ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
ECONOMIA (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)

- Luiz Inácio Lula da
Silva (PT)
Centra a plataforma na articulação da
responsabilidade fiscal com o combate às desigualdades. Defende a continuidade
do Arcabouço Fiscal para
aproximar o déficit primário do equilíbrio sem paralisar investimentos sociais.
Suas principais bandeiras são a consolidação dos ganhos da Reforma Tributária,
a isenção do Imposto de Renda para quem
ganha até R$ 5 mil, o apoio regulado ao fim da escala 6x1 (com jornada
de 40h semanais) e a concessão de crédito atrelada a contrapartidas de geração
de empregos. Na indústria, propõe a modernização industrial via Inteligência
Artificial e o mapeamento estatal soberano de minerais críticos e terras raras.
Baseia seu plano no que chama de "tesouraço" nos gastos públicos.
A meta fiscal é reduzir a relação Dívida/PIB para forçar a queda dos juros e da
inflação. Propõe o corte de, no mínimo, 10
ministérios, redução drástica de cargos comissionados, eliminação de
supersalários e desregulamentação trabalhista. Defende que o Estado atue apenas
como regulador ágil para atrair investimentos privados no setor de terras raras
e propõe transformar o Brasil em um polo global de data centers sustentáveis
aproveitando a matriz elétrica renovável do país.
Apresenta o plano com a linha de austeridade
mais rígida da disputa, propondo um "choque
fiscal" completo. Sua principal meta é a privatização da Petrobras e do Banco do Brasil para gerar receitas
extraordinárias e abater o endividamento. Defende uma nova Reforma da
Previdência com gatilho automático de idade mínima por expectativa de vida, a
flexibilização das regras da CLT e a desburocratização cambial para atrair
indústrias intensivas em tecnologia de ponta, supercomputadores e data centers
corporativos.
Propõe um redesenho das regras fiscais por
meio de uma PEC temporária para fixar um novo teto de gastos rígido, limitando o crescimento das despesas
obrigatórias abaixo do PIB nominal. No campo político-econômico, defende um corte de 100% nas emendas parlamentares
para conter o rombo orçamentário. Compromete-se a não aumentar a carga
tributária vigente e propõe uma diplomacia de resultados voltada à ampliação de
mercados para o agronegócio.
Sugere a aprovação da "PEC do Equilíbrio Fiscal", visando uma economia de R$
1,1 trilhão até 2031. A medida prevê a desindexação de benefícios
previdenciários do salário-mínimo e o fim
dos pisos constitucionais de gastos com Saúde e Educação. Em paralelo,
defende o uso de incentivos tributários e crédito do BNDES para criar Zonas
Econômicas Especiais (ZEEs) no Nordeste voltadas à capacidade computacional,
tecnologia e terras raras.
Foca em conter a Selic por meio de um pacto de
revisão de matrizes de risco bancárias e fixação de meta de déficit próximo a
zero controlando custos ministeriais. Propõe criar o "Banco do
Empreendedor" com juros fixos baixos (5% a 6% ao ano) e o projeto Petra
BR, incentivando cadeias produtivas completas no Brasil — desde a extração de
minerais estratégicos até a manufatura avançada e fabricação de microchips.
- Vertentes de
Transformação Estrutural (Esquerda Radical)
Candidaturas como as de Samara Martins (UP), Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU) defendem propostas
de ruptura estrutural com o mercado. Eles exigem a revogação integral do Arcabouço Fiscal, da Reforma Trabalhista e da
Previdência. Suas propostas centrais consistem na moratória e auditoria
da dívida pública, a estatização de
todo o sistema financeiro e de grandes indústrias, controle estatal
rígido sobre o câmbio e a implementação do fim da escala 6x1 sem qualquer
redução nos salários atuais dos trabalhadores.
CASO HAJA INFORMAÇÃO ERRADA, FAVOR INFORMAR!
RAPHAEL PAIVA
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