ELEIÇÕES 2026 | PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
RACISMO (COMPARATIVO DE PROPOSTAS)

- Luiz Inácio Lula da
Silva (PT)
A plataforma do atual presidente integra o
combate ao racismo diretamente à sua estratégia macroeconômica de
desenvolvimento inclusivo. O plano de governo propõe avançar na regulamentação
do Estatuto da Igualdade Racial,
transformando a equidade em uma política de Estado perene. O programa garante a
continuidade e o aprimoramento das
cotas raciais nas universidades federais e nos concursos públicos, além
de prever mecanismos para impulsionar a presença de pessoas negras em cargos de
alta liderança na administração pública federal. No plano territorial, defende
a aceleração da titulação de terras quilombolas e a consolidação da Política
Nacional de Equidade e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ).
A candidatura apresenta uma abordagem que
combina métricas de eficiência administrativa com segurança pública. O programa
propõe criar o chamado "Tema 22", focado no estabelecimento de metas de equidade mensuráveis e auditáveis
nas áreas de saúde, educação e empregabilidade para a população negra.
Como proposta inovadora, Caiado sugere a implementação de auditorias
permanentes nos sistemas de segurança dos estados para eliminar o racismo algorítmico e corrigir vieses de cor no uso de
tecnologias de Inteligência Artificial e ferramentas de reconhecimento facial
pelas polícias.
- Samara Martins
(UP), Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU)
Os planos de governo da esquerda socialista —
representados pelos três únicos candidatos autodeclarados negros da disputa —
reservam capítulos exclusivos de enfrentamento ao racismo estrutural. Eles
propõem uma reforma profunda na segurança pública para interromper a lógica militarizada nas periferias, que classificam
como geradora do genocídio da juventude negra. Suas pautas incluem a revogação
de leis que limitem discussões de gênero e raça nas escolas, a desapropriação e titulação imediata de terras
quilombolas sem indenização ao agronegócio e a instituição de cotas
trans-raciais amplas em todas as esferas institucionais.
- Flávio Bolsonaro
(PL) e Romeu Zema (Novo)
As diretrizes desses candidatos não apresentam seções ou propostas
específicas destinadas ao combate ao racismo ou à desigualdade racial em
seus programas oficiais. Seus planos de governo citam populações indígenas e
quilombolas estritamente sob o viés do desenvolvimento econômico regional,
defendendo que essas comunidades alcancem autonomia financeira por meio da mineração sustentável, do agronegócio e
da bioeconomia. As campanhas baseiam-se no princípio da igualdade
jurídica universal, argumentando que o fortalecimento da segurança pública e do
policiamento ostensivo beneficia toda a população de forma igualitária.
Representando uma linha liberal antiestatista,
a campanha adota a postura mais contundente de oposição às políticas vigentes
de reparação histórica. No capítulo de modernização e educação, o plano defende
explicitamente abolir o sistema de
cotas na educação brasileira e nos âmbitos gerais do Estado. A proposta
substitui qualquer indicador ou critério de raça e classe por concessões de
bolsas de estudos baseadas estritamente no mérito acadêmico dos estudantes e no desempenho individual em
exames nacionais unificados.
CASO HAJA INFORMAÇÃO ERRADA, FAVOR INFORMAR!
RAPHAEL PAIVA
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