ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
PRIVATIZAÇÃO
(COMPARATIVO DE PROPOSTAS)

- Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O atual presidente posiciona-se de forma
totalmente contrária a novas privatizações de empresas públicas. Seu programa
de governo prevê que companhias como a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa
Econômica Federal atuem como indutores estratégicos do desenvolvimento, do
investimento em infraestrutura e do financiamento industrial. Mais do que isso,
a plataforma de Lula defende a recuperação e reestatização de empresas e ativos
privatizados anteriormente que sejam considerados cruciais para a soberania
nacional, embora mantenha as parcerias e concessões privadas na área de transportes
(rodovias e ferrovias).
Apresenta a proposta mais radical da disputa,
denominada em seu plano de governo como "Plano Implacável", que
defende a privatização de 100% das empresas estatais brasileiras. A plataforma
prevê a venda imediata da Petrobras e do Banco do Brasil, sob a justificativa
de utilizar os recursos extraordinários arrecadados para abater a dívida pública
e viabilizar a queda dos juros. No caso da petroleira, o plano sugere fatiar a
companhia em até cinco blocos independentes (exploração, refino, produção) para
estimular a concorrência no mercado. A única exceção de preservação explícita é
a Caixa Econômica, devido às suas funções sociais.
A plataforma propõe a retomada do Programa
Nacional de Desestatização, adotando um critério de análise "caso a
caso" para setores onde o comitê entenda que a presença direta do Estado
deixou de fazer sentido econômico. A coordenação econômica da campanha
sinalizou que mais de 20 empresas estatais estão na mira para privatização,
incluindo os Correios. O objetivo central do plano é a atração de capital
privado, a ampliação de concessões gerais de infraestrutura e a
profissionalização total da governança nas poucas estatais que permanecerem sob
controle público.
O candidato adota uma postura intermediária e
pragmática, rejeitando uma agenda de privatização generalizada, mas apoiando a
venda de ativos específicos. Caiado defende abertamente a privatização dos
Correios. Em relação à Petrobras, ele posiciona-se contra a venda integral da
empresa, argumentando que a companhia é líder global em exploração em águas
profundas. Contudo, seu plano propõe a privatização de segmentos internos da
petroleira, como a divisão de exploração e distribuição de gás natural, área
que classifica como ineficiente sob gestão estatal.
A candidatura manifesta-se contra a política
do "privatizar tudo", sob o argumento de que o ajuste fiscal deve vir
de cortes de custos gerenciais e reformas estruturais, e não apenas de vendas
para fazer caixa. Santos defende que o Estado deve preservar estatais que
exerçam funções estritamente estratégicas, descartando a venda da Petrobras e
da Embrapa. Por outro lado, o programa propõe a privatização dos Correios e de
outras empresas consideradas sem função primordial, sugerindo que, no caso dos
Correios, o governo mantenha o subsídio temporário de rotas postais
deficitárias para não isolar regiões distantes.
- Esquerda Radical (UP e PCB)
Os planos de governo de candidaturas como as
de Samara Martins (UP) e Edmilson Costa (PCB) exigem uma reversão completa do
modelo econômico atual. Eles defendem a proibição absoluta de qualquer
privatização ou concessão pública. Suas propostas centrais exigem a
reestatização imediata de todas as empresas e serviços privatizados nas últimas
décadas em nível federal e estadual (incluindo telecomunicações, energia
elétrica, ferrovias, malha rodoviária e saneamento), colocando a administração
dessas companhias sob o controle direto dos comitês de trabalhadores.
CASO HAJA INFORMAÇÃO ERRADA, FAVOR INFORMAR!
RAPHAEL PAIVA
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