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terça-feira, 17 de junho de 2025

ABIN PARALELA: RELEMBRE AUTORIDADES E JORNALISTAS QUE FORAM ESPIONADOS NO ESQUEMA

Abin paralela: relembre autoridades e jornalistas que foram espionados no esquema

Ministros do STF, deputados, senadores, governador, jornalistas e servidores do Ibama e da Receita Federal estão na lista de pessoas monitoradas.

Por Márcio Falcão, TV Globo e g1 — Brasília
 
17/06/2025 10h18  Atualizado há 40 minutos


A Polícia Federal (PF) concluiu as investigações sobre um esquema de espionagem ilegal montado na Agência Brasileira de Informações (Abin) durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
 
O relatório final pede o indiciamento do ex-presidente, do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho dele, do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que chefiou o órgão na administração anterior e até de integrantes da agência no governo Lula (PT), por obstrução de Justiça.
 
O relatório foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e permanece em sigilo. No entanto, em julho do ano passado, o ministro Alexandre de Moraes retirou o sigilo de uma das fases da operação Última Milha, no âmbito das investigações.
 
Na ocasião, a PF informou que uma série de autoridades tinham sido monitoradas de forma ilegal.
 
Conforme as investigações da Polícia Federal, no esquema que ficou conhecido como Abin paralela, foram monitoradas as seguintes autoridades, servidores e jornalistas:
 
Poder Judiciário:
  • Ministros do STF:
  1. Alexandre de Moraes
  2. Dias Toffoli
  3. Luís Roberto Barroso
  4. Luiz Fux.
 
Poder Legislativo:
  • o então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL)
  • o deputado Kim Kataguiri (União-SP)
  • o ex-deputado Rodrigo Maia, que foi presidente da Câmara
  • a ex-deputada Joice Hasselmann
  • o ex-depuado Jean Wyllys (PSOL).

E os senadores que integravam a CPI da Covid no Senado:
  • Alessandro Vieira (MDB-SE)
  • Omar Aziz (PSD-AM)
  • Renan Calheiros (MDB-AL)
  • Randolfe Rodrigues (sem partido-AP)

Poder Executivo:
  • João Doria, ex-governador de São Paulo;
  • os servidores do Ibama Hugo Ferreira Netto Loss e Roberto Cabral Borges;
  • os auditores da Receita Federal do Brasil Christiano José Paes Leme Botelho, Cleber Homen da Silva e José Pereira de Barros Neto.

Jornalistas:
  • Monica Bergamo
  • Vera Magalhães
  • Luiza Alves Bandeira
  • Pedro Cesar Batista.
 
Abin paralela: relembre autoridades e jornalistas que foram espionados no esquema


BOLSONARO, RAMAGEM E CARLOS INDICIADOS: RELEMBRE O QUE FOI INVESTIGADO NO CASO DA ABIN PARALELA

Bolsonaro, Ramagem e Carlos indiciados: relembre o que foi investigado no caso da Abin paralela
 
Polícia Federal concluiu inquérito e pediu indiciamento de Bolsonaro e outras 34 pessoas acusadas de montar um esquema de espionagem ilegal no órgão para monitorar desafetos do ex-presidente.
 
Por g1 — Brasília
 
17/06/2025 09h02  Atualizado há 31 minutos


A Polícia Federal (PF) concluiu as investigações sobre um esquema de espionagem ilegal montado na Agência Brasileira de Informações (Abin) durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
 
 
Segundo os investigadores, policiais, servidores e funcionários da Abin formaram uma organização criminosa para monitorar pessoas e autoridades públicas, invadindo celulares e computadores, durante a gestão do ex-presidente Bolsonaro.
 
Para a PF, o ex-presidente Bolsonaro sabia do esquema de espionagem e se beneficiava dele.
 
Os investigadores apontam que foram monitoradas autoridades do Judiciário, Legislativo e Executivo, além de jornalistas.
 
Entre os espionados, estão o ministro Alexandre de Moraes, do STF, o então presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e o senador Renan Calheiros (MDB-AL) (veja abaixo a lista completa).
 
O QUE A PF INVESTIGOU?
Iniciada em 2023, a investigação apurou a atuação de policiais, servidores e funcionários da Abin que teriam formado uma organização criminosa para monitorar pessoas e autoridades públicas, invadindo celulares e computadores sem autorização judicial.
 
De acordo com os investigadores, a ferramenta FirstMile foi usada para acompanhar os passos de pessoas que eram consideradas desafetas de Bolsonaro.
 
A investigação ficou conhecida após a PF deflagrar, em 2024, a operação Última Milha, batizada em referência à ferramenta, e cumprir uma série de mandados de busca e apreensão pelo país.
 
Os mandados foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Isso, porque a Operação Última Milha começou a partir das investigações do inquérito das fake news.
 
ENVOLVIMENTO DE FAMILIARES DE BOLSONARO
Segundo os investigadores, houve uma "instrumentalização" da Abin para monitorar pessoas ligadas a investigações envolvendo familiares do ex-presidente Jair Bolsonaro.
 
É o caso dos auditores da Receita que fizeram o relatório que deu origem à investigação do esquema de "rachadinha" no gabinete de Flávio Bolsonaro.
 
No relatório, os investigadores destacam que Marcelo Bormevet e Giancarlo Rodrigues, que estavam a serviço da Abin em ações clandestinas, tentaram "achar podres" de auditores da Receita Federal responsáveis pela elaboração de relatórios de inteligência financeira sobre o senador, o filho 01 do ex-presidente.
 
Outro exemplo, segundo a PF, é a criação de provas a favor do filho do ex-presidente Jair Renan Bolsonaro – o filho 04, que em 2021 era investigado por tráfico de influência.
 
Para isso, o "gabinete paralelo", de acordo com as investigações, monitorou Allan Lucena, ex-sócio de Jair Renan, e Luís Felipe Belmonte, empresário envolvido no caso.
 
QUEM TERIA SIDO MONITORADO?
Conforme as investigações da Polícia Federal foram monitoradas as seguintes autoridades, servidores e jornalistas no esquema:
  • Poder Judiciário: ministros do STF Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Luís Roberto Barroso e Luiz Fux
  • Poder Legislativo: o então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o deputado Kim Kataguiri (União-SP) e os ex-deputados Rodrigo Maia, que foi presidente da Câmara, Joice Hasselmann e Jean Wyllys (PSOL). E os senadores: Alessandro Vieira (MDB-SE), Omar Aziz (PSD-AM), Renan Calheiros (MDB-AL) e Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), que integravam a CPI da Covid no Senado.
  • Poder Executivo: João Doria, ex-governador de São Paulo; os servidores do Ibama Hugo Ferreira Netto Loss e Roberto Cabral Borges; os auditores da Receita Federal do Brasil Christiano José Paes Leme Botelho, Cleber Homen da Silva e José Pereira de Barros Neto.
Jornalistas: Monica Bergamo, Vera Magalhães, Luiza Alves Bandeira e Pedro Cesar Batista.
 
O QUE É A ABIN?
A Abin é o órgão responsável por produzir conteúdos que são repassados à Presidência da República para auxiliar em tomada de decisões. Na prática, a agência produz relatórios com conhecimentos estratégicos sobre ameaças e potencialidades para o país, tanto internas quanto externas.
 
A agência tem atribuições, como:
  • planejar e executar ações, incluindo as sigilosas, para obtenção de dados destinados a assessorar o Presidente da República;
  • planejar e executar a proteção de conhecimentos sensíveis que sejam relativos à segurança do Estado e da sociedade;
  • avaliar ameaças, "internas e externas", à ordem constitucional;
  • realizar estudos e pesquisas para o exercício e desenvolvimento de atividades de inteligência.
Na prática, diferentemente de sistemas de inteligência de outros países que separam as ações de inteligência interna e externas, a Abin é responsável por essas duas frentes.
 
Ações de contrainteligência também são de responsabilidade da agência, como defender o Estado de espionagem, sabotagem e vazamento de informações.
 
Até o início de 2023, a Abin estava subordinada ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI), órgão com status de ministério que, tradicionalmente, é comandado por militares e tem como função principal cuidar da segurança em assuntos envolvendo a Presidência da República.
 
Pouco menos de dois meses depois dos ataques do 8 de janeiro, quando golpistas invadiram as sedes dos três Poderes em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) transferiu a Abin para a Casa Civil.
 
Bolsonaro, Ramagem e Carlos indiciados: relembre o que foi investigado no caso da Abin paralela


'ABIN PARALELA': CARLOS BOLSONARO DIZ QUE INDICIAMENTO PELA PF TEM MOTIVAÇÃO POLÍTICA

'Abin paralela': Carlos Bolsonaro diz que indiciamento pela PF tem motivação política
 
Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é um dos mais de 30 indiciados pela Polícia Federal por suposto esquema de espionagem na Agência Brasileira de Inteligência.
 
Por g1 — Brasília

17/06/2025 10h45  Atualizado há 15 minutos


O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (17) que o seu indiciamento pela Polícia Federal no inquérito da "Abin paralela" tem motivação política.

Nos últimos dias, segundo a colunista do g1 Daniela Lima, a PF concluiu e encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) relatório em que pede o indiciamento de Carlos; do ex-presidente Jair Bolsonaro; de Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); e outras 32 pessoas.
 
Investigadores apuraram ao longo dos últimos anos um suposto esquema de espionagem promovido por aliados de Jair Bolsonaro com a utilização da Abin.
 
Em uma rede social, Carlos Bolsonaro se manifestou sobre o indiciamento. Para ele, a Polícia Federal estaria enviesada, e a conclusão do relatório, relacionada às eleições do próximo ano.
 
"Alguém tinha alguma dúvida que a PF do Lula faria isso comigo? Justificativa? Creio que os senhores já sabem: eleições em 2026? Acho que não! É só coincidência", ironizou o parlamentar do PL.
 
Segundo o blog da Daniela Lima no g1, Carlos Bolsonaro é apontado pelos investigadores como chefe do chamado "gabinete do ódio", que usava as informações obtidas ilegalmente pela Abin para atacar publicamente os alvos por meio das redes sociais.
 
Para a Polícia Federal, Alexandre Ramagem estruturou o esquema de espionagem ilegal de pessoas vistas, pela gestão Bolsonaro, como adversárias. O ex-presidente, segundo os investigadores, sabia e se beneficiava do esquema.
 
A Polícia Federal também indiciou o atual diretor da Abin, Luiz Fernando Corrêa, que teria agido para obstruir as investigações, já na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 
ALVOS DA ESPIONAGEM
Entre os alvos da espionagem estavam autoridades do Judiciário, Legislativo e Executivo, além de jornalistas.
 
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) estaria entre os alvos do grupo.
 
Além dele, os ex-presidentes da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Maia, além do senador Renan Calheiros (MDB-AL), entre outros.
 
'Abin paralela': Carlos Bolsonaro diz que indiciamento pela PF tem motivação política


PF CONCLUI INQUÉRITO DA ABIN PARALELA E INDICIA BOLSONARO, CARLOS BOLSONARO, RAMAGEM E DIRETOR DA AGÊNCIA

PF conclui inquérito da Abin paralela e indicia Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Ramagem e diretor da agência
 
Esquema envolvia espionagem ilegal de pessoas consideradas pelo governo anterior como adversárias. Para investigadores, Ramagem montou o esquema, Carlos Bolsonaro era o chefe do gabinete do ódio – que usava as informações para atacar publicamente os alvos – e Bolsonaro era o beneficiário. Atual cúpula da Abin foi implicada por obstruir as investigações.
 
Por Daniela Lima, Matheus Moreira — São Paulo
 
17/06/2025 08h50  Atualizado há 21 minutos

 
A Polícia Federal concluiu a investigação sobre um suposto esquema de espionagem montado na Abin durante o governo Jair Bolsonaro (PL).
 
O relatório final pede o indiciamento do ex-presidente, do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho dele, do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que chefiou o órgão na administração anterior e até de integrantes da agência no governo Lula (PT), por obstrução de Justiça.
 
Luiz Fernando Corrêa, atual diretor da Agência Brasileira de Informações (Abin) e delegado de Polícia Federal, está entre os implicados pela apuração.
 
Ao todo, 35 pessoas foram indiciadas.
 
Para a PF,
  • Ramagem, que foi diretor da Abin sob Bolsonaro, estruturou o esquema de espionagem ilegal de pessoas consideradas pelo governo do ex-presidente como adversárias.
  • Carlos é apontado como o chefe do gabinete do ódio, que usava as informações obtidas ilegalmente para atacar publicamente os alvos por meio das redes sociais.
  • Bolsonaro, segundo os investigadores, sabia e se beneficiava do esquema.
  • Já a atual direção da Abin teria agido para obstaculizar as apurações, que se desenrolaram sob o atual governo.
As investigações indicaram que policiais, servidores e funcionários da Abin formaram uma organização criminosa para monitorar pessoas e autoridades públicas, invadindo celulares e computadores durante a gestão Bolsonaro.
 
Os servidores da Abin usavam instrumentos adquiridos pela agência durante os governos Bolsonaro e Michel Temer (MDB) para coletar ilegalmente informações e alimentar o gabinete do ódio.
 
Entre os alvos da espionagem estavam autoridades do Judiciário, Legislativo e Executivo, além de jornalistas.
 
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) estaria entre os alvos do grupo.
 
Além dele, os ex-presidentes da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Maia, além do senador Renan Calheiros (MDB-AL), entre outros.
 
O QUE DIZEM OS CITADOS
 
O blog tenta contato com os demais citados.
 
PF QUER REFORMA NA ABIN
Segundo o blog apurou, a PF entende que a espiongem ocorrida durante o governo Bolsonaro e a tentativa de obstrução ocorrida na atual gestão reforçam a defesa, feita por uma ala da corporação de que a Abin precisa passar por uma reforma.
 
Para os investigadores, a agência de inteligência está operando de maneira indiscriminada, sem controle e sem qualquer respaldo.
 
PF conclui inquérito da Abin paralela e indicia Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Ramagem e diretor da agência