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sexta-feira, 2 de julho de 2021

É #FAKE que motociata a favor de Bolsonaro entrou para o Guinness Book e reuniu 1,3 milhão de motos

É #FAKE que motociata a favor de Bolsonaro entrou para o Guinness Book e reuniu 1,3 milhão de motos

Guinness nega que tenha ocorrido 'tentativa oficial' de recorde e diz que eventos 'com motivação política' nem sequer podem obter tal título. Além disso, a SSP estima que a passeata tenha reunido 12 mil motos. Mesmo a organização cita número quase dez vezes menor que o da mensagem falsa.

Por Clara Velasco, Gabriela Caesar, Anderson Colombo e Tahiane Stochero, G1 e TV Globo
 
14/06/2021 12h18  Atualizado há 2 semanas
 
Circula nas redes sociais uma mensagem afirmando que a passeata de motos que contou com a participação do presidente Jair Bolsonaro no sábado (12), em São Paulo, reuniu 1,3 milhão de veículos e entrou para o Guinness Book. É #FAKE.
 
Não há qualquer menção ao evento de motos no site e nas redes sociais do Guinness. Procurada, a organização do Guinness diz que "não houve nenhuma tentativa oficial" de quebra de recorde.
 
"Após uma análise aprofundada, posso confirmar que o desfile de motocicletas ocorrido em São Paulo, no Brasil, em 12 de junho de 2021, não foi uma tentativa oficial de título do Guinness World Records", afirma Alice Pagán, do Departamento de Relações Públicas para a América Latina.
 
"O Guinness World Records permanece neutro em relação às atividades políticas - tanto nacionais quanto internacionais. Não aceitamos inscrições de registro que consideremos ter motivação política, e nos reservamos o direito de rejeitar ou cancelar uma inscrição de registro se considerarmos que isso promove uma agenda política. Por se tratar de um evento de motivação política, não permitimos o uso de nosso nome, plataforma ou serviços."
 
As regras do Guinness Book deixam claro que eventos com inclinação política não são aceitos.
 
Além disso, de acordo com uma estimativa da Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo, a passeata teve 12 mil motos, e não 1,3 milhão.

O número propalado pela mensagem falsa também é muito maior que a estimativa dos próprios organizadores do evento. O deputado Coronel Tadeu (PSL-SP), que fez parte da organização da motociata, diz ter percorrido a Rodovia dos Bandeirantes por 25 quilômetros para saber a dimensão do grupo. Baseado nisso, ele estima que participaram de 150 mil a 180 mil motos.

Para ter uma base de comparação, a frota total de motocicletas na cidade de São Paulo é de 1.064.595 veículos, segundo dados do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito).
 
No site do Guinness, há vários recordes ligados a motocicletas, como a menor motocicleta do mundo, a maior passeata de motocicletas da BMW, a maior passeata de motocicletas clássicas, entre outros - mas nenhuma com caráter político.
 
Mesmo que os organizadores do evento tivessem feito a requisição ao Guinness, o prazo para que uma solicitação de recorde seja analisada e determinada pelo órgão é de algumas semanas. Segundo informações que constam do site do Guinness, para que um recorde seja quebrado ou definido, a aplicação deve ser feita pelo site. São mais de 1 mil solicitações feitas por semana, e cada uma delas é avaliada "individualmente por um membro da equipe de gerenciamento de recordes". O tempo de espera para receber a resposta é de normalmente 12 semanas -- mas, por conta de uma alta de demanda recente, este prazo cresceu para 15 semanas.

A passeata aconteceu no sábado e foi organizada por motoclubes de São Paulo. A maioria dos participantes não usou máscaras. Durante o trajeto, motociclistas se envolveram em acidentes, a maioria cobriu a placa da moto com fitas adesivas e houve aglomeração.

É #FAKE que vídeo com multidão em ponte mostre motociata com Bolsonaro em Chapecó

É #FAKE que vídeo com multidão em ponte mostre motociata com Bolsonaro em Chapecó

Imagens mostram, na verdade, pessoas caminhando sobre a Terceira Ponte no Espírito Santo e estão na internet pelo menos desde 2018.

Por Roney Domingos, G1
 
27/06/2021 18h55  Atualizado há 3 dias
 
Circula nas redes sociais um vídeo que mostra uma grande manifestação sobre uma ponte, acompanhado de uma legenda que afirma que as imagens são da motociata realizada pelo presidente Jair Bolsonaro em Chapecó (SC) no sábado (26). É #FAKE.
 
As imagens não são da motociata de Bolsonaro em Chapecó. Na verdade, são pessoas caminhando sobre uma ponte.
 
Além disso, o vídeo não foi feito em Chapecó, e sim em Vitória, no Espírito Santo. E o ato mostrado não foi realizado em 2021. Ele está publicado na internet pelo menos desde 2018, antes mesmo de Bolsonaro tomar posse como presidente da República.
 
O local mostrado é a Terceira Ponte, palco de várias manifestações contra a corrupção nos últimos anos.
 
O mesmo vídeo já foi utilizado em outras publicações falsas alvos de checagem de agências de verificação, como Aos Fatos, Estadão Verifica e Lupa.
 
Bolsonaro participou na manhã de sábado de um passeio de motos em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, em meio a apoiadores. Sem máscara durante o percurso, ele cumprimentou seus adeptos e gerou aglomeração.
 
O passeio começou por volta das 9h20, no Distrito Industrial Flávio Baldissera. Depois de percorrer as vias do município, os participantes chegaram por volta das 10h40 em Xanxerê, cidade na mesma região, para a inauguração de uma agência da Caixa Econômica Federal. Posteriormente, às 10h50, o grupo retornou a Chapecó e chegou ao local perto do meio-dia.

 
Dias depois, a Artesp calculou que, na verdade, 6,6 mil veículos passaram pela Rodovia dos Bandeirantes.

É #FAKE que relatório oficial britânico pede que vacinação contra Covid seja suspensa urgentemente

É #FAKE que relatório oficial britânico pede que vacinação contra Covid seja suspensa urgentemente

Documento não foi emitido pelo governo britânico. Na verdade, foi produzido por organização que defende medicamentos sem comprovação científica. Relatório usa indevidamente relatos de eventos adversos com a vacina que qualquer cidadão pode informar sem que tenha de apresentar prova. Autoridade sanitária do Reino Unido desmente mensagem falsa.

Por Roney Domingos, G1
 
29/06/2021 14h55  Atualizado há 2 dias
 
Circula pelas redes sociais uma mensagem que diz que um relatório oficial britânico pede com urgência que a vacinação contra a Covid-19 seja interrompida. É #FAKE.
 
O tal "relatório britânico" não foi produzido por um órgão oficial. Na verdade, foi feito por uma organização chamada The Evidence-Based Medicine Consultancy Ltd, que recomenda medicamentos sem comprovação científica para prevenir e tratar a Covid-19.
 
A peça usa indevidamente relatos ao Yellow Card, sistema do governo britânico que coleta e monitora informações sobre suspeitas de problemas de segurança ou incidentes envolvendo vacinas e outros produtos. O objetivo do Yellow Card é coletar informações preliminares sobre a segurança de um produto para ver se será necessário ou não fazer uma investigação mais aprofundada.
 
Ocorre que qualquer pessoa pode fazer relatos ao Yellow Card, assim como ao Vaccine Adverse Event Reporting System (Vaers), nos Estados Unidos, e à Anvisa, no Brasil.
 
Esses sistemas recebem dados que são utilizados como subsídio para o processo de monitoramento de vacinas e outros produtos. Esses dados são considerados de menor evidência científica. No entanto, grupos antivacina usam essas informações sem tratamento científico para fazer propaganda contra os imunizantes.
 
O Fato ou Fake já checou mensagens falsas baseadas nesses dados e desmentidas pelas agências:
 


O texto falso afirma ainda que o relatório emitido pela consultoria foi submetido à autoridade sanitária do Reino Unido, a Medicines and Healthcare Products Regulatory Agency (MHRA). "O MHRA agora tem evidências mais do que suficientes sobre o sistema Yellow Card para declarar as vacinas Covid-19 inseguras para uso em humanos", diz a mensagem falsa.
 
Procurada pelo G1, a MHRA desmente essa afirmação.
 
“Mais de 75 milhões de doses de vacinas contra Covid-19 já foram administradas no Reino Unido, salvando milhares de vidas por meio do maior programa de vacinação já realizado neste país", diz a executiva-chefe da MHRA, June Raine.
 
Ela afirma que a grande maioria das reações adversas suspeitas relatadas é leve. Notificações de suspeitas de reações mais sérias são monitoradas cuidadosamente de acordo com a estratégia de vigilância da vacina Covid-19 da MHRA, com ações tomadas e comunicadas conforme necessário.
 
"Nenhum medicamento ou vacina eficaz é isento de riscos. Nosso conselho é que os benefícios da vacina superam os riscos na maioria das pessoas. Ainda é de vital importância que as pessoas se apresentem para a vacinação e para a segunda dose quando forem convidadas a fazê-lo. Pedimos a qualquer pessoa que suspeite ter experimentado um efeito colateral relacionado à vacina contra Covid-19 que informe ao site do Yellow Card", complementa.
 
A assessoria do MHRA, afirma, adicionalmente, que, para todas as vacinas, uma revisão detalhada de todos os relatórios revela que a grande maioria está relacionada a reações no local da injeção (braço dolorido, por exemplo) e sintomas generalizados, como uma doença 'semelhante à gripe', dor de cabeça, calafrios, fadiga (cansaço), náusea (sensação de enjoo), febre, tontura, fraqueza, dores musculares e taquicardia.
 
Geralmente, esses sintomas acontecem logo após a vacinação e não estão associados a doenças mais sérias ou duradouras. "Esses tipos de reação refletem a resposta imune aguda desencadeada pelo corpo às vacinas, são normalmente observados com a maioria dos tipos de vacina e tendem a se resolver em um ou dois dias. A natureza das ADRs suspeitas relatadas em todas as idades é amplamente semelhante", diz.

É #FAKE vídeo em que mulher diz que mais de 500 pessoas morreram após tomar vacina contra a Covid-19 no país

É #FAKE vídeo em que mulher diz que mais de 500 pessoas morreram após tomar vacina contra a Covid-19 no país

Números citados em português são referentes a dados enviados ao sistema de notificações do governo norte-americano e que não são confirmados pelas autoridades de saúde dos EUA.

Por Roney Domingos, G1
 
04/03/2021 20h08  Atualizado há 3 meses

Circula pelas redes sociais um vídeo em que uma mulher diz, em português, que mais de 500 pessoas morreram após tomar a vacina contra o novo coronavírus e que outras 11 mil tiveram algum tipo de reação adversa no período de 45 dias. A legenda do vídeo diz: "501 pessoas morreram após tomar a vacina contra Covid". É #FAKE.
 
Em dado momento, a mulher recomenda entrar no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para olhar todo o relatório das vacinas que são empregadas no Brasil, o que sugere que os números citados são relacionados ao Brasil.
 
No entanto, a Anvisa deixa claro que os dados públicos de notificações do uso de vacinas para Covid-19 não indicam qualquer relação das vacinas com eventos adversos graves ou óbitos no país.
 
A agência reafirma o mencionado nesta semana ao desmentir uma mensagem falsa sobre a morte de 26 pessoas após vacina no Brasil. "Não temos óbitos relacionados ao uso da vacina. Esta fake news sobre 501 mortes circulou nos EUA primeiramente."

Dados do Vaers
Os dados mencionados no vídeo foram citados em um texto da publicação The Defender, ligada ao advogado e militante antivacina Robert F. Kennedy Jr, que citou o levantamento em seu perfil verificado no Twitter.
 
Os números citados no levantamento são extraídos do Sistema de Notificação de Eventos Adversos de Vacinas (VAERS) do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC). Mas eles não são dados finais, tampouco confirmados pelas autoridades de saúde.
 
O próprio Vaers deixa claro, em seu site, que é um sistema de relatório passivo, o que significa que depende de indivíduos que podem enviar relatórios de suas experiências ao CDC e à FDA (Food And Drug Administration), equivalente à Anvisa brasileira.
 
"Qualquer pessoa pode relatar um evento adverso ao VAERS. O VAERS não foi projetado para determinar se uma vacina causou um problema de saúde, mas é especialmente útil para detectar padrões incomuns ou inesperados de notificação de eventos adversos que podem indicar um possível problema de segurança com uma vacina. O VAERS pode fornecer ao CDC e à FDA informações valiosas de que trabalho e avaliação adicionais são necessários para avaliar uma possível preocupação de segurança."

É #FAKE mensagem que fala em mais de 20 óbitos em 24h por reações a vacinas registrados pela Anvisa

É #FAKE mensagem que fala em mais de 20 óbitos em 24h por reações a vacinas registrados pela Anvisa

Agência Nacional de Vigilância Sanitária afirma que informação não é verdadeira e esclarece que os dados públicos de notificações do uso de vacinas contra o coronavírus não indicam qualquer relação com eventos adversos graves. 'Até o momento, não há nenhum caso de óbito conhecido que tenha relação estabelecida com o uso das vacinas para Covid-19 autorizadas no país.'

Por Roney Domingos
 
02/03/2021 20h55  Atualizado há 3 meses

Circula pelas redes sociais um texto que afirma que a Anvisa registrou 26 óbitos decorrentes das vacinas em apenas 24 horas. É #FAKE.
 
Procurada pelo G1, a Anvisa afirma que "esta informação não é verdadeira" e que fez "uma nota a respeito dessa distorção de dados".
 
A nota oficial da Anvisa afirma que "os dados públicos de notificações do uso de vacinas para Covid-19 não indicam qualquer relação das vacinas com eventos adversos graves ou óbitos no país". "O uso de dados de forma descontextualizada ou sem a interpretação técnica necessária pode levar a conclusões falsas."
 
O texto explica que "a avaliação benefício-risco leva em conta um conjunto grande de informações e os registros informados pelos usuários são apenas uma dessas fontes". "As outras envolvem os relatórios de segurança das fabricantes, os sinais de segurança gerados pelo modelo matemático da Organização Mundial de Saúde (OMS), a troca de informações com outras autoridades regulatórias e a discussão em grupos de especialistas."
 
"Até o momento, não há nenhum caso de óbito conhecido que tenha relação estabelecida com o uso das vacinas para Covid-19 autorizadas no país. As vacinas em uso no país são consideradas seguras. Não houve alteração na relação de risco e benefício deste produto. Já é esperado que pessoas venham a óbito por outros motivos de saúde e mesmo por causas naturais, tendo em vista a taxa de mortalidade já conhecida para cada faixa etária da população brasileira."
 
A nota da Anvisa diz ainda que "as notificações sobre vacinas e medicamentos são enviadas à Anvisa principalmente por profissionais e serviços de saúde, além dos próprios fabricantes que são obrigados a comunicar os eventos suspeitos e que possam ser graves". "Estes dados são utilizados pela Anvisa como subsídio para o seu processo de monitoramento. Como são dados notificados por terceiros, eles são considerados de menor evidência científica e servem apenas como sinalizadores para o trabalho de monitoramento da Anvisa. A análise completa envolve os processos mencionados anteriormente."
 
Professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e integrante da Comissão de Epidemiologia da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva), José Cássio de Moraes aponta que as pessoas que estão sendo vacinadas pertencem ao grupo de maior risco por serem idosas.
 
"Dados de 2019 mostram que no Brasil morrem por dia 1.123 idosos com 80 anos ou mais, ou seja, 46 por hora. A cada dia de vacinação, morrem mais de mil pessoas por outras causas. Portanto, uma associação temporal com a vacinal é esperada. A vacina da Covid não elimina a mortalidade por todas as causas. As características das vacinas disponíveis no Brasil não causam óbito."

É #FAKE que John McAfee era dono de apartamento em prédio que desabou em Miami e guardava arquivos no local

É #FAKE que John McAfee era dono de apartamento em prédio que desabou em Miami e guardava arquivos no local

Mensagem falsa modificou publicação de 2019 do empresário no Twitter; McAfee não consta da lista de proprietários do condomínio.

Por Gisele Barros, O Globo
 
29/06/2021 15h40  Atualizado há 2 dias

Circula pelas redes sociais a informação de que o empresário John McAffe, encontrado morto no dia 23 de junho na cela onde estava preso na Espanha, era dono de um apartamento no prédio que desabou em Miami, nos Estados Unidos, na quinta (24), e escondia arquivos no local. É #FAKE.
 
A mensagem falsa diz que McAffe publicou em sua conta no Twitter no dia 8 de junho a seguinte afirmação: "Se algo me acontecer, por favor saiba que 31TB de arquivos que tenho estão localizados em drives no meu condomínio próximo à rua 88 e Av. Collins ao norte de Miami Beach". A publicação, porém, não costa da página e muito menos em arquivos onlines da conta, como o Archive.is. Na data citada no post falso, ele fez duas publicações e nenhuma delas cita o prédio ou os documentos.
 
Na verdade, o empresário mencionou os arquivos na rede social em junho de 2019 sem citar nenhuma localização onde podiam ser encontrados. Na postagem verdadeira ele dizia: "Eu coletei arquivos sobre corrupção em governos. Pela primeira vez, estou citando nomes e detalhes. Vou começar com um agente corrupto da CIA e dois funcionários das Bahamas. Se eu for preso ou desaparecer, mais de 31 terabytes de dados incriminadores serão divulgados para a imprensa".

A agência de notícias AP também fez uma checagem sobre isso, e teve acesso à lista de proprietários do prédio que colapsou e deixou mais de 150 desaparecidos. McAfee e a mulher, Janice, não são listados como proprietários de qualquer apartamento no condomínio e nenhuma empresa responsável pelo empreendimento tinha qualquer associação com eles. Uma análise do histórico de endereços e afiliações comerciais de McAfee também revelou que não há nenhuma conexão com o prédio.
 
A publicação com conteúdo falso nas redes diz que a tragédia foi planejada para destruir os documentos citados acima. Apesar de a investigação sobre o que levou ao desabamento não ter começado oficialmente, já foi confirmado que o prédio tinha problemas estruturais, principalmente na área do estacionamento. Um relatório de engenharia feito em 2018 mostrou que uma laje de concreto precisava ser substituída "em um futuro próximo" devido a uma falha na impermeabilização.

quinta-feira, 1 de julho de 2021

É #FAKE que GloboNews exibiu letreiro classificando Lázaro como 'vítima da sociedade'

É #FAKE que GloboNews exibiu letreiro classificando Lázaro como 'vítima da sociedade'

Imagem foi manipulada. Padrão do texto nem sequer é o exibido pela emissora. Além disso, programa que aparece na tela é antigo.

Por G1
 
30/06/2021 14h10  Atualizado há um dia

Circula nas redes sociais o print de uma tela do programa "GloboNews em Pauta" em que aparece o seguinte título: "Lázaro morto: injustiça social". E o texto no letreiro: "O triste fim de mais uma vítima da sociedade". É #FAKE.
 
Tal texto jamais foi veiculado. É possível ver, pela fonte do texto, que houve uma montagem grosseira. O padrão usado pela emissora nem sequer é esse. Além disso, Guga Chacra não participou do programa na segunda nem na terça. Ele está em férias.
 
O programa usado como base para fazer a montagem foi veiculado em 13 de janeiro deste ano, meses antes de o caso Lázaro virar um dos assuntos mais comentados do país.
 
Segundo o secretário da Segurança de Goiás, Rodney Miranda, Lázaro foi baleado após desferir tiros contra os policiais envolvidos na operação. "Ele descarregou a pistola contra os policiais e não tivemos outra alternativa se não revidar."
 
O criminoso de 32 anos, suspeito de matar uma família em Ceilândia, no Distrito Federal, e cometer pelo menos sete crimes em Goiás, acabou morto. Uma força-tarefa com mais de 270 policiais foi montada para capturá-lo. Foram 20 dias de busca.
 
Essa é a terceira montagem feita com um programa da Globo para criar uma narrativa falsa sobre o caso Lázaro. Um print da tela do programa "Encontro com Fátima Bernardes" com uma tarja falsa foi desmentido pelo Fato ou Fake. Uma outra tarja falsa atribuída a uma reportagem do Jornal Hoje também viralizou nas redes.