Express Yourself

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EXPRESS YOURSELF! DON'T BACK DOWN! “Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.” [1 TIMÓTEO 01:15]

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Autoescola - Simulados










Autoescola - Simulados:
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 01]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 02]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 03]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 04]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 05]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 06]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 07]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 08]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 09]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 10]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 11]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 12]

É #FAKE que motociata a favor de Bolsonaro entrou para o Guinness Book e reuniu 1,3 milhão de motos

É #FAKE que motociata a favor de Bolsonaro entrou para o Guinness Book e reuniu 1,3 milhão de motos

Guinness nega que tenha ocorrido 'tentativa oficial' de recorde e diz que eventos 'com motivação política' nem sequer podem obter tal título. Além disso, a SSP estima que a passeata tenha reunido 12 mil motos. Mesmo a organização cita número quase dez vezes menor que o da mensagem falsa.

Por Clara Velasco, Gabriela Caesar, Anderson Colombo e Tahiane Stochero, G1 e TV Globo
 
14/06/2021 12h18  Atualizado há 2 semanas
 
Circula nas redes sociais uma mensagem afirmando que a passeata de motos que contou com a participação do presidente Jair Bolsonaro no sábado (12), em São Paulo, reuniu 1,3 milhão de veículos e entrou para o Guinness Book. É #FAKE.
 
Não há qualquer menção ao evento de motos no site e nas redes sociais do Guinness. Procurada, a organização do Guinness diz que "não houve nenhuma tentativa oficial" de quebra de recorde.
 
"Após uma análise aprofundada, posso confirmar que o desfile de motocicletas ocorrido em São Paulo, no Brasil, em 12 de junho de 2021, não foi uma tentativa oficial de título do Guinness World Records", afirma Alice Pagán, do Departamento de Relações Públicas para a América Latina.
 
"O Guinness World Records permanece neutro em relação às atividades políticas - tanto nacionais quanto internacionais. Não aceitamos inscrições de registro que consideremos ter motivação política, e nos reservamos o direito de rejeitar ou cancelar uma inscrição de registro se considerarmos que isso promove uma agenda política. Por se tratar de um evento de motivação política, não permitimos o uso de nosso nome, plataforma ou serviços."
 
As regras do Guinness Book deixam claro que eventos com inclinação política não são aceitos.
 
Além disso, de acordo com uma estimativa da Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo, a passeata teve 12 mil motos, e não 1,3 milhão.

O número propalado pela mensagem falsa também é muito maior que a estimativa dos próprios organizadores do evento. O deputado Coronel Tadeu (PSL-SP), que fez parte da organização da motociata, diz ter percorrido a Rodovia dos Bandeirantes por 25 quilômetros para saber a dimensão do grupo. Baseado nisso, ele estima que participaram de 150 mil a 180 mil motos.

Para ter uma base de comparação, a frota total de motocicletas na cidade de São Paulo é de 1.064.595 veículos, segundo dados do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito).
 
No site do Guinness, há vários recordes ligados a motocicletas, como a menor motocicleta do mundo, a maior passeata de motocicletas da BMW, a maior passeata de motocicletas clássicas, entre outros - mas nenhuma com caráter político.
 
Mesmo que os organizadores do evento tivessem feito a requisição ao Guinness, o prazo para que uma solicitação de recorde seja analisada e determinada pelo órgão é de algumas semanas. Segundo informações que constam do site do Guinness, para que um recorde seja quebrado ou definido, a aplicação deve ser feita pelo site. São mais de 1 mil solicitações feitas por semana, e cada uma delas é avaliada "individualmente por um membro da equipe de gerenciamento de recordes". O tempo de espera para receber a resposta é de normalmente 12 semanas -- mas, por conta de uma alta de demanda recente, este prazo cresceu para 15 semanas.

A passeata aconteceu no sábado e foi organizada por motoclubes de São Paulo. A maioria dos participantes não usou máscaras. Durante o trajeto, motociclistas se envolveram em acidentes, a maioria cobriu a placa da moto com fitas adesivas e houve aglomeração.

É #FAKE que vídeo com multidão em ponte mostre motociata com Bolsonaro em Chapecó

É #FAKE que vídeo com multidão em ponte mostre motociata com Bolsonaro em Chapecó

Imagens mostram, na verdade, pessoas caminhando sobre a Terceira Ponte no Espírito Santo e estão na internet pelo menos desde 2018.

Por Roney Domingos, G1
 
27/06/2021 18h55  Atualizado há 3 dias
 
Circula nas redes sociais um vídeo que mostra uma grande manifestação sobre uma ponte, acompanhado de uma legenda que afirma que as imagens são da motociata realizada pelo presidente Jair Bolsonaro em Chapecó (SC) no sábado (26). É #FAKE.
 
As imagens não são da motociata de Bolsonaro em Chapecó. Na verdade, são pessoas caminhando sobre uma ponte.
 
Além disso, o vídeo não foi feito em Chapecó, e sim em Vitória, no Espírito Santo. E o ato mostrado não foi realizado em 2021. Ele está publicado na internet pelo menos desde 2018, antes mesmo de Bolsonaro tomar posse como presidente da República.
 
O local mostrado é a Terceira Ponte, palco de várias manifestações contra a corrupção nos últimos anos.
 
O mesmo vídeo já foi utilizado em outras publicações falsas alvos de checagem de agências de verificação, como Aos Fatos, Estadão Verifica e Lupa.
 
Bolsonaro participou na manhã de sábado de um passeio de motos em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, em meio a apoiadores. Sem máscara durante o percurso, ele cumprimentou seus adeptos e gerou aglomeração.
 
O passeio começou por volta das 9h20, no Distrito Industrial Flávio Baldissera. Depois de percorrer as vias do município, os participantes chegaram por volta das 10h40 em Xanxerê, cidade na mesma região, para a inauguração de uma agência da Caixa Econômica Federal. Posteriormente, às 10h50, o grupo retornou a Chapecó e chegou ao local perto do meio-dia.

 
Dias depois, a Artesp calculou que, na verdade, 6,6 mil veículos passaram pela Rodovia dos Bandeirantes.

É #FAKE que relatório oficial britânico pede que vacinação contra Covid seja suspensa urgentemente

É #FAKE que relatório oficial britânico pede que vacinação contra Covid seja suspensa urgentemente

Documento não foi emitido pelo governo britânico. Na verdade, foi produzido por organização que defende medicamentos sem comprovação científica. Relatório usa indevidamente relatos de eventos adversos com a vacina que qualquer cidadão pode informar sem que tenha de apresentar prova. Autoridade sanitária do Reino Unido desmente mensagem falsa.

Por Roney Domingos, G1
 
29/06/2021 14h55  Atualizado há 2 dias
 
Circula pelas redes sociais uma mensagem que diz que um relatório oficial britânico pede com urgência que a vacinação contra a Covid-19 seja interrompida. É #FAKE.
 
O tal "relatório britânico" não foi produzido por um órgão oficial. Na verdade, foi feito por uma organização chamada The Evidence-Based Medicine Consultancy Ltd, que recomenda medicamentos sem comprovação científica para prevenir e tratar a Covid-19.
 
A peça usa indevidamente relatos ao Yellow Card, sistema do governo britânico que coleta e monitora informações sobre suspeitas de problemas de segurança ou incidentes envolvendo vacinas e outros produtos. O objetivo do Yellow Card é coletar informações preliminares sobre a segurança de um produto para ver se será necessário ou não fazer uma investigação mais aprofundada.
 
Ocorre que qualquer pessoa pode fazer relatos ao Yellow Card, assim como ao Vaccine Adverse Event Reporting System (Vaers), nos Estados Unidos, e à Anvisa, no Brasil.
 
Esses sistemas recebem dados que são utilizados como subsídio para o processo de monitoramento de vacinas e outros produtos. Esses dados são considerados de menor evidência científica. No entanto, grupos antivacina usam essas informações sem tratamento científico para fazer propaganda contra os imunizantes.
 
O Fato ou Fake já checou mensagens falsas baseadas nesses dados e desmentidas pelas agências:
 


O texto falso afirma ainda que o relatório emitido pela consultoria foi submetido à autoridade sanitária do Reino Unido, a Medicines and Healthcare Products Regulatory Agency (MHRA). "O MHRA agora tem evidências mais do que suficientes sobre o sistema Yellow Card para declarar as vacinas Covid-19 inseguras para uso em humanos", diz a mensagem falsa.
 
Procurada pelo G1, a MHRA desmente essa afirmação.
 
“Mais de 75 milhões de doses de vacinas contra Covid-19 já foram administradas no Reino Unido, salvando milhares de vidas por meio do maior programa de vacinação já realizado neste país", diz a executiva-chefe da MHRA, June Raine.
 
Ela afirma que a grande maioria das reações adversas suspeitas relatadas é leve. Notificações de suspeitas de reações mais sérias são monitoradas cuidadosamente de acordo com a estratégia de vigilância da vacina Covid-19 da MHRA, com ações tomadas e comunicadas conforme necessário.
 
"Nenhum medicamento ou vacina eficaz é isento de riscos. Nosso conselho é que os benefícios da vacina superam os riscos na maioria das pessoas. Ainda é de vital importância que as pessoas se apresentem para a vacinação e para a segunda dose quando forem convidadas a fazê-lo. Pedimos a qualquer pessoa que suspeite ter experimentado um efeito colateral relacionado à vacina contra Covid-19 que informe ao site do Yellow Card", complementa.
 
A assessoria do MHRA, afirma, adicionalmente, que, para todas as vacinas, uma revisão detalhada de todos os relatórios revela que a grande maioria está relacionada a reações no local da injeção (braço dolorido, por exemplo) e sintomas generalizados, como uma doença 'semelhante à gripe', dor de cabeça, calafrios, fadiga (cansaço), náusea (sensação de enjoo), febre, tontura, fraqueza, dores musculares e taquicardia.
 
Geralmente, esses sintomas acontecem logo após a vacinação e não estão associados a doenças mais sérias ou duradouras. "Esses tipos de reação refletem a resposta imune aguda desencadeada pelo corpo às vacinas, são normalmente observados com a maioria dos tipos de vacina e tendem a se resolver em um ou dois dias. A natureza das ADRs suspeitas relatadas em todas as idades é amplamente semelhante", diz.

É #FAKE vídeo em que mulher diz que mais de 500 pessoas morreram após tomar vacina contra a Covid-19 no país

É #FAKE vídeo em que mulher diz que mais de 500 pessoas morreram após tomar vacina contra a Covid-19 no país

Números citados em português são referentes a dados enviados ao sistema de notificações do governo norte-americano e que não são confirmados pelas autoridades de saúde dos EUA.

Por Roney Domingos, G1
 
04/03/2021 20h08  Atualizado há 3 meses

Circula pelas redes sociais um vídeo em que uma mulher diz, em português, que mais de 500 pessoas morreram após tomar a vacina contra o novo coronavírus e que outras 11 mil tiveram algum tipo de reação adversa no período de 45 dias. A legenda do vídeo diz: "501 pessoas morreram após tomar a vacina contra Covid". É #FAKE.
 
Em dado momento, a mulher recomenda entrar no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para olhar todo o relatório das vacinas que são empregadas no Brasil, o que sugere que os números citados são relacionados ao Brasil.
 
No entanto, a Anvisa deixa claro que os dados públicos de notificações do uso de vacinas para Covid-19 não indicam qualquer relação das vacinas com eventos adversos graves ou óbitos no país.
 
A agência reafirma o mencionado nesta semana ao desmentir uma mensagem falsa sobre a morte de 26 pessoas após vacina no Brasil. "Não temos óbitos relacionados ao uso da vacina. Esta fake news sobre 501 mortes circulou nos EUA primeiramente."

Dados do Vaers
Os dados mencionados no vídeo foram citados em um texto da publicação The Defender, ligada ao advogado e militante antivacina Robert F. Kennedy Jr, que citou o levantamento em seu perfil verificado no Twitter.
 
Os números citados no levantamento são extraídos do Sistema de Notificação de Eventos Adversos de Vacinas (VAERS) do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC). Mas eles não são dados finais, tampouco confirmados pelas autoridades de saúde.
 
O próprio Vaers deixa claro, em seu site, que é um sistema de relatório passivo, o que significa que depende de indivíduos que podem enviar relatórios de suas experiências ao CDC e à FDA (Food And Drug Administration), equivalente à Anvisa brasileira.
 
"Qualquer pessoa pode relatar um evento adverso ao VAERS. O VAERS não foi projetado para determinar se uma vacina causou um problema de saúde, mas é especialmente útil para detectar padrões incomuns ou inesperados de notificação de eventos adversos que podem indicar um possível problema de segurança com uma vacina. O VAERS pode fornecer ao CDC e à FDA informações valiosas de que trabalho e avaliação adicionais são necessários para avaliar uma possível preocupação de segurança."

É #FAKE mensagem que fala em mais de 20 óbitos em 24h por reações a vacinas registrados pela Anvisa

É #FAKE mensagem que fala em mais de 20 óbitos em 24h por reações a vacinas registrados pela Anvisa

Agência Nacional de Vigilância Sanitária afirma que informação não é verdadeira e esclarece que os dados públicos de notificações do uso de vacinas contra o coronavírus não indicam qualquer relação com eventos adversos graves. 'Até o momento, não há nenhum caso de óbito conhecido que tenha relação estabelecida com o uso das vacinas para Covid-19 autorizadas no país.'

Por Roney Domingos
 
02/03/2021 20h55  Atualizado há 3 meses

Circula pelas redes sociais um texto que afirma que a Anvisa registrou 26 óbitos decorrentes das vacinas em apenas 24 horas. É #FAKE.
 
Procurada pelo G1, a Anvisa afirma que "esta informação não é verdadeira" e que fez "uma nota a respeito dessa distorção de dados".
 
A nota oficial da Anvisa afirma que "os dados públicos de notificações do uso de vacinas para Covid-19 não indicam qualquer relação das vacinas com eventos adversos graves ou óbitos no país". "O uso de dados de forma descontextualizada ou sem a interpretação técnica necessária pode levar a conclusões falsas."
 
O texto explica que "a avaliação benefício-risco leva em conta um conjunto grande de informações e os registros informados pelos usuários são apenas uma dessas fontes". "As outras envolvem os relatórios de segurança das fabricantes, os sinais de segurança gerados pelo modelo matemático da Organização Mundial de Saúde (OMS), a troca de informações com outras autoridades regulatórias e a discussão em grupos de especialistas."
 
"Até o momento, não há nenhum caso de óbito conhecido que tenha relação estabelecida com o uso das vacinas para Covid-19 autorizadas no país. As vacinas em uso no país são consideradas seguras. Não houve alteração na relação de risco e benefício deste produto. Já é esperado que pessoas venham a óbito por outros motivos de saúde e mesmo por causas naturais, tendo em vista a taxa de mortalidade já conhecida para cada faixa etária da população brasileira."
 
A nota da Anvisa diz ainda que "as notificações sobre vacinas e medicamentos são enviadas à Anvisa principalmente por profissionais e serviços de saúde, além dos próprios fabricantes que são obrigados a comunicar os eventos suspeitos e que possam ser graves". "Estes dados são utilizados pela Anvisa como subsídio para o seu processo de monitoramento. Como são dados notificados por terceiros, eles são considerados de menor evidência científica e servem apenas como sinalizadores para o trabalho de monitoramento da Anvisa. A análise completa envolve os processos mencionados anteriormente."
 
Professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e integrante da Comissão de Epidemiologia da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva), José Cássio de Moraes aponta que as pessoas que estão sendo vacinadas pertencem ao grupo de maior risco por serem idosas.
 
"Dados de 2019 mostram que no Brasil morrem por dia 1.123 idosos com 80 anos ou mais, ou seja, 46 por hora. A cada dia de vacinação, morrem mais de mil pessoas por outras causas. Portanto, uma associação temporal com a vacinal é esperada. A vacina da Covid não elimina a mortalidade por todas as causas. As características das vacinas disponíveis no Brasil não causam óbito."

É #FAKE que John McAfee era dono de apartamento em prédio que desabou em Miami e guardava arquivos no local

É #FAKE que John McAfee era dono de apartamento em prédio que desabou em Miami e guardava arquivos no local

Mensagem falsa modificou publicação de 2019 do empresário no Twitter; McAfee não consta da lista de proprietários do condomínio.

Por Gisele Barros, O Globo
 
29/06/2021 15h40  Atualizado há 2 dias

Circula pelas redes sociais a informação de que o empresário John McAffe, encontrado morto no dia 23 de junho na cela onde estava preso na Espanha, era dono de um apartamento no prédio que desabou em Miami, nos Estados Unidos, na quinta (24), e escondia arquivos no local. É #FAKE.
 
A mensagem falsa diz que McAffe publicou em sua conta no Twitter no dia 8 de junho a seguinte afirmação: "Se algo me acontecer, por favor saiba que 31TB de arquivos que tenho estão localizados em drives no meu condomínio próximo à rua 88 e Av. Collins ao norte de Miami Beach". A publicação, porém, não costa da página e muito menos em arquivos onlines da conta, como o Archive.is. Na data citada no post falso, ele fez duas publicações e nenhuma delas cita o prédio ou os documentos.
 
Na verdade, o empresário mencionou os arquivos na rede social em junho de 2019 sem citar nenhuma localização onde podiam ser encontrados. Na postagem verdadeira ele dizia: "Eu coletei arquivos sobre corrupção em governos. Pela primeira vez, estou citando nomes e detalhes. Vou começar com um agente corrupto da CIA e dois funcionários das Bahamas. Se eu for preso ou desaparecer, mais de 31 terabytes de dados incriminadores serão divulgados para a imprensa".

A agência de notícias AP também fez uma checagem sobre isso, e teve acesso à lista de proprietários do prédio que colapsou e deixou mais de 150 desaparecidos. McAfee e a mulher, Janice, não são listados como proprietários de qualquer apartamento no condomínio e nenhuma empresa responsável pelo empreendimento tinha qualquer associação com eles. Uma análise do histórico de endereços e afiliações comerciais de McAfee também revelou que não há nenhuma conexão com o prédio.
 
A publicação com conteúdo falso nas redes diz que a tragédia foi planejada para destruir os documentos citados acima. Apesar de a investigação sobre o que levou ao desabamento não ter começado oficialmente, já foi confirmado que o prédio tinha problemas estruturais, principalmente na área do estacionamento. Um relatório de engenharia feito em 2018 mostrou que uma laje de concreto precisava ser substituída "em um futuro próximo" devido a uma falha na impermeabilização.

quinta-feira, 1 de julho de 2021

É #FAKE que GloboNews exibiu letreiro classificando Lázaro como 'vítima da sociedade'

É #FAKE que GloboNews exibiu letreiro classificando Lázaro como 'vítima da sociedade'

Imagem foi manipulada. Padrão do texto nem sequer é o exibido pela emissora. Além disso, programa que aparece na tela é antigo.

Por G1
 
30/06/2021 14h10  Atualizado há um dia

Circula nas redes sociais o print de uma tela do programa "GloboNews em Pauta" em que aparece o seguinte título: "Lázaro morto: injustiça social". E o texto no letreiro: "O triste fim de mais uma vítima da sociedade". É #FAKE.
 
Tal texto jamais foi veiculado. É possível ver, pela fonte do texto, que houve uma montagem grosseira. O padrão usado pela emissora nem sequer é esse. Além disso, Guga Chacra não participou do programa na segunda nem na terça. Ele está em férias.
 
O programa usado como base para fazer a montagem foi veiculado em 13 de janeiro deste ano, meses antes de o caso Lázaro virar um dos assuntos mais comentados do país.
 
Segundo o secretário da Segurança de Goiás, Rodney Miranda, Lázaro foi baleado após desferir tiros contra os policiais envolvidos na operação. "Ele descarregou a pistola contra os policiais e não tivemos outra alternativa se não revidar."
 
O criminoso de 32 anos, suspeito de matar uma família em Ceilândia, no Distrito Federal, e cometer pelo menos sete crimes em Goiás, acabou morto. Uma força-tarefa com mais de 270 policiais foi montada para capturá-lo. Foram 20 dias de busca.
 
Essa é a terceira montagem feita com um programa da Globo para criar uma narrativa falsa sobre o caso Lázaro. Um print da tela do programa "Encontro com Fátima Bernardes" com uma tarja falsa foi desmentido pelo Fato ou Fake. Uma outra tarja falsa atribuída a uma reportagem do Jornal Hoje também viralizou nas redes.

Médicos tomam três doses da vacina contra a Covid-19, e Prefeitura de SP encaminha casos ao Cremesp

Médicos tomam três doses da vacina contra a Covid-19, e Prefeitura de SP encaminha casos ao Cremesp

De acordo com a prefeitura, dois médicos foram a um drive-thru da cidade de São Paulo que estava sem sistema e tomaram a terceira dose da imunização, burlando o sistema de vacinação. Um dos médicos é da cidade de Diadema, na Grande SP, e o outro da rede municipal da capital paulista.

Por Isabela Leite e Rodrigo Rodrigues, GloboNews e G1SP — São Paulo
 
01/07/2021 18h47  Atualizado há 2 horas

A Prefeitura de São Paulo identificou dois médicos que tomaram três doses das vacinas contra a Covid-19 na capital paulista.
 
Segundo a gestão municipal, os médicos tomaram duas doses da Coronavac e depois a 1ª dose da vacina da Pfizer. Um dos médicos é da cidade de Diadema, na Grande SP, e outro da rede municipal da capital paulista.
 
De acordo com a prefeitura, eles foram até um drive-thru da cidade que estava sem sistema e tomaram a terceira dose da imunização, burlando o sistema de vacinação municipal.
 
A fraude só foi identificada após as anotações manuais terem sido inseridas no sistema de informatizado, que apontou que eles já tinham tomado as duas doses da Coronavac.
 
Os dois casos foram encaminhados para apuração ética do Conselho Regional de Medicina de (Cremesp), segundo a gestão municipal.
 
No caso do médico da capital paulista, não houve até o momento representação ao Ministério Público de São Paulo do caso.
 
Redes sociais
Na cidade de Guarulhos, na Grande SP, uma veterinária também burlou o sistema de vacinação e tomou três doses de vacinas contra a Covid-19. Jussara Sonner foi vacinada com as duas doses da Coronavac em fevereiro e março na UBS Vila Fátima, e, e tomou a dose única da Janssen na UBS Uirapuru na quarta-feira (30) por vontade própria.

Nas redes sociais, Sonner publicou o comprovante das três doses e declarou que tomou a terceira dose para se sentir "mais protegida e viajar para onde quiser".
 
"Sei que nenhuma vacina é totalmente segura porque não houve tempo para a realização de testes. Mas como no início do ano tomei a vacina estava bastante incomodada com isso. Esperei o tempo necessário - 3 meses- e hoje consegui tomar a Janssen. Me sinto mais protegida e com dose única estou liberada para viajar para onde quiser", disse ela em rede social.
 
Quando questionada por uma outra pessoa na publicação como tinha conseguido burlar o sistema de vacinação, Jussara informou que foi até uma Unidade Básica de Saúde (UBS) que estava sem computadores para verificar se o nome dela já constava no sistema de vacinação.
 
"Uma sorte, anotaram meu nome em uma folha timbrada, quando cair no sistema já será tarde", afirmou.
 
Em nota ao G1, a Prefeitura de Guarulhos informou que "tomou conhecimento nesta manhã das postagens da médica veterinária e imediatamente determinou que o caso fosse enviado ao Ministério Público Estadual para que ela seja investigada".
 
A Prefeitura informou ainda que "não mede esforços para promover uma vacinação célere e eficiente, criando critérios objetivos para a contemplação de sua população. Mas não se pode fechar os olhos para abusos e fraudes que visem burlar esse sistema, ainda mais baseadas em motivações desprovidas de amparo científico que possam prejudicar grupos prioritários para a vacinação, como neste caso".
 
A Secretaria Municipal da Saúde abriu um procedimento interno para apurar que tipo de falha pode ter ocorrido no sistema da UBS para que a mesma pessoa fosse vacinada duplamente com imunizantes diferentes.
 
O Ministério Público de Guarulhos diz que foi comunicado pela Prefeitura de Guarulhos sobre o caso às 16h25 deste quinta (1), mas a representação para a Promotoria Criminal de Guarulhos ainda não foi analisada.

Senado aprova projeto que inclui no Código Penal crime de violência psicológica contra a mulher

Senado aprova projeto que inclui no Código Penal crime de violência psicológica contra a mulher

Proposta prevê reclusão de seis meses a 2 anos para quem 'causar dano emocional à mulher que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento'. Texto segue para sanção.

Por Gustavo Garcia, G1 — Brasília
 
01/07/2021 20h37  Atualizado há uma hora

O Senado aprovou nesta quinta-feira (1º), por unanimidade, um projeto que inclui no Código Penal o crime de violência psicológica contra a mulher.
 
A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e seguirá para sanção do presidente Jair Bolsonaro.
 
Pela proposta, a violência psicológica contra a mulher consiste em: "Causar dano emocional à mulher que a prejudique e perturbe seu pleno desenvolvimento ou que vise a degradar ou a controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, chantagem, ridicularização, limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que cause prejuízo à sua saúde psicológica e autodeterminação".
 
Pelo texto aprovado, a punição para o crime será reclusão de seis meses a 2 anos e pagamento de multa. A pena pode ser maior se a conduta constituir crime mais grave.
 
Outros países do mundo reconhecem a violência psicológica como crime, entre os quais a Irlanda. No ano passado, o Instituto Maria da Penha chegou a lançar uma campanha contra a violência psicológica.
 
O projeto também aumenta a pena do crime de lesão corporal praticada contra a mulher. Neste caso, a pena passa a ser prisão de um a quatro anos (sem o agravante, a pena é detenção de três meses a um ano).
 
Além disso, o texto aprovado altera um trecho da Lei Maria da Penha para incluir o risco à integridade psicológica contra a mulher como fundamento para o afastamento do agressor do local de convivência.
 
'Sinal Vermelho'
O projeto aprovado pelo Senado também assegura em lei a campanha "Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica", lançada no ano passado pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
 
A iniciativa estabelece um protocolo para a mulher poder denunciar que sofre violência. A campanha sugere que ela vá a uma farmácia cadastrada e apresente ao farmacêutico ou ao atendente um sinal de "X" em vermelho na palma da mão. Neste caso, os funcionários devem acionar imediatamente a polícia para acolhimento da vítima.
 
Pela proposta aprovada, os poderes Executivo e Judiciário, o Ministério Público, a Defensoria Pública e órgãos de segurança pública podem atuar junto a entidades privadas para a promoção do programa - permitindo, portanto, o convênio de outras empresas além das farmácias, como hotéis, mercados, repartições públicas e outros.
 
"A iniciativa se insere naquelas destinadas à prevenção e proteção da violência contra a mulher e pode contribuir para evitar a escalada de agressões ocorridas no ambiente doméstico e familiar", afirmou a relatora do projeto no Senado, Rose de Freitas (MDB-ES).
 
Metas de prestadores do SUS
O senadores aprovaram também projeto que prorroga até 31 de dezembro de 2021 a suspensão do cumprimento de metas contratuais por prestadores de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta vai à sanção.
 
A suspensão vigorou até 31 de dezembro de 2020, mas, com a continuidade da pandemia, os parlamentares decidiram votar a prorrogação, de modo a permitir que as entidades continuem recebendo recursos.
 
A suspensão vale para pessoas jurídicas de direito público ou privado, com ou sem fins lucrativos.
 
A proposta estabelece ainda que as organizações sociais de saúde (OSS) também não precisam manter metas quantitativas em relação à produção de serviços.
 
OSS’s são instituições filantrópicas, sem fins lucrativos, como as santas casas. São responsáveis pelo gerenciamento de serviços de saúde do SUS em todo o país, em parceria com as secretarias municipais e estaduais de saúde.

Dominguetti sustenta denúncia de propina, tem celular apreendido e é apontado como 'testemunha plantada' na CPI

Dominguetti sustenta denúncia de propina, tem celular apreendido e é apontado como 'testemunha plantada' na CPI

Policial militar se apresentou como representante de distribuidora de remédios. Ele entrou na mira da CPI após afirmar que recebeu pedido de propina de um diretor do Ministério da Saúde.

Por Beatriz Borges, G1 — Brasília
 
01/07/2021 18h32  Atualizado há uma hora

Após quase sete horas de inquirição na CPI da Covid, o policial militar de Minas Gerais Luiz Paulo Dominguetti, que se apresentou como representante da empresa Davati Medical Supply, reafirmou a denúncia sobre pedido de propina de um diretor do Ministério da Saúde, teve o celular apreendido e foi acusado por senadores de ser uma "testemunha plantada".
 
O policial militar foi chamado a depor à comissão parlamentar de inquérito após ter concedido entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo", publicada nesta terça (29), na qual disse que em fevereiro deste ano o então diretor de Logística do ministério, Roberto Ferreira Dias, pediu propina de US$ 1 por dose de vacina que seria adquirida pelo Ministério da Saúde. Conforme a reportagem, a negociação envolvia 400 milhões de doses da vacina da AstraZeneca.
 
Dominguetti disse à CPI que o pedido de propina partiu "exclusivamente" do então diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias. O policial afirmou ainda que foi solicitado o pagamento de US$ 1 por dose.
 
"Era US$ 1 por dose. US$ 3,50, excelência, a primeira proposta. A Davati estava ofertando ao Ministério da Saúde 400 milhões de doses", afirmou.
 
Roberto Dias nega ter feito pedido de propina e vê interesses de "terceiros" na denúncia.
 
"É importante frisar que ao contrário do que é alegado pelo Dominguetti, o tema propina, pedido de dinheiro, facilitação... NUNCA foi tratado a mesa ou em qualquer outro ambiente em que eu estive presente", disse em nota.
 
Dominguetti relatou que o contrato não foi celebrado por ser "imoral" e porque seria difícil incluir o dólar extra no contrato e nas notas fiscais.
 
"Então, por isso que não tem como eu chegar e aceitar qualquer coisa, embora seja imoral também. Mas [não poderia] aceitar qualquer coisa, porque eu teria que tirar do meu bolso para pagar, porque se lá [na oferta] não sai esse valor, como é que eu ia colocar um dólar aqui? Quem ia pagar essa nota, onde eu ia arrumar uma nota para isso? Não existia", prosseguiu.
 
De acordo com o relato de Dominguetti, o pedido de propina ocorreu em 25 de fevereiro, em um restaurante em um shopping de Brasília.
 
O policial afirmou que, além do diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, um empresário e o tenente-coronel Marcelo Blanco também participaram do jantar.
 
"Havia o Coronel Blanco no momento e mais um empresário de que eu não me recordo. Ele ficava com uma prancheta, anotando alguns dados, fazendo alguns cálculos. Mas eu não me recordo do nome dele", afirmou.
 
Marcelo Blanco perdeu nesta quarta (30) uma das funções que desempenhava no Ministério da Saúde – a de substituir, eventualmente, o diretor do órgão, até então Roberto Dias, que foi exonerado nesta terça -feira (29).
 
Reuniões no Ministério da Saúde
Dominguetti afirmou ter tido três reuniões no Ministério da Saúde para tratar da venda das vacinas.
 
Ainda, segundo o policial, participaram dos encontros Roberto Dias, o secretário-executivo da gestão do ministro Eduardo Pazuello, Elcio Franco, e uma pessoa que ele identificou com Laurício.
 
"Eu tive a oportunidade de estar com três executivos do Ministério da Saúde: Elcio Franco, Roberto Dias e Laurício. Estive três vezes ofertando as vacinas", relatou.
 
Dominguetti disse ainda que, quando se encontrou com Elcio Franco, o secretário-executivo não sabia da proposta de venda de 400 milhões de doses da vacina que havia sido feita ao então diretor de Logística da pasta, Roberto Dias.
 
"Quando estivemos com o Elcio Franco, o que nos espantou [foi] uma proposta de 400 milhões de doses e o coronel não ter conhecimento dessa proposta, que tinha sido protocolada pelo Roberto Dias. Ele [Roberto] não tinha informado o ministério sobre a proposta", disse.
 
Celular apreendido
Durante a sessão, o policial militar apresentou um áudio à comissão que seria supostamente do deputado Luis Miranda (DEM-DF) e teve o celular apreendido. Miranda foi o deputado que, junto com o irmão dele, denunciou suspeita de corrupção no contrato de aquisição da vacina indiana Covaxin.
 
Ouça áudio divulgado por Dominguetti na CPI
 
Inicialmente, Dominguetti disse que havia sinais de que o áudio se referia a uma negociação de vacinas.
 
"Se o seu produto estiver no chão, o cara fizer um vídeo, falar meu nome, Luis Miranda, tenho aqui o produto e tal, o meu comprador entende que é fato e encaminha toda a documentação necessária, amarra, faz as travas, faz os contratos todos e bola para frente", diz Miranda em um trecho do áudio.
 
No entanto, no áudio, a palavra "vacina" não é mencionada. Posteriormente, o depoente afirmou que não sabia qual era o contexto da gravação.
 
Luiz Miranda foi ouvido na CPI semana passada e relatou que havia avisado o presidente Jair Bolsonaro sobre irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin.
 
Após a divulgação do áudio apresentado por Dominguetti, o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), se reuniu por alguns minutos com outros senadores da CPI e com o deputado Luis Miranda.
 
Após a reunião, Aziz afirmou que Miranda disse que o áudio seria de 2020 e que não dizia respeito às vacinas.
 
"O que ele diz é que esse áudio é de 2020, que é uma negociação nos Estados Unidos, não tem nada a ver com Brasil. É um áudio em que nem se falava em vacinas ainda e que está editado aqui para prejudicá-lo. Ele foi agora à polícia levar o áudio completo, fazer denúncia-crime e que irá dispor para gente a edição do áudio", afirmou Aziz.
 
Após dúvidas da comissão sobre o contexto de um áudio atribuído ao deputado Luis Miranda, foi decidido que o aparelho celular de Dominguetti seria apreendido.
 
Posteriormente, a Polícia Legislativa do Senado recolheu o aparelho em uma embalagem lacrada na presença dos membros e do advogado do depoente.
 
Testemunha plantada
Após a apresentação do áudio, o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) afirmou que Dominguetti seria uma testemunha "plantada" para confundir os trabalhos.
 
"Com todo respeito, essa testemunha foi plantada aqui. Ela foi plantada, ela está em estado flagrancial do artigo 342. Tem que dar voz de prisão a esse depoente", disse Contarato.
 
"Com base em que o senhor fala isso? Plantada por quem?", questionou o senador governista Marcos Rogério (DEM-RO).
 
"Com base em quê? Olha aí qual é a conversa, a conversa anterior a esse áudio. Esse áudio se refere a quê? Ele se refere à Walmart, a pequenos contratos, ele nunca fez contrato nenhum com o Ministério da Saúde, pelo amor de Deus", respondeu Contarato.
 
O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), disse que Dominguetti "pode não ter sido orientado", mas que o "áudio foi plantado".
 
“O depoente pode não ter sido orientado, mas uma coisa é certa: o áudio foi plantado, presidente. Não há nenhuma dúvida em relação a isso”, disse a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA). “Não há mais”, afirmou Calheiros.
 
Precisa Medicamentos
Nesta quinta-feira (1º) estava previsto o depoimento de Francisco Maximiano, sócio-presidente da Precisa Medicamentos. A empresa atuou como intermediária nas negociações do governo para aquisição da Covaxin, vacina contra a Covid-19 produzida por um laboratório na Índia.
 
No entanto, Maximiano obteve no Supremo Tribunal Federal (STF) uma decisão da ministra Rosa Weber que lhe concedeu o direito de ficar em silêncio e de não responder a perguntas dos senadores. Com isso, a CPI decidiu antecipar o depoimento de Dominguetti, inicialmente previsto para sexta (2).
 
O relator da Comissão, Renan Calheiros, disse nesta quinta-feira (1º) que o governo utilizou a Polícia Federal para proteger Maximiano, pois teria aberto um inquérito que cita o sócio da Precisa apenas para dar a ele o status de "investigado" e facilitar a concessão do habeas corpus.
 
"Ontem, nós tivemos uma eloquente utilização da instituição da Polícia Federal. Porque, não sendo investigado nessa comissão, o senhor Maximiano teve contra si aberto uma investigação na Polícia Federal. E essa investigação serviu de base para a concessão do habeas corpus pela ministra Rosa Weber, numa burla", afirmou.
 
O senador Marcos Rogério (DEM-RO) declarou que as acusações de Calheiros contra a PF eram "gravíssimas".
 
O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do governo no Senado, disse que fez com que Maximiano passasse à condição de investigado foi o pedido de quebra de sigilo feito pela CPI.
 
"Não foi a ação da PF que o transformou em investigado. Quem transformou o senhor Maximiano em investigado foi a quebra do sigilo telemático do senhor Maximiano feita por esta CPI", disse Bezerra Coelho.

domingo, 13 de junho de 2021

MADONNA - JUNHO | JUNE | JUNIO

MADONNA
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