ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
INFRAESTRUTURA (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)
- Luiz Inácio Lula da
Silva (PT)
A campanha foca na continuidade do Novo PAC, projetando aportes
bilionários que combinam orçamento público e atração de capital privado. Na
logística de transportes, o plano prioriza a intensificação de novos leilões ferroviários (e repactuação de
contratos antigos) e o avanço de novos arrendamentos portuários e hidroviários.
A plataforma traz um forte viés de sustentabilidade, propondo que obras de
infraestrutura social e urbana sejam adaptadas para mitigar impactos de mudanças climáticas. No saneamento, defende
apoiar estados e municípios sob o controle público, propondo ainda a geração de
biocombustíveis (biogás e biometano) a partir do tratamento de resíduos
sólidos. Para o setor tecnológico, propõe a modernização e digitalização
industrial com o uso de IA.
A estratégia adota um modelo estritamente
orientado ao livre mercado e à atração
de investimentos privados para transportes e infraestrutura hídrica. O
plano propõe criar novos modelos de financiamento, como fundos lastreáveis e
securitização, além de uma revisão regulatória profunda para dar
previsibilidade jurídica aos investidores. O programa defende projetos de
escoamento de safras, citando nominalmente o destravamento da ferrovia Ferrogrão e a concessão da hidrovia do
Tapajós. Outra grande aposta é transformar o Brasil em um polo global de data centers sustentáveis,
aproveitando o excedente de energia limpa e renovável do país. No saneamento,
propõe a aceleração de leilões e concessões privadas, com foco especial na
segurança hídrica da região Nordeste.
O programa defende retirar a infraestrutura
da disputa político-partidária, transformando-a em um projeto de Estado de
longo prazo. Propõe criar uma câmara
técnica independente para planejar e avaliar projetos estruturais para os
próximos 30 anos. No saneamento básico, Caiado apresenta a proposta mais
volumosa entre os candidatos, defendendo a regionalização e a realização de leilões focados em expandir a
rede de esgoto e água tratada em municípios menores. No segmento
digital, apoia incentivos fiscais para a atração de infraestrutura de
tecnologia, condicionados a metas sociais e exigências de preservação ambiental.
A plataforma é voltada à eficiência
administrativa de mercado. Zema propõe a reunificação do Ministério da Infraestrutura, incorporando a ele
as competências de mobilidade urbana para integrar o planejamento de grandes
obras à realidade das cidades. O plano defende privatizações e leilões de
saneamento, além de propor que o governo aproveite a abundância de matriz
elétrica limpa para atrair indústrias
intensivas em energia, supercomputadores e data centers corporativos. Na
habitação, foca em parcerias com o setor imobiliário privado para reduzir o
déficit estrutural.
A candidatura adota propostas focadas no
desenvolvimento tecnológico regional e na reestruturação logística de base. O
plano estipula a meta de retomar obras
públicas paradas, ampliar 10.000 km de rodovias e implementar regras
ágeis para o licenciamento ambiental de infraestrutura. No campo da inovação,
defende a criação de Zonas Econômicas
Especiais no Nordeste voltadas à Inteligência Artificial, com regulação
e incentivos fiscais próprios de energia para converter a região em exportadora
de capacidade computacional. Na área urbana, propõe um plano de desfavelização
que integre moradia digna e expansão de saneamento nas escolas.
O programa trata a Inteligência Artificial e a tecnologia de dados como infraestrutura
estratégica de Estado. Embora não detalhe projetos tradicionais de
ferrovias ou rodovias, o plano de governo foca na modernização digital,
propondo uma política nacional para o desenvolvimento e aplicação de automação
industrial, robótica, internet das coisas (IoT) e computação em nuvem em todos
os serviços públicos essenciais.
CASO HAJA INFORMAÇÃO ERRADA, FAVOR INFORMAR!
RAPHAEL PAIVA
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