ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
PETROBRAS
(COMPARATIVO DE PROPOSTAS)

- Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O atual presidente posiciona-se de forma
totalmente contrária à privatização da Petrobras, defendendo que a companhia
continue como uma indutora estratégica do desenvolvimento nacional, da
reindustrialização e da transição energética. A proposta central é ampliar os
investimentos da petroleira na expansão do refino nacional, na exploração de
novas fronteiras e no fortalecimento de biocombustíveis e fertilizantes.
Adicionalmente, seu plano de governo prevê explicitamente o retorno da
Petrobras ao segmento de distribuição de combustíveis, planejando a transição
para reabsorver essa atividade a partir de 2029 (quando expira o direito
exclusivo de uso de marca da antiga BR Distribuidora).
Apresenta a postura mais radical do pleito,
defendendo a privatização integral da Petrobras para angariar recursos
extraordinários focados no abatimento da dívida pública. Em seu plano, Zema
propõe a "desverticalização" da estatal, o que consistiria em fatiar
a companhia em até cinco blocos independentes divididos por segmentos
(produção, refino, transporte e logística). Segundo a campanha, esse modelo
visa atrair novos concorrentes privados e ampliar a competitividade em
igualdade de condições.
A candidatura não prevê a privatização da
holding integralmente, mas defende uma orientação voltada ao mercado com foco
na venda de campos em terra, ativos maduros e desinvestimentos específicos. O
plano descarta repetir a proposta de privatização de refinarias (ensaiada no
governo de seu pai, Jair Bolsonaro), devido ao impacto impopular nos preços
regionais. A plataforma da campanha prioriza o foco total no Exploração e
Produção (E&P) offshore (águas profundas) e o aumento da infraestrutura de
escoamento de gás natural do pré-sal para baratear custos de energia e insumos
industriais.
O candidato adota uma linha pragmática e
intermediária. Ele rejeita a privatização total da Petrobras, argumentando que
a companhia é líder e referência global na exploração em águas profundas.
Contudo, seu programa propõe a privatização de braços e segmentos internos
específicos, apontando diretamente que a divisão de exploração, transporte e
distribuição de gás natural deixa a desejar sob gestão estatal e deve ser
repassada à iniciativa privada para atrair investimentos.
A plataforma do candidato posiciona-se de
forma contrária ao lema de "privatizar tudo". Santos defende que o
Estado brasileiro deve preservar e manter o controle total da Petrobras por
considerá-la um ativo soberano essencial na política de segurança energética e
de reindustrialização do país. De forma similar, o candidato Augusto Cury
(Avante) descarta a venda da petroleira, inserindo a estatal de petróleo e gás
diretamente em sua estratégia de fomento à manufatura avançada e novas
tecnologias de baixo carbono.
- Esquerda Radical (UP, PCB e PSTU)
Em total contraste com as vertentes liberais,
planos de governo como o de Hertz Dias (PSTU) defendem manter a Petrobras 100%
estatal e sob controle direto dos comitês de trabalhadores. Essas propostas
exigem a revogação de todas as concessões dadas a petroleiras multinacionais
estrangeiras no pré-sal e a estatização e reversão imediata de qualquer
refinaria ou ativo que tenha sido privatizado nas últimas décadas, banindo a distribuição
de dividendos a acionistas privados.
CASO HAJA INFORMAÇÃO ERRADA, FAVOR INFORMAR!
RAPHAEL PAIVA
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