sexta-feira, 25 de setembro de 2026

ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA | PETROBRAS (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)

ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
PETROBRAS (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)


  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O atual presidente posiciona-se de forma totalmente contrária à privatização da Petrobras, defendendo que a companhia continue como uma indutora estratégica do desenvolvimento nacional, da reindustrialização e da transição energética. A proposta central é ampliar os investimentos da petroleira na expansão do refino nacional, na exploração de novas fronteiras e no fortalecimento de biocombustíveis e fertilizantes. Adicionalmente, seu plano de governo prevê explicitamente o retorno da Petrobras ao segmento de distribuição de combustíveis, planejando a transição para reabsorver essa atividade a partir de 2029 (quando expira o direito exclusivo de uso de marca da antiga BR Distribuidora).
 
  • Romeu Zema (Novo)
Apresenta a postura mais radical do pleito, defendendo a privatização integral da Petrobras para angariar recursos extraordinários focados no abatimento da dívida pública. Em seu plano, Zema propõe a "desverticalização" da estatal, o que consistiria em fatiar a companhia em até cinco blocos independentes divididos por segmentos (produção, refino, transporte e logística). Segundo a campanha, esse modelo visa atrair novos concorrentes privados e ampliar a competitividade em igualdade de condições.
 
  • Flávio Bolsonaro (PL)
A candidatura não prevê a privatização da holding integralmente, mas defende uma orientação voltada ao mercado com foco na venda de campos em terra, ativos maduros e desinvestimentos específicos. O plano descarta repetir a proposta de privatização de refinarias (ensaiada no governo de seu pai, Jair Bolsonaro), devido ao impacto impopular nos preços regionais. A plataforma da campanha prioriza o foco total no Exploração e Produção (E&P) offshore (águas profundas) e o aumento da infraestrutura de escoamento de gás natural do pré-sal para baratear custos de energia e insumos industriais.
 
  • Ronaldo Caiado (PSD)
O candidato adota uma linha pragmática e intermediária. Ele rejeita a privatização total da Petrobras, argumentando que a companhia é líder e referência global na exploração em águas profundas. Contudo, seu programa propõe a privatização de braços e segmentos internos específicos, apontando diretamente que a divisão de exploração, transporte e distribuição de gás natural deixa a desejar sob gestão estatal e deve ser repassada à iniciativa privada para atrair investimentos.
 
  • Renan Santos (Missão)
A plataforma do candidato posiciona-se de forma contrária ao lema de "privatizar tudo". Santos defende que o Estado brasileiro deve preservar e manter o controle total da Petrobras por considerá-la um ativo soberano essencial na política de segurança energética e de reindustrialização do país. De forma similar, o candidato Augusto Cury (Avante) descarta a venda da petroleira, inserindo a estatal de petróleo e gás diretamente em sua estratégia de fomento à manufatura avançada e novas tecnologias de baixo carbono.
 
  • Esquerda Radical (UP, PCB e PSTU)
Em total contraste com as vertentes liberais, planos de governo como o de Hertz Dias (PSTU) defendem manter a Petrobras 100% estatal e sob controle direto dos comitês de trabalhadores. Essas propostas exigem a revogação de todas as concessões dadas a petroleiras multinacionais estrangeiras no pré-sal e a estatização e reversão imediata de qualquer refinaria ou ativo que tenha sido privatizado nas últimas décadas, banindo a distribuição de dividendos a acionistas privados.
                                                                                                                                                                                             
Para acessar os dados das candidaturas dos candidatos á Presidência do Brasil, clique no link:
https://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/candidato/BR/BR/20322002026
                                                                                                                                                                                             
CASO HAJA INFORMAÇÃO ERRADA, FAVOR INFORMAR!
RAPHAEL PAIVA

Nenhum comentário: