Damares
divulga lista de igrejas e pastores citados na CPI do INSS após polêmica com
Malafaia; entenda
Senadora
e pastor divulgaram críticas nas redes sociais após declaração de Damares. Ela
citou pastores e igrejas citados na CPMI que investiga fraudes em descontos de
benefícios de aposentados do INSS.
Por
g1 — Brasília
15/01/2026
12h25 Atualizado há 23 horas
A
senadora Damares Alves (Republicanos-DF) divulgou nesta quarta-feira (14) uma
lista de igrejas e líderes evangélicos que tiveram pedidos de convocação,
convite ou transferência de sigilo apresentados na CPMI do INSS.
A
divulgação ocorreu após o pastor Silas Malafaia publicar um vídeo nas redes
sociais pedindo explicações sobre uma declaração da senadora, que afirmou que
grandes igrejas e pastores estariam ligados ao esquema de fraudes em descontos
de benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
Segundo
a senadora, todos os requerimentos foram apresentados com base em indícios
identificados em documentos oficiais, especialmente Relatórios de Inteligência
Financeira (RIF) e informações da Receita Federal.
Entre
os pastores que possuem requerimento para comparecer à CPMI está Fabiano Campos
Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Ao
justificar o convite para prestar esclarecimentos na CPMI, o senador Rogério
Correia (PT-MG) afirma que a oitiva com Zettel é “essencial para identificar
sua proximidade com os envolvidos no escândalo e compreender a possível
participação dos Golden Boys em instituições religiosas e financeiras”.
ENTENDA
O CASO
Em
entrevista ao SBT News no último domingo (11), Damares afirmou que a CPI está
identificando a participação de igrejas nos esquemas de fraudes dos
aposentados.
“Nós
estamos identificando igrejas nos esquemas de fraudes aos aposentados. E quando
se fala de um grande pastor, vem a comunidade: ‘Não falem, não digam, não
investiguem, porque os fiéis vão ficar muito tristes’”, disse a senadora ao ser
questionada sobre se há tentativas de atrapalhar as investigações da comissão.
“Grandes
igrejas no Brasil estão sendo apontadas na CPMI do INSS. E isso me machuca
muito”, acrescentou.
Malafaia
então publicou um vídeo nas redes sociais rebatendo as acusações da senadora e
pedindo que os nomes dos líderes religiosos e das igrejas envolvidas nas
fraudes fossem divulgados.
"Ou
a senhora dá os nomes, ou é uma leviana linguaruda. A acusação é grave e séria.
[...] Se não tem os nomes e as provas, cale a boca. Se tem, denuncie pelo bem
da igreja evangélica. Isso é uma vergonha, um absurdo. A liderança evangélica
está indignada com sua postura covarde e vergonhosa. Estou esperando os nomes”,
disse Malafaia nas redes sociais.
Em
resposta, a senadora publicou uma nota dizendo que as informações mencionadas
em relação às igrejas são públicas, constam em documentos oficiais e publicou
os requerimentos que citam igrejas e líderes religiosos.
Na
publicação, Damares afirmou ainda que a eventual participação de igrejas ou
líderes religiosos em esquemas de fraude no INSS lhe causa "profundo
desconforto e tristeza", mas que, ainda assim, a CPMI tem o dever
constitucional de apurar os fatos com responsabilidade, imparcialidade e base
documental.
VEJA
A LISTA COMPLETA:
IGREJAS
- Transferência de sigilo da Adoração Church;
- Transferência de sigilo da Igreja Assembleia de Deus Ministério do Renovo;
- Transferência de sigilo do Ministério Deus é Fiel Church (SeteChurch);
- Transferência de sigilo da Igreja Evangélica Campo de Anatote.
PASTORES
- Convite a Fabiano Campos Zettel, empresário e líder religioso, para comparecer à CPMI;
- Convite a Cesar Belucci do Nascimento, líder religioso;
- Convocação de André Machado Valadão, líder religioso, para prestar depoimento;
- Transferência de sigilo de André Machado Valadão;
- Convite a Péricles Albino Gonçalves, líder religioso;
- Convite a André Fernandes, líder religioso.
Alguns
dos pedidos já foram aprovados e outros ainda precisam passar pela análise dos
membros da comissão.
Link
da reportagem: https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/01/15/damares-divulga-lista-de-igrejas-e-pastores-citados-na-cpi-do-inss-apos-polemica-com-malafaia-entenda.ghtml


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