ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
MEIO AMBIENTE (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)

- Luiz Inácio Lula da
Silva (PT)
A campanha apresenta a agenda climática mais
estruturada, sendo a única a estabelecer metas específicas de redução de emissões de gases de efeito estufa
(entre 59% e 67%) e o compromisso de atingir o desmatamento líquido zero em todos os biomas. O plano propõe o uso
de Inteligência Artificial para fiscalização ambiental, a estruturação de
fundos permanentes de financiamento climático e a destinação de terras públicas
para unidades de conservação e territórios indígenas. Também foca na criação de
protocolos nacionais de proteção à população afetada por eventos climáticos
extremos e na regulamentação do mercado de carbono.
A plataforma trata o meio ambiente de forma
integrada ao agronegócio, à infraestrutura e à tecnologia. Propõe zerar apenas
o desmatamento ilegal até 2029,
utilizando satélites e IA contra a grilagem, diferenciando o criminoso do produtor
rural que cumpre a lei. Na área regulatória, defende que as licenças ambientais tenham prazo rígido,
sendo concedidas de forma automática se o órgão ambiental atrasar a decisão. O
plano foca na expansão do mercado de carbono e no pagamento por serviços
ambientais, mas não cita o Acordo de Paris e defende a exploração de
combustíveis fósseis e a liberação do fraturamento hidráulico (fracking).
O programa foca em medidas de adaptação e na
recuperação de áreas degradadas, mas mantém o petróleo e o agronegócio como
pilares essenciais. Defende a combinação
de preservação com segurança jurídica, focando exclusivamente no combate
ao desmatamento ilegal (respeitando as conversões permitidas pelo Código
Florestal). Assim como a direita, defende a métrica da rapidez e da
desburocracia no licenciamento ambiental para não travar obras e propõe a
operacionalização do mercado regulado de carbono.
A candidatura subordina a gestão ambiental à
atração de investimentos em infraestrutura e energia limpa. Propõe a criação de
"vias rápidas" e ritos
simplificados no licenciamento ambiental para destravar grandes
empreendimentos privados de matriz elétrica renovável e biocombustíveis. O
plano omite metas de demarcação de terras ou alinhamento direto aos tratados
climáticos globais, focando na eficiência gerencial de mercado.
O plano econômico e estrutural adota uma
linha voltada ao desenvolvimento industrial de base e segurança jurídica. A
principal medida na área de recursos naturais é a criação de um marco regulatório para a exploração mineral
controlada em terras indígenas, visando extrair reservas de fosfato e
potássio para reduzir a dependência externa de fertilizantes do agronegócio. O
plano prioriza a agilidade no licenciamento e o monitoramento automatizado por
satélite contra invasões de terras irregulares.
O programa propõe a regulamentação do mercado
de carbono e atrela o meio ambiente à modernização tecnológica e ao agronegócio
sustentável. Defende a criação de uma Licença
Ambiental Especial para projetos estratégicos (como usinas hidrelétricas),
estipulando uma avaliação expressa de até 15 dias. Também propõe a exploração
planejada do hidrogênio verde na bacia amazônica e a retomada das obras da
usina nuclear de Angra 3.
CASO HAJA INFORMAÇÃO ERRADA, FAVOR INFORMAR!
RAPHAEL PAIVA
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