetam o organismo das que podem derivar em consequências muito desfavoráveis.
Segundo
o DSM-V[1], esta classe de comportamentos pode ser catalogada dentro do
transtorno de comportamento suicida devido a suas características. No entanto,
para poder determinar um diagnóstico adequado desta patologia deverão se
cumprir uma série de critérios específicos:
- Tentativas de suicídio durante os últimos 24 meses.
- O ato não está vinculado ao alívio de um mal-estar através de uma automutilação.
- Não existe a presença de um estado de delírio ou confusão.
- A alteração do comportamento não está relacionada com a ingestão de medicamentos e/ou substâncias tóxicas.
- As manifestações não são produto da presença de outro transtorno mental.
Causas
dos comportamentos autodestrutivos
Para
poder determinar com maior precisão a origem dos comportamentos
autodestrutivos, é importante conhecer as causas mais frequentes que se colocam
em jogo. Te mostramos a seguir:
- Fatores genéticos
Em
primeiro lugar, a herança genética tem um papel importante na aparição de
situações nocivas para a pessoa. Por um lado, existem certas conexões neuronais
que processam informações provenientes do exterior associadas a emoções
particulares.
Neste
sentido, as pessoas que apresentam comportamentos autodestrutivos possuem uma
maior sensibilidade a situações que produzem mal-estar, angústia, entre outros.
Isto ativa tanto a adrenalina e o cortisol, dois hormônios relacionados com o
estresse. Portanto, é importante considerar se os progenitores possuem algum
tipo de alteração neurológica de algum estudo médico.
- Fatores ambientais
As
experiências traumáticas possuem um efeito desencadeante dos comportamentos
autodestrutivos. Em linhas gerais, os níveis altos de frustração, mal-estar,
angústia e raiva que se apresentam dão conta da necessidade de colocar um
limite diante destas emoções.
Por
sua vez, os vínculos afetivos criados durante a infância também podem
determinar o grau dos comportamentos autodestrutivos.
Tipos
de comportamentos autodestrutivos
Entre
as consequências dos comportamentos autodestrutivos, é necessário colocar o
foco em cada uma delas para poder detectar a tempo e elaborar estratégias de
acordo. Aqui explicaremos os tipos de comportamentos autodestrutivos:
- Cortes: ferimentos que podem ser feitos com o uso de facas, tesouras, entre outros. Em linhas gerais, produzem feridas superficiais na pele e órgãos do corpo.
- Golpes em si mesmo: seu significado está vinculado com o fato de provocar danos profundos em qualquer parte do humano a partir do usa da mão ou outro objeto que a pessoa usa para ferir a si mesma.
- Queimaduras: são causadas pela inserção de elementos quentes com fogo. Quando isto acontece, trata-se de feridas mais importantes que as anteriores.
- Perfurações: finalmente, este tipo de comportamentos gera ferimentos de maior gravidade devido a que a pele lesionada por elementos cortantes.
Como
prevenir comportamentos autodestrutivos
Finalmente,
é fundamental conhecer estratégias para diminuir o impacto deste tipo de
manifestações nas pessoas que sofrem com elas. A seguir, te explicamos como
prevenir as tentativas autodestrutivas:
- Realizar programas de prevenção primária: os adolescentes são pessoas que atravessam um processo de mudanças físicas e mentais. Se existem situações de vulnerabilidade, é necessário fornecer informação sobre os sintomas que as pessoas com comportamentos autodestrutivos apresentam, além de explicar quem pode recorrer em casos de emergência.
- Contenção emocional: quando um adolescente está em risco, a ajuda de seu entorno mais próximo é imprescindível. Portanto, nestes casos a empatia e confiança serão chave.
- Realizar terapia psicológica: uma das causas deste tipo de comportamentos reside em sentimentos de raiva, angústia e mal-estar que não podem ser canalizados. Com a finalidade de evitar as consequências severas, procurar um profissional de saúde mental permite que a pessoa possa adquirir ferramentas para superar momentos complexos.
- Acabar com elementos perigosos: devido aos comportamentos autodestrutivos ocorrerem com elementos que colocam em perigo a vida, uma intervenção necessária é afastar as fontes de risco.
- Fomentar atividades de ócio: realizar atividade física, artística ou de qualquer interesse permite que a pessoa reduza os níveis de estresse. Por sua vez, os encontros sociais nos quais se gere um ambiente cálido representam um momento saudável.
Este
artigo é meramente informativo, em Psicologia-Online não temos a capacidade de
fazer um diagnóstico ou indicar um tratamento. Recomendamos que você consulte
um psicólogo para que ele te aconselhe sobre o seu caso em particular.
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Referências
- Asociación Estadounidense de Psiquiatría (2013). Manual Diagnóstico y Estadístico de los trastornos mentales (5ta ed.). Arlington: Editorial Médica Panamericana.
- Bibliografia
- Puigardeu, O., Barroso, J.C., Amorós, J. (2021). La conducta autolítica en el entorno escolar. Herramientas para la prevención, detección e intervención. Ámbitos de Psicopedagogía y Orientación, 55 (3), 5-26.
- Venceslá Martínez, J. F., Moriana Elvira, J. A. (2002). Conducta autolítica y parasuicida. Características sociodemográficas en población infantojuvenil de ámbito rural. Revista de la Asociación Española de Neuropsiquiatría, 84 (1), 49-64.
Link
da reportagem: https://br.psicologia-online.com/comportamento-autodestrutivo-o-que-e-e-como-prevenir-1427.html

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