POP
E ELETRO
Harry
Styles volta com novo álbum: faixa a faixa de Kiss All The Time. Disco,
Occasionally.
Depois
de quase quatro anos longe dos discos, Harry Styles retorna com um álbum que
mistura disco e synth-pop e que transforma a pista de dança
06/03/2026
- 11h44min
Depois
de quase quatro anos longe dos lançamentos de estúdio, Harry Styles está
oficialmente de volta. O quarto álbum da carreira solo do cantor britânico,
Kiss All The Time. Disco, Occasionally., chegou nesta sexta-feira (6) e marca
uma nova fase artística: mais experimental, mais eletrônica e com um olhar
introspectivo sobre fama, amor e liberdade.
O
sucessor de Harry’s House (2022), disco que venceu o Grammy de Álbum do Ano,
nasce depois de um período de pausa criativa. Após uma turnê gigantesca que
terminou em 2023, Styles passou um tempo viajando, frequentando a cena noturna europeia
e absorvendo novas referências musicais. O resultado é um álbum que mistura
pop, disco e synth-pop com influências que vão de pistas de dança de Berlim a
estruturas clássicas de composição pop.
Com
12 faixas, o disco funciona quase como uma jornada: começa com luz entrando
pela fresta e termina com um amanhecer emocional. A Hollywood Reporter analisou
o álbum, um track by track completo do novo álbum e a ATL vai te contar sobre:
Kiss
All The Time. Disco, Occasionally.: faixa a faixa do novo álbum de Harry Styles
1.
Aperture
A
abertura do disco é também o primeiro single da era. “Aperture” aposta em
sintetizadores expansivos e em uma construção lenta, quase hipnótica, que
cresce aos poucos ao longo de quase seis minutos.
A
letra fala sobre deixar a luz entrar, metáfora que acaba guiando todo o álbum.
Entre melancolia e esperança, Styles cria uma introdução que soa ao mesmo tempo
familiar dentro de sua discografia e diferente o suficiente para sinalizar uma
nova fase.
2.
American Girls
Se
a primeira faixa mergulha em uma atmosfera mais contemplativa, “American Girls”
traz um momento mais leve e ensolarado.
Com
guitarras pop-rock e clima de estrada, a música lembra a sonoridade de
trabalhos anteriores do cantor. É uma das faixas mais acessíveis do disco,
quase como um ponto de transição para quem ainda está se acostumando com a nova
estética do álbum.
3.
Ready, Steady, Go!
Aqui
o disco realmente começa a acelerar.
“Ready,
Steady, Go!” mistura pop-rock com efeitos vocais e um groove mais eletrônico. O
refrão grudento e a energia crescente fazem da faixa uma das mais imediatas do
projeto, daquelas que provavelmente vão aparecer nos shows.
4.
Are You Listening Yet?
Mais
intensa e carregada de guitarras, essa faixa parece um chamado direto ao
ouvinte.
A
estrutura inclui versos quase falados e uma instrumentação que flerta com o
indie eletrônico. A pergunta do título funciona quase como uma provocação: um
artista testando se o público está pronto para acompanhar sua evolução sonora.
5.
Taste Back
Com
ecos de indie pop dos anos 2000, “Taste Back” traz uma energia que lembra
bandas alternativas da época.
A
letra gira em torno de amor, saudade e reencontro emocional. O destaque fica
para o bridge da música, que entrega um dos momentos mais memoráveis do disco.
6.
The Waiting Game
Depois
de uma sequência energética, o álbum desacelera.
“The
Waiting Game” mistura synth-pop com uma atmosfera mais contemplativa. A letra
parece refletir sobre expectativas, frustrações e a pressão que acompanha a
vida pública, algo que ganha peso quando se pensa na trajetória recente de
Styles.
7.
Season 2 Weight Loss
Uma
das faixas mais experimentais do álbum.
A
música começa com efeitos eletrônicos distorcidos e evolui para um electro-pop
com batidas quebradas e atmosfera quase psicodélica. É também um dos momentos
em que Styles se permite brincar mais com texturas sonoras.
8.
Coming Up Roses
Talvez
a faixa mais romântica do disco (e já apontada como favorita pelos fãs).
Com
ritmo de valsa e arranjo mais minimalista, “Coming Up Roses” quebra a lógica
eletrônica predominante do álbum. O resultado é uma música cinematográfica, que
parece feita para embalar grandes declarações de amor.
9.
Pop
Irônica
e divertida, “Pop” é uma das músicas mais dançantes do álbum.
A
faixa aposta em synth-pop e em um refrão que ecoa ao longo da música. O título
parece brincar com o próprio universo da música pop e com o papel de Styles
dentro dele.
10.
Dance No More
Se
existe uma faixa que sintetiza o espírito disco do álbum, é essa.
“Dance
No More” mistura groove, guitarras e batidas pulsantes. O resultado é uma das
músicas mais energéticas do disco, e forte candidata a virar single.
11.
Paint By Numbers
Na
penúltima faixa, Styles desacelera novamente.
A
música é guiada por violão e traz uma das letras mais introspectivas do álbum.
O cantor reflete sobre fama, identidade e a estranha sensação de ser observado
o tempo todo.
12.
Carla’s Song
O
disco termina em um tom íntimo.
“Carla’s
Song” foi inspirada em uma amiga do cantor, chamada Carla, que fez parte de seu
círculo social durante o período de pausa criativa. A música funciona quase
como um epílogo emocional, encerrando o álbum no mesmo espaço entre esperança e
melancolia que abriu o projeto.
Um
álbum pop fora do básico
Kiss
All The Time. Disco, Occasionally. não é apenas o retorno de Harry Styles após
anos sem lançar discos. É também um momento de transição artística.
Se
Fine Line apresentou o cantor como estrela pop-rock e Harry’s House refinou
esse som com influências funk e soul, o novo álbum abre espaço para algo mais
livre, com sintetizadores, experimentação e menos preocupação em entregar hits
imediatos.
No
fim das contas, o disco parece funcionar como uma longa noite na pista de
dança: começa com curiosidade, passa por momentos de euforia e termina com
aquela sensação estranha de clareza quando o sol começa a nascer.
Laura
Copelli

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