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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

ZAYN MALIK EM SÃO PAULO [10/10/2026] - CURIOSIDADES, SETLIST E FOTOS

Zayn Malik em São Paulo
Data: 10/10/2026
Local: Allianz Parque / Nubank Arena



CURIOSIDADES
  • A cantora brasileira Giana abriu a noite, às 18h50.
  • São 20 músicas, sete delas do disco Room Under the Stairs, de 2024.
  • Zayn pediu desculpas pela camisa do Flamengo e trocou por uma do Palmeiras, mas ainda ouviu vaias.
  • Seis músicas vêm do Konnakol, o disco lançado em abril de 2026.
 
SETLIST
  1. Nusrat
  2. sHe
  3. MET Tonight
  4. Birds on a Cloud
  5. What I Am
  6. Alienated
  7. Dreamin
  8. Concrete Kisses
  9. Gates of Hell
  10. BoRdErZ
  11. PILLOWTALK
  12. Lied To
  13. Used to the Blues
  14. Take Turns
  15. Fatal
  16. dRuNk
  17. It’s You
  18. Scripted
  19. Sweat
  20. Die For Me

sexta-feira, 6 de março de 2026

HARRY STYLES - KISS ALL THE TIME. DISCO, OCCASIONALLY [PHOTOS]









HARRY STYLES VOLTA COM NOVO ÁLBUM: FAIXA A FAIXA DE KISS ALL THE TIME. DISCO, OCCASIONALLY.

POP E ELETRO
 
Harry Styles volta com novo álbum: faixa a faixa de Kiss All The Time. Disco, Occasionally.
 
Depois de quase quatro anos longe dos discos, Harry Styles retorna com um álbum que mistura disco e synth-pop e que transforma a pista de dança
 
06/03/2026 - 11h44min


Depois de quase quatro anos longe dos lançamentos de estúdio, Harry Styles está oficialmente de volta. O quarto álbum da carreira solo do cantor britânico, Kiss All The Time. Disco, Occasionally., chegou nesta sexta-feira (6) e marca uma nova fase artística: mais experimental, mais eletrônica e com um olhar introspectivo sobre fama, amor e liberdade.
 
O sucessor de Harry’s House (2022), disco que venceu o Grammy de Álbum do Ano, nasce depois de um período de pausa criativa. Após uma turnê gigantesca que terminou em 2023, Styles passou um tempo viajando, frequentando a cena noturna europeia e absorvendo novas referências musicais. O resultado é um álbum que mistura pop, disco e synth-pop com influências que vão de pistas de dança de Berlim a estruturas clássicas de composição pop.
 
Com 12 faixas, o disco funciona quase como uma jornada: começa com luz entrando pela fresta e termina com um amanhecer emocional. A Hollywood Reporter analisou o álbum, um track by track completo do novo álbum e a ATL vai te contar sobre:
 
Kiss All The Time. Disco, Occasionally.: faixa a faixa do novo álbum de Harry Styles

1. Aperture
A abertura do disco é também o primeiro single da era. “Aperture” aposta em sintetizadores expansivos e em uma construção lenta, quase hipnótica, que cresce aos poucos ao longo de quase seis minutos.
 
A letra fala sobre deixar a luz entrar, metáfora que acaba guiando todo o álbum. Entre melancolia e esperança, Styles cria uma introdução que soa ao mesmo tempo familiar dentro de sua discografia e diferente o suficiente para sinalizar uma nova fase.
 
2. American Girls
Se a primeira faixa mergulha em uma atmosfera mais contemplativa, “American Girls” traz um momento mais leve e ensolarado.
 
Com guitarras pop-rock e clima de estrada, a música lembra a sonoridade de trabalhos anteriores do cantor. É uma das faixas mais acessíveis do disco, quase como um ponto de transição para quem ainda está se acostumando com a nova estética do álbum.

3. Ready, Steady, Go!
Aqui o disco realmente começa a acelerar.
 
“Ready, Steady, Go!” mistura pop-rock com efeitos vocais e um groove mais eletrônico. O refrão grudento e a energia crescente fazem da faixa uma das mais imediatas do projeto, daquelas que provavelmente vão aparecer nos shows.
 
4. Are You Listening Yet?
Mais intensa e carregada de guitarras, essa faixa parece um chamado direto ao ouvinte.
 
A estrutura inclui versos quase falados e uma instrumentação que flerta com o indie eletrônico. A pergunta do título funciona quase como uma provocação: um artista testando se o público está pronto para acompanhar sua evolução sonora.
 
5. Taste Back
Com ecos de indie pop dos anos 2000, “Taste Back” traz uma energia que lembra bandas alternativas da época.
 
A letra gira em torno de amor, saudade e reencontro emocional. O destaque fica para o bridge da música, que entrega um dos momentos mais memoráveis do disco.
 
6. The Waiting Game
Depois de uma sequência energética, o álbum desacelera.
 
“The Waiting Game” mistura synth-pop com uma atmosfera mais contemplativa. A letra parece refletir sobre expectativas, frustrações e a pressão que acompanha a vida pública, algo que ganha peso quando se pensa na trajetória recente de Styles.
 
7. Season 2 Weight Loss
Uma das faixas mais experimentais do álbum.
 
A música começa com efeitos eletrônicos distorcidos e evolui para um electro-pop com batidas quebradas e atmosfera quase psicodélica. É também um dos momentos em que Styles se permite brincar mais com texturas sonoras.
 
8. Coming Up Roses
Talvez a faixa mais romântica do disco (e já apontada como favorita pelos fãs).
 
Com ritmo de valsa e arranjo mais minimalista, “Coming Up Roses” quebra a lógica eletrônica predominante do álbum. O resultado é uma música cinematográfica, que parece feita para embalar grandes declarações de amor.
 
9. Pop
Irônica e divertida, “Pop” é uma das músicas mais dançantes do álbum.
 
A faixa aposta em synth-pop e em um refrão que ecoa ao longo da música. O título parece brincar com o próprio universo da música pop e com o papel de Styles dentro dele.
 
10. Dance No More
Se existe uma faixa que sintetiza o espírito disco do álbum, é essa.
 
“Dance No More” mistura groove, guitarras e batidas pulsantes. O resultado é uma das músicas mais energéticas do disco, e forte candidata a virar single.
 
11. Paint By Numbers
Na penúltima faixa, Styles desacelera novamente.
 
A música é guiada por violão e traz uma das letras mais introspectivas do álbum. O cantor reflete sobre fama, identidade e a estranha sensação de ser observado o tempo todo.
 
12. Carla’s Song
O disco termina em um tom íntimo.
 
“Carla’s Song” foi inspirada em uma amiga do cantor, chamada Carla, que fez parte de seu círculo social durante o período de pausa criativa. A música funciona quase como um epílogo emocional, encerrando o álbum no mesmo espaço entre esperança e melancolia que abriu o projeto.
 
Um álbum pop fora do básico
Kiss All The Time. Disco, Occasionally. não é apenas o retorno de Harry Styles após anos sem lançar discos. É também um momento de transição artística.
 
Se Fine Line apresentou o cantor como estrela pop-rock e Harry’s House refinou esse som com influências funk e soul, o novo álbum abre espaço para algo mais livre, com sintetizadores, experimentação e menos preocupação em entregar hits imediatos.
 
No fim das contas, o disco parece funcionar como uma longa noite na pista de dança: começa com curiosidade, passa por momentos de euforia e termina com aquela sensação estranha de clareza quando o sol começa a nascer.
 
Laura Copelli
 

CRÍTICA BILLBOARD: ‘KISS ALL THE TIME. DISCO, OCCASIONALLY’, DE HARRY STYLES

Harry Styles

04/03/2026 · Atualizado há 2 dias

Crítica: ‘Kiss All The Time. Disco, Occasionally’, de Harry Styles

Álbum, o primeiro de Styles desde 'Harry's House', de 2022, chega na sexta-feira


Em sua totalidade, a ideia central por trás de “Kiss All the Time. Disco, Occasionally” é que a música é um presente de Harry Styles para si mesmo — uma celebração da libertação e do seguir o próprio instinto. Seu encanto reside em como ela também nos inspira.
 
Nas notas do encarte de seu quarto álbum de estúdio — que chega às lojas nesta sexta-feira — Styles agradece “àqueles que me inspiram a criar qualquer coisa” e “àqueles que me ajudaram a saber quando dizer sim”. Soa como uma carta de amor às vozes e impulsos que moldam o mundo interior do astro intergeracional, um lembrete de que a liberdade é mais doce quando compartilhada.
 
O conteúdo do álbum segue a mesma linha, com canções que abordam temas como luto romântico, inquietação e autodescoberta, mas todas retornam a um mantra recorrente: às vezes, as boates têm o poder de transformar uma pessoa para sempre. Em uma noite espontânea, a magia pode acontecer nas mãos do DJ, mas depende da energia e da conexão de uma comunidade de fãs unidos pela música.
 
Desde o lançamento do último álbum de Styles — o brilhante “Harry’s House” estreou em 1º lugar na Billboard 200 e levou o prêmio de álbum do ano no Grammy de 2023 — ele foi visto saindo da superboate Berghain, em Berlim, e se perdendo em um show do Jamie xx, além de se recuperar na Itália após uma turnê mundial de dois anos que quebrou recordes de vendas da Billboard.
 
Esses momentos revelaram Styles vivendo bem longe dos holofotes. Assim, em vez de se concentrar nos arranjos pop impecáveis ​​e altamente estilizados de “Harry’s House”, em “Kiss All the Time”, Styles explora sua introspecção de forma mais inventiva, incorporando instrumentação acústica, batidas irregulares e explosões de feedback que prosperam na tensão da gratificação tardia. Há uma imediaticidade revigorante, até mesmo um toque de intensidade, em algumas dessas músicas, ainda que não necessariamente a sensação de libertação que o single principal “Aperture”, que alcançou o topo da Billboard Hot 100, prenunciava.
 
Guiado pelo colaborador de confiança Kid Harpoon, os toques de guitarra dos anos 1970 e os refrões marcantes dos anos 1980 que caracterizam grande parte da produção anterior de Styles aprofundam-se em explorações de rock, disco e house eletrônico, muitas vezes baseadas na emoção da combustão através da fusão de elementos sonoros opostos. Inspirando-se claramente em LCD Soundsystem ou até mesmo na catarse extática da era “A Bath Full of Ecstasy” do Hot Chip, o disco soa exploratório e intimista e, em certos momentos, explosivamente vibrante.
 
Por mais que tenha dominado o mainstream nos últimos anos, Styles parece estar seguindo novas curiosidades e criando sons inéditos para ele. Os resultados são irregulares em alguns momentos, mas talvez seja isso que os torna tão cativantes.
 
Embora todo o álbum “Kiss All The Time. Disco, Occasionally” valha a pena ser apreciado, confira abaixo a análise e o ranking preliminar da Billboard de cada música do mais recente álbum de Styles.
 
Classificação faixa a faixa do novo álbum de Harry Styles
12. “Taste Back”
Pode-se argumentar que Styles sempre escreveu de uma forma enigmática. Trechos de seu catálogo antigo estão repletos de confissões fugazes: “Lights Up”, de 2019, explorou a sexualidade; “As It Was” fez alusão ao divórcio de seus pais. Com referências específicas a Paris e ao consumo de bebidas alcoólicas durante o dia, a melancólica “Taste Back” está pronta para uma leitura atenta por parte dos fãs em busca de significados líricos mais profundos, uma deliciosa colisão de desejo e saudade.
 
11. “Are You Listening Yet?”
Se “Kiss All The Time” tem uma falha central, é a ocasional sensação de que as letras de Styles soam um pouco forçadas ou repetidas à exaustão: “Se você precisa se juntar a um movimento/Certifique-se de que haja dança”, ele canta em “Are You Listening Yet?”. Mais marcante do que a forte influência da vida noturna no álbum é a frequência com que a música espelha o tom perturbador do clima temático, como acontece com a melodia oscilante desta faixa e o uso do sprechgesang (canto falado).
 
10. “American Girls”
Uma leveza natural permeia “American Girls”, embora a música se aproxime demais do cosplay de rock clássico que definiu as faixas mais sutis do álbum de estreia homônimo de Styles, lançado em 2017: melodias tão leves e etéreas que você poderia flutuar nelas. Aqui, há um leve balanço de merengue e um refrão de chamada e resposta, mas a faixa carece da genuína faísca experimental encontrada em grande parte de “Kiss All The Time”, o que a torna charmosa, mas excessivamente segura em comparação.
 
9. “The Waiting Game”
“The Waiting Game” é uma canção envolvente e melodiosa que evoca a estranha sensação de um sonho. Combinando cordas digitais com um violão, é doce e um pouco inquietante, podendo ser interpretada como um tratado sobre a tentativa de equilibrar as exigências da fama com algum tipo de normalidade. É aqui que os temas mais amplos do álbum — principalmente, a tensão entre o desejo pessoal e a expectativa externa — ganham destaque.
 
8. “Pop”
Com uma postura confiante em relação a sexo, drogas e dança, “Pop” tem uma familiaridade do tipo “em time que está ganhando não se mexe”, que lembra descaradamente a atmosfera glamorosa e despretensiosa de “Cinema”, faixa do álbum “Harry’s House”, em seu ritmo envolvente. A pulsação do baixo torna o refrão dinâmico, o que se encaixa na narrativa mais ampla da música sobre como, na emoção do momento, o corpo não consegue resistir a se mover ao ritmo pulsante da batida.
 
7. “Paint By Numbers”
Às vezes, as passagens mais discretas de “Kiss All The Time” podem parecer um pouco superficiais, como se não tivessem espaço para se desenvolver adequadamente em meio à produção mais densa de outras faixas. “Paint By Numbers”, no entanto, se destaca por sua sensação de leveza; a música soa potente e espaçosa, como se tivesse sido composta em um momento de inspiração e ímpeto emocional. “É um pouco complicado quando colocam uma imagem na sua cabeça”, canta Styles em certo momento. “E agora você está preso a ela.”
 
6. “Season 2 Weight Loss”
Não sendo um destaque óbvio à primeira ouvida, “Season 2 Weight Loss” se expande em uma escala impressionante, com batidas de bateria apreensivas e silêncios densos. Liricamente, Styles mergulha na indecisão e em pensamentos intrusivos antes que um arranjo trip-hop traga seu falsete terroso de volta à realidade com um choque. A faixa é interpretada com elegância e cuidado, um lembrete de que as vozes nem sempre precisam ser potentes para serem fortes.
 
5. “Aperture”
Um sintetizador gélido se funde com a guitarra distorcida, evoluindo para algo que soa como um riff arrepiante de um hit de EDM ecoando em uma boate vazia. Em “Aperture”, o efeito é de pura melancolia: a letra sobre a busca por consolo no meio de uma pista de dança é intensificada não apenas pelo uso do registro grave de Styles, mas também pelo acompanhamento musical. Seu grito final, “O tempo não vai esperar por mim”, carrega um lampejo de desespero sincero.
 
4. “Dance No More”
Sinta-se invencível na boate um dia, e desmaie no outro. Ainda assim, em “Dance No More”, Styles está apaixonado pelo mundo e pelas pessoas ao seu redor, ele está em um plano muito mais elevado. Enquanto grooves estrelados e espirais mergulham no delírio, ele descobre que a música parece “um presente divino” e, enquanto está na pista de dança, “não há diferença entre lágrimas e suor”. A maravilha aguarda no refrão, à medida que o ritmo aumenta e os refrões vocais repetidos ganham mais força.
 
3. “Coming Up Roses”
Uma celebração do novo amor assombrado pelo espectro de inseguranças passadas, “Coming Up Roses” é uma aula magistral de ambivalência, com um refrão melancólico, acompanhado por cordas, que se encaixa perfeitamente no refrão final. Com arranjos do maestro vencedor do Grammy, Jules Buckley, a voz de Styles soa mais imponente do que nunca, atingindo um ápice arrebatador enquanto, tematicamente, a tensão entre a apreciação do presente e a incapacidade de escapar de seus próprios pensamentos chega ao limite. Preparem os lenços…
 
2. “Ready, Steady, Go!”
Precisa se livrar de uma fossa? Ouça “Ready, Steady, Go!”, onde a bateria vibra e se contrai, o baixo metálico se choca com uma profusão de guitarra espanhola e uma linha vocal repetida se distorce e desafina. Encontrando um equilíbrio entre claustrofobia e pop de uma forma não muito diferente de “Starburster”, do Fontaines D.C., essa música é genuinamente emocionante, com cada batida impactando como uma pulsação na garganta. A tensão nunca se resolve completamente, apenas se intensifica cada vez mais.
 
1. “Carla’s Song”
Sucessora espiritual do mega-hit alegre — embora agridoce — de Styles, “As It Was”, a resplandecente faixa de encerramento “Carla’s Song” amplia o escopo cinematográfico do álbum: uma onda brilhante de sintetizadores, camadas de piano ondulante e a dicção de Styles efusiva e radiante, com sua voz fluindo de todos os ângulos. A música certamente terá um impacto ainda maior ao vivo, especialmente quando a plateia se apropriar do refrão principal: “Está tudo esperando por você”. No próximo semestre, em turnê, precisamos atender ao seu chamado.
 

HARRY STYLES LANÇA QUARTO ÁLBUM SOLO; CRÍTICA INTERNACIONAL O DESCREVE COMO ‘DELICIOSAMENTE ESTRANHO’

Harry Styles lança quarto álbum solo; crítica internacional o descreve como ‘deliciosamente estranho’

‘Kiss All The Time. Disco, Occasionally’ chegou nesta sexta-feira (6) às plataformas. Cantor britânico fará dois shows em São Paulo, em junho, no Estádio Morumbis.

Por Fernanda Alves

06/03/2026 14h22  Atualizado há uma hora


O novo álbum do britânico Harry Styles, “Kiss All The Time. Disco, Occasionally”, chegou aos ouvidos dos fãs nesta sexta-feira (6). Após quase quatro anos sem nenhum lançamento, o quarto projeto solo do cantor e compositor apresenta novas sonoridades para além do pop, com uma pegada mais eletrônica.
 
O sucessor do álbum “Harry’s House” (2022), que lhe rendeu o Grammy de Álbum do Ano, tem 12 novas faixas e havia sido anunciado em janeiro nas redes sociais do cantor. Muito aguardado pelos fãs, Harry já havia antecipado o que poderiam esperar do novo trabalho com o lançamento do single "Aperture", também em janeiro.
 
A música veio, inclusive, acompanhada de um videoclipe dançante. No final de fevereiro, Harry Styles a apresentou em seu show no BRIT Awards 2026, em Manchester, na Inglaterra, e surpreendeu com uma performance marcada por sintetizadores, danças e uma sonoridade mais voltada ao pop eletrônico.

Críticas
Harry Styles afirmou em entrevistas recentes que, nos anos de hiato, viveu a vida intensamente. Do Japão e das baladas em Berlim a correr maratonas e presenciar a eleição do papa no Vaticano, o britânico foi visto em diversos lugares ao redor do mundo.
 
Inspirado em suas aventuras enquanto tentava viver uma vida quase de anonimato — diferente da badalação de astro do pop que vivencia desde a banda One Direction —, “Kiss All The Time. Disco, Occasionally” mostra a maturidade ao experimentar outros estilos.
 
Entre os críticos, o álbum foi recebido como “ambicioso” e, ao mesmo tempo, “sutil”. Porém, apesar do título, veículos de cultura internacionais acreditam que o projeto não entrega a quantidade de “disco” necessária, com vocais em segundo plano. O destaque vai para o instrumental da produção.
 
A revista Rolling Stone descreveu o trabalho como “deliciosamente estranho, muitas vezes encantador e consistentemente fascinante”. Já a Variety diz que Harry Styles entrega canções que “levam mais tempo para serem assimiladas”, diferente de seu pop anterior.
 
Confira os títulos das faixas:
1. Aperture
2. American Girls
3. Ready, Steady, Go!
4. Are You Listening Yet?
5. Taste Back
6. The Waiting Game
7. Season 2 Weight Loss
8. Coming Up Roses
9. Pop
10. Dance no More
11. Paint By Numbers
12. Carla's Song
 
Shows em São Paulo
Harry Styles anunciou na última segunda-feira (2) que exibirá o primeiro show da nova era no streaming. A apresentação será em Manchester, no Reino Unido, nesta sexta, e a transmissão será no domingo (8), pela Netflix.
 
O show é o retorno oficial do cantor aos palcos depois de três anos. Sua última turnê, “Love on Tour”, terminou em 2023.
 
“Together, Together”, sua nova série de apresentações, passará pelo Brasil no meio do ano. Os dois shows serão em São Paulo, nos dias 17 e 18 de julho, no Estádio Morumbis.
 
Ao final de janeiro, fãs do britânico enfrentaram longas filas no Shopping SP Market para tentar conseguir ingressos para as apresentações de Styles. Houve uma polêmica envolvendo acusações de problemas na compra de entradas e favorecimento de cambistas por parte da TicketMaster, empresa responsável pela venda de ingressos da turnê no Brasil.
 
A deputada federal Erika Hilton e o deputado estadual Guilherme Cortez, ambos do PSOL, acionaram órgãos públicos como o Procon, o Ministério Público e a Secretaria de Segurança Pública. A Ticketmaster chegou a prestar esclarecimentos ao Procon-SP sobre a venda de ingressos.
 

CRÍTICA: HARRY STYLES ENCARA A MATURIDADE E ACERTA EM DISCO FIEL A SI MESMO

Cultura
 
Crítica: Harry Styles encara a maturidade e acerta em disco fiel a si mesmo
 
Quarto álbum solo do astro, ‘Kiss all the time. Disco, ocasionally’ encena com eletrônicas elegantes e pulsantes o diário de descobertas e jogos amorosos de um jovem adulto
 
Por Silvio Essinger — Rio de Janeiro
 
06/03/2026 11h22  Atualizado há 4 horas

 
Aos 32 anos, já bem distante dos tempos de One Direction, o cantor inglês Harry Styles não é mais nenhum garotinho. Ao mesmo tempo, ele é um desses pop stars que se contam nos dedos de uma mão capazes de arrastar multidões — de crianças, adolescentes, adultos — para os estádios. Diante do desafio de um quarto álbum solo, Styles parece ter escolhido a mais arriscada opção: ser fiel a si mesmo.
 
“Kiss all the time. Disco, ocasionally”, que chegou esta sexta-feira ao streaming, cercado de expectativas, é a perfeita expressão de quem tardia, mas serenamente, foi levado a reconhecer e enfrentar as encruzilhadas que a idade pôs no caminho. E que, como o próprio sobrenome faz supor, encarou a tarefa com um bocado de estilo.
 
O álbum abre exatamente com “Aperture”, o single-aperitivo que ele lançou em janeiro. Um bem-vindo casamento de vulnerabilidades, música pulsante das pistas de underground e elegantes referências do rock e da música eletrônica, a faixa entrega o tom geral do disco (embora haja mais coisas nele) e prepara o ouvinte para esse novo Harry Styles, que desfila pelas outras 11 canções do disco.
 
“American girls” (mais lenta e introspectiva, embora igualmente tocada pelo espírito do pop alternativo) e “Ready, steady, go” (eletropop oitentista com violão, na medida para o crooner dar o seu recado sensual) vão aquecendo lentamente o disco, que entra definitivamente na pista de dança em “Are you listening yet”, com seu groove sólido, letra com pegada de rap (“se você insiste em participar de um movimento / certifique-se de que haja dança”) e batuques ferozes de Tom Skinner, baterista do grupo The Smile (com Thom Yorke e Jonny Greenwood, do Radiohead).
 
Doce, com violão e um sentimento que se poderia dizer sessentista (apesar das eletrônicas), “The waiting game” leva o disco pelo caminho de uma sofisticação que se concretiza, de fato, em “Coming up roses”, balada com cordas camerísticas — a apoteose da beleza desse disco, que mantém o seu caráter predominante em reflexivas faixas para a pista, como “Season 2 weight loss” (de beats expansivos, mas, no geral, controlada) e “Taste back”.
 
A certa altura, “Kiss all the time. Disco, ocasionally” faz um desvio mais brusco para a diversidade. “Pop”, meio perversa e com agressiva linha de teclados que poderia estar numa faixa do Depeche Mode, traz os questionamentos mais filosóficos de Harry Styles (“será que estou me metendo em algo maior do que eu consigo lidar? / isso pode dar em qualquer coisa / eu faço, faço de novo/ é para ser pop”). E em “Dance no more”, ele investe no departamento funky com graça suficiente para não fazer feio diante da herança de Prince e Justin Timberlake (“é como se a música tivesse sido enviada dos céus / e não houvesse diferença entre lágrimas e suor”).
 
Um responsável compromisso com o pop clássico se faz notar novamente em “Kiss all the time. Disco, ocasionally” na faixa “Paint by numbers”, uma muito bem executada balada de violão, com letra cheia de ironias (“foi uma tragédia quando você disse a ela que não nem tenho trinta e três anos?”, pergunta-se o cantor).
 
E o disco termina com a esperançosa “Carla’s song”, canção que se insere na sonoridade geral do álbum, mas traz de bônus aquela eletrizante qualidade de hits do U2 e Coldplay e uma letra sagaz (“você tem sido um bebê dormindo sobre uma barra de chocolate / até seus olhos se abrirem para a luz cambiante do verão”).
 
Como as canções desse disco vão se conjugar no show da nova turnê (que passa por São Paulo em julho) ao lado de hits como “As it was” e “Watermelon sugar” é um mistério — não no sentido da aflição, mas no da alegria com as possibilidades. Para o ouvinte, o que mais importa é que Harry Styles apostou que seu público amadureceria junto com ele e fez um disco bem coerente, com texturas, refrões, referências, timing e uma sonoridade vibrante e clara para o diário (escrito, muitas vezes, em código) das descobertas e jogos amorosos de um jovem adulto.
 
Cotação: Ótimo