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quinta-feira, 5 de junho de 2025

UM DIA APÓS SER SOLTO, MC POZE DO RODO LANÇA MÚSICA SOBRE PRISÃO: 'NÃO VÃO ME PARAR'

Um dia após ser solto, MC Poze do Rodo lança música sobre prisão: 'Não vão me parar'
 
Cantor foi solto na última terça (3) após cinco dias preso. Videoclipe de 'Desabafo 2' mostra a saída de Poze de Bangu 3, onde ele estava detido, e reencontro com esposa.
 
Por Redação g1
05/06/2025 08h29  Atualizado há 3 horas


MC Poze do Rodo lançou uma música nova na noite desta quarta (4), um dia após ser solto da prisão. A faixa, intitulada "Desabafo 2", acompanha um vídeo com cenas do artista saindo do presídio de Bangu 3, no Rio de Janeiro. Ele aparece sendo recebido por Vivi Noronha, sua esposa, e uma multidão de fãs.
 
O clipe começa com imagens da prisão do cantor na quinta (29). "A cor da pele e o local de origem ainda definem como a polícia enxerga quem só quer viver do próprio talento", diz o texto que aparece na tela.
 
Na música, Poze canta "nada vai me parar". "Na sexta-feira polícia veio na minha porta me interrogar / Querendo saber quantos quilo de ouro que eu tenho, mano vai lá / Nada na vida é de graça, eu conquistei foi na raça", diz.
 
Poze é investigado por apologia ao crime e por envolvimento com tráfico de drogas. Após cinco dias de prisão, o artista foi beneficiado por um habeas corpus, que determinou a sua soltura mediante o cumprimento de medidas cautelares. Ele foi solto na última terça (3).
 
A PRISÃO DE POZE
O cantor Marlon Brendon Coelho Couto, o MC Poze do Rodo, foi preso no último dia 29 de maio por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Civil do RJ. Ele estava na casa onde vive com a mulher, a empresária e influenciadora Viviane Noronha, e 3 filhos no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio.
 
O cantor é investigado por apologia ao crime e por envolvimento com o tráfico de drogas. Segundo a polícia, o cantor também é investigado por lavar dinheiro do tráfico, mais especificamente da facção Comando Vermelho.
 
A delegacia afirma que shows de Poze são estrategicamente utilizados pela facção “para aumentar seus lucros com a venda de entorpecentes, revertendo os recursos para a aquisição de mais drogas, armas de fogo e outros equipamentos necessários à prática de crimes”.
 
“A Polícia Civil reforça que as letras extrapolam os limites constitucionais da liberdade de expressão e artística, configurando crimes graves de apologia ao crime e associação para o tráfico de drogas. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e os financiadores diretos dos eventos criminosos”, declarou a instituição.
 
O advogado Fernando Henrique Cardoso, que representa, Poze do Rodo, Cabelinho e Oruam, afirmou que existe uma narrativa de perseguição a determinados gêneros musicais e lembrou que, inicialmente, o samba também foi criminalizado.
 
"Em relação a isso, essa narrativa de pesquisar determinado gênero musical, cena artística, primeiro o samba foi criminalizado. Isso não é novo. Essas supostas falas da polícia fazem parte de uma narrativa que criminaliza e exclui as manifestações artísticas”, falou o advogado.
 
Um dia após ser solto, MC Poze do Rodo lança música sobre prisão: 'Não vão me parar'


DEPUTADO DO PSOL PASTOR HENRIQUE VIEIRA PROPÕE LEI INSPIRADA EM ORUAM E POZE DO RODO

Paulo Cappelli
 
Deputado do PSol propõe lei inspirada em Oruam e Poze do Rodo
 
Deputado do PSol diz querer impedir censura e cita Oruam e MC Poze do Rodo como exemplos de “superação pela arte”
 
Felipe Salgado
05/06/2025 09:00, atualizado 05/06/2025 09:00


O deputado federal Pastor Henrique Vieira (PSol-RJ) apresentou um projeto de lei que propõe a criação do Programa de Prevenção à Censura à Arte e Cultura. A iniciativa busca impedir que artistas periféricos, especialmente ligados ao funk, rap e trap, sejam barrados de editais públicos e contratações por parte do Estado.
 
Na justificativa do projeto, o parlamentar cita nominalmente os funkeiros Poze do Rodo e Oruam como exemplos de jovens negros que, segundo ele, enfrentaram situações de risco associadas ao crime, mas que encontraram na arte uma forma de superação e transformação social.
 
“Oruam e Poze do Rodo, por exemplo, jovens negros vindos de comunidades do Rio de Janeiro, são referência para a juventude negra favelada através de sua arte”, argumenta Henrique Vieira na proposta.
 
O projeto proíbe que órgãos públicos avaliem o mérito das composições artísticas como critério para liberação de recursos e contratações. Segundo o texto, a análise deve se restringir a aspectos técnicos e legais, garantindo liberdade de expressão e combate à censura velada.
 
Deputado aponta “movimentação racista”
Vieira escreveu ainda que o samba foi alvo de repressão no século XX e que o funk e o trap são os alvos atuais. Ele critica o que chama de “movimentação racista” que tenta vetar artistas de ritmos populares sob justificativa de que suas letras fazem apologia ao crime.
 
“Vejo traços de uma criminalização de uma cultura onde uma sociedade estruturalmente racista, que romantiza e idealiza uma produção branca e elitista, criminaliza a produção preta e e da favela. Trata-se menos da letra da música e mais do território onde vivem [Oruam e MC Poze do Rodo] e a cor deles. O argumento nunca é exatamente por conta do ritmo ou da letra exatamente, mas sempre está associado ao crime e a apologia ao crime”, sustentou o deputado à coluna.
 
Deputado do PSol propõe lei inspirada em Oruam e Poze do Rodo


terça-feira, 3 de junho de 2025

O PRONTUÁRIO DE MC POZE DO RODO - O QUE QUER DIZER?

DECLARAÇÃO DE LIGAÇÃO COM O CV

Ao dar entrada no sistema penitenciário, Poze afirmou para a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) ter ligação com a facção Comando Vermelho.
 
Toda pessoa que entra no sistema penitenciário fluminense precisa preencher uma ficha com informações básicas sobre a prisão. Um dos campos, “ideologia declarada”, diz respeito à facção à qual esse preso diz pertencer.
 
Não se trata de uma confissão de culpa: a fim de evitar conflitos, as cadeias do RJ também são divididas entre facções. Uma unidade, por exemplo, abriga só presos declarados do Comando Vermelho, longe das alas que recebem os rivais do Terceiro Comando Puro.
 
O g1 teve acesso ao prontuário preenchido pelo cantor. O MC marcou a opção Comando Vermelho.
 
Com a declaração, ele foi levado para a Penitenciária Serrano Neves, conhecida como Bangu 3, no Complexo de Gericinó, uma das unidades prisionais onde estão membros do CV.
[Portal G1]


    MULHER DE POZE DO RODO É ALVO DE OPERAÇÃO CONTRA LAVAGEM DE DINHEIRO DA CÚPULA DO COMANDO VERMELHO

    Mulher de Poze do Rodo é alvo de operação contra lavagem de dinheiro da cúpula do Comando Vermelho
     
    Engrenagem da qual Vivi Noronha é suspeita de participar movimentou R$ 250 milhões. O Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf) identificou depósitos nas contas pessoal e empresarial de Vivi oriundos de supostos laranjas de Professor, fornecedor de armas do CV que morreu no domingo (1º).
     
    Por Adriana Rezende, Felipe Freire, Leslie Leitão, TV Globo
     
    03/06/2025 06h07  Atualizado há 2 horas


    A influenciadora Vivi Noronha, mulher do MC Poze do Rodo, é alvo nesta terça-feira (3) de uma operação da Polícia Civil do RJ contra a lavagem de dinheiro da cúpula do Comando Vermelho (CV). O esquema investigado era operado pelo traficante Fhillip da Silva Gregório, o Professor, morto no domingo (1º) — entenda como Professor lavava dinheiro e por que Vivi é alvo mais abaixo.
     
    A polícia afirma que essa engrenagem movimentou R$ 250 milhões. Policiais civis das delegacias de Roubos e Furtos (DRF) e de Repressão a Entorpecentes (DRE), além do Departamento-Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD), foram cumprir mandados de busca em endereços no Rio de Janeiro e em São Paulo.
     
    A Justiça também expediu ordens de bloqueio e indisponibilidade de bens e valores de 35 contas bancárias.
     
    O g1 tenta contato com a defesa de Vivi.
     
    CONTEXTO
    Esta investigação não tem relação direta com o inquérito que levou Poze à cadeia. O MC foi preso na quinta-feira passada (29) por apologia ao crime e por envolvimento com o tráfico de drogas. Nesta segunda-feira (2), a Justiça mandou soltá-lo — mas, até a última atualização desta reportagem, o cantor ainda estava encarcerado.
     
    E a morte de Professor inicialmente não tem a ver com a lavagem de dinheiro do CV. A principal hipótese é que o traficante tirou a própria vida após uma briga com a amante.
     
    POR QUE VIVI É ALVO?
    Agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) e da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) foram ao condomínio onde o cantor mora com Vivi, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, a fim de cumprir um mandado de busca
     
    O Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf) identificou depósitos nas contas pessoal e empresarial de Vivi oriundos de supostos laranjas de Professor.
     
    De acordo com o Coaf, Vivi recebeu quase R$ 1 milhão de pessoas investigadas como laranjas do Professor. Foram 2 transferências:
     
    • R$ 858 mil para a conta da empresa de Vivi;
    • R$ 40 mil para a conta pessoal.
     
    “Ela [Vivi] e sua empresa figuram como beneficiárias diretas de recursos oriundos da facção Comando Vermelho, recebidos por meio de pessoas interpostas (“laranjas”) com o objetivo de ocultar a origem ilícita do dinheiro”, afirmou a polícia.

    “As análises financeiras apontam que valores provenientes do tráfico de drogas e de operadores da lavagem de capitais da facção foram canalizados para contas bancárias ligadas à mulher, que passou a ser um dos focos centrais do inquérito”, prosseguiu.

    “A posição dela na estrutura criminosa é simbólica, pois representa o elo entre o tráfico e o universo do consumo digital, conferindo aparente legitimidade a valores oriundos do crime organizado e ampliando o alcance da narcocultura nas redes sociais.”

    COMO ERA O ESQUEMA DO PROFESSOR?
    Segundo as investigações, Fhillip da Silva Gregório, o Professor, montou uma extensa rede de laranjas e de empresas de fachada e depositava nessas contas o dinheiro obtido com o tráfico.
     
    Em uma série de transferências, as quantias chegavam a intermediários em Ponta Porã (MS) para a compra de armas e drogas para o Comando Vermelho.
     
    A polícia diz que a morte de Professor não compromete o andamento do inquérito nem interfere nas medidas judiciais em curso. “Mesmo com sua morte, permanece clara sua importância dentro do esquema, sobretudo na consolidação da cultura do tráfico e na estruturação de empresas de fachada para dar aparência de legalidade ao dinheiro sujo”, afirmou a polícia.
     
    Mulher de Poze do Rodo é alvo de operação contra lavagem de dinheiro da cúpula do Comando Vermelho


    JUSTIÇA MANDA SOLTAR POZE DO RODO

    Justiça manda soltar Poze do Rodo


    No dia 29/05/2025, MC Poze do Rodo foi preso por apologia ao crime e por envolvimento com o tráfico. De acordo com a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), o repertório das músicas de Poze
    • “faz clara apologia ao tráfico de drogas e ao uso ilegal de armas de fogo”; e
    • “incita confrontos armados entre facções rivais, o que frequentemente resulta em vítimas inocentes”.
     
    A delegacia afirma que shows de Poze são estrategicamente utilizados pela facção “para aumentar seus lucros com a venda de entorpecentes, revertendo os recursos para a aquisição de mais drogas, armas de fogo e outros equipamentos necessários à prática de crimes”.
     
    “A Polícia Civil reforça que as letras extrapolam os limites constitucionais da liberdade de expressão e artística, configurando crimes graves de apologia ao crime e associação para o tráfico de drogas. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e os financiadores diretos dos eventos criminosos”, declarou a instituição.
     
    Vale ressaltar que em novembro de 2024, ele e sua mulher, Viviane Noronha, já haviam sido alvos da Operação Rifa Limpa, contra sorteios ilegais divulgados nas redes sociais, na qual foram apreendidos carros de luxo e todas as joias do funkeiro.
     
    A ação investigava um esquema que fingia seguir regras da Loteria Federal, mas usava um aplicativo com fortes indícios de manipulação. No mês passado, a Justiça mandou devolver os bens. O juiz Thales Nogueira, da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa, explicou que não viu comprovação da relação dos itens apreendidos com os delitos investigados pela polícia. [Portal G1]
     
    Oruam, rapper famoso e filho de Marcinho VP, saiu em defesa de Poze e disse:
     
    “Prenderam o Poze. E a pergunta que não quer calar é, acabou com o crime? O Estado está perdendo e para saciar o povo, a sociedade, com algum tipo de resposta, ele vai e criminaliza o pobre, preto e favelado, é o que ele está fazendo com o Poze”
     
    “Hoje eles prenderam o Poze, amanhã eles vão prender o Oruam, ontem eles prenderam o MC Smith, Ticão, o Max… Eles vão sempre, tipo assim, para tirar a culpa deles, eles vão ter que achar um culpado e vão colocar a culpa em nós”
     
    “Se tirar o Poze, o Oruam, o Smith e o Ticão, o crime ainda vai ter.”
     
    “Os shows acontecem nas vistas dos batalhões de área, divulgados nas redes sociais… Todos sabem onde os bandidos estão”, sentenciou o artista na legenda do vídeo.
     
    “Estado está perdendo a guerra e como sempre sobra para os pobres… O governo sendo governo… Não passam de uma máquina covarde de moer pobres… Por que não prendem outros artistas de outros gêneros musicais ou somente o funk gera dinheiro na favela?”
     
    A POLÍCIA CIVIL disse o seguinte:
    “Cantor de funk que propagava a narcocultura foi preso por apologia ao crime e por envolvimento com o Comando Vermelho. Conhecido por shows repletos de bandidos armados financiados pela organização criminosa, ele ajudava a espalhar a ideologia da facção”.
     
    Segundo o CÓDIGO PENAL:
    Apologia de crime ou criminoso
    Art. 287 - Fazer, publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de crime:
    Pena - detenção, de três a seis meses, ou multa.
     
    DECLARAÇÃO DE LIGAÇÃO COM O CV
    Ao dar entrada no sistema penitenciário, Poze afirmou para a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) ter ligação com a facção Comando Vermelho.
     
    Toda pessoa que entra no sistema penitenciário fluminense precisa preencher uma ficha com informações básicas sobre a prisão. Um dos campos, “ideologia declarada”, diz respeito à facção à qual esse preso diz pertencer.
     
    Não se trata de uma confissão de culpa: a fim de evitar conflitos, as cadeias do RJ também são divididas entre facções. Uma unidade, por exemplo, abriga só presos declarados do Comando Vermelho, longe das alas que recebem os rivais do Terceiro Comando Puro.
     
    O g1 teve acesso ao prontuário preenchido pelo cantor. O MC marcou a opção Comando Vermelho.
     
    Com a declaração, ele foi levado para a Penitenciária Serrano Neves, conhecida como Bangu 3, no Complexo de Gericinó, uma das unidades prisionais onde estão membros do CV.
    [Portal G1]
     
    Ontem, dia 02 de junho de 2025, após 4 dias preso, a Justiça concedeu habeas corpus para MC Poze do Rodo.
     
    O desembargador Peterson Barroso, da Segunda Câmara Criminal, determinou a soltura e o cumprimento de medidas cautelares pelo artista. Na decisão, ele avaliou que a medida de prisão não se sustentava, pois não ficou demonstrada a imprescindibilidade da prisão para a investigação.
     
    Segundo o magistrado Simões, "há indícios que comprometem o procedimento regular da polícia. Pelo pouco que se sabe, o paciente teria sido algemado e tratado de forma desproporcional, com ampla exposição midiática, fato a ser apurado posteriormente”.
     
    Além disso, o magistrado também ponderou que MC Poze já tinha sido investigado em outro processo semelhante e absolvido em primeira e segunda instância.
     
    "O alvo da prisão não deve ser o mais fraco – o paciente, e sim os comandantes de facção temerosa, abusada e violenta, que corrompe, mata, rouba, pratica o tráfico, além de outros tipos penais em prejuízo das pessoas e da sociedade", escreveu o desembargador.
     
    "Registre-se, na oportunidade, que aqueles que levam fortuna do INSS contra idosos ficam tranquilos por nada acontecer e, ao mesmo tempo, prende-se um jovem que trabalha cantando e ganhando seu pão de cada dia, podendo responder à investigação e processo criminal em liberdade. Tais extremos não combinam", acrescentou.
     
    Agora solto, o MC terá que cumprir as seguintes medidas:
    • comparecimento mensal em juízo até o dia 10 de cada mês para informar e justificar suas atividades;
    • não se ausentar da Comarca enquanto perdurar a análise do mérito deste habeas corpus;
    • permanecer à disposição da Justiça informando telefone para contato imediato caso seja necessário;
    • proibição de mudar-se de endereço sem comunicar ao Juízo;
    • proibição de comunicar-se com pessoas investigadas pelos fatos envolvidos neste inquérito, testemunhas, bem como pessoas ligadas à facção criminosa Comando Vermelho;
    • obrigação de entregar o passaporte à Secretaria do Juízo originário.
    [Portal G1]

    MC Poze do Rodo é preso por apologia ao crime e por envolvimento com o tráfico
     
    Oruam compartilha desabafo sobre a prisão de Poze do Rodo: “Acabou o crime?”
     
    Justiça manda soltar Poze do Rodo


    sexta-feira, 30 de maio de 2025

    CASO MC POZE DO RODO DE ACORDO COM O CÓDIGO PENAL


    Sobre MC POZE DO RODO, segue:
     
    Código Penal.

    Apologia de crime ou criminoso

    Art. 287 - Fazer, publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de crime:

    Pena - detenção, de três a seis meses, ou multa.


    Mas, como nosso país é uma bagunça, daqui a pouco estará solto apenas 'cantando o que vive(u)'. Agora, fato é: se fosse um político atirando na Polícia Federal, será que levariam este para a Delegacia da mesma forma? Claro que não! Aliás, Roberto Jefferson que o diga. Mensaleiro corrupto que tacou bomba na PF e nada lhe aconteceu.
     
    Rio de Janeiro, 30 de maio de 2025
    Raphael Paiva

    quinta-feira, 29 de maio de 2025

    ROBERTO JEFFERSON OU MC POZE DO RODO: PARA UNS SIM, PARA OUTROS NÃO!


    ORUAM COMPARTILHA DESABAFO SOBRE A PRISÃO DE POZE DO RODO: “ACABOU O CRIME?”

    Oruam compartilha desabafo sobre a prisão de Poze do Rodo: “Acabou o crime?”

    Depois da enorme repercussão da prisão do funkeiro, Oruam resolveu se pronunciar e fez duras críticas ao Estado
     
    Henrique Carlos

    29/05/2025 às 10:51

    A enorme repercussão da prisão do MC Poze do Rodo no final da madrugada desta quinta-feira (29/5) fez com que Oruam se pronunciasse nas redes sociais. O rapper gravou um vídeo desabafando e afirmando que o Estado está apenas tentando achar um culpado por saber que está “perdendo”.

    “Prenderam o Poze. E a pergunta que não quer calar é, acabou com o crime? O Estado está perdendo e para saciar o povo, a sociedade, com algum tipo de resposta, ele vai e criminaliza o pobre, preto e favelado, é o que ele está fazendo com o Poze”
     
    “Hoje eles prenderam o Poze, amanhã eles vão prender o Oruam, ontem eles prenderam o MC Smith, Ticão, o Max… Eles vão sempre, tipo assim, para tirar a culpa deles, eles vão ter que achar um culpado e vão colocar a culpa em nós”
     
    Antes de concluir, o cantor deixou uma declaração surpreendente. “Se tirar o Poze, o Oruam, o Smith e o Ticão, o crime ainda vai ter”, finalizou. A Polícia Civil do Rio de Janeiro fez uma publicação falando sobre a prisão do funkeiro e esclareceu detalhes da decisão.
     
    “Cantor de funk que propagava a narcocultura foi preso por apologia ao crime e por envolvimento com o Comando Vermelho. Conhecido por shows repletos de bandidos armados financiados pela organização criminosa, ele ajudava a espalhar a ideologia da facção”, afirmou.
     
    Oruam afirma que a prisão de Poze do Rodo é uma “narrativa covarde”
    Na visão do rapper, a prisão é uma “narrativa covarde”, já que o cantor é o menor dos problemas. “Os shows acontecem nas vistas dos batalhões de área, divulgados nas redes sociais… Todos sabem onde os bandidos estão”, sentenciou o artista na legenda do vídeo.
     
    “Estado está perdendo a guerra e como sempre sobra para os pobres… O governo sendo governo… Não passam de uma máquina covarde de moer pobres… Por que não prendem outros artistas de outros gêneros musicais ou somente o funk gera dinheiro na favela?”, disparou.
     
    Oruam compartilha desabafo sobre a prisão de Poze do Rodo: “Acabou o crime?”


    'RESPEITA O CV': 5 MÚSICAS DE MC POZE QUE FAZEM APOLOGIA AO CRIME E AO COMANDO VERMELHO

    'Respeita o CV': 5 músicas de MC Poze que fazem apologia ao crime e ao Comando Vermelho
     
    Funkeiro foi preso novamente por apologia ao crime
     
    Heider Sacramento
     
    Publicado em 29 de maio de 2025 às 08:18


    "FALA QUE É A TROPA DO COMANDO VERMELHO"
    Com trechos como “Fala que é a tropa do Comando Vermelho / Ai, nosso fuzil tá demais”, a música não deixa espaço para interpretações ambíguas. A exaltação à facção criminosa e ao armamento pesado transforma a faixa em um símbolo do poder paralelo que domina as favelas.
     
    "NA CDD SÓ TEM BANDIDO FAIXA PRETA"
    Nesta faixa, os criminosos da Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, são tratados como figuras de prestígio. O termo “bandido faixa preta” reforça a ideia de hierarquia e status dentro do tráfico, apresentando o envolvimento com o crime como algo admirável.
     
    "HOMENAGEM PARA TROPA DO RODO"
    A canção presta tributo a membros do tráfico que morreram em confrontos armados. A letra reforça o vínculo entre o artista e o Comando Vermelho, tratando o envolvimento com a facção como um legado de honra.
     
    "TALVEZ"
    Em um tom mais reflexivo, “Talvez” faz menção à Chacina do Jacarezinho, que resultou na morte de 28 pessoas durante uma operação policial. A crítica à ação das autoridades é acompanhada por uma visão de resistência armada como resposta à violência do Estado.
     
    "VIDA LOUCA"
    Apesar de menos explícita, essa música narra o cotidiano da favela com naturalidade ao abordar armas, confrontos e ostentação ligada ao tráfico. A violência aparece como elemento rotineiro, quase banal, refletindo a normalização da guerra urbana.
     
    'Respeita o CV': 5 músicas de MC Poze que fazem apologia ao crime e ao Comando Vermelho
    https://www.correio24horas.com.br/em-alta/respeita-o-cv-5-musicas-de-mc-poze-que-fazem-apologia-ao-crime-e-ao-comando-vermelho-0525


    QUEM É MC POZE DO RODO?

    QUEM É MC POZE DO RODO?

    Conhecido por ostentar um estilo de vida exuberante, tem mais de 15 milhões de seguidores em uma rede social. As canções de Poze falam sobre a vida nas comunidades do Grande Rio.

    Por g1 Rio

    29/05/2025 07h05


    MC Poze do Rodo, nome artístico de Marlon Brandon Coelho Couto Silva, preso na manhã desta quinta-feira (29) por apologia ao crime e envolvimento com o tráfico de drogas, ganhou notoriedade no cenário do funk do Rio de Janeiro no fim da década de 2010.

    Entre as músicas mais conhecidas estão “Diz aí qual é o plano?”, “Me sinto abençoado”, “Madrugada é solidão”, “Essência de cria” e “A cara do crime”.
     
    Conhecido por ostentar um estilo de vida exuberante, tem mais de 15 milhões de seguidores em uma rede social. As canções de Poze falam sobre a vida nas comunidades do Grande Rio. É casado com a influenciadora e empresária Viviane Noronha e tem cinco filhos.
     
    Quando era adolescente, chegou a trabalhar para o tráfico de drogas na comunidade do Rodo, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. Ao programa Profissão Repórter de outubro do ano passado, ele disse que busca passar para os jovens que o crime não oferece futuro.
     
    “Já troquei tiro, fui baleado e preso também. E eu pensei: vou querer ficar nessa vida aqui ou viver uma vida tranquila? Então, eu foquei em viver uma vida tranquila, batalhei e hoje em dia eu passo isso para a molecada: o crime não leva a lugar nenhum”, disse Poze.
     
    O cantor chegou a ser preso em 2019 durante um show em Sorriso, em Mato Grosso, por apologia ao crime.
     
    Em 2022, lançou o primeiro álbum, “O Sábio”, com a participação de nomes do rap, trap e funk, como Cabelinho, Orochi e Oruam.
     
    Poze afirmou ao Profissão Repórter que as letras de suas canções são o reflexo da vida que vivia.
     
    “Nada nessa vida vai mudar minha essência cria, onde tudo começou foi com esse tipo de música. Tem umas do meu passado que eu canto, mas oriento para as crianças não cantarem. Eu tenho que ter esse controle mesmo, porque é muita criança que me me vê, né?”, disse o cantor.
     
    Poze foi uma das atrações da última edição do Rock in Rio. Durante a apresentação, ele pediu Viviane Noronha em casamento.
     
    Em novembro do ano passado, Poze do Rodo foi alvo da Operação Rifa Limpa, ação da Polícia Civil do Rio de Janeiro contra sorteios divulgados nas redes sociais.
     
    Em abril deste ano, uma decisão da Justiça restituiu ao cantor os bens que haviam sido apreendidos na ocasião, como carros de luxo e joias.
     
    Quem é Poze do Rodo, cantor preso por apologia ao crime e envolvimento com o tráfico de drogas


    MC POZE DO RODO É PRESO POR APOLOGIA AO CRIME E POR ENVOLVIMENTO COM O TRÁFICO

    MC Poze do Rodo é preso por apologia ao crime e por envolvimento com o tráfico
     
    Policiais prenderam o funkeiro em casa, em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes.

    Por Anna Beatriz Lourenço, Guilherme Santos, Leslie Leitão, Rafael Nascimento, TV Globo e g1 Rio

    29/05/2025 06h17 


    O cantor Marlon Brandon Coelho Couto, o MC Poze do Rodo, foi preso no fim da madrugada desta quinta-feira (29) por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Civil do RJ. Poze é investigado por apologia ao crime e por envolvimento com o tráfico de drogas.
     
    Poze não quis dar declarações, apenas reclamando de estar algemado. Ao g1, o advogado Fernando Henrique Cardoso Neves disse: “Queremos entender o motivo dessa nova prisão. Essa é uma narrativa já antiga. Se ele não for liberado, vamos entrar com um habeas corpus”.
     
    ATRAÇÃO DO CV
    De acordo com as investigações, Poze realiza shows exclusivamente em áreas dominadas pelo Comando Vermelho (CV), com a presença ostensiva de traficantes armados com fuzis, a fim de garantir a “segurança” do artista e do evento.
     
    Ainda de acordo com a DRE, o repertório das músicas de Poze
    • “faz clara apologia ao tráfico de drogas e ao uso ilegal de armas de fogo”; e
    • “incita confrontos armados entre facções rivais, o que frequentemente resulta em vítimas inocentes”.
     
    A delegacia afirma que shows de Poze são estrategicamente utilizados pela facção “para aumentar seus lucros com a venda de entorpecentes, revertendo os recursos para a aquisição de mais drogas, armas de fogo e outros equipamentos necessários à prática de crimes”.
     
    “A Polícia Civil reforça que as letras extrapolam os limites constitucionais da liberdade de expressão e artística, configurando crimes graves de apologia ao crime e associação para o tráfico de drogas. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e os financiadores diretos dos eventos criminosos”, declarou a instituição.
     
    No dia 19/05/2025, criminosos assistiam ao show de Poze exibindo fuzis e ainda filmavam, sem qualquer tipo de disfarce ou receio de serem identificados.
     
    O show, no qual o cantor entoou diversas músicas enaltecendo o CV, ocorreu dias antes da morte do policial civil José Antônio Lourenço, integrante da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), em uma operação policial na comunidade.
     
    Aquele não tinha sido o 1º baile de Poze com a presença de traficantes armados. Em 2020, por exemplo, o MC foi visto em um evento semelhante no Jacaré.
     
    BENS APREENDIDOS EM NOVEMBRO
    Em novembro do ano passado, Poze e a mulher, Viviane Noronha, foram alvos da Operação Rifa Limpa, contra sorteios ilegais divulgados nas redes sociais. Na ocasião, carros de luxo e todas as joias do funkeiro, incluindo cordões ornados com ouro, foram apreendidos.
     
    A ação investigava um esquema que fingia seguir regras da Loteria Federal, mas usava um aplicativo com fortes indícios de manipulação.
     
    No mês passado, a Justiça mandou devolver os bens. O juiz Thales Nogueira, da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa, explicou que não viu comprovação da relação dos itens apreendidos com os delitos investigados pela polícia.
     
    Poze postou nas redes sociais após a decisão. “Eu só quero o que é meu, e o que Deus generosamente me dá”, disse Poze.
     
    MC Poze do Rodo é preso por apologia ao crime e por envolvimento com o tráfico