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terça-feira, 23 de setembro de 2025

DONALD TRUMP NA ONU | 'QUÍMICA EXCELENTE' COM LULA

Em discurso na ONU, Trump diz que teve 'química excelente' com Lula e afirma que os dois se reunirão na semana que vem
 
Presidente dos EUA elogiou Lula durante discurso a líderes de países membros da ONU nesta terça (23). Ele também defendeu sua própria gestão e disse que ONU 'não está nem perto de seu potencial'.
 
Por Redação g1
 
23/09/2025 11h08  Atualizado há uma hora


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (23), durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU, que se reunirá na semana que vem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para debater as retaliações que os EUA vêm aplicando ao Brasil em reação ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
 
Durante o discurso — no qual ele também exaltou seu próprio governo e criticou a ONU (leia mais abaixo) —, Trump disse que teve "uma química excelente" com o presidente brasileiro, "que pareceu um cara muito agradável".
 
"Eu estava entrando (no plenário da ONU), e o líder do Brasil estava saindo. Eu o vi, ele me viu, e nos abraçamos. Na verdade, concordamos que nos encontraríamos na semana que vem", disse Trump. "Não tivemos muito tempo para conversar, tipo uns 20 segundos".
 
E Trump seguiu com os elogios ao presidente brasileiro.
 
"Ele parece um cara muito legal, ele gosta de mim e eu gostei dele. E eu só faço negócio com gente de quem eu gosto. Quando não gosto deles, eu não faço. Quando eu não gosto, eu não gosto. Por 39 segundos, nós tivemos uma ótima química e isso é um bom sinal."
 
Fontes do governo brasileiro confirmaram a reunião entre Trump e Lula na semana que vem, mas não disseram se a conversa ocorrerá ao vivo ou por telefone.
 
A fala contrasta com a tensa relação que Estados Unidos e Brasil vêm tendo desde julho, quando Trump anunciou tarifas de 50% a produtos brasileiros.
 
No discurso desta terça, o presidente dos EUA voltou a criticar indiretamente o processo e o Judiciário. Ele afirmou haver "censura, repressão, corrupção judicial e perseguição a críticos políticos" no Brasil.
 
"O Brasil agora enfrenta tarifas pesadas em resposta aos seus esforços sem precedentes para interferir nos direitos e liberdades dos nossos cidadãos americanos e de outros, com censura, repressão, armamento, corrupção judicial e perseguição de críticos políticos nos Estados Unidos", disse Trump, antes de elogiar Lula.
 
PRIMEIRA CONVERSA DIRETA ENTRE TRUMP E LULA
A reunião entre Trump e Lula será a primeira conversa direta entre os dois líderes desde o início da crise do tarifaço. Mas o presidente norte-americano já havia sinalizado estar disposto a se reunir com o brasileiro.

Em julho, após anunciar as tarifas, Trump disse que deveria conversar com Lula "em algum momento, mas não agora". Depois, no início de agosto, Trump disse que "Lula pode falar comigo quando quiser", ao ser questionado sobre a crise com o Brasil.

Em julho, Trump enviou uma carta a Lula anunciando tarifas de 50% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA. Na ocasião, ele justificou a medida, em parte, pelo que classificou de “caça às bruxas” contra Bolsonaro.

A medida entrou em vigor na primeira semana de agosto. Mas, na época, a Casa Branca anunciou que quase 700 itens seriam isentos, incluindo suco de laranja, combustíveis, veículos, aeronaves civis e determinados tipos de metais e madeira.

DISCURSO DE TRUMP NA ONU
A ONU recomenda que os líderes não passem de 15 minutos., mas Trump discursou por mais de uma hora e de improviso na Assembleia Geral.
 
Antes de mencionar o Brasil, ele exaltou seu governo, criticou a própria ONU e negou, novamente, o aquecimento global.
 
"Graças à minha gestão, os EUA estão na era de ouro. Somos o país mais 'sexy' do mundo", iniciou o presidente norte-americano.
 
Falando pela primeira vez aos líderes de membros da ONU em seu novo mandato presidencial, o norte-americano disse ter melhorado índices de economia e levantou a bandeira de sua política anti-imigração, uma das principais marcas de seu governo até agora.
 
Na sequência, Trump disparou críticas à ONU, a quem culpou por "criar novos problemas" para o mundo.
 
"A ONU não só não resolve os problemas que deveria com muita frequência, como também cria novos problemas para nós resolvermos. O melhor exemplo é a principal questão política do nosso tempo: a crise da migração descontrolada", disse Trump. "A ONU não está nem perto de todo seu potencial".
 
Para justificar a crítica à ONU, usou o argumento que tem repetido em sua autocampanha para vencer o Prêmio Nobel da Paz: o de que "tive de encerrar, sozinho, sete guerras", em referência a conflitos como entre Cambódia e Tailândia, Paquistão e Índia e Israel e Irã — pausado após um ataque dos EUA ao território iraniano.
 
"Muita gente diz que eu deveria ganhar o Nobel da Paz".

Com um discurso que pareceu improvisado em alguns momentos — Trump alegou que o teleprompter do plenário não estava funcionando e que falaria "do coração", o presidente dos EUA arrancou aplausos da plateia em apenas um momento: quando pediu um cessar-fogo na Faixa de Gaza.
 
No entanto, ele criticou a onda de países que reconheceram o Estado da Palestina nos últimos dias, como os aliados Reino Unido e França.
 
“Tem gente reconhecendo o Estado Palestino, seria uma recompensa muito grande para o Hamas… Apenas libertem os reféns”.
 
Trump também disparou contra a Rússia e a China. Criticou a tentativa de Moscou de controlar o mercado de petróleo e gás natural e disse que se reunirá com líderes europeus ao longo da Assembleia Geral para negociar o boicote que propôs uns dias atrás.
 
Sobre a China, sugeriu que o país foi o responsável por criar o coronavírus. Também menosprezou as mudanças climáticas e disse que "as energias renováveis são uma piada". As previsões sobre o aquecimento global "foram feitas por pessoas estúpidas", afirmou ainda.
 
Link da reportagem: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2025/09/23/trump-discursa-na-onu.ghtml

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

PGR DENUNCIA EDUARDO BOLSONARO NO INQUÉRITO SOBRE COAÇÃO EM PROCESSO JUDICIAL; JAIR BOLSONARO NÃO FOI DENUNCIADO

PGR denuncia Eduardo Bolsonaro no inquérito sobre coação em processo judicial; Jair Bolsonaro não foi denunciado
 
Caso é sobre a atuação de Eduardo junto ao governo dos EUA para levantar sanções contra o Brasil e autoridades do Judiciário. Objetivo, segundo a PGR, era reverter o julgamento do pai, Jair Bolsonaro, por golpe de Estado.
 
Por Márcio Falcão, Marcelo Parreira, Reynaldo Turollo Jr, TV Globo — Brasília
 
22/09/2025 14h53  Atualizado há 30 minutos


A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma denúncia contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação em processo judicial.
 
O caso é sobre a atuação de Eduardo para atrapalhar o processo sobre golpe de Estado, em que o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão.
 
Para a PGR, Eduardo buscou junto ao governo Donald Trump, dos Estados Unidos, levantar sanções e tarifas ao Brasil e a autoridades do Judiciário como represália ao julgamento.
 
A PGR também denunciou o produtor de conteúdo Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, que agiu nos EUA junto com Eduardo.
 
Jair Bolsonaro, que também era alvo do inquérito, não foi denunciado. Isso significa que a PGR não encontrou indícios de que ele também estava coagindo autoridades judiciais responsáveis pelo processo do golpe.
 
Agora, caberá ao STF decidir se aceita ou não a denúncia contra Eduardo e Paulo Figueiredo. Se for aceita, eles se tornarão réus em uma ação penal.
 
"Os denunciados divulgaram amplamente tragédias financeiras, decorrentes das sanções que se afirmavam e se mostraram aptos para consegui-las [as tragédias financeiras] nos Estados Unidos da América, se o Supremo Tribunal Federal não liberasse os acusados no processo penal contra Jair Bolsonaro e outros", escreveu o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
 
Segundo o procurador-geral, Eduardo e Paulo Figueiredo deixaram claro suas ações e intenções.
 
"A dupla de denunciados não hesitou em arrogar a si própria a inspiração determinante das sanções econômicas que vieram a ser, como é notório, afinal infligidas pelo governo norte-americano."
 
AMEAÇAS A MINISTROS
Segundo a PGR, a estratégia dos denunciados consistiu em ameaçar os ministros do STF com a obtenção de sanções estrangeiras, tanto para os magistrados quanto para o próprio Brasil .
 
Para isso, eles se dedicaram a explorar suas conexões nos Estados Unidos, incluindo contatos com integrantes do alto escalão do governo norte-americano.
 
"A efetivação de sanções crescentes convenceu os denunciados de que as ameaças e os males já infligidos estavam produzindo resultados sobre a disposição dos Ministros julgadores. Com isso animavam-se ao recrudescimento das manifestações de coação. Buscavam deixar explícito, para o público e para os demais julgadores do STF, que a as medidas de que lançavam mão para intimidar os julgadores eram eficazes", declarou Gonet.
 
O procurador-geral destacou que Eduardo e Paulo Figueiredo, em postagens nas redes sociais e em entrevistas, não só anunciavam novas medidas do governo dos EUA, cada vez mais duras, como comemoravam publicamente as já impostas pelo governo Trump.
 
"A dupla denunciada anunciava as sanções previamente, celebrava quando eram impostas e as designava, elas próprias, como prenúncio de outras mais, caso o Supremo Tribunal não cedesse. As providências foram obtidas com porfiado esforço pela dupla, conforme os denunciados – eles próprios – triunfalmente confessam", afirmou Gonet.
 
AÇÕES DOS DENUNCIADOS
A denúncia detalha três principais eventos de sanções que teriam sido orquestrados pelos acusados:
 
  • A suspensão de vistos: Em 18 de julho de 2025, o governo dos EUA suspendeu os vistos de oito ministros do STF. Eduardo Bolsonaro publicou na rede social X (anteriormente Twitter) um agradecimento ao presidente dos EUA e ao Secretário de Estado, afirmando que "tem muito mais por vir". Paulo Figueiredo também comentou o evento, chamando-o de "só o começo" e sugerindo que medidas piores poderiam ser aplicadas.
  • A imposição de tarifas econômicas: Em 9 de julho de 2025, o presidente dos EUA anunciou a imposição de tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras, designando-as como punição pela "perseguição ilegítima" a Jair Bolsonaro e seus apoiadores. O documento do MPF afirma que essas sanções, que os denunciados apelidaram de "Tarifa-Moraes", causaram perdas de receita, impacto negativo no PIB e desemprego setorial no Brasil.
  • A Lei Magnitsky: Em 30 de julho de 2025, o Ministro Alexandre de Moraes foi sancionado com a Lei Global Magnitsky de Responsabilidade pelos Direitos Humanos. Essa medida resulta no bloqueio de bens e na proibição de transações financeiras nos EUA. Os denunciados, após a sanção, continuaram a pressionar o STF, afirmando que a punição de Moraes seria um aviso para os outros ministros .
 
MENSAGENS DE CELULAR
A denúncia utiliza mensagens de WhatsApp apreendidas do celular de Jair Bolsonaro como evidência da trama. Em uma dessas mensagens, Jair Bolsonaro relata ao filho que "todos ou quase todos" os ministros do STF demonstram preocupação com as sanções. O documento também indica que Eduardo Bolsonaro atuou para garantir que apenas ele e Paulo Figueiredo tivessem acesso a autoridades dos EUA. A denúncia conclui que as ações tinham o objetivo de "sobrepor os interesses da família Bolsonaro às normas do devido processo legal e do bom ordenamento da Justiça".
 
Por fim, o Ministério Público Federal pede a condenação de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo pelo crime de coação no curso do processo, em forma continuada, e a reparação dos danos causados . A denúncia destaca que o crime foi formalizado com as ameaças, independentemente de os ministros terem cedido à pressão, visto que a simples prática da ameaça já configura o delito.
 
Link da reportagem: https://g1.globo.com/politica/noticia/2025/09/22/pgr-denuncia-eduardo-bolsonaro-no-inquerito-sobre-coacao-da-justica.ghtml

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

ASSASSINATO DE CHARLIE KIRK | COMO A IMPRENSA E ALGUNS DA ESQUERDA REAGIRAM?








QUEM É CHARLIE KIRK, ATIVISTA ALIADO DE TRUMP QUE MORREU BALEADO

Quem é Charlie Kirk, ativista aliado de Trump que morreu baleado

Kirk, de 31 anos, foi fundador da Turning Point USA, uma rede com base nos campi universitários dos EUA


O comentarista e ativista conservador Charlie Kirk, aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, morreu nesta quarta após ser atingido no pescoço por um tiro enquanto discursava em um evento na Universidade Utah Valley.
 
Vários vídeos que circulam nas redes sociais mostram Kirk sendo baleado enquanto falava sob uma tenda.
 
QUEM É CHARLIE KIRK
Kirk, de 31 anos, foi fundador da Turning Point USA, uma rede conservadora com base nos campi universitários dos EUA. Ele apresentava o The Charlie Kirk Show, um podcast e programa de rádio conservador que está entre os mais ouvidos na Apple nos EUA.
 
O The Charlie Kirk Show vai ao ar no canal de rádio "The Answer", da Salem Media. Em 2021, o programa foi classificado como o 21º podcast mais popular na Apple Podcasts. Atualmente, a Apple o lista como o número 9 entre os podcasts de notícias dos EUA, oito posições acima da NPR, emissora pública.
 
Já a TPUSA afirma estar presente em mais de 3.500 campi universitários e deu origem a outras iniciativas ativistas, incluindo, entre outras, uma academia online, a Turning Point Faith, e a Turning Point Faith, e a Turning Point Action, um grupo de defesa política que se envolveu no ciclo eleitoral de 2022 no Arizona e em outros swing states.
 
A Turning Point USA teve seu próprio ponto de virada em 2016, quando começou a promover a campanha de Trump para a presidência. Na época, Charlie Kirk atuou como assistente pessoal de Donald Trump Jr. Ele também já discursou em diversos eventospolíticos, incluindo a Convenção Nacional Republicana de 2020.
 
Kirk, porém, não escapou de algumas polêmicas, quando fez comentários a respeito de imigração, eficácia de vacinas durante a pandemia, aborto, DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão), resultados das eleições de 2020 controle de natalidade.
 
Kirk era casado com Erika Kirk, uma empreendedora, e o casal tem dois filhos.
 
CENA DO CRIME
No local do atentado havia um público de cerca de 2 mil pessoas, segundo o ex-congressista Jason Chaffetz, presente no evento. A instituição acadêmica informou em um comunicado que um suspeito foi detido.
 
Christine Nelson, da polícia da Utah Valley University, confirmou apenas que "houve disparos" e pediu "às pessoas que permaneçam em suas casas". Um alerta enviado aos estudantes informou que uma pessoa havia sido detida.
 
"Foi dado um único tiro no campus contra um orador visitante. A polícia está investigando; o suspeito está detido", dizia o alerta, segundo o meio local Deseret News.
 
Link da reportagem: https://exame.com/mundo/quem-e-charlie-kirk-ativista-conservador-aliado-de-trump-que-foi-baleado/

AS FRASES POLÊMICAS DE CHARLIE KIRK

As tensas falas do apoiador de Trump assassinado: ‘direito dado por Deus’
 
Charlie Kirk morreu aos 31 anos, nesta quarta-feira, 10
 
Por Tatiana Moura, Valmir Moratelli


Charlie Kirk morreu nesta quarta-feira, 10, aos 31 anos em Utah, nos Estados Unidos. O ativista de extrema direita levou um tiro enquanto discursava na Universidade do Vale de Utah. O presidente Donald Trump lamentou a morte do apoiador no X. Ele ficou famoso pelas opiniões conservadoras, se tornando uma grande influência para os jovens no país. Ao longo da “carreira” na internet, o influenciador fez declarações polêmicas nas entrevistas, palestras e debates que participou.
 
Kirk era conhecido por apoiar o porte de armas e defendia que as pessoas tinham o direito de se sentir “protegidas”. Em 2023, em um evento na Universidade do Estado de Ohio, ele disse que não tem como viver numa sociedade armada sem uma morte sequer. “Eu acho que vale a pena ter, infelizmente, algumas mortes por arma a cada ano, para que a gente tenha a Segunda Emenda para proteger os nossos direitos dados por Deus”.
 
No mesmo ano, o ativista disse que Martin Luther King Jr, um dos principais líderes na luta anti racista americana, era uma “pessoa horrível” e só fez uma disse uma coisa boa. Além disso, no X, ele defendeu que foi criado um mito em relação à história de MLK. “Enquanto ele estava vivo, a maioria das pessoas não gostavam dele. Agora, ele é a pessoa mais honrada,  venerada e até a pessoa mais divinizada do século 20”.
 
Durante a pandemia da Covid-19, em 2020, ele se opôs à quarentena. Defendia que não era necessário ficar em casa e se recusava a usar máscara nos lugares públicos. Além disso, Charlie era contra a vacinação e a favor da hidroxicloroquina, afirmando que tinha “100% de eficácia”. Assim como boa parte da extrema direita mundial, ele era contra o aborto, os direitos LGBTQIA e imigrantes ilegais no Estados Unidos.
 
Link da reportagem: https://veja.abril.com.br/coluna/veja-gente/as-tensas-falas-do-apoiador-de-trump-assassinado-direito-dado-por-deus/

TRUMP CULPA ESQUERDA RADICAL PELO ASSASSINATO DE CHARLIE KIRK E FOMENTA TEMORES DE ACIRRAMENTO DA VIOLÊNCIA POLÍTICA NOS EUA

Trump culpa esquerda radical pelo assassinato de Charlie Kirk e fomenta temores de acirramento da violência política nos EUA
 
Seguidores de presidente americano encaram morte de ativista ultraconservador como declaração de guerra. Kirk foi baleado no pescoço em evento em universidade de Utah na quarta (10).
 
Por Sandra Cohen
 
11/09/2025 09h09  Atualizado há 3 minutos


Mais do que um aliado do Donald Trump, o ativista ultraconservador Charlie Kirk era um devoto incondicional do presidente. Era ele quem carimbava o certificado de lealdade em entrevistas com candidatos a empregos no Pentágono e em agências de inteligência assim que o republicano foi eleito para o segundo mandato.
 
A dedicação lhe valia elogios públicos de Trump, que atribuía a Kirk, de 31 anos, a massa de votos de seguidores jovens que o ajudou a levá-lo de volta à Casa Branca. Com frequência, o influenciador, podcaster e expoente do movimento MAGA ("Façam os EUA grandes novamente", em inglês), conhecido pela retórica inflamada, com comentários racistas, homofóbicos e xenófobos, era incensado pelo presidente como um encantador de jovens.
 
Nesse contexto, não causou estranheza que Trump tenha responsabilizado a esquerda radical pelo assassinato brutal do ativista, nesta quarta-feira, enquanto discursava no campus da Universidade Utah Valley. O rápido pronunciamento divisivo do presidente levantou mais temores de acirramento da violência política que assombra os EUA.
 
“Durante anos, a esquerda radical comparou americanos maravilhosos como Charlie a nazistas e aos piores assassinos em massa e criminosos do mundo. Esse tipo de retórica é diretamente responsável pelo terrorismo que vemos em nosso país hoje, e precisa acabar agora mesmo”, decretou o presidente.
 
As reações ao assassinato de Charlie Kirk convergiam para a violência política e os crimes motivados por divergências ideológicas, atingindo tanto republicanos quanto democratas. “Nossa nação está quebrada. Nada do que eu diga pode nos unir como país”, atestou o governo republicano de Utah, Spencer Cox.

Já o governador democrata de Illinois, JB Pritzker, foi mais incisivo e culpou a retórica de Trump pela morte de Kirk, por criar condições que incentivem a violência política.
 
“Acho que a retórica do presidente frequentemente fomenta isso. Vimos os manifestantes de 6 de janeiro, que claramente desencadearam uma nova era de violência política. E o presidente? O que ele fez? Perdoou-os. Quero dizer, que tipo de sinal isso envia para as pessoas que querem perpetrar violência política? Não é um bom sinal”, ponderou Pritzker.
 
Para lembrar os casos mais recentes, Trump sofreu duas tentativas de assassinato durante a campanha eleitoral, o governador democrata da Pensilvânia, Josh Shapiro, teve a sua casa incendiada em abril passado, uma deputada estadual foi morta a tiros com o marido e outro ficou ferido em junho em Minnesota.
 
Enquanto as razões que levaram à morte de Charlie Kirk não são esclarecidas, o debate no país já está inflamado. Figuras proeminentes da direita radical compararam a morte do ativista a uma declaração de guerra.
 
“Estamos em guerra”, repetiu o apresentador de rádio e teórico da conspiração Alex Jones. “A esquerda está vindo com mais violência e mais ataques. E podemos imaginar o inferno que será se nos submetermos a eles”. Jones foi condenado a pagar US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,4 bilhões) às famílias de vítimas do atentado em Sandy Hook, por espalhar em seu canal que o atentado que matou 20 crianças em uma escola em 2012 era falso.
 
Considerada uma atuante conselheira informal de Trump, a influenciadora Laura Loomer advertiu: “Você pode ser o próximo. A esquerda é terrorista.”
 
Stewart Rhodes, fundador da milícia Oath Keeper, anunciou que o grupo seria reativado para fornecer proteção a figuras como Kirk. Condenado por conspiração sediciosa na invasão ao Capitólio, em janeiro de 2021, Rhodes teve a sentença comutada por Trump e sinalizou, como demais figuras da base do presidente, que está a postos para a retaliação.

Link da reportagem: https://g1.globo.com/mundo/blog/sandra-cohen/post/2025/09/11/assassinato-charlie-kirk-trump-fomenta-temores-acirramento-violencia-politica-eua.ghtml

sexta-feira, 1 de agosto de 2025

O QUE ESTÁ POR TRÁS DO TARIFAÇO DE DONALD TRUMP CONTRA O BRASIL?

O QUE ESTÁ POR TRÁS DO TARIFAÇO DE DONALD TRUMP CONTRA O BRASIL?


Donald Trump disse que as únicas cifras que irão subir são os bilhões que irão entrar nos EUA.
 
Você consegue perceber que ele não está preocupado com liberdade, comunismo!? Você realmente acha que Trump está preocupado com a 'perseguição a Bolsonaro'? Esta só foi a desculpa para ele jogar a tarifa e ver como a Bolsa ia se comportar. Tanto que ele já recuou em vários setores e em vários países.
 
Espanta-me brasileiros defenderem Trump. Espanta-me 'patriotas' defenderem o tarifaço para, assim, ferrar a Economia do país e, por conseguinte, enfraquecer o governo atual. A crise econômica só vai chegar para o pobre. Para os políticos, que recebem R$40.000,00, não existe crise. Eles continuarão recebendo como se nada estivesse acontecendo. Então, se você defende Trump e suas maluquices, você não é nem patriota, nem conservador... e nem cristão.
 
Rio de Janeiro, 01 de agosto de 2025
Raphael Paiva

WHAT'S BEHIND DONALD TRUMP'S TARIFF INCREASE AGAINST BRAZIL?

WHAT'S BEHIND DONALD TRUMP'S TARIFF INCREASE AGAINST BRAZIL?


Donald Trump said the only figures that will rise are the billions that will enter the US.
 
Can you see that he's not concerned about ‘freedom’ or ‘communism’? Do you really think Trump is concerned about the 'persecution of Bolsonaro'? This was just an excuse for him to launch the tariff and see how the stock market would behave. So much so that it has already retreated in several sectors and in several countries.
 
It amazes me that Brazilians defend Trump. It amazes me that 'patriots' defend the tariff hike to, thus, screw the country's economy and, consequently, weaken the current government. The economic crisis will only affect the poor. For politicians, who receive R$40,000.00, there is no crisis. They will continue to receive it as if nothing were happening. So, if you defend Trump and his crazy ideas, you are neither patriotic, nor conservative... nor Christian.
 
Rio de Janeiro, August 1st, 2025
Raphael Paiva

¿QUÉ HAY DETRÁS DEL AUMENTO ARANCELARIO DE DONALD TRUMP CONTRA BRASIL?

¿QUÉ HAY DETRÁS DEL AUMENTO ARANCELARIO DE DONALD TRUMP CONTRA BRASIL?


Donald Trump dijo que las únicas cifras que aumentarán son los miles de millones que ingresarán a Estados Unidos.
 
¿Ven que no le preocupa la libertad ni el comunismo? ¿De verdad creen que a Trump le preocupa la "persecución a Bolsonaro"? Esto solo fue una excusa para lanzar el arancel y ver cómo se comportaba la bolsa. Tanto es así que ya ha retrocedido en varios sectores y países.
 
Me sorprende que los brasileños defiendan a Trump. Me sorprende que los "patriotas" defiendan el aumento arancelario para, así, perjudicar la economía del país y, en consecuencia, debilitar al gobierno actual. La crisis económica solo afectará a los pobres. Para los políticos, que reciben 40.000 reales, no hay crisis. Seguirán recibiéndolo como si nada. Así que, si defiendes a Trump y sus ideas descabelladas, no eres ni patriota, ni conservador... ni cristiano.
 
Río de Janeiro, 1 de agosto de 2025
Raphael Paiva

terça-feira, 6 de maio de 2025

GOVERNO DONALD TRUMP DESMENTE EDUARDO BOLSONARO

GOVERNO DONALD TRUMP DESMENTE EDUARDO BOLSONARO
O Deputado Federal Eduardo Bolsonaro, licenciado, afirmou que funcionário do governo norte-americano viria ao Brasil em uma ação contra Alexandre de Moraes. Porém, o próprio governo Donald Trump desmentiu. A viagem já havia sido agendada pelo próprio governo brasileiro e o objetivo seria o estabelecimento de um acordo de cooperação entre os dois países em ações de combate ao crime organizado.

LEIA A ÍNTEGRA DO COMUNICADO DE EDUARDO BOLSONARO ONDE ELE ANUNCIA QUE IRÁ SE LICENCIAR DE MANDATO

Comitiva do governo Trump vem ao Brasil discutir combate ao crime organizado, diz embaixada
 
Eduardo Bolsonaro diz que representante de Trump vem ao Brasil discutir sanções contra Moraes
 
Governo Trump desmente versão de Eduardo Bolsonaro sobre viagem de funcionário ao Brasil
 
Rio de Janeiro, 06 de maio de 2025
Raphael Paiva


LEIA A ÍNTEGRA DO COMUNICADO DE EDUARDO BOLSONARO ONDE ELE ANUNCIA QUE IRÁ SE LICENCIAR DE MANDATO

LEIA A ÍNTEGRA DO COMUNICADO DE
EDUARDO BOLSONARO ONDE ELE ANUNCIA
QUE IRÁ SE LICENCIAR DE MANDATO



“Tornei-me deputado para representar o povo paulista no melhor interesse da minha nação. O que o ministro da Suprema Corte [STF] Alexandre de Moraes e seus cúmplices estão tentando fazer é usar justamente o meu mandato como cabresto, como ferramenta de chantagem e coação do regime de exceção, como instrumento para me prender e impedir que eu represente os melhores interesses para o meu país.
 
Seria mais confortável ficar quieto, receber salário e fingir defender os paulistas e meus irmãos brasileiros do que enfrentar esse sistema covarde e desumano. Mas eu não aceitei esse chamado para ter conforto ou comodidade. Eu aceitei esse chamado para defender os valores da nossa civilização. Aceitei essa vocação como um compromisso não só com a minha família e a minha nação, mas como uma aliança com Deus, um voto de lealdade que apenas um homem com caráter e fé pode entender.
 
Não irei me acovardar. Não irei me submeter ao regime de exceção e aos seus truques sujos. Assim sendo, da mesma forma que eu assumi o mandato parlamentar para representar a minha nação, eu abdico temporariamente dele para seguir bem representando esses milhões de irmãos de pátria que me incubiram dessa nobre missão.
 
Irei me licenciar sem remuneração para que possa me dedicar integralmente e buscar as devidas sanções aos violadores de direitos humanos. Aqui, poderei focar em buscar as justas punições que Alexandre de Moraes e a sua gestapo da Polícia Federal merecem.
 
Vocês, homens de geleia, pequenos e vaidosos, não estão acostumados a lidar com homens de convicção. Achavam que iam me chantagear com os benefícios e regalias do cargo. Não poderiam errar mais miseravelmente.
 
Os melhores parlamentares, verdadeiramente vocacionados, não são figuras caricatas, apegadas aos títulos da burocracia. Eu abro mão de cabeça erguida de toda essa pompa, para seguir firme na minha missão de trazer justiça para todos os tiranos violadores dos direitos humanos mais básicos.
 
Estou falando de vocês, os psicopatas que prenderam mães de família, idosas, trabalhadores e todo tipo de pessoa comum e inocente. Irei abraçar esse sacrifício com entusiasmo, focarei 100% do meu tempo nessa única causa: fazer justiça e criar o ambiente para anistiar os reféns de 8 de janeiro e os demais perseguidos que fizeram parte do governo Bolsonaro, que estão pagando o preço da crueldade de um psicopata que sonha em prender Jair Bolsonaro. E, imagina ele, que assim vai exterminar o maior movimento popular que a minha geração já testemunhou. O [movimento] liderado pelo nosso eterno presidente Jair Messias Bolsonaro.
 
Também não descansarei até construir o cenário internacional que permita eleições limpas, transparentes e com ampla participação da oposição. Não existe democracia num país que age como a Suprema Corte da Romênia ou a narcoditadura da Venezuela de Nicolás Maduro, onde os líderes da oposição, que arrastam multidões nas ruas, sejam impedidos de concorrer por conta de eufemismos desavergonhados de tiranos.
 
Ressalto que a minha posição de deputado federal, ainda mais tendo sido o mais votado de toda a história do Brasil, bem como o filho do presidente mais popular da história recente do país, me facilitava, sim, a abertura de portas internacionais. No entanto, essas portas já estão abertas. Agora, necessito de tempo e dedicação integral para seguir trabalhando e representando não só os paulistas, mas todos os brasileiros.
 
Nessa jornada, só tenho a agradecer a Deus. Um filme passa na minha mente e entendo quão extraordinária é a providência divina. Poucos sabem disso, mas no mesmo dia em que os deputados do PT peticionaram à PGR [Procuradoria-Geral da República] requisitando apreender o meu passaporte, em 27 de fevereiro, eu estava voando com minha família para os Estados Unidos, num voo que eu havia comprado poucos dias antes.
 
Provavelmente, nem o PT e nem Alexandre de Moraes esperavam que eu fosse passar o Carnaval fora do Brasil, já que eu havia recém-retornado dos Estados Unidos dois dias antes, em 25 de fevereiro.
 
Não tenho nenhuma dúvida de que Deus, em sua infinita sabedoria e bondade, protegeu a mim e a minha família para que minha missão de trazer justiça não fosse interrompida pelos esquemas e planinhos dos canalhas de ocasião.
 
Dessa maneira, nunca imaginei que faria uma mala de sete dias para não mais retornar à minha casa, mas hoje vejo com clareza que Deus está me mostrando o caminho. Tenho certeza de que o meu eleitor também entende que o meu trabalho neste momento é muito mais importante aqui nos Estados Unidos do que no Brasil. Como defendia o professor Olavo de Carvalho, não se combate uma ditadura vivendo dentro dela.
 
Todos no Brasil sabem que Alexandre de Moraes é capaz de fazer qualquer coisa, ainda que notoriamente ilegal ou inconstitucional. Mesmo com um parecer contrário da PGR, como, aliás, ele já fez no passado. Falando em PGR, Moraes deu prazo para o procurador-geral de cinco dias para responder a um simples "sim" ou "não" acerca da apreensão do meu passaporte. Porém, já se passaram mais de 18 dias e nada do sr. Paulo Gonet responder.
 
Seria ultrajante, mas na atual democracia relativa brasileira, ninguém poderia se dizer surpreso com a apreensão do passaporte de um deputado e até mesmo a sua prisão sem motivo.
 
Ao bem da verdade, fatos muito piores já ocorreram, como a morte na cadeia de Clezão [Clériston Pereira da Cunha, réu dos ataques de 8 de janeiro que morreu no Complexo Penitenciário da Papuda], a condenação a quase nove anos de cadeia do deputado federal Daniel Silveira, que recebeu indulto do então presidente Jair Bolsonaro, e pela primeira vez na história do país, o indulto foi covardemente cancelado pelo STF.
 
As prisões preventivas e injustificadas de Felipe Martins, Anderson Torres, Silvinei Vasques e vários outros, assim como as condenações de até 17 anos de prisão de senhorinhas como Iraci Nagoshi, de 71 anos, ou a cabeleireira e mãe Débora Rodrigues dos Santos, presa por ter escrito com um batom numa estátua a mesma frase dita pelo ministro do STF, Luís Roberto Barroso: "Perdeu, mané".
 
Quem em sã consciência pode esperar algum tipo de pudor ou moralidade de um regime de exceção? Como alguém pode esperar justiça vindo de um pedido para prender o meu passaporte feito por deputados do PT e encaminhado diretamente para as mãos do Alexandre de Moraes, sem sorteio ou distribuição? Ou seja, serei 'julgado' por um inimigo declarado, pela mesma pessoa que eu tenho denunciado aqui no exterior. Serei julgado de acordo com o juiz Marco Antônio, assessor de Moraes, pelo cara que quis me pegar de qualquer forma. Lembram dos artigos do Glenn Greenwald?
 
Essa é a pessoa que está me inserindo criminosamente no processo de golpe de Estado da Disneylândia, também conhecido como golpe de 8 de janeiro.
 
Certamente não é fácil me afastar temporariamente do cargo de deputado federal. Não é fácil saber que meu pai pode ser injustamente preso e talvez eu jamais tenha a chance de reencontrá-lo pessoalmente de novo. Não tenho dúvida de que o plano dos nossos inimigos é encarcerá-lo para assassiná-lo na prisão ou deixá-lo lá perpetuamente, assim como aconteceria com Donald Trump, caso não tivesse sido reeleito agora, em 2024.
 
 
Contudo, a vida é feita de decisões e sacrifícios. Se esse é o plano de Deus para a minha vida, entrego-me de corpo e alma para que eu possa ser um instrumento de sua vontade, para que eu possa ser mais útil na libertação do meu país. Para que eu possa parar a sanha totalitária de um psicopata sem limites. Sim, eu aceito esse sacrifício com honra. Vou morar longe dos meus amigos, dos meus familiares, da minha pátria, mas não descansarei até que a justiça seja feita, e a minha nação seja libertada.
 
Se Alexandre Moraes quer apreender o meu passaporte ou mesmo me prender para que eu não possa mais denunciar os seus crimes nos Estados Unidos, então é justamente aqui que eu vou ficar e trabalhar mais do que nunca.
 
Alexandre, a minha meta de vida será fazer você pagar por toda a sua crueldade com pessoas inocentes. Estarei focado integralmente nesse objetivo e só retornarei quando você estiver devidamente punido pelos seus crimes e pelo seu abuso de autoridade.
 
Finalizo comunicando ainda que, graças ao excelente trabalho desempenhado pelo líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante, que não se dobrou às pressões do PT, e também pela retidão e compromisso com a legalidade do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta [Republicanos-PB], que. no meu lugar será nomeado o deputado federal gaúcho Zucco [PL-RS] para a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional. Ele irá me ajudar institucionalmente a manter essa ponte com o governo Trump e o bom relacionamento com países democráticos e desenvolvidos.
 
Juntos, nós iremos trabalhar na mais sagrada missão que um parlamentar pode ter, que é a de resgatar liberdades perdidas para nosso Brasil. Que o mundo livre possa nos ajudar a manter viva essa nobre causa. Deus abençoe o Brasil, e me dê os meios para cumprir a minha missão. Conto com o apoio de todos vocês que, assim como eu, travam essa honrada batalha pela liberdade.

Deus, pátria, família e liberdade. Deus abençoe o Brasil. Deus abençoe a América."

[Eduardo Bolsonaro]

sexta-feira, 18 de abril de 2025

ERIKA HILTON, MBL E DONALD TRUMP – A GUERRA CONTRA OS TRANS!

ERIKA HILTON, MBL E DONALD TRUMP
A GUERRA CONTRA OS TRANS!


Resumo da história:
Erika Hilton [PSOL/SP] foi convidada para um evento na Universidade de Harvard. Ao receber seu Visto, ela foi identificada com o gênero masculino. Erika classificou a situação como “transfobia diplomática” e desistiu de participar da Brazil Conference at Harvard & MIT 2025, realizada esta semana em Cambridge (EUA).

‘A deputada afirmou que tenta resolver o caso por vias diplomáticas, e que depois de uma resposta do Itamaraty com o consulado americano tomará a decisão de ir ao curso.’ [Portal G1]
 
Renan Santos, líder do MBL, em um de seus recentes vídeos compartilhados no Youtube, diz que tudo isso que Erika está fazendo é mimimi. E, até certo ponto, eu concordo. Porém, não podemos julgar ou condenar a dor que o outro sente, até porque não sabemos a profundidade desta dor.

Porém, no caso de Erika Hilton, eu vejo uma pessoa, um político que quer lacrar em todos os sentidos, assim como Nikolas Ferreira (por exemplo). Eu não consigo enxergar verdade nesta situação. Mas vale ressaltar que:
 
1. Quando ela fala de 'Brasil mata muitos trans', ela não quer dizer que só mata trans. Ela está dizendo que pessoas são mortas por serem trans, gays, lésbicas etc.
 
2. Pessoas se matam por causa do preconceito.
 
3. Pessoas LGBTs são expulsas se casa por serem LGBTs.
 
4. O MBL já tentou fazer um grupo para LGBT. Fizeram até um perfil no Instagram chamado MBLgbt.
 
Enfim... não é frescura, não é mimimi. É uma pauta importante, mas também nem tão importante assim, até porque, você, caro leitor, acha realmente que o cidadão que mora me comunidade, que tem um trabalho ruim, que acorda 05h da manhã para pegar trem lotado, você realmente acha que esta pessoa está preocupada com sexualidade. Você realmente acha que est a pessoa está interessada em saber se Erika Hilton vai processor Donald Trump na ONU por causa de uma suposta transfobia? Não está!
 
Rio de Janeiro, 18 de abril de 2025
Raphael Paiva

CONTATOS

quarta-feira, 19 de março de 2025

STF/ALEXANDRE DE MORAES NEGA APREENSÃO DE PASSAPORTE DE EDUARDO BOLSONARO

Supremo atende à PGR e nega retenção de passaporte do deputado Eduardo Bolsonaro
 
Na decisão, ministro Alexandre de Moraes também acolheu manifestação da PGR pelo arquivamento de pedido de investigação contra o parlamentar
 
18/03/2025 21:11 - Atualizado há 15 horas atrás


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou a imposição de medidas cautelares contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), como a entrega de passaporte e a proibição de deixar o Brasil. O ministro também determinou o arquivamento do pedido de investigação contra o congressista. A decisão foi dada na Petição (PET) 13553 e seguiu manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
 
Na petição, o Partido dos Trabalhadores (PT) e os deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) acusaram Eduardo Bolsonaro da prática de crimes como obstrução de investigação de organização criminosa e atentado à soberania. Segundo o pedido, ele estaria atentando contra os interesses nacionais ao supostamente articular nos Estados Unidos retaliações contra o Brasil.
 
Em sua manifestação, a PGR afirmou que não há elementos que justifiquem a abertura de uma investigação. Para o órgão, as condutas narradas não se enquadram como crime, especialmente em relação ao delito de atentado à soberania (artigo 359-I do Código Penal), que pressupõe a negociação com governo ou grupo estrangeiro, ou seus agentes, com o fim de provocar atos típicos de guerra contra o país ou invadi-lo.
 
Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes explicou que não cabe outra providência no caso depois do pedido de arquivamento feito dentro do prazo pelo Ministério Público. Por ser o titular da ação penal pública no sistema jurídico brasileiro, o processo criminal só é aberto mediante denúncia do MP.
 
 
(Lucas Mendes/AD//CF)
 
 
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