Moraes
é relator no STF de processo com Banco Master como interessado
O
ministro Alexandre de Moraes é o relator de uma ação no Supremo Tribunal
Federal (STF) na qual o Banco Master figura formalmente como parte interessada.
- O processo: Trata-se de um caso de repactuação de dívidas de um aposentado, fundamentado na Lei do Superendividamento.
- Valores envolvidos: O montante total dos débitos do autor soma cerca de R$ 921 mil, dos quais aproximadamente R$ 80 mil são devidos ao Banco Master. Embora as dívidas abranjam oito instituições financeiras, os réus formais que aparecem no recurso são os bancos Daycoval e Digio.
Os
débitos foram contraídos junto a oito instituições financeiras, mas somente
duas delas, os bancos Daycoval e Digio, aparecem formalmente como recorrentes
no processo.
O
Banco Master, atualmente em liquidação extrajudicial, está listado como
“interessado” no caso.
O
aposentado teve seus pedidos negados nas duas primeiras instâncias da Justiça
do Mato Grosso do Sul.
Ao
chegar ao STF, o caso foi inicialmente encaminhado ao presidente da Corte,
Edson Fachin, responsável pela análise desse tipo de ação.
Entretanto,
Fachin declarou-se suspeito por motivo de foro íntimo, e assim o processo foi enviado
a Alexandre de Moraes, que é o vice-presidente do STF.
Até
o momento, Moraes ainda não proferiu decisão sobre o caso.
Um
relatório da Polícia Federal, enviado ao STF, indica uma relação próxima entre
o ministro e o banqueiro Daniel Vorcaro, matéria que ainda será analisada pelos
membros da Corte.
Destaque
no relatório é o contrato de 131 milhões de reais firmado entre o Banco Master
e o escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, contrato que teve
o próprio ministro revisado antes da assinatura.
No
entanto, no processo que tramita no STF, o Banco Master está sendo representado
por outro escritório jurídico.
O
caso ganhou repercussão pública em setembro de 2026 devido ao contexto
político-jurídico no STF envolvendo relatórios da Polícia Federal sobre o Banco
Master e o empresário Daniel Vorcaro, embora os processos principais de
investigação criminal da instituição financeira corram sob a relatoria do
ministro André Mendonça.
Créditos:
Veja Abril

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