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segunda-feira, 24 de março de 2025

GABRIEL MONTEIRO SOLTO VI – LIBERDADE APÓS DECISÃO DO STJ

GABRIEL MONTEIRO SOLTO VI
LIBERDADE APÓS DECISÃO DO STJ
 
Rio
 
Gabriel Monteiro: de indisciplina na PM a acusações de abuso e ‘TV por assinatura’ própria; relembre as polêmicas
 
Agora em liberdade, ex-vereador ainda responde a pelo menos três ações penais e é réu em processos cíveis por danos morais relacionados a vídeos publicados em suas redes sociais
 
Por O Globo — Rio de Janeiro
 
24/03/2025 04h30  Atualizado agora

Gabriel Monteiro deixou na última sexta-feira prisão em que estava desde 2022 — Foto: Gabriel de Paiva
 
Em liberdade desde a noite de sexta-feira, o ex-vereador Gabriel Monteiro acumula uma trajetória marcada por polêmicas. Antes de ingressar na política, ele atuou na Polícia Militar, onde recebeu diversas punições por infrações disciplinares. Já como parlamentar, teve o mandato cassado por quebra de decoro. Após ter os vídeos publicados no YouTube desmonetizados, ele chegou a criar um serviço próprio de 'TV por assinatura', chamado "Gabriel Monteiro TV". Agora fora da penitenciária, Monteiro ainda responde a pelo menos três ações penais por crimes como estupro e assédio sexual. Além disso, é réu em processos cíveis por danos morais relacionados a vídeos publicados em suas redes sociais. Em pelo menos dez ações, foi condenado a pagar R$ 242 mil em indenizações por "pegadinhas" e gravações feitas em unidades de saúde durante seu mandato.
 
QUEM É GABRIEL MONTEIRO?
Gabriel Monteiro ficou famoso nas redes sociais por denunciar supostos esquemas de corrupção e defender o governo Bolsonaro em 2020. A fama online o catapultou da Polícia Militar, onde tinha uma ficha marcada pela indisciplina, para a política. Ex-integrante do grupo de direita Movimento Brasil Livre (MBL), com o qual rompeu por causa das ações polêmicas como youtuber, foi o terceiro vereador mais votado do Rio em 2020 pelo PSD (depois foi para o PL), com 60.326 votos, ficando atrás apenas de Carlos Bolsonaro (então integrante do Republicanos, hoje no PL), com 71 mil votos, e Tarcísio Motta (PSOL), com 86.243.
 
Como estava na PM há menos de dez anos, Gabriel Monteiro teve de pedir demissão da corporação para assumir o cargo. Em agosto de 2022, teve o mandato de vereador do Rio cassado, por 48 votos a dois, por quebra de decoro parlamentar.
 
Enquanto esteve na PM, em menos de quatro anos na corporação, cometeu 16 transgressões disciplinares. Por 14 delas recebeu, no total, penalidades que somam 33 dias de detenção. Em outros dois casos, foi punido com repreensão. Devido às transgressões, foi classificado como um PM com “mau comportamento”, a pior das cinco classificações do estatuto da corporação. Ele chegou a ser demitido da corporação, mas conseguiu a reintegração na Justiça.
 
O soldado chegou a ser punido duas vezes por fatos ocorridos no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap), quando ainda era aluno da PM e estava longe de ser um figura conhecida na internet. Em sua primeira punição, em agosto de 2016, foi acusado de ter descumprido a ordem de um oficial e cumpriu dois dias de detenção. Ainda segundo sua ficha disciplinar, em outras duas ocasiões — em março de 2018 e em janeiro de 2019 —, quando já era soldado, o youtuber foi flagrado portando a arma da PM sem que estivesse de serviço e sem autorização.
 
Ele também foi punido oito vezes por ter faltado ao serviço. Na metade dos casos, tinha sido escalado para integrar cercos à favela da Rocinha. Uma das confusões em que se envolveu ocorreu em 2019, quando ainda era PM. Ele invadiu e foi expulso da Câmara de Vereadores do Rio porque queria protestar contra um evento organizado por Tarcísio Motta (PSOL) em homenagem à China.
 
LIBERDADE APÓS DECISÃO DO STJ
Em liberdade desde a noite de sexta-feira Gabriel Monteiro foi beneficiado por uma decisão Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que concedeu liberdade ao ex-parlamentar, com medidas cautelares. Por determinação da 34ª Vara Criminal do Rio, ele terá que usar tornozeleira eletrônica e está proibido de deixar o Rio. A Justiça também determinou o comparecimento periódico em juízo e a proibição de manter contato com a vítima — o ex-vereador foi acusado de forçar relações sexuais com uma mulher de 22 anos após lhe apontar uma arma, em julho de 2022.
 
Sua saída de Bangu 8 ocorreu por volta das 20h10, após assinar documentos na porta da unidade. De acordo com a Secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap), a pasta recebeu no início da noite o alvará de soltura de Gabriel Luiz Monteiro de Oliveira e realizou os "procedimentos de praxe" para que o detento deixasse a cadeia.
 
O processo corre em segredo de Justiça. O ex-vereador tem cinco dias para se apresentar para a colocação da tornozeleira. Ele foi preso em novembro de 2022, após se apresentar a uma delegacia em Niterói. Na ocasião, já havia perdido seu mandato de vereador, por quebra de decoro parlamentar.
 

GABRIEL MONTEIRO SOLTO V – DOCUMENTÁRIO SOBRE EX-PARLAMENTAR

GABRIEL MONTEIRO SOLTO V
DOCUMENTÁRIO SOBRE EX-PARLAMENTAR
 
Rio
 
Gabriel Monteiro: de indisciplina na PM a acusações de abuso e ‘TV por assinatura’ própria; relembre as polêmicas
 
Agora em liberdade, ex-vereador ainda responde a pelo menos três ações penais e é réu em processos cíveis por danos morais relacionados a vídeos publicados em suas redes sociais
 
Por O Globo — Rio de Janeiro
 
24/03/2025 04h30  Atualizado agora

Gabriel Monteiro deixou na última sexta-feira prisão em que estava desde 2022 — Foto: Gabriel de Paiva
 
Em liberdade desde a noite de sexta-feira, o ex-vereador Gabriel Monteiro acumula uma trajetória marcada por polêmicas. Antes de ingressar na política, ele atuou na Polícia Militar, onde recebeu diversas punições por infrações disciplinares. Já como parlamentar, teve o mandato cassado por quebra de decoro. Após ter os vídeos publicados no YouTube desmonetizados, ele chegou a criar um serviço próprio de 'TV por assinatura', chamado "Gabriel Monteiro TV". Agora fora da penitenciária, Monteiro ainda responde a pelo menos três ações penais por crimes como estupro e assédio sexual. Além disso, é réu em processos cíveis por danos morais relacionados a vídeos publicados em suas redes sociais. Em pelo menos dez ações, foi condenado a pagar R$ 242 mil em indenizações por "pegadinhas" e gravações feitas em unidades de saúde durante seu mandato.
 
QUEM É GABRIEL MONTEIRO?
Gabriel Monteiro ficou famoso nas redes sociais por denunciar supostos esquemas de corrupção e defender o governo Bolsonaro em 2020. A fama online o catapultou da Polícia Militar, onde tinha uma ficha marcada pela indisciplina, para a política. Ex-integrante do grupo de direita Movimento Brasil Livre (MBL), com o qual rompeu por causa das ações polêmicas como youtuber, foi o terceiro vereador mais votado do Rio em 2020 pelo PSD (depois foi para o PL), com 60.326 votos, ficando atrás apenas de Carlos Bolsonaro (então integrante do Republicanos, hoje no PL), com 71 mil votos, e Tarcísio Motta (PSOL), com 86.243.
 
Como estava na PM há menos de dez anos, Gabriel Monteiro teve de pedir demissão da corporação para assumir o cargo. Em agosto de 2022, teve o mandato de vereador do Rio cassado, por 48 votos a dois, por quebra de decoro parlamentar.
 
Enquanto esteve na PM, em menos de quatro anos na corporação, cometeu 16 transgressões disciplinares. Por 14 delas recebeu, no total, penalidades que somam 33 dias de detenção. Em outros dois casos, foi punido com repreensão. Devido às transgressões, foi classificado como um PM com “mau comportamento”, a pior das cinco classificações do estatuto da corporação. Ele chegou a ser demitido da corporação, mas conseguiu a reintegração na Justiça.
 
O soldado chegou a ser punido duas vezes por fatos ocorridos no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap), quando ainda era aluno da PM e estava longe de ser um figura conhecida na internet. Em sua primeira punição, em agosto de 2016, foi acusado de ter descumprido a ordem de um oficial e cumpriu dois dias de detenção. Ainda segundo sua ficha disciplinar, em outras duas ocasiões — em março de 2018 e em janeiro de 2019 —, quando já era soldado, o youtuber foi flagrado portando a arma da PM sem que estivesse de serviço e sem autorização.
 
Ele também foi punido oito vezes por ter faltado ao serviço. Na metade dos casos, tinha sido escalado para integrar cercos à favela da Rocinha. Uma das confusões em que se envolveu ocorreu em 2019, quando ainda era PM. Ele invadiu e foi expulso da Câmara de Vereadores do Rio porque queria protestar contra um evento organizado por Tarcísio Motta (PSOL) em homenagem à China.
 
DOCUMENTÁRIO SOBRE EX-PARLAMENTAR
Ainda em 2022, a história de Gabriel Monteiro virou um documentário na Globoplay. Chamado de “Gabriel Monteiro — Herói Fake”, a produção exibe relatos de quatro mulheres que registraram queixa de estupro em delegacias e entrevistas com ex-funcionários. A série mostra como o político usou as redes sociais não apenas para ganhar dinheiro com suas produções manipuladas, mas também criar uma imagem de benfeitor e moralista que não passava de uma ficção.
 

GABRIEL MONTEIRO SOLTO IV – SERVIÇO PRÓPRIO DE 'TV POR ASSINATURA'

GABRIEL MONTEIRO SOLTO IV
SERVIÇO PRÓPRIO DE 'TV POR ASSINATURA'

Rio
 
Gabriel Monteiro: de indisciplina na PM a acusações de abuso e ‘TV por assinatura’ própria; relembre as polêmicas
 
Agora em liberdade, ex-vereador ainda responde a pelo menos três ações penais e é réu em processos cíveis por danos morais relacionados a vídeos publicados em suas redes sociais
 
Por O Globo — Rio de Janeiro
 
24/03/2025 04h30  Atualizado agora

Gabriel Monteiro deixou na última sexta-feira prisão em que estava desde 2022 — Foto: Gabriel de Paiva
 
Em liberdade desde a noite de sexta-feira, o ex-vereador Gabriel Monteiro acumula uma trajetória marcada por polêmicas. Antes de ingressar na política, ele atuou na Polícia Militar, onde recebeu diversas punições por infrações disciplinares. Já como parlamentar, teve o mandato cassado por quebra de decoro. Após ter os vídeos publicados no YouTube desmonetizados, ele chegou a criar um serviço próprio de 'TV por assinatura', chamado "Gabriel Monteiro TV". Agora fora da penitenciária, Monteiro ainda responde a pelo menos três ações penais por crimes como estupro e assédio sexual. Além disso, é réu em processos cíveis por danos morais relacionados a vídeos publicados em suas redes sociais. Em pelo menos dez ações, foi condenado a pagar R$ 242 mil em indenizações por "pegadinhas" e gravações feitas em unidades de saúde durante seu mandato.
 
QUEM É GABRIEL MONTEIRO?
Gabriel Monteiro ficou famoso nas redes sociais por denunciar supostos esquemas de corrupção e defender o governo Bolsonaro em 2020. A fama online o catapultou da Polícia Militar, onde tinha uma ficha marcada pela indisciplina, para a política. Ex-integrante do grupo de direita Movimento Brasil Livre (MBL), com o qual rompeu por causa das ações polêmicas como youtuber, foi o terceiro vereador mais votado do Rio em 2020 pelo PSD (depois foi para o PL), com 60.326 votos, ficando atrás apenas de Carlos Bolsonaro (então integrante do Republicanos, hoje no PL), com 71 mil votos, e Tarcísio Motta (PSOL), com 86.243.
 
Como estava na PM há menos de dez anos, Gabriel Monteiro teve de pedir demissão da corporação para assumir o cargo. Em agosto de 2022, teve o mandato de vereador do Rio cassado, por 48 votos a dois, por quebra de decoro parlamentar.
 
Enquanto esteve na PM, em menos de quatro anos na corporação, cometeu 16 transgressões disciplinares. Por 14 delas recebeu, no total, penalidades que somam 33 dias de detenção. Em outros dois casos, foi punido com repreensão. Devido às transgressões, foi classificado como um PM com “mau comportamento”, a pior das cinco classificações do estatuto da corporação. Ele chegou a ser demitido da corporação, mas conseguiu a reintegração na Justiça.
 
O soldado chegou a ser punido duas vezes por fatos ocorridos no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap), quando ainda era aluno da PM e estava longe de ser um figura conhecida na internet. Em sua primeira punição, em agosto de 2016, foi acusado de ter descumprido a ordem de um oficial e cumpriu dois dias de detenção. Ainda segundo sua ficha disciplinar, em outras duas ocasiões — em março de 2018 e em janeiro de 2019 —, quando já era soldado, o youtuber foi flagrado portando a arma da PM sem que estivesse de serviço e sem autorização.
 
Ele também foi punido oito vezes por ter faltado ao serviço. Na metade dos casos, tinha sido escalado para integrar cercos à favela da Rocinha. Uma das confusões em que se envolveu ocorreu em 2019, quando ainda era PM. Ele invadiu e foi expulso da Câmara de Vereadores do Rio porque queria protestar contra um evento organizado por Tarcísio Motta (PSOL) em homenagem à China.

SERVIÇO PRÓPRIO DE 'TV POR ASSINATURA'
Em junho de 2022, pós muitas polêmicas pelos vídeos postados, Gabriel Monteiro chegou a criar uma espécie de TV por assinatura própria para continuar a faturar na internet com as produções. A iniciativa foi tomada depois que houve um movimento nas redes sociais para que marcas de grandes empresas deixassem de monetizar o conteúdo do ex-PM.
 
A "Gabriel Monteiro TV" oferecia três alternativas de assinatura, a partir de contribuições que podiam variar de R$ 30 a R$ 1 mil por mês.
 

GABRIEL MONTEIRO SOLTO III – ACUSAÇÕES DE ABUSO SEXUAL

GABRIEL MONTEIRO SOLTO III
ACUSAÇÕES DE ABUSO SEXUAL

Rio
 
Gabriel Monteiro: de indisciplina na PM a acusações de abuso e ‘TV por assinatura’ própria; relembre as polêmicas
 
Agora em liberdade, ex-vereador ainda responde a pelo menos três ações penais e é réu em processos cíveis por danos morais relacionados a vídeos publicados em suas redes sociais
 
Por O Globo — Rio de Janeiro
 
24/03/2025 04h30  Atualizado agora

Gabriel Monteiro deixou na última sexta-feira prisão em que estava desde 2022 — Foto: Gabriel de Paiva
 
Em liberdade desde a noite de sexta-feira, o ex-vereador Gabriel Monteiro acumula uma trajetória marcada por polêmicas. Antes de ingressar na política, ele atuou na Polícia Militar, onde recebeu diversas punições por infrações disciplinares. Já como parlamentar, teve o mandato cassado por quebra de decoro. Após ter os vídeos publicados no YouTube desmonetizados, ele chegou a criar um serviço próprio de 'TV por assinatura', chamado "Gabriel Monteiro TV". Agora fora da penitenciária, Monteiro ainda responde a pelo menos três ações penais por crimes como estupro e assédio sexual. Além disso, é réu em processos cíveis por danos morais relacionados a vídeos publicados em suas redes sociais. Em pelo menos dez ações, foi condenado a pagar R$ 242 mil em indenizações por "pegadinhas" e gravações feitas em unidades de saúde durante seu mandato.
 
QUEM É GABRIEL MONTEIRO?
Gabriel Monteiro ficou famoso nas redes sociais por denunciar supostos esquemas de corrupção e defender o governo Bolsonaro em 2020. A fama online o catapultou da Polícia Militar, onde tinha uma ficha marcada pela indisciplina, para a política. Ex-integrante do grupo de direita Movimento Brasil Livre (MBL), com o qual rompeu por causa das ações polêmicas como youtuber, foi o terceiro vereador mais votado do Rio em 2020 pelo PSD (depois foi para o PL), com 60.326 votos, ficando atrás apenas de Carlos Bolsonaro (então integrante do Republicanos, hoje no PL), com 71 mil votos, e Tarcísio Motta (PSOL), com 86.243.
 
Como estava na PM há menos de dez anos, Gabriel Monteiro teve de pedir demissão da corporação para assumir o cargo. Em agosto de 2022, teve o mandato de vereador do Rio cassado, por 48 votos a dois, por quebra de decoro parlamentar.
 
Enquanto esteve na PM, em menos de quatro anos na corporação, cometeu 16 transgressões disciplinares. Por 14 delas recebeu, no total, penalidades que somam 33 dias de detenção. Em outros dois casos, foi punido com repreensão. Devido às transgressões, foi classificado como um PM com “mau comportamento”, a pior das cinco classificações do estatuto da corporação. Ele chegou a ser demitido da corporação, mas conseguiu a reintegração na Justiça.
 
O soldado chegou a ser punido duas vezes por fatos ocorridos no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap), quando ainda era aluno da PM e estava longe de ser um figura conhecida na internet. Em sua primeira punição, em agosto de 2016, foi acusado de ter descumprido a ordem de um oficial e cumpriu dois dias de detenção. Ainda segundo sua ficha disciplinar, em outras duas ocasiões — em março de 2018 e em janeiro de 2019 —, quando já era soldado, o youtuber foi flagrado portando a arma da PM sem que estivesse de serviço e sem autorização.
 
Ele também foi punido oito vezes por ter faltado ao serviço. Na metade dos casos, tinha sido escalado para integrar cercos à favela da Rocinha. Uma das confusões em que se envolveu ocorreu em 2019, quando ainda era PM. Ele invadiu e foi expulso da Câmara de Vereadores do Rio porque queria protestar contra um evento organizado por Tarcísio Motta (PSOL) em homenagem à China.
 
ACUSAÇÕES DE ABUSO SEXUAL
No início de 2022, o vereador se envolveu em mais uma confusão ao acusar um empresário de tentar suborná-lo para não fiscalizar as instalações da empresa que prestava serviços de reboque e de depósito de veículos para a prefeitura. Logo depois, uma reportagem do "Fantástico", da TV Globo, exibiu depoimentos de ex-funcionários que o acusaram de manipulação de vídeos, inclusive com menores de idade, e de mulheres que acusaram o vereador de estupro e abuso sexual.
 
Dias depois, começaram a circular vídeos nas redes sociais em que Gabriel aparece supostamente fazendo sexo com diversas mulheres. Um deles com uma adolescente de 15 anos que frequentou a casa de Gabriel por dez meses e era recebida ao som da trilha do infantil ''A Galinha Pintadinha''. Gabriel afirma que acreditava que a garota tinha 18 anos, mas o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) define como crime filmar relações sexuais com menores.
 
Em meio às investigações do Conselho de Ética, a Câmara do Rio aprovou uma resolução que afetou os rendimentos extras de Monteiro. Ele não pôde mais monetizar vídeos que estivessem relacionados com sua atividade de parlamentar nem usar a estrutura da Câmara do Rio para isso.
 
As acusações que pesaram contra Gabriel incluíram o fato de expor menores em situações sensíveis e as identificando nas redes sociais. A mesma tese se aplica a outro vídeo em que Gabriel orienta uma criança de doze anos sobre como proceder para a família receber doações em dinheiro. Havia também a denúncia de agressões contra um morador de rua por parte de um segurança durante a produção de um vídeo na Lapa.
 

GABRIEL MONTEIRO SOLTO II – POLÊMICA COM EX-COMANDANTE GERAL DA PM

GABRIEL MONTEIRO SOLTO II
POLÊMICA COM EX-COMANDANTE GERAL DA PM
 
Rio
 
Gabriel Monteiro: de indisciplina na PM a acusações de abuso e ‘TV por assinatura’ própria; relembre as polêmicas
 
Agora em liberdade, ex-vereador ainda responde a pelo menos três ações penais e é réu em processos cíveis por danos morais relacionados a vídeos publicados em suas redes sociais
 
Por O Globo — Rio de Janeiro
 
24/03/2025 04h30  Atualizado agora

Gabriel Monteiro deixou na última sexta-feira prisão em que estava desde 2022 — Foto: Gabriel de Paiva
 
Em liberdade desde a noite de sexta-feira, o ex-vereador Gabriel Monteiro acumula uma trajetória marcada por polêmicas. Antes de ingressar na política, ele atuou na Polícia Militar, onde recebeu diversas punições por infrações disciplinares. Já como parlamentar, teve o mandato cassado por quebra de decoro. Após ter os vídeos publicados no YouTube desmonetizados, ele chegou a criar um serviço próprio de 'TV por assinatura', chamado "Gabriel Monteiro TV". Agora fora da penitenciária, Monteiro ainda responde a pelo menos três ações penais por crimes como estupro e assédio sexual. Além disso, é réu em processos cíveis por danos morais relacionados a vídeos publicados em suas redes sociais. Em pelo menos dez ações, foi condenado a pagar R$ 242 mil em indenizações por "pegadinhas" e gravações feitas em unidades de saúde durante seu mandato.
 
QUEM É GABRIEL MONTEIRO?
Gabriel Monteiro ficou famoso nas redes sociais por denunciar supostos esquemas de corrupção e defender o governo Bolsonaro em 2020. A fama online o catapultou da Polícia Militar, onde tinha uma ficha marcada pela indisciplina, para a política. Ex-integrante do grupo de direita Movimento Brasil Livre (MBL), com o qual rompeu por causa das ações polêmicas como youtuber, foi o terceiro vereador mais votado do Rio em 2020 pelo PSD (depois foi para o PL), com 60.326 votos, ficando atrás apenas de Carlos Bolsonaro (então integrante do Republicanos, hoje no PL), com 71 mil votos, e Tarcísio Motta (PSOL), com 86.243.
 
Como estava na PM há menos de dez anos, Gabriel Monteiro teve de pedir demissão da corporação para assumir o cargo. Em agosto de 2022, teve o mandato de vereador do Rio cassado, por 48 votos a dois, por quebra de decoro parlamentar.
 
Enquanto esteve na PM, em menos de quatro anos na corporação, cometeu 16 transgressões disciplinares. Por 14 delas recebeu, no total, penalidades que somam 33 dias de detenção. Em outros dois casos, foi punido com repreensão. Devido às transgressões, foi classificado como um PM com “mau comportamento”, a pior das cinco classificações do estatuto da corporação. Ele chegou a ser demitido da corporação, mas conseguiu a reintegração na Justiça.
 
O soldado chegou a ser punido duas vezes por fatos ocorridos no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap), quando ainda era aluno da PM e estava longe de ser um figura conhecida na internet. Em sua primeira punição, em agosto de 2016, foi acusado de ter descumprido a ordem de um oficial e cumpriu dois dias de detenção. Ainda segundo sua ficha disciplinar, em outras duas ocasiões — em março de 2018 e em janeiro de 2019 —, quando já era soldado, o youtuber foi flagrado portando a arma da PM sem que estivesse de serviço e sem autorização.
 
Ele também foi punido oito vezes por ter faltado ao serviço. Na metade dos casos, tinha sido escalado para integrar cercos à favela da Rocinha. Uma das confusões em que se envolveu ocorreu em 2019, quando ainda era PM. Ele invadiu e foi expulso da Câmara de Vereadores do Rio porque queria protestar contra um evento organizado por Tarcísio Motta (PSOL) em homenagem à China.
 
POLÊMICA COM EX-COMANDANTE GERAL DA PM
Em março de 2020, Monteiro publicou um vídeo em que abordava o coronel Íbis Souza e fazia questionamentos a respeito da participação dele em um evento dentro do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio. Na produção, ele insinuava que o oficial teria envolvimento com traficantes da Maré. Íbis esteve na comunidade para dar uma palestra. Devido ao episódio, foi condenado a indenizar o coronel em 40 salários mínimos por danos morais.
 
Sob o pretexto da prerrogativa de fiscalizar as condições de funcionamento de instalações públicas, Monteiro passou a entrar em hospitais e abrigos, entre outros, cercado por assessores com celulares, produzindo imagens para seus vídeos monetizados nas redes sociais. Bateu boca com médicos, enfermeiros e outros técnicos. Em um dos casos, foi condenado a indenizar em R$ 20 mil um médico, por acusá-lo, nas redes sociais, de ter deixado o plantão da UPA de Magalhães Bastos para fazer sexo com uma enfermeira nos alojamentos. O médico estava no horário de descanso.
 
Monteiro também invadiu um abrigo para crianças e adolescentes durante a noite. A vereadora Laura Carneiro, então secretária de Desenvolvimento Social — e que não queria liberar a entrada do youtuber no período noturno — foi seguida quase um mês por um dos assessores do vereador, que queria flagrá-la em alguma situação desconfortável. No Conselho de Ética, um dos ex-integrantes da equipe revelou que Monteiro mantinha uma estrutura apenas para tentar acumular provas contra inimigos políticos. E tinha, entre as ambições, preparar um vídeo no qual algum colega da Câmara fosse flagrado em uma situação que indicasse que estaria recebendo propina.
 
Por causa de Gabriel Monteiro, o prefeito Eduardo Paes chegou a baixar regras restringindo o acesso de vereadores a repartições. Mas recuou por pressão de outros vereadores, inclusive da base aliada, já que uma das prerrogativas constitucionais do Legislativo é fiscalizar o Executivo. Monteiro monetizava esses vídeos em órgãos públicos. Ex-assessores estimaram que ele faturaria pelo menos R$ 300 mil por mês com as produções. Ao Conselho de Ética, ele estimou que seria apenas a metade disso.
 

GABRIEL MONTEIRO SOLTO I – QUEM É GABRIEL MONTEIRIO?

GABRIEL MONTEIRO SOLTO I
QUEM É GABRIEL MONTEIRIO?
 
Rio
 
Gabriel Monteiro: de indisciplina na PM a acusações de abuso e ‘TV por assinatura’ própria; relembre as polêmicas
 
Agora em liberdade, ex-vereador ainda responde a pelo menos três ações penais e é réu em processos cíveis por danos morais relacionados a vídeos publicados em suas redes sociais
 
Por O Globo — Rio de Janeiro
 
24/03/2025 04h30  Atualizado agora

Gabriel Monteiro deixou na última sexta-feira prisão em que estava desde 2022 — Foto: Gabriel de Paiva
 
Em liberdade desde a noite de sexta-feira, o ex-vereador Gabriel Monteiro acumula uma trajetória marcada por polêmicas. Antes de ingressar na política, ele atuou na Polícia Militar, onde recebeu diversas punições por infrações disciplinares. Já como parlamentar, teve o mandato cassado por quebra de decoro. Após ter os vídeos publicados no YouTube desmonetizados, ele chegou a criar um serviço próprio de 'TV por assinatura', chamado "Gabriel Monteiro TV". Agora fora da penitenciária, Monteiro ainda responde a pelo menos três ações penais por crimes como estupro e assédio sexual. Além disso, é réu em processos cíveis por danos morais relacionados a vídeos publicados em suas redes sociais. Em pelo menos dez ações, foi condenado a pagar R$ 242 mil em indenizações por "pegadinhas" e gravações feitas em unidades de saúde durante seu mandato.
 
QUEM É GABRIEL MONTEIRO?
Gabriel Monteiro ficou famoso nas redes sociais por denunciar supostos esquemas de corrupção e defender o governo Bolsonaro em 2020. A fama online o catapultou da Polícia Militar, onde tinha uma ficha marcada pela indisciplina, para a política. Ex-integrante do grupo de direita Movimento Brasil Livre (MBL), com o qual rompeu por causa das ações polêmicas como youtuber, foi o terceiro vereador mais votado do Rio em 2020 pelo PSD (depois foi para o PL), com 60.326 votos, ficando atrás apenas de Carlos Bolsonaro (então integrante do Republicanos, hoje no PL), com 71 mil votos, e Tarcísio Motta (PSOL), com 86.243.
 
Como estava na PM há menos de dez anos, Gabriel Monteiro teve de pedir demissão da corporação para assumir o cargo. Em agosto de 2022, teve o mandato de vereador do Rio cassado, por 48 votos a dois, por quebra de decoro parlamentar.
 
Enquanto esteve na PM, em menos de quatro anos na corporação, cometeu 16 transgressões disciplinares. Por 14 delas recebeu, no total, penalidades que somam 33 dias de detenção. Em outros dois casos, foi punido com repreensão. Devido às transgressões, foi classificado como um PM com “mau comportamento”, a pior das cinco classificações do estatuto da corporação. Ele chegou a ser demitido da corporação, mas conseguiu a reintegração na Justiça.
 
O soldado chegou a ser punido duas vezes por fatos ocorridos no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap), quando ainda era aluno da PM e estava longe de ser um figura conhecida na internet. Em sua primeira punição, em agosto de 2016, foi acusado de ter descumprido a ordem de um oficial e cumpriu dois dias de detenção. Ainda segundo sua ficha disciplinar, em outras duas ocasiões — em março de 2018 e em janeiro de 2019 —, quando já era soldado, o youtuber foi flagrado portando a arma da PM sem que estivesse de serviço e sem autorização.
 
Ele também foi punido oito vezes por ter faltado ao serviço. Na metade dos casos, tinha sido escalado para integrar cercos à favela da Rocinha. Uma das confusões em que se envolveu ocorreu em 2019, quando ainda era PM. Ele invadiu e foi expulso da Câmara de Vereadores do Rio porque queria protestar contra um evento organizado por Tarcísio Motta (PSOL) em homenagem à China.
 

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Gabriel Monteiro perdeu na Justiça!

Justiça determina que vereador Gabriel Monteiro retire três vídeos de rede social
 
A juíza Luciana Santos Teixeira decidiu que o ex-PM exclua publicações com acusações contra o coronel Luciano de Vasconcelos, comandante do 19º BPM (Copacabana), por ligação à contravenção. Vereador tem também 6 supostos casos de quebra de decoro em análise na Câmara do Rio.
 
Por G1 Rio
 
05/07/2021 16h13  Atualizado há 4 horas
 
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) determinou que o vereador e ex-PM Gabriel Monteiro (PSD) apague de seu canal no Youtube três vídeos em que ele acusa o comandante do 19º BPM (Copacabana), coronel Luciano de Vasconcelos, de ser ligado ao crime de contravenção.
 
Segundo a decisão assinada pela juíza Luciana Santos Teixeira, o material postado por Gabriel na internet contém "imputação criminal sem qualquer denúncia, inquérito ou investigação em andamento" e extrapola a liberdade de expressão.
 
Assinada em 2 de julho, a ordem foi direcionada ao vereador e ao Google, que teriam 24 horas após o recebimento da intimação para retirar os vídeos de circulação de todas as suas plataformas.
 
Até o final da tarde desta segunda-feira (5), os vídeos ainda estavam disponíveis no canal do vereador.
 
A juíza estipulou uma multa diária de R$ 500, caso a ordem não seja cumprida.
 
Na opinião da magistrada, Gabriel Monteiro "fez acusações gravíssimas contra o impetrante (coronel), afirmando em diversos trechos dos vídeos apontados que este teria envolvimento com grupos de contravenção penal, que estaria corrompido por estes e que, por isso, não teria interesse em agir com firmeza na repressão desta espécie de criminalidade".
 
Por volta das 16h desta segunda, o vereador publicou em uma de suas redes sociais um comentário sobre o processo. Gabriel questionou qual seria o interesse do coronel em buscar a Justiça.
 
"Sinceramente, não sou um exército, sou apenas um. Tô dando a vida por um trabalho que ninguém quer fazer, e só porrada que tomo. O Coronel Luciano tinha perdido a ação, agora ganhou no recurso. Qual interesse desse Coronel?", questionou.
 
Supostos casos de quebra de decoro
Na última semana, Gabriel Monteiro se envolveu em mais uma confusão. Dessa vez, o ex-PM brigou com um caminhoneiro na porta de um bingo clandestino em Copacabana, na Zona Sul.
 
Como mostrou o RJ2 na quinta-feira (1º), o Conselho de Ética da Câmara já analisa seis situações em que Monteiro pode ter quebrado o decoro do cargo. Contando com recurso público, ações do vereador são gravadas e geram retorno financeiro para o político na internet.
 
Imagens mostram Monteiro chegando acompanhado de cinegrafistas e seguranças ao local onde funcionava o bingo. Pelo menos três deles usam toucas-ninja. Na polícia, o vereador afirmou que esteve no endereço porque teve informação de que haveria um bingo em funcionamento no local.
 
E acrescentou ter encontrado o caminhoneiro Carlos Henrique Santos Araújo, com diversos caixas de máquinas caça-níquel. Segundo o vereador, o motorista o ameaçou. Na delegacia, o homem afirmou que foi abordado pelo parlamentar e perguntado quem era o chefe. E que o grupo de Gabriel Monteiro o agrediu com socos e chutes.
 
O motorista acrescentou que a abordagem foi realizada de forma truculenta, achando que seria um grupo de assaltantes e milicianos. Carlos Henrique também relatou que foi ameaçado. Segundo ele, o vereador afirmou: "fala tudo, senão eu te coloco na mala do carro".
 
Os vídeos mostram que o motorista deu um soco no vereador, que revidou com chute. E mais agressão. O inquérito de lesão corporal mútua já foi encaminhado para o Juizado Especial Criminal.
 
Segurança suspeito de homicídio
A polícia também investiga se um dos integrantes da equipe que acompanha Gabriel Monteiro nas fiscalizações é Daniel Aleixo Guimarães. Em fotos, o homem aparece armado. E em outras, com Monteiro.
 
O suposto segurança do vereador é acusado de matar, em 2015, um ex-prefeito de Macuco, na Região Serrana. Ele chegou a ser preso, mas responde em liberdade.
 
Em abril, o RJ2 mostrou que, durante a pandemia, o vereador fazia fiscalizações em hospitais – sem usar equipamentos de proteção e provocando aglomerações em áreas destinadas a pacientes com Covid. Também foi a abrigos à noite, quando os moradores já estavam dormindo.
 
O Conselho de Ética analisa as vistorias feitas pelo vereador, mas até agora nenhum processo foi aberto. Outro ponto polêmico é o fato de Gabriel Monteiro usar a prerrogativa do cargo em benefício próprio – para ganhar dinheiro. Todas as supostas fiscalizações são filmadas e viram vídeos monetizados em redes sociais.
 
"No caso do vereador Gabriel Monteiro, já chamamos pra conversar, ele foi alertado sobre procedimentos incompatíveis, e o que vale para um vale para todos. Não perseguimos ninguém, mas temos que agir com firmeza com todos os casos”“, afirmou o vereador Chico Alencar (PSOL), membro do Conselho de Ética.
 
Condenado a indenizar coronel
Conforme publicado na coluna de Ancelmo Góis, em O Globo, na última quinta (1), Gabriel foi condenado na Justiça a pagar 40 salários-mínimos ao coronel da PM Íbis Souza Pereira.
 
O vereador fez um vídeo insinuando envolvimento do coronel com os traficantes da Maré, onde Íbis foi dar uma palestra.