ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
SAÚDE (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)

- Luiz Inácio Lula da
Silva (PT)
A campanha foca no fortalecimento do Sistema
Único de Saúde (SUS) por meio da Atenção
Primária, utilizando como pilares a manutenção e expansão do programa Mais Médicos e de equipes
multiprofissionais nos postos de saúde. Na área tecnológica, a proposta central
é a universalização do programa SUS
Digital, que visa expandir a telessaúde e implementar o prontuário
eletrônico unificado em todo o país. O plano também prevê investimentos na Rede
de Atenção Psicossocial (RAPS), com foco no tratamento de transtornos mentais e
no apoio a dependentes de apostas digitais (bets), além de ações voltadas à saúde da mulher, como a
distribuição de insumos menstruais e contraceptivos de longa duração (como o Implanon).
O plano de governo prioriza o reequilíbrio
financeiro do sistema por meio da correção
da tabela de repasses do SUS, visando dar fôlego financeiro a hospitais
filantrópicos e Santas Casas. A proposta de modernização é inspirada no modelo DoctorSV, utilizado em El Salvador,
que prevê a integração digital completa dos dados de saúde e o uso de Inteligência Artificial como suporte a
diagnósticos médicos. Na área assistencial, defende a expansão da
Estratégia Saúde da Família e o lançamento de campanhas nacionais de
conscientização e suporte voltadas a quadros de depressão, ansiedade, Alzheimer
e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).
A principal meta estabelecida pela campanha é
reduzir as filas de exames e cirurgias
do SUS em 50% até o ano de 2030. Para isso, propõe substituir o critério
de ordem cronológica por uma fila
baseada na gravidade e no risco clínico do paciente, além de fixar o
prazo máximo de 60 dias para o início do tratamento de câncer após o
diagnóstico. O programa prevê a digitalização total do sistema, alcançando 100%
de cobertura de prontuários eletrônicos integrados e criando um painel nacional
de eficiência para fiscalizar os gargalos do SUS. Para a saúde mental, planeja
a criação de clínicas públicas específicas para o tratamento de ansiedade e
depressão, junto ao aumento do orçamento da RAPS.
A estratégia central para zerar o
represamento de procedimentos no SUS baseia-se na contratação do tempo ocioso da rede privada. O plano propõe que
hospitais e clínicas particulares realizem exames e cirurgias de média e alta
complexidade financiados pelo setor público. A gestão prevê o uso intensivo de
ferramentas de teleatendimento para descentralizar o acesso a médicos especialistas
e otimizar a triagem. Em relação à saúde mental, o programa defende a criação
de um modelo de financiamento
compartilhado que divida os custos e responsabilidades de forma clara
entre a União, os estados e os municípios.
A plataforma defende a reestruturação física
do atendimento público, focando no fortalecimento dos postos de saúde locais
localizados nos bairros, com a meta de que eles tenham capacidade de resolver 80% dos problemas básicos de saúde
diretamente na comunidade. Para casos complexos e cirurgias, a proposta
prevê a criação de centros regionais de referência e a aplicação da telessaúde
para gerenciar as filas de espera regionais de forma mais transparente. O plano
geral de governo não traz detalhamentos ou tópicos específicos voltados à saúde
mental.
- Outras Candidaturas
e Abordagens
O debate presidencial traz ainda vertentes
alternativas e focos temáticos específicos:
- Saúde Mental como
Eixo Central:
O candidato Augusto Cury (Avante)
baseia sua plataforma quase inteiramente na criação de uma política nacional
voltada à prevenção de transtornos psicológicos (como ansiedade, depressão e
automutilação), focando em programas específicos dentro de escolas e ambientes
corporativos.
- Estatização e Fim
das Parcerias Privadas:
Candidaturas de esquerda, como as de Samara
Martins (UP) e Edmilson Costa
(PCB), propõem um SUS 100%
estatal e de controle público direto. Os planos preveem a revogação
imediata de todos os contratos com Organizações Sociais (OSs) e Parcerias
Público-Privadas (PPPs), proibindo terminantemente a transferência ou reserva
de leitos e recursos públicos para operadoras de planos de saúde privados.
CASO HAJA INFORMAÇÃO ERRADA, FAVOR INFORMAR!
RAPHAEL PAIVA
Nenhum comentário:
Postar um comentário