ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
SISTEMA PENITENCIÁRIO (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)

A plataforma do candidato apresenta a
reestruturação prisional como uma de suas principais bandeiras. Ele propõe a
criação de cinco novos presídios
federais de segurança máxima para formar o complexo "Treva",
explicitamente inspirados no modelo de
El Salvador do presidente Nayib Bukele. A meta central é tornar os
líderes de facções e milícias "de fato incomunicáveis". Em parceria
com os estados, o plano promete abrir 500
mil novas vagas no sistema prisional em quatro anos, endurecer a
legislação para acabar com as saídas temporárias ("saidinhas") e
forçar os detentos a trabalhar para custear a própria estadia.
- Luiz Inácio Lula da
Silva (PT)
O atual presidente foca na modernização, inteligência e no
fortalecimento do Sistema Penitenciário Federal como modelo de
excelência gerencial para os estados. Em vez de focar na expansão massiva de
penitenciárias, a estratégia de Lula prioriza o uso de ferramentas integradas
para asfixiar o fluxo de dinheiro das
facções que operam de dentro e de fora dos presídios. O programa do
comitê também coloca como diretriz estratégica a inteligência prisional para
monitoramento de lideranças e a garantia de direitos na gestão do sistema para
reduzir rebeliões e otimizar a segurança interna.
Baseado em sua plataforma de tolerância zero,
o candidato defende a estruturação de uma rede nacional integrada de presídios de segurança máxima para
abrigar criminosos de alta periculosidade. Caiado apoia o enquadramento de
facções como "terrorismo doméstico", o que justificaria regimes de
confinamento muito mais rigorosos e o fim de benefícios de progressão de pena.
Ele também defende autonomia para que os estados gerenciem e definam punições e
regimes prisionais adicionais adaptados às realidades locais.
A candidatura propõe um modelo de estrito isolamento e separação jurídica de
presos. O plano prevê criar barreiras físicas e regulatórias
intransponíveis entre presos comuns de baixa periculosidade e os integrantes de
organizações criminosas com domínio territorial. A proposta busca impedir o
aliciamento e o recrutamento de novos soldados pelas facções dentro das
cadeias, aplicando penas de segurança máxima restritas aos chefes do crime.
- Wilson Grassi
(Democrata)
Apresenta um plano gerencial focado no
isolamento rigoroso de lideranças em presídios sob controle federal. Como
proposta diferencial, Grassi defende realizar um plebiscito no primeiro ano de mandato para consultar a população
se o Brasil deve adotar integralmente as regras do modelo de confinamento de El
Salvador para presos de altíssima periculosidade, conferindo legitimidade
popular a uma reforma prisional drástica.
- Candidaturas de
Esquerda Radical (PCB e UP)
Em total oposição aos modelos de
encarceramento em massa, candidaturas como as de Samara Martins (UP) e Edmilson
Costa (PCB) criticam o sistema carcerário atual por considerá-lo
seletivo e punitivo contra as populações periféricas. Suas diretrizes defendem
a revisão drástica da política de
drogas, a descriminalização do uso e o desencarceramento de pessoas
presas por crimes não violentos. Os planos propõem focar os recursos em
ressocialização real e na punição financeira e patrimonial de grandes lavadores
de dinheiro e financiadores do crime.
CASO HAJA INFORMAÇÃO ERRADA, FAVOR INFORMAR!
RAPHAEL PAIVA
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