A
psicologia revela: crianças que cresceram com responsabilidades excessivas
apresentam estes sete comportamentos ao crescer
História
de Pedro Henrique Cabo • 2 d •
3
minutos de leitura
Sabe
aquela história de que "criança que ajuda em casa cresce mais forte"?
A especialista em educação parental Esther Wojcicki e o pediatra americano
Jonathan Williams defendem que dar pequenas tarefas para os filhos estimula a
autonomia, a resiliência e a autoconfiança. Mas óbvio que existe um limite
saudável..
Quando
essa carga passa dos limites, entramos em um terreno delicado e super sério: a
parentificação. Na psicologia, o termo define a inversão de papéis, ou seja,
quando os filhos começam a assumir responsabilidades de adultos bem antes de
estarem prontos emocionalmente. Segundo os especialistas do projeto
"Mentes Abertas", isso se divide em duas frentes:
- Parentificação instrumental: quando a criança assume a barra pesada da rotina prática (como cuidar dos irmãos mais novos ou limpar a casa toda).
- Parentificação emocional: quando o pequeno vira o "terapeuta" ou confidente dos próprios pais.
Se
você foi aquela criança que precisou amadurecer "na marra", saiba que
esse passado pode estar ditando seus comportamentos de hoje.
7
sinais de que você sofreu com a inversão de papéis na infância
Veja
como a psicologia explica os reflexos da parentificação na sua vida adulta e
descubra se você se encaixa nesses padrões:
1.
Vontade de controlar absolutamente tudo
Se
os seus pais dependiam de você para manter a engrenagem da casa funcionando, é
muito provável que você tenha crescido achando que o mundo vai desabar se você
não supervisionar cada detalhe. O desejo de controle absoluto nada mais é do
que uma busca por segurança emocional e uma tentativa de se blindar contra
novas frustrações.
2.
Dificuldade extrema para impor limites
Dizer
"não" parece uma missão impossível para você? Em um lar onde se
exigia tudo de uma criança, os limites pessoais simplesmente não existiam. Se
ninguém te ensinou a se posicionar lá atrás, hoje você aceita mais do que
deveria para evitar conflitos.
3.
Síndrome do 'agradador' (People Pleaser)
Quem
cuida dos pais na infância cresce com a ideia errada de que é responsável pela
felicidade alheia. É aí que a gente cai na famosa “armadilha da aprovação”,
conceito do Dr. Harold Bloomfield: você faz de tudo para ver os outros felizes,
mesmo que isso custe o seu próprio bem-estar. Alerta de spoiler: você não é o
cuidador do universo!
4.
Pavor de ser abandonada(o)
A
sua autoestima foi construída em cima do quanto você era útil para a sua
família. Por isso, na vida adulta, surge aquele medo inconsciente: "se eu
não estiver ajudando ou sendo necessária, vão me descartar". Um estudo da
Universidade de Columbia mostra que crianças parentificadas têm mais chances de
desenvolver apego inseguro, gerando muita ansiedade e textões diante de
qualquer sinal de rejeição nos relacionamentos.
5.
Você assume o papel de 'mãe/pai' dos seus amigos e parceiros
Pesquisas
comprovam que crianças que funcionavam como o "pilar" da casa guardam
esse hábito no HD. Quando adultas, elas entram em relacionamentos amorosos ou
amizades já assumindo o papel de cuidadoras e resolvendo os problemas de todo
mundo, mesmo quando ninguém pediu ajuda.
6.
Um abismo na hora de pedir socorro
Se
você aprendeu desde cedo que precisava dar conta de tudo sozinha(o) para
sobreviver, pedir ajuda agora parece um sinal de fraqueza ou gera até vergonha.
Você prefere se sobrecarregar ao extremo a ter que estender a mão para alguém.
7.
Crise de identidade e desconexão com os próprios desejos
A
autoconsciência e a inteligência emocional são construídas com o tempo. Se a
sua infância foi focada em suprir as necessidades dos adultos, faltou tempo e
espaço para você descobrir quem era de verdade, seus gostos e hobbies. O
resultado? Uma vida adulta com muita dificuldade de entender o que você
realmente quer ou precisa.
- Link da reportagem: https://www.msn.com/pt-br/tv/novelas/a-psicologia-revela-crian%C3%A7as-que-cresceram-com-responsabilidades-excessivas-apresentam-estes-sete-comportamentos-ao-crescer/ar-AA28cMoq?ocid=msedgdhp&pc=U531&cvid=6a5f5d00ab9f489ba91251682ff87fc4&ei=29
- Link da foto: https://blog.unipar.br/psicologia-infantil/

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