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terça-feira, 1 de julho de 2025

GOVERNO DE SP (TARCÍSIO DE FREITAS) CRIA CADASTRO DE PESSOAS CONDENADAS POR ESTUPRO

Governo de SP (Tarcísio de Freitas) cria cadastro de pessoas condenadas por estupro
 
Foto, características físicas, identificação datiloscópica (impressões digitais) dos condenados e DNA ficarão disponíveis. Lei sancionada por Tarcísio de Freitas entra em vigor em 30 dias.
 
Por Redação g1 SP
 
30/06/2025 10h03  Atualizado há 2 horas


O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sancionou o projeto de lei que cria o cadastro estadual de pessoas condenadas pelo crime de estupro. A lei foi publicada no Diário Oficial nesta segunda-feira (30) e entra em vigor em um mês.

O texto de autoria do deputado Gil Diniz (PL) foi aprovado na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) em 30 de maio.

O cadastro vai reunir informações de condenados por estupro com sentença transitada em julgado, ou seja, quando o processo já estiver finalizado sem possibilidade de recursos e de mudança da decisão judicial.
 
Segundo o texto, mesmo após cumprir a pena, o nome do condenado por estupro ainda constará do banco de dados.
 
Foto, características físicas, identificação datiloscópica (impressões digitais) dos condenados e DNA serão os dados disponíveis no cadastro estadual.
 
A SSP será responsável por regulamentar, atualizar e divulgar o acesso do cadastro. Por enquanto, não foi divulgado quem terá acesso ao banco de dados e como ele funcionará.
Procurada, a pasta informou que "o acesso e a operacionalização do sistema está em fase de regulamentação, e será feito dentro dos mais rígidos protocolos exigidos pela legislação".
 
O texto original definia que o cadastro seria disponibilizado no próprio site da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e que qualquer cidadão poderia ter acesso à identificação e foto do condenado. Contudo, esse artigo foi vetado pelo governador.
 
Governo de SP cria cadastro de pessoas condenadas por estupro
https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2025/06/30/governo-de-sp-cria-cadastro-de-pessoas-condenadas-por-estupro.ghtml

sexta-feira, 23 de maio de 2025

PREFEITURA DE SÃO PAULO TERÁ QUE RENOMEAR RUAS E ESPAÇOS LIGADOS À DITADURA MILITAR

Prefeitura de SP tem 60 dias para apresentar plano para renomear ruas e espaços ligados à ditadura militar

A sentença prevê que o processo de renomeação seja feito com transparência, participação da sociedade civil e em consonância com normas internacionais de direitos humanos. É a segunda decisão favorável ao Instituto Vladimir Herzog. Cabe recurso.

Por Carlos Henrique Dias, g1 SP e TV Globo — São Paulo

20/05/2025 18h39  Atualizado há um dia

Humberto de Alencar CASTELLO BRANCO - Foi um militar e político brasileiro. Foi o 26.º presidente do Brasil, sendo o primeiro do período da Ditadura Militar.


A Justiça de São Paulo determinou que a Prefeitura da capital elabore, no prazo de 60 dias, um plano de ação estruturado para implementar uma política pública de direito à memória, voltada à substituição de nomes de ruas e espaços públicos que homenageiam figuras associadas à repressão durante a ditadura militar (1964-1985).

A decisão, proferida na segunda-feira (19) pelo juiz Luis Manuel Fonseca Pires, da 3ª Vara de Fazenda Pública, atende a uma ação civil pública movida pelo Instituto Vladimir Herzog em parceria com a Defensoria Pública da União. A sentença prevê que o processo de renomeação seja feito com transparência, participação da sociedade civil e em consonância com normas internacionais de direitos humanos.

Entre os logradouros mencionados está a Rua Trinta e Um de Março, referência à data do golpe militar, e a Rua Dr. Octávio Gonçalves Moreira Júnior, na Zona Oeste da cidade, apontado pelo Instituto como delegado envolvido em torturas e desaparecimentos forçados durante o regime. Ao todo, o juiz cita 11 casos sensíveis que estariam em desacordo com o princípio de reparação histórica.

"A paralisação do programa Ruas de Memória implicou em um esquecimento provocado. E, ao inverter seu sentido original — ao substituir homenagens a vítimas da repressão — a Prefeitura incorreu em desvio de finalidade”, afirmou o magistrado na decisão.

Esta é a segunda decisão favorável ao Instituto Vladimir Herzog. Em dezembro de 2024, a Justiça já havia concedido uma liminar obrigando a administração municipal a priorizar a análise de homenagens a agentes da repressão. Após recurso da Prefeitura, a medida foi derrubada. Agora, com a nova sentença, as obrigações tornam-se permanentes — ainda cabendo recurso.

"Preservar a memória é preservar a democracia", diz instituto
Para o diretor-executivo do Instituto Vladimir Herzog, Rogério Sottili, a decisão fortalece a necessidade de políticas públicas que garantam o reconhecimento das vítimas da ditadura.

“Mais uma vez, a Justiça reconhece que preservar a memória é parte fundamental da democracia. Cabe agora ao poder público cumprir seu papel, ouvindo a sociedade e garantindo que o passado não seja apagado nem reescrito”, disse.

Em nota, a Procuradoria Geral do Município informou que não foi notificada sobre a sentença e, "tão logo isso ocorra, recorrerá". "Como ainda cabe recurso, não há obrigatoriedade, por parte da Prefeitura, de cumprimento imediato do prazo mencionado . A alteração de nomes de vias cabe à Câmara Municipal, conforme a Lei Orgânica do Município, exigindo a edição de uma lei específica."

Veja os endereços que terão os nomes alterados:
  • Crematório Municipal de Vila Alpina – por homenagear o diretor do Serviço Funerário do município de São Paulo que dá nome ao crematório, "pessoa controversa porque viajou à Europa para estudar sistemas de cremação em momento coincidente com o auge das práticas de desaparecimento forçado";
  • Centro Desportivo na Rua Servidão de São Marcos (Zona Sul) – por homenagear um general chefe do CIE (Centro de Informações do Exército);
  • Marginal Tietê/Avenida Presidente Castelo Branco (Zona Norte/Centro) – Marechal de Exército, foi o primeiro presidente da República após o golpe militar;
  • Ponte das Bandeiras (Zona Norte/Centro) – Nome da via foi alterado para homenagear ex-diretor do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), órgão da repressão política durante a ditadura);
  • Rua Alberi Vieira dos Santos (Zona Norte) – Colaborador do CIE, envolvido em repressão violenta.
  • Rua Dr. Mario Santalucia (Zona Norte) – Médico-legista envolvido em laudos necroscópicos fraudulentos.
  • Praça Augusto Rademaker Grunewald (Zona Sul) – Vice-presidente durante o período mais repressivo da ditadura.
  • Rua Délio Jardim de Matos (Zona Sul) – Militar e um dos principais articuladores do golpe de 1964.
  • Avenida General Enio Pimentel da Silveira (Zona Sul) – Associado ao DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna) e a práticas de tortura.
  • Rua Dr. Octávio Gonçalves Moreira Júnior (Zona Oeste) – Delegado envolvido em torturas e ocultação de cadáveres.
  • Rua 31 de Março (Zona Sul) – Data que marca o golpe de 1964.
 
Ruas de SP e a ditadura
Rua 31 de Março, na Zona Sul; data marca o golpe de 1964 — Foto: g1
 
Em 2017, a capital ainda tinha 39 ruas com nomes ligados à ditadura militar, sendo que 22 homenageavam acusados de crimes contra os direitos humanos.
 
Uma das alterações mais recentes aconteceu em 2021, quando uma rua na Zona Oeste que homenageava o delegado do Dops Sérgio Fleury, apontado como torturador do frei dominicano Tito de Alencar Lima, recebeu o nome do rua Frei Tito, vítima de Fleury.
 
Um levantamento do g1 feito em janeiro de 2024 apontou que ainda restam oito ruas com nomes de pessoas apontadas pela Comissão Nacional da Verdade como responsáveis por crimes cometidos durante a ditadura, além de uma rua que celebra o dia do golpe: 31 de março.
 
Até janeiro do ano passado, a cidade de São Paulo tinha 48.717 endereços registrados no Arquivo Histórico Municipal. Desses, cerca de 27,8 mil (57,2%) têm nomes dados em homenagem a figuras masculinas, como políticos, médicos, padres e militares. As mulheres dão nome a apenas 4,1 mil vias da capital.
 
Ao todo, 610 endereços foram batizados em homenagem a membros das Forças Armadas:
  • Coronéis: 293 endereços
  • Generais: 180 endereços
  • Sargentos: 76 endereços
  • Majores: 61 endereços

terça-feira, 4 de março de 2025

SEM CARNAVAL: VEJA QUAIS CIDADES DAS REGIÕES DE RIO PRETO E ARAÇATUBA CANCELARAM A FESTA EM 2025

Sem carnaval: veja quais cidades das regiões de Rio Preto e Araçatuba cancelaram a festa em 2025
 
Prefeituras informaram que a medida foi tomada devido à epidemia de dengue que atinge vários municípios da região noroeste paulista. Todavia, eventos privados e particulares serão realizados.
 
Por g1 Rio Preto e Araçatuba
 
25/02/2025 09h13  Atualizado há 5 dias


Algumas cidades nas regiões de São José do Rio Preto e Araçatuba (SP) não vão promover eventos durante o carnaval deste ano. Com a medida, as prefeituras informaram que vão destinar a verba pública para intensificar as ações de combate à dengue. Todavia, festas privadas e particulares serão realizadas.
 
Confira a lista de municípios
 
SANTA ALBERTINA
As festas de carnaval foram canceladas neste ano pela Prefeitura de Santa Albertina (SP), após um decreto municipal de calamidade pública na saúde devido ao aumento de casos de dengue. A medida foi tomada com o objetivo de priorizar a saúde e segurança da população.
 
Somente neste ano, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, foram contabilizados 99 casos da doença na cidade. O município não registrou mortes pela doença neste ano.
 
SANTA SALETE
A Prefeitura de Santa Salete (SP) informou que cancelou o carnaval deste ano após um decreto municipal de calamidade pública na saúde devido ao aumento de casos de dengue. A cidade aparece em quarto lugar na lista de municípios com maior incidência da doença no estado de São Paulo.
 
Santa Salete possui 1.645 moradores, conforme Censo de 2022. Somente neste ano, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, foram contabilizados 139 casos da doença na cidade, o que representa uma incidência de 8.419,14. O município não registrou mortes pela doença neste ano.
 
O coeficiente de incidência é um cálculo feito por autoridades de saúde que estima o risco de ocorrência de casos de dengue, em períodos endêmicos e epidêmicos, em uma determinada população em intervalo de tempo determinado, segundo o Ministério da Saúde.
 
Esse cálculo é feito dividindo o número de casos novos confirmados de dengue em moradores pela população total do município, multiplicando esse resultado por 100 mil na sequência. Se a taxa ultrapassa 300 casos por 100 mil habitantes, é decretada emergência.
 
SANTA FÉ DO SUL
O Festival de Verão e o Carnaval foram cancelados na Estância Turística de Santa Fé do Sul (SP) neste ano. A medida foi tomada para intensificar as ações de combate à dengue.
 
Segundo o poder público, a decisão foi estabelecida após uma análise dos números de moradores diagnosticados com dengue, e também com objetivo de garantir a segurança de turistas que visitam o município nesta época do ano.
 
A administração municipal ressaltou que contratou mais profissionais de saúde, tem orientado a população e realizado mutirão de limpeza para combater a doença.
 
POTIRENDABA
A Prefeitura de Potirendaba (SP) também determinou o cancelamento do Carnaval que acontece anualmente no Clube Icaraí. O objetivo é diminuir o orçamento e remanejar a verba para a área da Saúde, auxiliando nas ações de combate à dengue.
 
Com isso, o dinheiro que seria usado no evento para contratação de bandas, decoração, estrutura e os outros serviços será remanejado.
 
Porém, segundo o poder público, mesmo com o orçamento menor, haverá uma pequena festa de Carnaval na Praça da Matriz, com espaço de alimentação para os comerciantes locais, som de marchinhas e brinquedos infláveis para as crianças gratuitamente.
 

SEM CARNAVAL: VEJA QUAIS CIDADES DAS REGIÕES DE SOROCABA E JUNDIAÍ CANCELARAM A FESTA EM 2025

Sem carnaval: veja quais cidades das regiões de Sorocaba e Jundiaí cancelaram a festa em 2025
 
Prefeituras informaram que não vão liberar verba pública para a realização de blocos de rua. No entanto, eventos privados e particulares poderão ser feitos.
 
Por g1 Sorocaba e Jundiaí
 
14/02/2025 14h29  Atualizado há 2 semanas


Algumas cidades nas regiões de Sorocaba e Jundiaí (SP) não vão promover eventos de Carnaval este ano. Com isso, as prefeituras não liberarão verba pública para a realização dos tradicionais blocos de rua. No entanto, eventos privados e particulares poderão ser realizados.
 
Confira a lista de municípios
 
SOROCABA
A Prefeitura de Sorocaba informou que não aplicará recursos públicos no Carnaval e justificou que a cidade "tem outras prioridades no momento, como as áreas da Saúde e da Educação".
 
"As programações carnavalescas, como nos anos anteriores, devem ocorrer normalmente na cidade, desde que realizadas por meio de parcerias com a iniciativa privada, por exemplo. O Município está à disposição para oferecer o apoio necessário a esses eventos, no que compete ao Poder Público."
 
SALTO
Em Salto, a prefeitura cancelou eventos de Carnaval e da Paixão de Cristo, previstos para esse ano. De acordo com a prefeitura, o cancelamento se deu após análise financeira do município.
 
"Com cerca de R$ 131 milhões em dívidas, a prefeitura decidiu cancelar as comemorações do Carnaval de rua. Todas as secretarias devem fazer reajustes no orçamento, uma adaptação de 30% a 40%. A Secretaria de Cultura também precisará", informou o secretário da cultura, Sandro Bergamo.
 
IPERÓ
A prefeitura de Iperó apenas informou que não terá nenhuma programação feita pela prefeitura para celebrar o Carnaval em 2025.
 
ITUPEVA
A prefeitura de Itupeva também informou que não terá nenhuma programação por parte do Poder Público. A decisão segue o que ocorreu nos últimos anos na cidade, quando não houve nenhum evento carnavalesco organizado por eles.
 
SALTO DE PIRAPORA
Em Salto de Pirapora, a prefeitura informou que não promoverá eventos de carnaval na programação cultural da cidade.
 

SEM CARNAVAL: VEJA QUAIS CIDADES DO CENTRO-OESTE PAULISTA CANCELARAM A FESTA EM 2025

Sem carnaval: veja quais cidades do centro-oeste paulista cancelaram a festa em 2025

Justificativa em comum dada pelas prefeituras é a contenção de gastos. No entanto, eventos privados e de instituições não ligadas às prefeituras poderão ocorrer.

Por g1 Bauru e Marília
 
27/02/2025 07h18  Atualizado há 5 dias


Algumas cidades do centro-oeste paulista anunciaram, ao longo de fevereiro, que não realizarão eventos de carnaval promovidos pelas prefeituras em 2025. Neste ano, a festa será entre os dias 1 e 3 de março.
 
As decisões foram tomadas, em geral, por contenção de gastos. No entanto, eventos privados e de instituições não ligadas às prefeituras poderão ocorrer.
 
Veja quais municípios não terão carnaval
 
OURINHOS
A Prefeitura de Ourinhos (SP) anunciou no dia12 de fevereiro o cancelamento das festas de carnaval por contenção de gastos. Na época do anúncio, shows com artistas locais e o Grupo Revelação já haviam sido contratados há cerca de uma semana.
 
Em nota, a prefeitura afirmou reconhecer a importância das manifestações culturais, mas alegou que a situação financeira impede a realização da festa. Ainda no comunicado, disse que outros eventos tradicionais da cidade também poderão ter suas organizações revistas ao longo do ano.
 
Pelas redes sociais, o prefeito Guilherme Gonçalves (Podemos) chegou a dizer que as festividades foram canceladas para priorizar a saúde e que R$ 500 mil foram destinados a 150 cirurgias eletivas na Santa Casa.

Em nota ao g1 a prefeitura explicou que a verba já era destinada à saúde e que, de acordo com a demanda, encaminhará projetos ao Poder Legislativo para realocação de recursos.
 
MARÍLIA
Em Marília (SP), a prefeitura confirmou que não realizará o carnaval. Neste caso, a festa nem chegou a ser anunciada.
 
Em nota ao g1, a administração afirmou que a decisão foi tomada “por conta do caos financeiro do município deixado pela gestão anterior”, mas destacou que a medida é “excepcional” para este ano.