quarta-feira, 24 de junho de 2026
ANDRÉ VALADÃO: VENDER PICOLÉ PARA VOCÊ, ORLANDO PARA ELE
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quarta-feira, junho 24, 2026
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É NORMAL PESSOAS DE 30+ PRATICAR GHOSTING EM PLENO 2026?
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quarta-feira, junho 24, 2026
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SÉRGIO MORO E ALEXANDRE DE MORAES CONVERSANDO NOS BASTIDORES DE BRASÍLIA
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quarta-feira, junho 24, 2026
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MEME | SE EU FALASSE 1% DOS PALAVRÕES QUE PASTOR SILAS MALAFAIA FALA...
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quarta-feira, junho 24, 2026
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POR QUE ESTÃO CANCELANDO O PV TUBARÃO?
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FLÁVIO BOLSONARO DESLUMBRADO
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segunda-feira, 22 de junho de 2026
CHARGE | AMOR, POR QUE VOCÊ VAI VOTAR NESSE CANDIDATO? DEUS, FAMÍLIA, MORAL E BONS COSTUMES
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segunda-feira, junho 22, 2026
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DESCONSTRUINDO A BÍBLIA SAGRADA - AINDA EXISTE PECADO?
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segunda-feira, junho 22, 2026
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LULA E O ATUAL GOVERNO SÃO DE ESQUERDA?
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segunda-feira, junho 22, 2026
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DESCONSTRUINDO A BÍBLIA SAGRADA - ADÃO E EVA EXISTIRAM?
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segunda-feira, junho 22, 2026
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sexta-feira, 29 de maio de 2026
FIM DA ESCALA 6X1 – COMO FOI A VOTAÇÃO NO 1º TURNO?
FIM DA ESCALA 6X1
COMO FOI A VOTAÇÃO NO 1º
TURNO?
- 472 votos a favor
- 22 votos contra
- 18 deputados ausentes
- 1 obstrução
PL – 11 votos contra
- Bibo Nunes
- Caroline De Toni
- Daniel Freitas
- Daniela Reinerhr
- Julia Zanatta
- Mauricio Marcon
- Nicoletti
- Paulo Marinho Jr.
- Ricardo Guidi
- Rosangela Moro
- Zé Trovão
- Adriana Ventura
- Gilson Marques
- Marcel van Hattem
- Ricardo Salles;
- Fabio Schiochet
- Fausto Pinato
- Carlos Chiodini
- Pezenti
- Lucas Redecker (PSD-RS)
- Sergio Turra (PP-RS)
- Kim Kataguiri (Missão-SP)
- Adolfo Viana (PSDB-BA)
- Afonso Motta (PDT-RS)
- Alexandre Leite (União Brasil-SP)
- Arnaldo Jardim (Cidadania-SP)
- Cobalchini (MDB-SC)
- Dilceu Sperafico (PP-PR)
- Geovania de Sá (Republicanos-SC)
- Guilherme Derrite (PP-SP)
- João Carlos Bacelar (PL-BA)
- José Priante (MDB-PA)
- Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP)
- Newton Cardoso Jr (MDB-MG)
- Padovani (PP-PR)
- Pedro Lupion (Republicanos-PR)
- Roberto Monteiro Pai (PL-RJ)
- Sergio Souza (MDB-PR)
- Tião Medeiros (PP-PR)
- Yandra Moura (União Brasil-SE)
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FIM DA ESCALA 6X1 – COMO FOI A VOTAÇÃO NO 2º TURNO?
FIM DA ESCALA 6X1
COMO FOI A VOTAÇÃO NO 2º
TURNO?
- 461 votos favoráveis
- 19 votos contrários
- 33 deputados estavam ausentes
PL – 9 votos contra
- Bibo Nunes
- Caroline De Toni
- Daniel Freitas
- Daniela Reinerhr
- Julia Zanatta
- Mauricio Marcon
- Nicoletti
- Ricardo Guidi
- Rosangela Moro
- Adriana Ventura
- Gilson Marques
- Marcel van Hattem
- Ricardo Salles
- Carlos Chiodini
- Pezenti
- Fabio Schiochet (União Brasil-SC)
- Lucas Redecker (PSD-RS)
- Sergio Turra (PP-RS)
- Kim Kataguiri (Missão-SP)
- Adolfo Viana (PSDB-BA)
- Alexandre Leite (União Brasil-SP)
- Arnaldo Jardim (Cidadania-SP)
- Átila Lins (PSD-AM)
- Beto Pereira (Republicanos-MS)
- Célio Studart (PSD-CE)
- Cobalchini (MDB-SC)
- Diego Andrade (PSD-MG)
- Dilceu Sperafico (PP-PR)
- Eriberto Medeiros (PSB-PE)
- Geovania de Sá (Republicanos-SC)
- Guilherme Derrite (PP-SP)
- João Carlos Bacelar (PL-BA)
- Jorge Araujo (PP-BA)
- Julio Arcoverde (PP-PI)
- Júlio César (PSD-PI)
- Luciano Vieira (PSDB-RJ)
- Luiz Lima (Novo-RJ)
- Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP)
- Marcos Pereira (Republicanos-SP)
- Marcos Pollon (PL-MS)
- Misael Varella (PSD-MG)
- Newton Cardoso Jr (MDB-MG)
- Padovani (PP-PR)
- Paulo Marinho Jr (PL-MA)
- Pedro Lupion (Republicanos-PR)
- Roberto Monteiro Pai (PL-RJ)
- Sergio Souza (MDB-PR)
- Sidney Leite (PSD-AM)
- Silvio Antonio (PL-MA)
- Tião Medeiros (PP-PR)
- Yandra Moura (União Brasil-SE)
- Zé Trovão (PL-SC).
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segunda-feira, 25 de maio de 2026
IS THE FILM 'MICHAEL' REALLY GOOD?
IS
THE FILM 'MICHAEL' REALLY GOOD?
I
finally watched MICHAEL... and I understand why people are debating it.
This
isn't a biopic.
It's
public relations on a budget.
Jaafar
Jackson did a great job, no doubt.
The
voice, the movement, the aura... he STUDIED Michael Jackson properly.
But
acting alone doesn't save a story that's afraid of itself.
The
biggest problem?
The
film avoids the most difficult conversations.
You
can't tell the story of one of the most controversial figures in pop culture
and then... tiptoe around the controversy.
That's
not storytelling. That's image management.
It
feels like the film is constantly protecting him instead of exploring him.
Every
rough edge is smoothed over.
Every
uncomfortable moment is rushed.
Every
question... calmly avoided.
A
great biopic doesn't idolize.
It
reveals.
Think
of films that showcase both brilliance and flaws. That's what makes legends
human.
This
one just wants you to applaud.
The
crazy part? Actually, there's a GREAT film hidden within this.
The
musical sequences? Fire.
The
performance scenes? Electric.
The
emotional depth? Barely scratched.
You
leave the theater entertained... but not enlightened.
And
for a figure as complex as Michael Jackson, this seems like a missed
opportunity.
Final
verdict:
If
you're a fan, you'll like it.
If
you're looking for truth, depth, or balance... you might be disappointed.
And
that's where the real debate begins.
What
do you think? Did the film tell the truth... or just protect a legacy?
[FOWOBI
OF LAGOS Profile | Twitter X]
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segunda-feira, maio 25, 2026
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¿ES REALMENTE BUENA LA PELÍCULA 'MICHAEL'?
¿ES
REALMENTE BUENA LA PELÍCULA 'MICHAEL'?
Finalmente
vi MICHAEL... y entiendo por qué la gente la debate.
Esto
no es una película biográfica.
Es
relaciones públicas de bajo presupuesto.
Jaafar
Jackson hizo un gran trabajo, sin duda.
La
voz, los movimientos, el aura... ESTUDIÓ a Michael Jackson a fondo.
Pero
la actuación por sí sola no salva una historia que se acobarda.
¿El
mayor problema?
La
película evita las conversaciones más difíciles.
No
se puede contar la historia de una de las figuras más controvertidas de la
cultura pop y luego... andar con pies de plomo alrededor de la controversia.
Eso
no es contar una historia. Eso es gestión de imagen.
Da
la sensación de que la película lo protege constantemente en lugar de explorarlo.
Se
suavizan todos los aspectos incómodos.
Se
apresuran todos los momentos incómodos.
Se
evitan todas las preguntas con calma.
Una
gran película biográfica no idealiza.
Revela.
Piensa
en películas que muestren tanto la brillantez como las imperfecciones. Eso es
lo que humaniza a las leyendas.
Esta
solo busca que aplaudas.
¿Lo
más sorprendente? En realidad, hay una GRAN película escondida dentro de ella.
¿Las
secuencias musicales? ¡Espectaculares!
¿Las
escenas de actuación? ¡Electrizantes!
¿La
profundidad emocional? Apenas se insinúa.
Sales
del cine entretenido... pero no iluminado.
Y
para una figura tan compleja como Michael Jackson, esto parece una oportunidad
perdida.
Veredicto
final:
Si
eres fan, te gustará.
Si
buscas verdad, profundidad o equilibrio... puede que te decepcione.
Y
ahí es donde comienza el verdadero debate.
¿Qué
opinas? ¿La película contó la verdad... o solo protegió un legado?
[Perfil
de FOWOBI OF LAGOS | Twitter X]
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O FILME 'MICHAEL' É REALMENTE BOM?
O FILME 'MICHAEL' É REALMENTE BOM?
Eu finalmente assisti MICHAEL... e entendo por que as pessoas estão discutindo.
Isso não é uma cinebiografia.
É relações públicas com orçamento.
Jaafar Jackson mandou bem, sem dúvida.
A voz, o movimento, a aura... ele ESTUDOU Michael Jackson direito.
Mas atuação sozinha não salva uma história que tem medo de si mesma.
O maior problema?
O filme evita as conversas mais difíceis.
Você não pode contar a história de uma das figuras mais controversas da cultura pop e depois... andar na ponta dos pés em torno da controvérsia.
Isso não é contar histórias. Isso é gerenciamento de imagem.
Parece que o filme está constantemente protegendo ele em vez de explorá-lo.
Cada ponta áspera é suavizada.
Cada momento desconfortável é apressado.
Cada pergunta... calmamente evitada.
Uma grande cinebiografia não idolatra.
Ela revela.
Pense em filmes que mostram tanto o brilhantismo quanto as falhas. É isso que torna as lendas humanas.
Este só quer que você aplauda.
A parte louca? Na verdade, há um ÓTIMO filme escondido dentro deste.
As sequências musicais? Fogo.
As cenas de performance? Elétricas.
A profundidade emocional? Mal arranhada.
Você sai do cinema entretido... mas não iluminado.
E para uma figura tão complexa quanto Michael Jackson, isso parece uma oportunidade perdida.
Veredito final:
Se você é fã, vai gostar.
Se está procurando verdade, profundidade ou equilíbrio... pode se decepcionar.
E é aí que o verdadeiro debate começa.
O que você acha? O filme contou a verdade... ou só protegeu um legado?
[Perfil FOWOBI OF LAGOS|Twitter X]
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MICHAEL JACKSON SERIA MICHAEL JACKSON SEM O PAI?
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DEUS TRANSFORMA HOMOSSEXUALIDADE EM HETEROSSEXUALIDADE?
DEUS TRANSFORMA HOMOSSEXUALIDADE EM HETEROSSEXUALIDADE?
Chamar 'cura' ao que foi trauma...
é uma das maiores violências que esses representantes de Deus fazem diariamente à comunidade LGBT.
Ninguém foi transformado, isso não existe.
Foi silenciamento.
Foi ensinado a ter vergonha.
Foi condicionado a viver uma vida que não era dela.
E ainda hoje chamam isso de fé.
A questão não é Deus.
A questão é quem usa o nome de Deus para tentar controlar a existência dos outros.
Se o teu amor exige que alguém deixe de ser quem é... isso não é amor.
Agora quero saber de ti:
Alguma vez tentaram "corrigir" quem você é?
[Por Paulo JNRSS]
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O USO DA IMAGEM DE NEYMAR JR. COMO PALANQUE POLÍTICO PARA LÍDERES E CANTORES CRISTÃOS
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quarta-feira, 20 de maio de 2026
DEPOIS DE DIZER QUE NÃO TINHA RELAÇÃO COM VORCARO, FLÁVIO BOLSONARO ADMITE VISITA AO BANQUEIRO APÓS 1ª PRISÃO DO DONO DO MASTER
Depois
de dizer que não tinha relação com Vorcaro, Flávio Bolsonaro admite visita ao
banqueiro após 1ª prisão do dono do Master
Na
época, as fraudes milionárias do Banco Master já eram de conhecimento público,
e Daniel Vorcaro, após ter sido solto na primeira fase da Operação Compliance,
cumpria medidas restritivas, como o uso de tornozeleira eletrônica.
Por
Jornal Nacional
19/05/2026
20h50 Atualizado há 7 horas
O
senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, admitiu, nesta
terça-feira (19), que foi à casa de Daniel Vorcaro no fim de 2025, logo após a
primeira prisão do banqueiro no caso Master. Na época, Vorcaro cumpria medidas
restritivas, como o uso de tornozeleira eletrônica.
O
senador Flávio Bolsonaro estava reunido com aliados, na sede do PL, em
Brasília, durante a manhã desta terça-feira (19), quando o site Metrópoles
revelou o encontro na casa do banqueiro. No fim de 2025, Flávio visitou Daniel
Vorcaro em São Paulo. A esta altura, as fraudes milionárias do Banco Master já
eram de conhecimento público, e Vorcaro, após ter sido solto na primeira fase
da Operação Compliance, cumpria medidas restritivas, como o uso de tornozeleira
eletrônica.
Ao
fim da reunião desta terça-feira (19), cercado por aliados, o senador deu
explicações sobre o encontro:
“No
dia seguinte em que ele foi preso, nesse momento que nós vimos ali que deu uma
virada de chave, nós entendemos melhor que a situação era muito mais grave. E,
em função disso, eu trago aqui para vocês, eu falei lá dentro com os deputados,
mas já vi que a imprensa já divulgou, que eu estive com ele mais uma vez após
esse evento, quando ele passou a usar o monitoramento eletrônico. Ele não
poderia sair da cidade de São Paulo, e eu fui sim ao encontro dele para botar
um ponto final nessa história, dizer que se ele tivesse me avisado que a
situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há
muito mais tempo e o filme não correria risco.”
Até
a semana passada, o senador Flávio Bolsonaro dizia que não tinha nenhuma
relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. O partido dele convocou a reunião desta
terça-feira (19) depois da revelação pelo site Intercept de áudio e mensagens
em que Flávio Bolsonaro aparece pedindo dinheiro a Vorcaro para financiar o
filme sobre o pai. Na reunião, o senador disse aos aliados que o relacionamento
com o banqueiro foi exclusivamente para pedir dinheiro para o filme de Jair
Bolsonaro e afirmou que vai apresentar uma prestação de contas do filme em 30
dias.
Até
agora, Flávio Bolsonaro já confirmou que o filme sobre o pai recebeu US$ 12
milhões bancados por Vorcaro. O caso veio à tona na quarta-feira (13). Em um
primeiro momento, o senador negou que o filme tivesse recebido dinheiro do banqueiro.
Repórter:
Senador, por que o filme do seu pai foi bancado pelo Vorcaro?
Flávio
Bolsonaro: É mentira. De onde você tirou isso? Ah, irmão, pelo amor de Deus.
Aos jornalistas, bom trabalho e militante... De onde você tirou isso? É
dinheiro privado.
No
mesmo dia, depois da publicação das mensagens, o senador reconheceu que Vorcaro
estava financiando o filme:
“O
que acontece é que, com o passar do tempo, ele simplesmente parou de honrar com
as parcelas do contrato. Sim, tinha um contrato que, ao ele não pagar essas
parcelas, tinha uma grande chance de o filme sequer ser veiculado, o filme
sequer ser concluído. Em função disso, inclusive, procuramos outros
investidores para concluir esse filme.”
No
dia seguinte, Flávio alegou que um termo de confidencialidade no contrato do
filme o impedia de revelar a relação com o banqueiro e admitiu o envio de
recursos de Vorcaro para uma conta do advogado de Eduardo Bolsonaro, Paulo
Calixto, nos Estados Unidos:
“Você
tem que contratar um advogado que entenda dessa área e o advogado é um advogado
de confiança do Eduardo Bolsonaro.”
Nesta
terça-feira (19), o site Intercept Brasil revelou mensagens do deputado federal
Mário Frias, do PL, ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro e produtor
executivo do filme, agradecendo a Vorcaro pelo apoio financeiro ao projeto. Em
áudio enviado no dia 11 de dezembro de 2024, Mário Frias diz que vai manter
Vorcaro informado sobre o andamento do filme:
“Só
te agradecer, meu irmão. Vamos mexer com o coração de muita gente e vai ser muito
importante para o nosso país, tá? Preciso de vez em quando te falar como as
coisas vão andando, tá?”.
Segundo
a reportagem, logo após o envio da mensagem, Vorcaro respondeu, dizendo que
estava em uma ligação e que retornaria em seguida. Quarenta minutos depois, os
dois conversaram em uma ligação de voz, que durou cerca de dois minutos. A
reportagem afirma que a conversa ocorreu menos de uma hora depois de um
encontro entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro, em Brasília, no qual os
dois discutiram o financiamento do filme.
A
dona da Goup Entertainment, produtora responsável pelo filme, Karina Ferreira
Gama, afirmou à TV Globo que o filme custou até agora US$ 13 milhões e que
Daniel Vorcaro foi o responsável por 90% da verba que viabilizou o projeto. Segundo
ela, o banqueiro atuou como intermediador dos recursos.
Link
da reportagem: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/05/19/depois-de-dizer-que-nao-tinha-relacao-com-vorcaro-flavio-bolsonaro-admite-visita-ao-banqueiro-apos-1a-prisao-do-dono-do-master.ghtml
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quarta-feira, maio 20, 2026
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VOTAÇÃO | CENTRÃO APRESENTA PROPOSTA QUE AMPLIA JORNADA PARA 52 HORAS E ADIA FIM DA 6×1
Política
Centrão
apresenta proposta que amplia jornada para 52 horas e adia fim da 6×1
Texto
apoiado por 176 deputados flexibiliza regras trabalhistas, amplia poder
patronal e empurra redução da jornada por uma década
19/05/2026
| 10h37
Por
Cleber Lourenço
Uma
emenda apresentada por parlamentares do Centrão e da extrema direita à PEC do
fim da escala 6×1 transformou a proposta original de redução da jornada de
trabalho em um texto que amplia possibilidades de flexibilização trabalhista,
cria brechas para jornadas de 52 horas semanais e adia a implementação das
mudanças por dez anos.
A
proposta foi protocolada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS) e recebeu 176
assinaturas válidas na Câmara dos Deputados, cinco acima do mínimo necessário
para apresentação formal da emenda.
Entre
os parlamentares que apoiam a proposta estão alguns dos principais nomes da extrema
direita no Congresso Nacional, como Nikolas Ferreira, Ricardo Salles, Marcel
van Hattem, Caroline de Toni, Carlos Jordy, Sóstenes Cavalcante, Gustavo Gayer,
Bia Kicis, Mario Frias, Rosangela Moro, Zé Trovão, Marco Feliciano e Júlia
Zanatta.
Na
prática, o texto altera completamente o espírito da PEC 221/2019, que
originalmente previa redução gradual da jornada semanal para 36 horas. Em vez
de reduzir a carga horária, a emenda cria mecanismos para ampliação de jornada,
flexibilização de direitos e fortalecimento do poder de negociação patronal.
A
primeira mudança significativa é a troca da meta original da PEC. O texto
inicial previa redução gradual para 36 horas semanais. A emenda do Centrão
reduz esse objetivo para 40 horas. Parece detalhe técnico, mas representa
quatro horas extras de trabalho por semana em relação ao texto original.
Além
disso, a proposta cria um sistema de exceções praticamente ilimitado para
atividades classificadas como essenciais. O texto afirma que setores ligados à
saúde, segurança, mobilidade, abastecimento, infraestrutura crítica e
continuidade de serviços poderão manter jornadas de até 44 horas semanais.
Na
prática, a exceção pode engolir a regra. O conceito de atividade essencial é
amplo e dependerá de regulamentação futura por lei complementar.
O
trecho mais polêmico está na autorização constitucional para que acordos
individuais ou coletivos ampliem a jornada em 30% acima do limite estabelecido
na Constituição. Como a própria emenda fixa o teto geral em 40 horas semanais,
a regra abre espaço para jornadas de 52 horas por semana.
O
mecanismo funciona como uma espécie de constitucionalização permanente da
flexibilização trabalhista. Na prática, mesmo com a promessa pública de redução
da jornada, a proposta cria instrumentos para ampliação legal da carga horária.
O
texto também amplia significativamente o alcance do chamado negociado sobre o
legislado. A proposta determina que acordos individuais e instrumentos
coletivos prevalecerão sobre normas legais e infralegais em temas como jornada
de trabalho, escalas, banco de horas, intervalos, troca de feriados,
teletrabalho, prontidão, trabalho intermitente e remuneração por produtividade.
PRINCIPAIS
PONTOS DA PROPOSTA
- Cria brecha para jornadas de até 52 horas semanais
- Adia implementação do fim da escala 6×1 por dez anos.
- Troca meta original de 36 horas por 40 horas semanais.
- Amplia poder de acordos individuais sobre direitos trabalhistas.
- Permite flexibilizações sem necessidade de compensações ao trabalhador.
- Mantém jornadas maiores para setores considerados essenciais.
- Reduz encargos trabalhistas e cria benefícios fiscais para empresas.
- Condiciona toda mudança futura à aprovação de lei complementar.
Na
prática, a emenda amplia o poder de negociação das empresas em um país marcado
por desemprego elevado, informalidade e fragilidade sindical. Especialistas
ouvidos reservadamente pela reportagem avaliam que isso tende a aumentar a
pressão sobre trabalhadores para aceitarem condições mais flexíveis de jornada.
Após
repercussão sobre o tema, os deputados Mário Heringer e Eunicio Oliveira
protocolaram requerimentos para retirada das assinaturas do projeto.
Outro
ponto que chamou atenção é que a proposta permite essas flexibilizações
independentemente da estipulação de vantagens compensatórias. Em outras
palavras, a empresa poderá negociar mudanças sensíveis sem necessariamente
oferecer contrapartidas adicionais ao trabalhador.
A
proposta também altera a forma de contagem da jornada. O texto determina que
pausas, intervalos e períodos previstos em normas regulamentadoras não serão
computados como jornada efetiva de trabalho.
Na
prática, isso significa que trabalhadores poderão permanecer mais tempo dentro
do ambiente profissional sem que esse período seja contabilizado integralmente
na jornada semanal.
Além
da flexibilização das regras trabalhistas, a emenda cria uma série de
compensações fiscais para empregadores que aderirem ao novo regime. Entre elas
estão redução de 50% da contribuição ao FGTS, imunidade temporária de
contribuições previdenciárias sobre novos vínculos empregatícios, redução de
encargos ligados a riscos ambientais do trabalho e deduções tributárias sobre
despesas com novos postos de trabalho.
A
proposta transfere parte relevante do custo da transição para os cofres
públicos. Enquanto trabalhadores terão flexibilização de direitos, empresas
receberão benefícios tributários e redução de encargos.
O
texto também estabelece que a emenda constitucional só entrará em vigor dez
anos após sua publicação. Mesmo após esse prazo, a redução da jornada ainda
dependerá da aprovação de uma lei complementar para regulamentação das regras
de transição, metas de produtividade, fiscalização e impactos econômicos.
Na
prática, o fim da escala 6×1 fica condicionado a duas etapas futuras: esperar
dez anos e depois aprovar nova legislação complementar no Congresso.
Parlamentares ligados à proposta argumentam que isso evitaria impactos
econômicos e daria segurança jurídica às empresas.
Na
justificativa da proposta, os deputados afirmam que a redução da jornada
poderia gerar impacto inflacionário, aumento de custos e insegurança jurídica.
O texto também defende a necessidade de preservar a livre iniciativa e criar
mecanismos para adaptação das empresas.
CONFIRA
OS PARLAMENTARES QUE ASSINARAM A PROPOSTA:
- Sérgio Turra (PP-RS)
- Joaquim Passarinho (PL-PA)
- Alceu Moreira (MDB-RS)
- Afonso Hamm (PP-RS)
- Newton Cardoso Jr (MDB-MG)
- Alberto Fraga (PL-DF)
- Pedro Lupion (Republicanos-PR)
- Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP)
- Any Ortiz (PP-RS)
- Ana Paula Leão (PP-MG)
- Cobalchini (MDB-SC)
- Pedro Westphalen (PP-RS)
- Capitão Alden (PL-BA)
- Juarez Costa (Republicanos-MT)
- Dr. Zacharias Calil (MDB-GO)
- Arthur Oliveira Maia (União Brasil-BA)
- Mauricio Marcon (PL-RS)
- Alexandre Guimarães (MDB-TO)
- Fernanda Pessoa (PSD-CE)
- Rafael Simões (União Brasil-MG)
- General Girão (PL-RN)
- Coronel Ulysses (União Brasil-AC)
- Mauricio do Vôlei (PL-MG)
- Henderson Pinto (União Brasil-PA)
- Sergio Souza (MDB-PR)
- Lucio Mosquini (PL-RO)
- Tião Medeiros (PP-PR)
- José Rocha (União Brasil-BA)
- Jorge Goetten (Republicanos-SC)
- Vitor Lippi (PSD-SP)
- Pastor Eurico (PSDB-PE)
- Daniela Reinehr (PL-SC)
- Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES)
- Caroline de Toni (PL-SC)
- Daniel Freitas (PL-SC)
- Rodrigo Valadares (PL-SE)
- Pezenti (MDB-SC)
- Dr. Flávio (PL-RJ)
- Messias Donato (União Brasil-ES)
- Dr. Luiz Ovando (PP-MS)
- Adilson Barroso (PL-SP)
- Augusto Coutinho (Republicanos-PE)
- Luisa Canziani (União Brasil-PR)
- Sanderson (PL-RS)
- Célio Silveira (MDB-GO)
- Toninho Wandscheer (PP-PR)
- Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR)
- Pastor Diniz (União Brasil-RR)
- Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP)
- Nicoletti (PL-RR)
- Julia Zanatta (PL-SC)
- Coronel Chrisóstomo (PL-RO)
- Chris Tonietto (PL-RJ)
- Roberta Roma (PL-BA)
- Da Vitoria (PP-ES)
- Felipe Francischini (Podemos-PR)
- Beto Pereira (Republicanos-MS)
- Zé Vitor (PL-MG)
- Greyce Elias (PL-MG)
- Lafayette de Andrada (PL-MG)
- Padovani (PP-PR)
- Marcos Pollon (PL-MS)
- Josivaldo JP (União Brasil-MA)
- Bibo Nunes (PL-RS)
- Rodrigo da Zaeli (PL-MT)
- Rodolfo Nogueira (PL-MS)
- Dilceu Sperafico (PP-PR)
- Luiz Nishimori (PSD-PR)
- Luiz Carlos Busato (União Brasil-RS)
- Giovani Cherini (PL-RS)
- Nelson Barbudo (Podemos-MT)
- Zezinho Barbary (PP-AC)
- Bia Kicis (PL-DF)
- Aluisio Mendes (Republicanos-MA)
- Fausto Jr. (União Brasil-AM)
- Julio Lopes (PP-RJ)
- José Nelto (União Brasil-GO)
- Domingos Sávio (PL-MG)
- Marangoni (Podemos-SP)
- Junio Amaral (PL-MG)
- Marussa Boldrin (Republicanos-GO)
- Luiz Lima (Novo-RJ)
- Clarissa Tércio (PP-PE)
- Zé Trovão (PL-SC)
- Geovania de Sá (Republicanos-SC)
- Márcio Honaiser (Solidariedade-MA)
- Coronel Meira (PL-PE)
- João Carlos Bacelar (PL-BA)
- Zé Adriano (PP-AC)
- Simone Marquetto (PP-SP)
- Celso Russomanno (Republicanos-SP)
- Eli Borges (Republicanos-TO)
- Rosângela Reis (PL-MG)
- Marcelo Moraes (PL-RS)
- Ismael (PL-SC)
- Daniel Agrobom (PSD-GO)
- Gustavo Gayer (PL-GO)
- Hercílio Coelho Diniz (MDB-MG)
- Adriana Ventura (Novo-SP)
- Cabo Gilberto Silva (PL-PB)
- Mário Heringer (PDT-MG)
- Geraldo Mendes (União Brasil-PR)
- Paulo Litro (União Brasil-PR)
- Gilson Marques (Novo-SC)
- Antonio Andrade (PSDB-TO)
- Beto Richa (PSDB-PR)
- Carlos Jordy (PL-RJ)
- AJ Albuquerque (PP-CE)
- Danilo Forte (PP-CE)
- Vermelho (PL-PR)
- Paulo Azi (União Brasil-BA)
- Diego Coronel (Republicanos-BA)
- José Medeiros (PL-MT)
- Arnaldo Jardim (Cidadania-SP)
- Dr. Ismael Alexandrino (PSD-GO)
- Hugo Leal (PSD-RJ)
- Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG)
- Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)
- Magda Mofatto (PL-GO)
- Sargento Gonçalves (PL-RN)
- Marcel van Hattem (Novo-RS)
- Filipe Martins (PL-TO)
- Carlos Chiodini (MDB-SC)
- Laura Carneiro (PSD-RJ)
- Ricardo Salles (Novo-SP)
- Roberto Duarte (Republicanos-AC)
- Max Lemos (PDT-RJ)
- Hildo Rocha (MDB-MA)
- Coronel Fernanda (PL-MT)
- Pinheirinho (PP-MG)
- Murillo Gouvea (PSDB-RJ)
- Meire Serafim (União Brasil-AC)
- Luciano Vieira (PSDB-RJ)
- Marco Feliciano (PL-SP)
- Lucas Redecker (PSD-RS)
- Lincoln Portela (PL-MG)
- Gilberto Abramo (Republicanos-MG)
- Átila Lira (PP-PI)
- Bebeto (PP-RJ)
- Osmar Terra (PL-RS)
- Amaro Neto (PP-ES)
- Adriano do Baldy (PP-GO)
- Dr. Fernando Máximo (PL-RO)
- Missionário José Olimpio (PL-SP)
- Jorge Braz (Republicanos-RJ)
- Julio Arcoverde (PP-PI)
- Franciane Bayer (Republicanos-RS)
- Mauricio Neves (PP-SP)
- Delegado Fabio Costa (PP-AL)
- João Maia (PP-RN)
- Vinicius Carvalho (PL-SP)
- Luiz Fernando Faria (União Brasil-MG)
- Mario Frias (PL-SP)
- Thiago Flores (União Brasil-RO)
- Daniela do Waguinho (Republicanos-RJ)
- Zé Silva (União Brasil-MG)
- Dr. Jaziel (PL-CE)
- Glaustin da Fokus (Podemos-GO)
- Doutor Luizinho (PP-RJ)
- Aline Gurgel (União Brasil-AP)
- Claudio Cajado (PP-BA)
- Rosangela Moro (PL-SP)
- Rafael Fera (Podemos-RO)
- Eunício Oliveira (MDB-CE)
- Sargento Fahur (PL-PR)
- Diego Andrade (PSD-MG)
- Fernando Coelho Filho (União Brasil-PE)
- Ricardo Guidi (PL-SC)
- Luiz Gastão (PSD-CE)
- Fabio Garcia (União Brasil-MT)
- Jefferson Campos (PL-SP)
- Gustinho Ribeiro (PP-SE)
- Nikolas Ferreira (PL-MG)
Link
da reportagem: https://iclnoticias.com.br/centrao-apresenta-proposta-amplia-jornada/
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RAPHAEL PAIVA
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ARQUEÓLOGOS RECUPERAM PARTE DA HISTÓRIA DO BRASIL IMPERIAL EM NOVA IGUAÇU, NA BAIXADA FLUMINENSE
Arqueólogos
recuperam parte da história do Brasil Imperial em Nova Iguaçu, na Baixada
Fluminense
Cerca
de 100 mil objetos ou fragmentos já foram encontrados desde que a pesquisa
começou, três anos atrás.
Por
Jornal Nacional
19/05/2026
22h16 Atualizado há 3 horas
O
trabalho de arqueólogos recuperou uma parte da história do Brasil Imperial em
Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A área da escavação já foi uma vila de
passagem para quem seguia para o Rio de Janeiro.
Em
um caco de louça cabe um palácio. E quantos cacos de louça cabem em uma cidade
inteira? Uma equipe de escavações tenta achar um por um.
Pedro
Bassan, repórter: E pensar que alguém perdeu um objeto aqui e você está
encontrando quase 200 anos depois?
Diogo
Borges, arqueólogo: Duzentos anos depois, e isso é uma alegria, né?
No
século 19, o lugar era tão importante que recebeu até a visita do imperador.
Mas depois se tornou um canto quase esquecido de um grande município da Região
Metropolitana do Rio, com quase 800 mil habitantes: Nova Iguaçu.
E
quem passa por lá pode se perguntar: existe a velha Iguaçu? Existia, e
desapareceu. Um paredão de pedra é um dos últimos vestígios do lugar que já foi
um dos portos mais movimentados do Brasil. Hoje, a antiga Vila de Iguassú está
renascendo. Arqueólogos estão descobrindo uma cidade brasileira debaixo da
terra. Todo dia, toda hora.
Repórter:
A Sabrina acabou de achar.
Sabrina
Taveira da Silva, historiadora: Pedaço de louça.
Repórter:
Pedaço de louça, olha só, posso pegar?
Sabrina
Taveira da Silva: Claro.
Diogo
Borges: Provavelmente a borda de um prato.
Repórter:
Que legal. Parabéns, viu?
Os
moradores têm orgulho desse passado. O terreno todo esburacado era o quintal do
Allan Ferreira de Lucena, que autorizou os trabalhos:
“A
gente ia cavar para botar um mourão, às vezes achava um objeto, alguma coisa.
Meu pai sempre fez questão de que nós zelássemos por isso. Não, não tira a
pedra não, deixa”, conta.
Cerca
de 100 mil objetos ou fragmentos já foram encontrados desde que a pesquisa
começou, três anos atrás. Cada peça é um pequeno retrato do Brasil inteiro
naquela época.
“Em
Vila de Iguassú, a gente tem, assim, uma sociedade que se estrutura e que tem o
mesmo padrão de consumo dos outros centros”, diz a arqueóloga Cleide Trindade.
E
se existem tantas coisas, é porque muitas pessoas andaram por aquela estrada,
pisaram naquele chão. A vila atraía tanta gente porque era um lugar de
transição entre a estrada e o rio. Uma espécie de via expressa do café até a
antiga capital do Brasil.
“A
gente tem outros caminhos por terra que levava cerca de 60, 90 dias. Aqui, você
vai levar 15 dias”, conta o arqueólogo Diogo Borges.
A
mesma riqueza que ergueu a vila disse adeus rapidamente. Quando o café passou a
ser transportado de trem, Iguassú Velha foi abandonada. A cidade se mudou
inteira para perto da estação, a cerca de 15 km dali. Mas no chão antigo, os
tijolos se recusam a desaparecer e agora estão ganhando cores novamente.
Em
abril, a cidade abriu um museu para expor as relíquias encontradas. A pasta de
dente vinha em um potinho de louça direto de Paris. A joia da coroa é o botão
com o símbolo do imperador. E as peças inteiras, montadas de caco em caco.
Alguns pedaços ainda estão faltando. Mas, debaixo das pastagens tem uma cidade
escondida, e eles vão procurar até o fim.
Link
da reportagem: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/05/19/arqueologos-recuperam-parte-da-historia-do-brasil-imperial-em-nova-iguacu-na-baixada-fluminense.ghtml
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OPOSIÇÃO DIZ QUE FIM DA ESCALA 6×1 É MEDIDA ELEITOREIRA E PROPÕE REMUNERAÇÃO POR HORA
Votação
acelerada
Oposição
diz que fim da escala 6×1 é medida eleitoreira e propõe remuneração por hora
Ana
Carolina Curvello
Por
Ana Carolina Curvello
19/05/2026
às 17:00
A
bancada da oposição no Congresso Nacional intensificou a articulação para frear
o avanço da PEC do fim da escala 6x1 e passou a defender publicamente um modelo
alternativo de relações trabalhistas baseado na remuneração por hora
trabalhada.
A
avaliação de parlamentares oposicionistas é de que a proposta de redução da
jornada deve se transformar em uma das principais vitrines eleitorais do
governo para 2026. Diante disso, a estratégia deixou de ser apenas barrar a PEC
e passou a incluir a construção de uma narrativa alternativa voltada ao setor
produtivo.
Parlamentares
ligados ao PL defendem mecanismos de flexibilização da jornada, incluindo
modelos de contratação e remuneração baseados em hora trabalhada.
O
deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) afirmou que pretende apresentar uma
proposta de "modernização da escala de trabalho" por meio da
remuneração por hora trabalhada. Segundo ele, o projeto busca ampliar a
liberdade de negociação entre trabalhador e empregador.
"Nossa
proposta de modernização da escala de trabalho é a remuneração por hora
trabalhada. Com ela todo trabalhador teria a opção de escolher sua jornada e
remuneração, da mesma forma o empregador teria liberdade para contratar de
acordo com sua demanda de mão de obra", afirmou.
A
alternativa ao fim da escala 6x1 baseada na remuneração por hora trabalhada
também foi defendida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a
presidente, nesta terça-feira (19). Segundo ele, a proposta mantém direitos
previstos na Constituição, como FGTS, INSS, férias e 13º salário, ao mesmo
tempo em que permitiria jornadas mais adaptáveis à realidade de cada pessoa.
Flávio
afirmou que o debate sobre o fim da escala 6x1 é legítimo, mas criticou a forma
como o tema vem sendo conduzido. Para ele, a discussão é “inoportuna e
eleitoreira” e pode acabar provocando demissões, perda de poder de compra e
aumento de preços de produtos e serviços.
O
senador argumentou que sua proposta amplia a liberdade do trabalhador, mas sem
retirar garantias. “Quem quer trabalhar mais, ganha mais. Quem precisa de menos
horas - pra estudar, pra cuidar de filho, pra cuidar da saúde - tem essa
liberdade. Sem perder vínculo. Sem perder proteção”, disse o pré-candidato a
presidente por meio de nota enviada à imprensa.
Ele
também rebateu as críticas de que a proposta causaria precarização do trabalho
e afirmou que o verdadeiro problema é a informalidade que atinge milhões de
brasileiros.
OPOSIÇÃO
ATUA EM DUAS FRENTES NO CONGRESSO
Líderes
da oposição trabalham em duas frentes: desacelerar a tramitação da PEC no
Congresso e apresentar emendas que flexibilizem os impactos da mudança para
empresas e empregadores.
A
PEC do fim da escala 6x1 ainda está em discussão na comissão especial da Câmara
dos Deputados, fase em que parlamentares apresentam emendas e negociam mudanças
no texto antes da votação em plenário. O presidente da Câmara, Hugo Motta,
trabalha com a previsão de concluir a análise da proposta na Casa ainda neste
semestre.
Para
ser aprovada, a PEC precisa do apoio mínimo de 308 deputados em dois turnos de
votação. Depois disso, o texto segue para o Senado, onde também precisará
passar por comissões e ser aprovado em dois turnos por ao menos 49 senadores.
O
líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), afirmou que o grupo
pretende discutir alterações no texto durante a tramitação na comissão
especial.
Segundo
ele, o relator tem dialogado com diferentes bancadas para construir um texto
capaz de reunir os 308 votos necessários para aprovação da proposta. “Estamos
encaminhando para um texto que entregue ao Brasil um texto justo, porque
precisa de 308 votos. O relator tem que ouvir todas as bancadas”, declarou.
Cabo
Gilberto também deixou aberta a possibilidade de apoio da oposição à PEC, desde
que o relatório final incorpore mudanças defendidas pelo grupo. “Desde o começo
a gente vem defendendo que vai votar favorável dependendo do texto”, afirmou.
O
líder do Novo na Câmara, Gilson Marques (SC), criticou a condução da discussão
na comissão especial e afirmou que o debate tem sido influenciado pelo
calendário eleitoral. Segundo ele, a proposta ignora diferenças econômicas
regionais e pode agravar o desemprego em estados com baixa atividade econômica.
“Em
Santa Catarina, temos pleno emprego, mas, na Bahia, o desemprego é cinco vezes
maior. Aumentar o custo do trabalho é cruel para quem está desempregado”,
afirmou.
Assim
como outros deputados da oposição, o parlamentar defendeu um modelo mais
flexível de relações trabalhistas baseado em liberdade de negociação e
remuneração proporcional à carga horária trabalhada.
“A
melhor alternativa é a liberdade de escolha: que trabalhador e empregador
decidam como querem trabalhar e que as horas sejam pagas proporcionalmente”,
afirmou.
O
deputado disse ainda que já assinou mais de uma dezena de emendas à proposta e
que pode apresentar um voto em separado durante a tramitação na comissão
especial. Segundo ele, a tendência é de que a votação ocorra ainda neste
semestre devido ao interesse do governo em acelerar a pauta antes do início
oficial da campanha eleitoral.
SENADORES
TAMBÉM QUEREM DESACELERAR TRAMITAÇÃO
Senadores
da oposição procuraram o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para
discutir formas de retardar a análise da PEC na Casa. A intenção é empurrar a
votação para depois das eleições presidenciais de 2026.
A
estratégia depende de um avanço mais lento da matéria na Câmara dos Deputados.
A avaliação de oposicionistas é de que, se o texto chegar ao Senado apenas no
segundo semestre, o calendário reduzido por convenções partidárias, campanhas
eleitorais e Copa do Mundo pode favorecer o adiamento da votação.
Nos
bastidores, interlocutores afirmam que o presidente da Câmara, Hugo Motta
(Republicanos-PB), teria sinalizado a Alcolumbre a intenção de cumprir o
cronograma alinhado com o Palácio do Planalto para votar a proposta ainda em
maio.
Mesmo
parlamentares contrários à PEC admitem que há risco político em enfrentar
diretamente uma pauta ligada à qualidade de vida e à redução da jornada de
trabalho.
Do
outro lado, governistas e parlamentares da esquerda afirmam que as propostas de
flexibilização da PEC podem enfraquecer garantias trabalhistas históricas
previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
PARLAMENTARES
TRANSFORMAM DEBATE EM DISPUTA ELEITORAL
Bilynskyj
afirma que a PEC do fim da escala 6x1 foi convertida em uma bandeira eleitoral
da esquerda após o desgaste de pautas identitárias.
Segundo
o deputado, dos cerca de 48 milhões de trabalhadores contratados sob o regime
CLT no país, aproximadamente 14 milhões atuariam atualmente em escala 6x1.
Para
ele, a proposta apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) “virou slogan
eleitoral, sem estudo de impacto econômico e sem fundamentação robusta”.
O
parlamentar também afirmou acreditar que o governo federal não teria interesse
real em aprovar rapidamente a medida. “Se o governo tivesse vontade, já teria
aprovado”, declarou, ao lembrar que a PEC foi apresentada em fevereiro de 2025.
A
avaliação dentro da oposição é de que a proposta pode fortalecer o discurso do
governo junto à classe trabalhadora durante a campanha presidencial de 2026.
OPOSIÇÃO
ACIONA JUSTIÇA CONTRA PROPAGANDA DO GOVERNO
A
disputa em torno da PEC também chegou ao Judiciário. Parlamentares da oposição
apresentaram uma ação popular para tentar barrar campanhas do governo federal
em defesa da proposta nas redes sociais.
O
processo aponta que o Palácio do Planalto teria gasto cerca de R$ 1,5 milhão
para impulsionar conteúdos relacionados à PEC do fim da escala 6x1.
A
ação pede a suspensão imediata das campanhas publicitárias e acusa o governo de
utilizar meios institucionais “com desvio de finalidade dos recursos públicos
para promoção pessoal e com fim eleitoral”.
O
movimento reforçou a avaliação de oposicionistas de que o governo pretende
transformar a proposta em uma das principais marcas sociais da campanha à
reeleição de Lula.
DEPUTADA
APRESENTA EMENDA PARA TRANSIÇÃO DE 12 ANOS
Enquanto
tenta retardar a tramitação da PEC, a oposição também passou a protocolar
emendas para reduzir os impactos econômicos da mudança.
A
deputada Julia Zanatta (PL-SC) apresentou uma proposta que cria um período
mínimo de transição de 12 anos para implementação integral da redução da
jornada de trabalho.
Pelo
texto, a carga horária semanal seria reduzida gradualmente, com corte de uma
hora a cada três anos. Caso a PEC seja aprovada em 2026, a jornada de 40 horas
semanais seria atingida em 2038.
A
emenda também condiciona a continuidade da redução ao crescimento econômico do
país. Pela proposta, caso não haja avanço proporcional do Produto Interno Bruto
(PIB), novas reduções poderão ser suspensas por mais três anos.
Parlamentares
da oposição afirmam que a intenção é evitar aumento abrupto de custos para
empresas e proteger setores que dependem de jornadas contínuas, como comércio e
serviços.
Link
da reportagem: https://www.gazetadopovo.com.br/republica/oposicao-diz-que-fim-da-escala-6x1-e-eleitoreira-e-propoe-remuneracao-por-hora/
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