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terça-feira, 2 de dezembro de 2025

“CALVO DO CAMPARI”/THIAGO DA CRUZ: NAMORADA FOI ALVO DE MAIS DE 11 AGRESSÕES, DIZ LAUDO

“Calvo do Campari”: namorada foi alvo de mais de 11 agressões, diz laudo
 
Vítima foi agredida com chutes e tapas dentro da casa do influenciador; ataques teriam ocorrido após mulher negar ter relações sexuais
 
Alan Cardoso, da CNN Brasil*, São Paulo
 
01/12/25 às 17:31 | Atualizado 01/12/25 às 17:35


A namorada do influenciador “Calvo do Campari” foi alvo de no mínimo 11 agressões físicas, de acordo com o laudo pericial obtido pela CNN Brasil. O laudo mostra também que houve tentativa de defesa por parte da vítima.
 
Segundo o boletim de ocorrência, a namorada de Thiago da Cruz Schoba, também conhecido como "Calvo do Campari", foi agredida com chutes e tapas dentro da casa do influenciador.
 
No depoimento, a vítima afirmou que as agressões aconteceram após ela negar ter relações sexuais com o influenciador. Neste momento, Thiago passou a agarrá-la com "força", dar tapas em seu rosto, puxar seus cabelos, além de joga-la no chão.
 
Após as agressões, a namorada de Thiago conseguiu fugir da residência e acionou a polícia. A vítima namorava Thiago há cerca de três meses. Ela ainda relatou ter sido perseguida por Thiago, após a fuga.
 
A CNN Brasil entrou em contato com a defesa do influenciador e aguarda retorno.
 
“Calvo do Campari”
Após a denúncia, o influenciador e coach foi preso na noite de sexta-feira (28), em Salto, no interior de São Paulo.
 
À polícia, o influenciador negou ter forçado qualquer tipo de relação sexual com a vítima e afirmou que, em dado momento, a mulher passou a agredí-lo, principalmente com arranhões no rosto. Para se defender, Thiago disse que "chutou a vítima para fora da cama [em que estavam] somente para a afastá-la".
 
No sábado (29), a Justiça de São Paulo concedeu liberdade provisória ao influenciador, determinou medidas protetivas de urgência para a vítima e proibiu que Thiago se aproxime dela e de seus familiares, seja pela internet ou presencialmente.
 
À CNN Brasil, Nayara Thibes, advogada da vítima, afirmou que solicitou a prisão preventiva do influenciador, mesmo com o alvará de soltura. "Infelizmente aconteceu essa situação ontem, muito triste. Mas vamos tentar o máximo dar justiça para ela", disse Nayara.
 
Em nota, a defesa do influenciador informou que "ele está colaborando integralmente com a Justiça e respeitará todas as determinações legais" e que, "por orientação jurídica, não comentará o caso até a conclusão das investigações”.
 
Ameaça contra atriz
Em março de 2023, o MPSP (Ministério Público de São Paulo) denunciou o influenciador por ameaça e violência psicológica contra a atriz e humorista Livia La Gatto e a cantora Bruna Volpi.
 
Lívia La Gatto contou à polícia que, em 25 de fevereiro daquele ano, sofreu ameaças e perseguições por parte de Thiago da Cruz Schoba, por meio virtual, depois que publicou um vídeo no seu perfil do Instagram, “em que satirizou falas misóginas reproduzidas pela internet, em que ela se caracterizou como um homem, utilizando-se de falas desta natureza”.
 
Na ocasião, Schutz respondeu: “Você tem 24h para retirar seu conteúdo sobre mim. Depois disso, processo ou bala. Você escolhe.”
 
O relatório também citou a denúncia de Bruna Volpi. “Na mesma data e horário semelhante, [Volpi] recebeu mensagem com o mesmo conteúdo que Lívia [...] e foi surpreendida por uma mensagem de Thiago, em que escreveu "para de falar merda" (sic), e diversas ligações, a perturbando, em que Thiago exigia conversar com ela”, diz um dos trechos.
 
No depoimento de Schutz, ele disse à polícia que não é líder de nenhum movimento machista ou contra mulheres e que disse que nunca declarou ou pregou ódio contra qualquer tipo de pessoas.
 
*Sob supervisão de AR.
 
Link da reportagem: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/sp/calvo-do-campari-namorada-foi-alvo-de-mais-de-11-agressoes-diz-laudo/

sexta-feira, 8 de agosto de 2025

MULHER ESPANCADA POR EMPRESÁRIO EM ELEVADOR NO DF FICOU CINCO DIAS INTERNADA

Mulher espancada por empresário em elevador no DF ficou cinco dias internada; veja VÍDEO da agressão
 
Vítima não quis denunciar companheiro em agressões anteriores e não pediu medida protetiva; mãe acionou a polícia. Defesa diz que agressor vai se manifestar na Justiça.
 
Por Michele Mendes, TV Globo — Brasília
 
08/08/2025 02h00  Atualizado há 3 horas

A mulher de 34 anos que foi espancada por um empresário no Distrito Federal, no elevador do condomínio do casal, passou cinco dias internada para se recuperar das lesões.
 
Segundo informações da família, ela foi levada ao hospital no sábado (2) com fraturas na face e edemas pelo corpo – resultados da sequência de cotoveladas e socos dados por Cléber Lúcio Borges, de 55 anos, na madrugada da sexta (1º).
 
A vítima só teve alta médica nesta quarta-feira (6), cinco dias depois. Um laudo médico ainda será finalizado para indicar a extensão dos machucados.
 
Durante a internação, os médicos alertaram à mãe da mulher agredida que aqueles ferimentos tinham características de violência – e foi a mãe quem acionou a Polícia Civil.
 
Cléber foi preso em flagrante na manhã desta quarta-feira, em casa. Mas não só pela agressão: ele mantinha duas armas de fogo e farta munição em casa, sem qualquer autorização legal.
 
O agressor é empresário do ramo de móveis e tem empresas no Distrito Federal e em Goiás. Em nota (íntegra abaixo), a defesa de Cléber Lúcio afirmou que vai se manifestar na Justiça, no decorrer do processo e que o caso ainda está em apuração.



CÂMERAS REGISTRARAM VIOLÊNCIA
Câmeras de segurança flagraram o momento em que o empresário espanca a mulher no elevador. Ao todo, a agressão dura quase quatro minutos (veja imagens acima).
 
A vítima chama o elevador e, quando as portas se abrem, é surpreendida por Cleber Lúcio Borges – que aparece já dando um soco.
 
Dentro do elevador, as agressões continuam. A mulher leva mais socos e cai no chão. Depois, se levanta e tenta reagir, dando tapas no companheiro. Em resposta, leva mais socos e cotoveladas.
 
Quando as portas do elevador se abrem novamente, o homem sai – e a mulher, ainda caída, aperta os botões de outro andar.
 
PROCESSO EM ANDAMENTO
De acordo com as investigações, a mulher já foi vítima de outras agressões. Até esta semana, ela nunca tinha procurado as autoridades.
 
A investigação segue em andamento. Isso porque, em 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que processos ligados à Lei Maria da Penha não dependem da vontade da vítima.
 
"Nós vamos analisar a gravidade da situação. A polícia, a Justiça, o Ministério Público vão agir independente da vontade da vítima. Pra quê? Pra garantir a segurança da mulher, preservar a vida dessa mulher", afirmou o delegado.

'DESENTENDIMENTO' LEVOU AO ESPANCAMENTO
Segundo o delegado Marcos Loures, a vítima foi ouvida "informalmente" ainda no hospital. Ela confirmou as agressões e disse que, no episódio da última semana, a briga começou com um "desentendimento" na saída de um casamento.
 
"Eles foram a uma festa de casamento e, na saída, se desentenderam por uma questão de quem ia conduzir o carro, quem ia dirigir. E acabaram, por uma questão pequena, tendo essa discussão", relatou o delegado, com base no relato da vítima.


ARMAS NÃO REGISTRADAS
Cléber foi preso em flagrante na manhã desta quarta, em casa. Mas não só pela agressão: ele tinha duas armas de fogo e munição em casa, sem qualquer autorização legal (veja foto acima).

Segundo a Polícia Civil, ele não tem porte nem registro das armas.

Cléber pagou fiança de R$ 25,9 mil e foi liberado da prisão em flagrante. No entanto, até a noite desta quinta, ele seguia preso preventivamente por decisão da Justiça – já que não cabe fiança no processo pela agressão à companheira.
 
"Se não fosse o crime de violência doméstica, ele teria sido colocado em liberdade. Mas como ele também estava com a preventiva, ele continuou preso", explicou Loures.
 
O QUE DIZ O AGRESSOR
Leia abaixo a nota enviada à TV Globo pelo advogado Thyago Batista Ribeiro, que atua na defesa de Cléber Lúcio:
 
"A defesa técnica do investigado informa que as manifestações necessárias ocorrerão nos autos do processo. O caso está em fase de apuração, e as condutas mencionadas em reportagem ainda não foram objeto de denúncia. Todas as medidas de defesa cabíveis estão sendo tomadas. O investigado tem total interesse na elucidação dos fatos e reitera sua idoneidade."
 
Link da Reportagem: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2025/08/08/mulher-espancada-por-empresario-em-elevador-no-df-ficou-cinco-dias-internada-veja-video-da-agressao.ghtml

segunda-feira, 12 de maio de 2025

ASSASSINATOS DE MULHERES E DE CRIANÇAS DE 0 A 4 ANOS CRESCERAM EM 2023 NO BRASIL, DIZ ATLAS DA VIOLÊNCIA

Assassinatos de mulheres e de crianças de 0 a 4 anos cresceram em 2023 no Brasil, diz Atlas da Violência
 
Taxa de homicídios de mulheres permaneceu inalterada enquanto taxa geral do Brasil voltou a registrar queda em 2023.
 
Por Matheus Moreira, g1 — São Paulo
 
12/05/2025 10h30  Atualizado há 7 minutos


O Brasil voltou a registrar queda na taxa de homicídios em 2023, mas a de mulheres segue em estagnação preocupante, mostra dados do Atlas da Violência, divulgados nesta segunda-feira (12).
 
Segundo o documento, a taxa de homicídios, que representa o número de mortes a cada 100 mil habitantes, foi de 21,2 no Brasil em 2023, um recuo ante os 21,7 de 2022, segundo o Atlas. Em números absolutos, foram 45.747 mil assassinatos, ante 46.409 do ano anterior.
 
A taxa de mulheres, porém, permaneceu inalterada pelo 3º ano seguido, em 3,5. O número de mulheres assassinadas cresceu entre 2022 e 2023, passando de 3.806 para 3.903.
 
De acordo com o Atlas, quase 1/3 dos homicídios de mulheres aconteceram dentro da casa delas.


O Atlas da Violência é um relatório anual produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), do governo federal, e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
 
Região Amazônica teve maiores taxas de mortes de mulheres
Em 2023, as maiores taxas de homicídios femininos foram registradas em estados da região amazônica. Roraima ficou no topo, com 10,4 homicídios a cada 100 mil mulheres, seguido por Amazonas e Rondônia, ambos com 5,9.
 
Em 10 estados brasileiros a taxa aumentou, em 15 caiu e em outros dois permaneceu estável:


MULHERES NEGRAS SÃO QUASE 7 EM CASA 10 MULHERES ASSASSINADAS
As mulheres negras são as que mais morrem de forma violenta. Das 3.903 mulheres assassinadas em 2023, 2.662 eram negras, o que representa 68,2% do total.
 
A taxa é de 4,3, ante 2,5 das mulheres não negras.

O risco de uma mulher negra ser assassinada no Brasil é 1,7 vezes maior do que o de uma mulher não branca, segundo o Atlas da Violência.

MORTES DE CRIANÇAS DE 0 A 4 ANOS SOBEM
Os assassinatos de crianças e adolescentes caíram, com exceção da faixa etária de 0 a 4 anos. Foram 170 homicídios nesse grupo em 2023.


OUTROS INDICADORES
  • Negros são 77% das vítimas de homicídio em 2023;
  • Uma pessoa negra tem 2,7 vezes mais chances de ser assassinada do que uma não negra;
  • 6.393 mortes por intervenção policial em 2023;
  • Violência contra homossexuais e bissexuais aumentou 35%;
  • Violência contra pessoas trans/travestis aumentou 43%;
  • Casos contra mulheres trans aumentaram 1.110%;
  • 29,5% dos agressores de mulheres com 80 anos ou mais são mulheres.