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quarta-feira, 19 de novembro de 2025

PROJETO ANTIFACÇÃO – COMO VOTOU CADA DEPUTADO E CADA PARTIDO

Câmara aprova Projeto Antifacção para combate ao crime organizado: como votaram partidos e deputados
 
Foram 370 a favor e 110 votos contrários, além de 3 abstenções. 29 deputados estavam ausentes. Texto prevê aumento da pena para ações ligadas a organizações criminosas.
 
Por Gustavo Petró, g1 — São Paulo
 
18/11/2025 21h27  Atualizado há 11 horas


A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (18) o Projeto Antifacção para combate ao crime organizado.
 
Foram 370 a favor e 110 votos contrários, além de 3 abstenções. 29 deputados estavam ausentes.
 
O texto endurece penas, cria novos crimes, amplia poderes de investigação e determina regras especiais para líderes de organizações criminosas. Entre os pilares do texto, está o aumento da pena para ações ligadas a organizações criminosas que podem chegar a 40 anos de prisão.
 
  • Todos os deputados presentes do PT na sessão votaram contra o projeto; 65 votos;
  • Além do PT, apenas o PSOL teve todos os votos contrários; 12 votos. O partido teve todos os deputados presentes;
  • A maioria dos deputados do PCdoB (8 votos contrários e 1 a favor), do PSB (8 votos contrários e 7 a favor) e do PV (3 votos contrários e 1 a favor) votaram contra o projeto;
  • O PL teve 80 votos pela aprovação do projeto e dois votos contrários: dos deputados Eros Biondini (MG) e João Carlos Bacelar (BA);
  • Todos os deputados presentes do PRD (5 votos), do Novo (5 votos) e do Cidadania (4 votos) votaram a favor. Os partidos tiveram todos os deputados presentes;
  • A maioria dos deputados presentes do União Brasil (54 votos a favor e 1 contra), PP (47 votos a favor e 1 contra), PSD (42 votos a favor e 1 abstenção), Republicanos (39 votos a favor e 1 contra), MDB (37 votos a favor e 1 contra), PDT (16 votos a favor e 1 contra), Podemos (12 votos a favor e 1 contra), PSDB (11 votos a favor e 2 contra) e Solidariedade (4 votos a favor e 1 contra) votaram a favor do projeto;
  • As abstenções foram dos deputados: Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), Ricardo Galvão (Rede-SP) e Zé Haroldo Cathedral (PSD-RR).
 
O projeto foi enviado pelo governo federal ao Congresso Nacional em outubro. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), escolheu o deputado Guilherme Derrite (Progressistas-SP), secretário de Segurança Pública do governo de SP, como relator.
 
Veja como votaram os partidos:


COMO VOTOU CADA PARLAMENTAR

VEJA O QUE PODE MUDAR COM O PROJETO ANTIFACÇÃO, APROVADO PELA CÂMARA
https://rafresco.blogspot.com/2025/11/veja-o-que-pode-mudar-com-o-projeto.html
 
PROJETO ANTIFACÇÃO – COMO VOTOU CADA DEPUTADO E CADA PARTIDO
https://rafresco.blogspot.com/2025/11/projeto-antifaccao-como-votou-cada.html

VEJA O QUE PODE MUDAR COM O PROJETO ANTIFACÇÃO, APROVADO PELA CÂMARA

Veja o que pode mudar com o Projeto Antifacção, aprovado pela Câmara
 
Texto ainda precisa passar pelo Senado e pela sanção do presidente Lula antes de virar lei. Projeto aumenta penas, cria novos crimes, amplia mecanismos de investigação e estabelece regras especiais para líderes de facções.
 
Por Paloma Rodrigues, Kevin Lima, TV Globo e g1 — Brasília
 
19/11/2025 00h00  Atualizado há uma hora


A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (18), por 370 votos a 110, o chamado Projeto Antifacção, que cria um novo marco legal para o enfrentamento de organizações criminosas.
 
O projeto foi enviado pelo governo federal em outubro. A relatoria ficou com o deputado Guilherme Derrite (Progressistas-SP), secretário licenciado de Segurança Pública de São Paulo, escolha que gerou incômodo no Planalto. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), foi quem atribuiu a função ao deputado.
 
A tramitação foi marcada por tensão entre governo e oposição. Lideranças governistas criticaram mudanças propostas por Derrite, enquanto opositores cobraram endurecimento maior do texto.
 
O texto aprovado aumenta penas, cria novos crimes, amplia mecanismos de investigação e estabelece regras especiais para líderes de facções.
 
O projeto ainda passar pelo Senado e pela sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes de virar lei.
 
O QUE DIZ O PROJETO
O texto trata de “organizações criminosas, paramilitares ou milícias privadas” que atuem com violência ou grave ameaça. O relator introduziu ainda o conceito de “organização criminosa ultraviolenta”, que concentra as punições mais duras.
 
O governo, porém, criticou a ausência da expressão “facções criminosas” na redação final e afirmou que buscará a votação para a inclusão deste trecho separadamente.
 
Entre os pilares, está o aumento de pena em crimes praticados por essas organizações, que poderá chegar a 40 anos.
 
AUMENTO DE PENAS E NOVOS TIPOS PENAIS
O texto prevê:
  • penas de 20 a 40 anos para ações de facções ultraviolentas;
  • novos crimes, como novo cangaço, domínio territorial, uso de explosivos, armas pesadas, drones e ataques contra infraestrutura essencial;
  • agravante para crimes ligados a garimpo ilegal.
 
A proposta também dificulta a progressão de regime para membros dessas organizações.
 
REGRAS MAIS RÍGIDAS PARA PROGRESSÃO DE PENA
A progressão poderá exigir 70%, 75%, 80% ou até 85% do cumprimento da pena, dependendo da gravidade e da reincidência.
 
Hoje, em crimes hediondos, o percentual costuma ser menor.
 
PRESÍDIO FEDERAL OBRIGATÓRIO PARA LIDERANÇAS
O texto determina que chefes de organizações criminosas cumpram pena em presídios federais de segurança máxima, com o objetivo de interromper comunicações ilícitas e reduzir o poder de comando dentro do sistema prisional.
 
NOVOS INSTRUMENTOS DE INVESTIGAÇÃO
O projeto prevê:
  • monitoramento audiovisual de parlatórios, inclusive em contato com advogados em hipóteses excepcionais e sob ordem judicial;
  • ampliação de buscas, quebras de sigilo, operações encobertas;
  • audiências e atos processuais por videoconferência.
 
O texto mantém intactas as atribuições da Polícia Federal e não altera a Lei Antiterrorismo — pontos que eram alvo de críticas do governo quando constavam em versões anteriores.
 
REGRAS DE CONFISCO E ALIENAÇÃO DE BENS
O projeto cria mecanismos mais duros para atacar o patrimônio das facções, como:
  • bloqueio imediato de contas, bens e criptoativos;
  • alienação antecipada ainda na fase da investigação;
  • possibilidade de intervenção judicial em empresas usadas por organizações criminosas.
 
Esse é um dos pontos que geraram maior atrito entre governo e relator.
 
DIVERGÊNCIAS: GOVERNO VÊ RISCO DE 'DESCAPITALIZAÇÃO' DA PF
Mesmo com negociações, líderes da base afirmam que o texto ainda reduz recursos da Polícia Federal e da União, especialmente na divisão dos valores confiscados de facções.
 
Segundo integrantes da articulação, Derrite reforçou o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), mas manteve a regra de rateio quando houver operações conjuntas entre PF e forças estaduais — o que, para o governo, pode tirar recursos de fundos federais como o Funad (Fundo Nacional Antidrogas).
 
Para tentar reverter o cenário, o PT apresentou um destaque que buscava retomar a redação original do governo. Mas esse destaque foi rejeitado.
 
TENTATIVA DE EQUIPARAÇÃO AO TERRORISMO É BARRADA
A oposição tentou, na votação em plenário, incluir um destaque para equiparar facções criminosas ao terrorismo. O presidente Hugo Motta, que sempre se posicionou contra essa equiparação, barrou o pedido.
 
O governo também era contrário. Para o Planalto, a mudança poderia abrir brecha para interferência externa em políticas de segurança pública.
 
PRESERVAÇÃO DA ESTRUTURA DA PF
Outro ponto de atrito era a proposta inicial de Derrite que mexia nas atribuições da Polícia Federal. A PF temia perder autonomia.
 
O relator recuou e a versão aprovada não altera essas competências.
 
Link da reportagem: https://g1.globo.com/politica/noticia/2025/11/19/veja-o-que-pode-mudar-com-o-projeto-antifaccao-aprovado-pela-camara.ghtml

VEJA O QUE PODE MUDAR COM O PROJETO ANTIFACÇÃO, APROVADO PELA CÂMARA
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PROJETO ANTIFACÇÃO – COMO VOTOU CADA DEPUTADO E CADA PARTIDO
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quinta-feira, 23 de outubro de 2025

TSE ARQUIVA INQUÉRITO CONTRA BOLSONARO POR ATAQUE ÀS URNAS

TSE arquiva inquérito contra Bolsonaro por ataque às urnas
 
Procedimento havia sido instaurado após live do ex-presidente no Palácio do Planalto
 
Redação O Antagonista
 
22.10.2025 16:55


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) arquivou um inquérito administrativo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que apurava ataques ao sistema eletrônico de votação e à legitimidade das eleições de 2022.
 
A investigação foi encerrada por ausência de novos elementos que justificassem sua continuidade na Justiça Eleitoral. O inquérito foi instaurado dias após uma live do ex-presidente em que Bolsonaro alegou supostas fraudes nas urnas eletrônicas.

Na ocasião, o TSE atendeu a uma sugestão do então corregedor, ministro Luis Felipe Salomão, que cerca de um mês antes já havia determinado que Bolsonaro apresentasse explicações sobre as acusações contra as urnas.

Foram realizadas uma série de diligências com a atuação conjunta da Polícia Federal (PF), da Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE e de plataformas digitais que hospedavam perfis e contas suspeitas de disseminar ataques ao sistema de votação.
 
Durante a apuração, também foram identificadas possíveis irregularidades relacionadas ao desvio de finalidade da EBC, financiamento privado das manifestações de 7 de setembro e uso de recursos públicos em motociatas. Esses fatos, porém, foram encaminhados à Justiça especializada por meio de outras ações.
 
DECISÃO
Na decisão, a corregedora-geral Isabel Galloti afirmou ser “inútil o prosseguimento deste Inquérito Administrativo”, já que expirou o prazo final para ajuizamento de novas ações cíveis eleitorais em relação a Bolsonaro.
 
A ministra também liberou valores depositados em conta judicial em razão do inquérito, desde que não haja restrições decorrentes de outras ações.
 
Link da reportagem: https://oantagonista.com.br/brasil/tse-arquiva-inquerito-contra-bolsonaro-por-ataque-as-urnas/

quarta-feira, 24 de setembro de 2025

MPF INOCENTA BOLSONARO



MPF arquiva investigação sobre corrupção na gestão Bolsonaro
Leia mais em: https://veja.abril.com.br/coluna/radar/mpf-arquiva-investigacao-sobre-corrupcao-na-gestao-bolsonaro/
 
MPF arquiva investigação de corrupção no governo Bolsonaro por falta de provas
https://www.gazetadopovo.com.br/republica/mpf-arquiva-investigacao-de-corrupcao-no-governo-bolsonaro-por-falta-de-provas/
 
https://revistaoeste.com/politica/mpf-arquiva-investigacao-sobre-corrupcao-em-itaipu-no-governo-bolsonaro/

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

JULGAMENTO DE BOLSONARO, DIA 2: ADVOGADOS DE EX-PRESIDENTE E GENERAIS QUESTIONAM PROVAS DA TRAMA GOLPISTA, DELAÇÃO DE CID E CONDUTA DE MORAES

Julgamento de Bolsonaro, dia 2: advogados de ex-presidente e generais questionam provas da trama golpista, delação de Cid e conduta de Moraes
 
A defesa de Bolsonaro afirmou que não há 'uma única prova' da participação do ex-presidente no 8 de janeiro e contestou a delação de Cid. O advogado disse ainda que pena de 30 anos 'não seria razoável' e pediu absolvição.
 
Por Redação g1 — São Paulo
 
03/09/2025 12h02  Atualizado há 23 minutos


O segundo dia do julgamento de Jair Bolsonaro e outros sete réus pela trama golpista teve apresentação das defesas do ex-presidente e de três generais.
 
A defesa de Bolsonaro na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) ficou a cargo dos advogados Celso Vilardi e Paulo Cunha Bueno.
 
  • Em suas argumentações, a defesa afirmou que Bolsonaro é inocente e que não há provas que o liguem aos atos golpistas, aos ataques de 8 de janeiro e ao plano de assassinar autoridades;
  • Disse também que a delação de Mauro Cid, ex-ajudante de Bolsonaro, não se sustenta. E que houve várias violações do acordo;
  • Afirmou que Cid mentiu e "não é confiável";
  • Que o processo andou muito rápido no STF, e que por isso a defesa não pôde analisar todos os elementos;
  • Afirmou que Bolsonaro não incitou movimentos golpistas nem atos violentos;
  • E que a denúncia fala de atos preparatórios e que não houve tentativa de golpe. Segundo a defesa, todas as medidas discutidas estavam previstas na Constituição;
  • A defesa pediu a absolvição de Bolsonaro e disse que uma pena de 30 anos de prisão não seria razoável.
 
Nesta quarta-feira (3), a sessão aconteceu apenas na parte da manhã e durou quase quatro horas.
 
Veja o que disseram as defesas:

 
Link da Reportagem completa: https://g1.globo.com/politica/noticia/2025/09/03/julgamento-de-bolsonaro-dia-2-advogados-de-ex-presidente-e-generais-questionam-provas-da-trama-golpista-delacao-de-cid-e-conduta-de-moraes.ghtml#1

segunda-feira, 18 de agosto de 2025

QUAIS SÃO OS (SUPOSTOS) CRIMES QUE EDUARDO BOLSONARO ESTÁ SENDO INVESTIGADO?

QUAIS SÃO OS (SUPOSTOS) CRIMES QUE EDUARDO BOLSONARO ESTÁ SENDO INVESTIGADO?


Quebra de decoro por supostamente atuar contra o Brasil e a favor de sanções a autoridades brasileiras.
 
Também está sendo investigado por:
  • Coação no curso do processo
  • Obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa
  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito (359-L/Código Penal)
Também deveria ser investigado por:
  • Atentado à soberania (art. 359-I)
  • Golpe de Estado (art. 359-M)
  • Interrupção do processo eleitoral (art. 359-N)
*Todos do CP
*Código Penal por meio da lei n.º 14.197/2021
 
E, por agir contra o Brasil com agentes do exterior, deveria perder o mandato e 8 anos de inelegibilidade.
 
Veja os crimes pelos quais Moraes mandou investigar Eduardo Bolsonaro
 
Rio de Janeiro, 18 de agosto de 2025
Raphael Paiva

quarta-feira, 13 de agosto de 2025

JUSTIÇA MANTÉM RAPPER ORUAM PRESO POR HOMICÍDIO QUALIFICADO

Justiça mantém rapper Oruam preso por homicídio qualificado
 
Tribunal do Rio rejeita habeas corpus solicitado pela defesa do artista
 

Justiça mantém rapper Oruam preso por homicídio qualificado - (crédito: TMJBrazil)
 
A Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam, que responde a acusações graves, incluindo homicídio qualificado contra dois policiais civis.
 
A decisão foi proferida pela desembargadora Marcia Perrini Bodart, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado (TJRJ), que negou o habeas corpus apresentado pela defesa do músico.
 
Oruam é acusado de envolvimento no assassinato do delegado Moyses Santana Gomes e do oficial Alexandre Alves Ferraz, ambos da Polícia Civil. Além do homicídio qualificado, ele foi indiciado por outros seis crimes: associação para o tráfico de drogas, tráfico de drogas, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal.
 
DEFESA ALEGOU ILEGALIDADE
No pedido, os advogados do artista sustentaram que não havia fundamento para a prisão preventiva e que a ação policial que resultou em sua detenção apresentava “nebulosidade” em suas circunstâncias. A defesa solicitou que a prisão fosse substituída por medidas cautelares alternativas.
 
A desembargadora, porém, afirmou que a liminar em habeas corpus só pode ser concedida em situações excepcionais, diante de constrangimento ilegal evidente, o que não se verificou no caso. No despacho, ela citou o comportamento do rapper, que teria desrespeitado e ameaçado policiais, tanto pessoalmente quanto em postagens nas redes sociais.
 
Para a magistrada, a “postura audaciosa” de Oruam indicaria risco de reincidência, justificando a manutenção da prisão para preservar a ordem pública.
 
ORUAM: OPERAÇÃO NO JOÁ
O episódio que culminou na prisão preventiva aconteceu em 21 de julho, quando agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) foram cumprir um mandado de apreensão contra um adolescente acusado de integrar uma quadrilha especializada em roubo de veículos e atuar como segurança pessoal de Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, chefe do Comando Vermelho no Complexo da Penha.
 
Segundo a polícia, Oruam e um grupo de amigos impediram a ação, hostilizando os agentes com xingamentos e arremessos de pedras contra uma viatura descaracterizada. As cenas foram registradas pelo próprio músico e publicadas em suas redes sociais.
 
Ainda de acordo com os policiais, um dos suspeitos entrou na casa do artista, forçando a equipe a ingressar no imóvel para efetuar a prisão. Após o confronto, o rapper e outras pessoas teriam fugido. Pouco depois, ele publicou vídeos desafiando as autoridades e questionando a legalidade da operação, afirmando estar no Complexo da Penha e convidando a polícia a “ir buscá-lo” lá.
 
Oruam é filho de Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, um dos líderes históricos do Comando Vermelho, preso desde a década de 1990. A relação familiar, segundo investigadores, reforça a suspeita de proximidade do rapper com integrantes da facção.
 
A Justiça concedeu prazo de dez dias para que o Ministério Público e a juíza Tula Corrêa de Mello, responsável pela decretação da prisão, apresentem suas manifestações sobre o caso.
 
Link da Reportagem: https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2025/08/7221626-justica-mantem-rapper-oruam-preso-por-homicidio-qualificado.html

sexta-feira, 8 de agosto de 2025

MULHER ESPANCADA POR EMPRESÁRIO EM ELEVADOR NO DF FICOU CINCO DIAS INTERNADA

Mulher espancada por empresário em elevador no DF ficou cinco dias internada; veja VÍDEO da agressão
 
Vítima não quis denunciar companheiro em agressões anteriores e não pediu medida protetiva; mãe acionou a polícia. Defesa diz que agressor vai se manifestar na Justiça.
 
Por Michele Mendes, TV Globo — Brasília
 
08/08/2025 02h00  Atualizado há 3 horas

A mulher de 34 anos que foi espancada por um empresário no Distrito Federal, no elevador do condomínio do casal, passou cinco dias internada para se recuperar das lesões.
 
Segundo informações da família, ela foi levada ao hospital no sábado (2) com fraturas na face e edemas pelo corpo – resultados da sequência de cotoveladas e socos dados por Cléber Lúcio Borges, de 55 anos, na madrugada da sexta (1º).
 
A vítima só teve alta médica nesta quarta-feira (6), cinco dias depois. Um laudo médico ainda será finalizado para indicar a extensão dos machucados.
 
Durante a internação, os médicos alertaram à mãe da mulher agredida que aqueles ferimentos tinham características de violência – e foi a mãe quem acionou a Polícia Civil.
 
Cléber foi preso em flagrante na manhã desta quarta-feira, em casa. Mas não só pela agressão: ele mantinha duas armas de fogo e farta munição em casa, sem qualquer autorização legal.
 
O agressor é empresário do ramo de móveis e tem empresas no Distrito Federal e em Goiás. Em nota (íntegra abaixo), a defesa de Cléber Lúcio afirmou que vai se manifestar na Justiça, no decorrer do processo e que o caso ainda está em apuração.



CÂMERAS REGISTRARAM VIOLÊNCIA
Câmeras de segurança flagraram o momento em que o empresário espanca a mulher no elevador. Ao todo, a agressão dura quase quatro minutos (veja imagens acima).
 
A vítima chama o elevador e, quando as portas se abrem, é surpreendida por Cleber Lúcio Borges – que aparece já dando um soco.
 
Dentro do elevador, as agressões continuam. A mulher leva mais socos e cai no chão. Depois, se levanta e tenta reagir, dando tapas no companheiro. Em resposta, leva mais socos e cotoveladas.
 
Quando as portas do elevador se abrem novamente, o homem sai – e a mulher, ainda caída, aperta os botões de outro andar.
 
PROCESSO EM ANDAMENTO
De acordo com as investigações, a mulher já foi vítima de outras agressões. Até esta semana, ela nunca tinha procurado as autoridades.
 
A investigação segue em andamento. Isso porque, em 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que processos ligados à Lei Maria da Penha não dependem da vontade da vítima.
 
"Nós vamos analisar a gravidade da situação. A polícia, a Justiça, o Ministério Público vão agir independente da vontade da vítima. Pra quê? Pra garantir a segurança da mulher, preservar a vida dessa mulher", afirmou o delegado.

'DESENTENDIMENTO' LEVOU AO ESPANCAMENTO
Segundo o delegado Marcos Loures, a vítima foi ouvida "informalmente" ainda no hospital. Ela confirmou as agressões e disse que, no episódio da última semana, a briga começou com um "desentendimento" na saída de um casamento.
 
"Eles foram a uma festa de casamento e, na saída, se desentenderam por uma questão de quem ia conduzir o carro, quem ia dirigir. E acabaram, por uma questão pequena, tendo essa discussão", relatou o delegado, com base no relato da vítima.


ARMAS NÃO REGISTRADAS
Cléber foi preso em flagrante na manhã desta quarta, em casa. Mas não só pela agressão: ele tinha duas armas de fogo e munição em casa, sem qualquer autorização legal (veja foto acima).

Segundo a Polícia Civil, ele não tem porte nem registro das armas.

Cléber pagou fiança de R$ 25,9 mil e foi liberado da prisão em flagrante. No entanto, até a noite desta quinta, ele seguia preso preventivamente por decisão da Justiça – já que não cabe fiança no processo pela agressão à companheira.
 
"Se não fosse o crime de violência doméstica, ele teria sido colocado em liberdade. Mas como ele também estava com a preventiva, ele continuou preso", explicou Loures.
 
O QUE DIZ O AGRESSOR
Leia abaixo a nota enviada à TV Globo pelo advogado Thyago Batista Ribeiro, que atua na defesa de Cléber Lúcio:
 
"A defesa técnica do investigado informa que as manifestações necessárias ocorrerão nos autos do processo. O caso está em fase de apuração, e as condutas mencionadas em reportagem ainda não foram objeto de denúncia. Todas as medidas de defesa cabíveis estão sendo tomadas. O investigado tem total interesse na elucidação dos fatos e reitera sua idoneidade."
 
Link da Reportagem: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2025/08/08/mulher-espancada-por-empresario-em-elevador-no-df-ficou-cinco-dias-internada-veja-video-da-agressao.ghtml

terça-feira, 22 de julho de 2025

ORUAM É INDICIADO POR LIGAÇÃO COM O COMANDO VERMELHO, DIZ CHEFE DA POLÍCIA CIVIL DO RJ

Oruam é indiciado por ligação com o Comando Vermelho, diz chefe da Polícia Civil do RJ
 
Segundo a polícia, rapper e amigos impediram o cumprimento de um mandado de busca e apreensão contra um menor procurado por roubo. Ele vai responder por 6 crimes. O g1 tenta contato com a defesa do artista.
 
Por Jefferson Monteiro, TV Globo
 
22/07/2025 07h25  Atualizado há 27 minutos


A Polícia Civil do RJ informou que o rapper Oruam foi indiciado por ligação com o Comando Vermelho (CV) nesta terça-feira (22). Segundo a polícia, o rapper e amigos impediram o cumprimento de um mandado de busca e apreensão contra um menor procurado por roubo (veja os detalhes mais abaixo).
 
O secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, disse que o cantor vai responder por 6 crimes: tráfico, associação para o tráfico de drogas, lesão corporal, resistência qualificada, dano ao patrimônio público e desacato.
 
“Ele está sendo indiciado, no dia de hoje, por associação para o tráfico de drogas, por ligação direta dele com a facção criminosa Comando Vermelho. Após esse evento, ele fugiu e se escondeu no Complexo da Penha. Gravou um vídeo que é uma confissão. Trata-se de um marginal faccionado ligado à facção Comando Vermelho. E desafiando as autoridades de segurança pública a irem até lá para fazer a captura dele", disse Curi em entrevista ao Bom Dia Rio.
 
“Se havia alguma dúvida de que o Oruam seria um artista periférico ou um marginal da pior espécie, hoje nós temos certeza de que se trata de um criminoso faccionado, ligado ao Comando Vermelho, facção que o pai dele, o Marcinho VP, controla a distância de fora do estado, mesmo estando preso em presídio federal", acrescentou.
 
O g1 tenta contato com a defesa do rapper.
 
🔎 O que é indiciamento? É o procedimento em que o delegado, com base em indícios colhidos durante a investigação, conclui que há indícios de crime e associa os possíveis delitos a uma pessoa ou a um grupo. Depois disso, o caso vai ao Ministério Público, que pode enviá-lo à Justiça ou arquivá-lo.
 
Segundo Curi, a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) obteve a informação de que na casa de Oruam estava um adolescente de 17 anos, identificado como Menor Piu e considerado "um dos maiores ladrões de veículos do estado e segurança do traficante Doca".
 
➡️ Doca é Edgar Alves de Andrade, um dos chefes do Comando Vermelho no RJ e "dono" do Complexo da Penha.
 
“Havia um mandado de busca e apreensão contra o Menor Piu por vários crimes [fatos análogos, por se tratar de um adolescente infrator]”, destacou o secretário. “Como já era quase madrugada, obviamente nós não poderíamos entrar na residência dele. Ficamos ali esperando a movimentação. Ele saiu da casa e, já em via pública, foi feita a abordagem”, narrou Curi.
 
Nesse momento, Oruam postou um apelo nos stories: “Quem tiver de moto brota no Joá”, escreveu. “Me ajuda, eles estão aqui na minha porta.”
 
Os ânimos se acirraram quando Menor Piu foi colocado numa picape descaracterizada.
 
“Oruam viu da varanda da casa dele e começou a tacar pedras em cima dos policiais”, afirmou Curi. “Acertaram a viatura e machucaram o policial que acompanhava o Moysés [Santana, delegado da DRE].”
 
O MC foi até a rua e passou a xingar os policiais. “Delegado da Civil! Ei, Moysés! Tu é c*zão! Filha da p*ta! Tá tudo gravado! Você é covarde!”, gritou o MC.
 
No tumulto, Menor Piu conseguiu abrir a porta esquerda traseira da picape e saiu correndo.
 
“Não foi uma confusão: eles frustraram, eles impediram que uma ação legítima do Estado fosse concretizada”, declarou Curi.

“Como eles estavam em flagrante, resistindo à prisão, danificando patrimônio público, os policiais entraram na residência, porque já era situação de flagrante”, emendou Curi. Um homem acabou preso.
 
“Após esse evento, ele fugiu e se escondeu no Complexo da Penha”, falou o chefe da Polícia Civil.
 
O QUE DISSE ORUAM
➡️ Oruam é o nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno. Ou seja, Oruam é Mauro escrito ao contrário. Ele é filho de Marcinho VP, preso por assassinato, formação de quadrilha e tráfico, apontado pelo Ministério Público como um dos chefes do Comando Vermelho. O rapper tem uma tatuagem em homenagem ao pai e ao traficante Elias Maluco, condenado pelo assassinato do jornalista Tim Lopes.
 
Após a suposta fuga para a Penha, Oruam postou uma sequência de vídeo nos stories. “Aí, tropa, posta isso daí, tropa: tem mais de 20 viaturas na porta da minha casa. O mesmo delegado que me prendeu, eu estava saindo, botou uma pistola na minha cara, tentou me prender, conseguimos sair”, declarou.
 
“Claro que ele vai querer prender nós! Nós é filho de bandido! Nós não é ninguém, vai entrar na nossa casa à meia-noite, vai fazer o que quiser com nós”, disse. “Tudo o que eu conquistei foi com minha música! Vai tomar no c*!” Depois, ele repostou um vídeo de um quarto revirado, supostamente pelos policiais.
 
Em nova selfie, Oruam afirmou estar no Complexo da Penha. “Aí! Eu quero ver você vir aqui, pô! Me pegar aqui dentro do complexo! Não vai me pegar, sabe por causa de quê? Que vocês peida!”, afirmou.
 
“Lá no Joá vocês vai me envergonhar mesmo. A troco de nada. Mas o que que nós fez? Nós é artista, p*rra. Vai tomar no c*! Ontem eu tava com o Travis Scott! E eu sou filho do Marcinho, seus filhas da p*ta!”
 
Para Curi, esse vídeo “é a confissão dele de que ele se trata realmente de um marginal faccionado e desafiando as autoridades”.
 
Já na manhã desta terça, Oruam escreveu: “Eu fui o primeiro que eles abordaram. Consegui sair da mão deles. Estão mentindo. Eles provocaram essa situação para fazer isso comigo”.
 
Link da reportagem: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2025/07/22/oruam-associacao-ao-trafico-policia-civil-rj.ghtml

SAIBA MAIS!

PT, PSOL, AVANTE, PV E REDE - QUEM VOTOU CONTRA O ENDURECIMENTO DAS REGRAS DE PROGRESSÃO DE REGIME

QUEM VOTOU CONTRA O ENDURECIMENTO DAS REGRAS DE PROGRESSÃO DE REGIME



  1. André Janones (Avante-MG)
  2. Pastor Isidório (Avante-BA)
  3. Célia Xakriabá (PSOL-MG)
  4. Chico Alencar (PSOL-RJ)
  5. Glauber Braga (PSOL-RJ)
  6. Pastor Henrique V. (PSOL-RJ)
  7. Talíria Petrone (PSOL-RJ)
  8. Tarcísio Motta (PSOL-RJ)
  9. FernandaMelchionna (PSOL-RS)
  10. Erika Hilton (PSOL-SP)
  11. Guilherme Boulos (PSOL-SP)
  12. Ivan Valente (PSOL-SP)
  13. Luiza Erundina (PSOL-SP)
  14. Professora Luciene (PSOL-SP)
  15. Sâmia Bomfim (PSOL-SP)
  16. Paulão (PT-AL)
  17. Jorge Solla (PT-BA)
  18. Joseildo Ramos (PT-BA)
  19. Josias Gomes (PT-BA)
  20. José Guimarães (PT-CE)
  21. Luizianne Lins (PT-CE)
  22. Erika Kokay (PT-DF)
  23. Helder Salomão (PT-ES)
  24. Jack Rocha (PT-ES)
  25. Ana Pimentel (PT-MG)
  26. Leonardo Monteiro (PT-MG)
  27. Padre João (PT-MG)
  28. Patrus Ananias (PT-MG)
  29. Paulo Guedes (PT-MG)
  30. Rogério Correia (PT-MG)
  31. Vander Loubet (PT-MS)
  32. Airton Faleiro (PT-PA)
  33. Dilvanda Faro (PT-PA)
  34. Luiz Couto (PT-PB)
  35. Carlos Veras (PT-PE)
  36. Flávio Nogueira (PT-PI)
  37. Florentino Neto (PT-PI)
  38. Carol Dartora (PT-PR)
  39. Lenir de Assis (PT-PR)
  40. Tadeu Veneri (PT-PR)
  41. Welter (PT-PR)
  42. Zeca Dirceu (PT-PR)
  43. Dimas Gadelha (PT-RJ)
  44. Lindbergh Farias (PT-RJ)
  45. Reimont (PT-RJ)
  46. Fernando Mineiro (PT-RN)
  47. Bohn Gass (PT-RS)
  48. Denise Pessôa (PT-RS)
  49. Lindenmeyer (PT-RS)
  50. Marcon (PT-RS)
  51. Maria do Rosário (PT-RS)
  52. Pedro Uczai (PT-SC)
  53. João Daniel (PT-SE)
  54. Alencar Santana (PT-SP)
  55. Alfredinho (PT-SP)
  56. Carlos Zarattini (PT-SP)
  57. Juliana Cardoso (PT-SP) –votouNão
  58. Kiko Celeguim (PT-SP) –votouNão
  59. Nilto Tatto (PT-SP)
  60. Rui Falcão (PT-SP)
  61. Vicentinho (PT-SP)
  62. Bacelar (PV-BA)
  63. Prof. Reginaldo V. (PV-DF)
  64. Clodoaldo Magalhãe (PV-PE)
  65. Túlio Gadêl ha (Rede-PE)
 
Veja votação completa: https://www.camara.leg.br/presenca-comissoes/votacao-portal?reuniao=77086&itemVotacao=12983&ordenacao=Nome

terça-feira, 1 de julho de 2025

GOVERNO DE SP (TARCÍSIO DE FREITAS) CRIA CADASTRO DE PESSOAS CONDENADAS POR ESTUPRO

Governo de SP (Tarcísio de Freitas) cria cadastro de pessoas condenadas por estupro
 
Foto, características físicas, identificação datiloscópica (impressões digitais) dos condenados e DNA ficarão disponíveis. Lei sancionada por Tarcísio de Freitas entra em vigor em 30 dias.
 
Por Redação g1 SP
 
30/06/2025 10h03  Atualizado há 2 horas


O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sancionou o projeto de lei que cria o cadastro estadual de pessoas condenadas pelo crime de estupro. A lei foi publicada no Diário Oficial nesta segunda-feira (30) e entra em vigor em um mês.

O texto de autoria do deputado Gil Diniz (PL) foi aprovado na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) em 30 de maio.

O cadastro vai reunir informações de condenados por estupro com sentença transitada em julgado, ou seja, quando o processo já estiver finalizado sem possibilidade de recursos e de mudança da decisão judicial.
 
Segundo o texto, mesmo após cumprir a pena, o nome do condenado por estupro ainda constará do banco de dados.
 
Foto, características físicas, identificação datiloscópica (impressões digitais) dos condenados e DNA serão os dados disponíveis no cadastro estadual.
 
A SSP será responsável por regulamentar, atualizar e divulgar o acesso do cadastro. Por enquanto, não foi divulgado quem terá acesso ao banco de dados e como ele funcionará.
Procurada, a pasta informou que "o acesso e a operacionalização do sistema está em fase de regulamentação, e será feito dentro dos mais rígidos protocolos exigidos pela legislação".
 
O texto original definia que o cadastro seria disponibilizado no próprio site da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e que qualquer cidadão poderia ter acesso à identificação e foto do condenado. Contudo, esse artigo foi vetado pelo governador.
 
Governo de SP cria cadastro de pessoas condenadas por estupro
https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2025/06/30/governo-de-sp-cria-cadastro-de-pessoas-condenadas-por-estupro.ghtml

terça-feira, 17 de junho de 2025

RELEMBRE AS ACUSAÇÕES CONTRA BOLSONARO QUE ESTÃO EM ANÁLISE PELA PGR

Relembre as acusações contra Bolsonaro que estão em análise pela PGR
 
Ex-presidente foi indiciado em investigações sobre suposta fraude em cartões de vacina e suspeita de irregularidades envolvendo joias da Arábia Saudita.
 
Por Fernanda Vivas, TV Globo — Brasília
 
25/03/2025 00h00  Atualizado há 2 meses


Além da denúncia por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente Jair Bolsonaro é alvo de outras duas apurações, que estão sob análise da Procuradoria-Geral da República (PGR).
 
A PF indiciou o ex-presidente nos seguintes casos:
  • apuração sobre suposta fraude em cartões de vacina;
  • apuração sobre a suspeita de apropriação indevida de joias vindas da Arábia Saudita.
 
O indiciamento significa que a Polícia Federal encontrou elementos suficientes para apontar que houve crime e associar o ato ilícito a uma pessoa.
 
Os relatórios dos investigadores estão sob avaliação da PGR, a quem cabe decidir o que fazer. A Procuradoria pode tomar os seguintes caminhos:
  • apresentar uma denúncia contra os envolvidos no caso;
  • arquivar os casos, se concluir que não há elementos suficientes de crime;
  • pedir mais apurações à PF.
O g1 relembra, abaixo, os casos em que o ex-presidente Jair Bolsonaro está sob investigação.
 
Fraude em cartões de vacina
Em março de 2024, os investigadores enviaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) as conclusões da apuração sobre um esquema de falsificação de cartões de vacina. Além do político do PL, outras 16 pessoas foram indiciadas.
 
Segundo os investigadores, o grupo incluiu informações falsas em um sistema do Ministério da Saúde para beneficiar o ex-presidente, parentes e auxiliares dele.
 
A investigação veio a público em maio de 2023, quando a Polícia Federal deflagrou uma operação para cumprir 16 mandados de busca e apreensão e seis de prisão, contra investigados. A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
 
Neste caso, a Procuradoria-Geral da República solicitou mais investigações, novas diligências para complementar a apuração. O pedido foi acolhido por Moraes.


Joias sauditas
Em julho do ano passado, em outro ramo das investigações, a Polícia Federal indiciou o ex-presidente e outras 11 pessoas pela suspeita de apropriação indevida de joias milionárias dadas de presente pelo governo da Arábia Saudita, quando era presidente do Brasil.
 
As joias foram recebidas durante o mandato do ex-presidente e não foram declaradas como patrimônio do Estado, o que é exigido por lei.
 
Segundo as investigações, parte das joias foi negociada nos Estados Unidos. Após a revelação do caso, aliados de Bolsonaro tentaram recomprá-las e devolvê-las ao governo brasileiro.
 
Os presentes recebidos por Bolsonaro durante seu mandato incluem itens milionários como um relógio Rolex de ouro branco, um anel, abotoaduras e um rosário islâmico.
 
Também neste caso, em agosto de 2024, a PGR pediu novos laudos da PF para complementar as apurações.
 
Relembre as acusações contra Bolsonaro que estão em análise pela PGR