segunda-feira, 5 de julho de 2021

Gabriel Monteiro perdeu na Justiça!

Justiça determina que vereador Gabriel Monteiro retire três vídeos de rede social
 
A juíza Luciana Santos Teixeira decidiu que o ex-PM exclua publicações com acusações contra o coronel Luciano de Vasconcelos, comandante do 19º BPM (Copacabana), por ligação à contravenção. Vereador tem também 6 supostos casos de quebra de decoro em análise na Câmara do Rio.
 
Por G1 Rio
 
05/07/2021 16h13  Atualizado há 4 horas
 
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) determinou que o vereador e ex-PM Gabriel Monteiro (PSD) apague de seu canal no Youtube três vídeos em que ele acusa o comandante do 19º BPM (Copacabana), coronel Luciano de Vasconcelos, de ser ligado ao crime de contravenção.
 
Segundo a decisão assinada pela juíza Luciana Santos Teixeira, o material postado por Gabriel na internet contém "imputação criminal sem qualquer denúncia, inquérito ou investigação em andamento" e extrapola a liberdade de expressão.
 
Assinada em 2 de julho, a ordem foi direcionada ao vereador e ao Google, que teriam 24 horas após o recebimento da intimação para retirar os vídeos de circulação de todas as suas plataformas.
 
Até o final da tarde desta segunda-feira (5), os vídeos ainda estavam disponíveis no canal do vereador.
 
A juíza estipulou uma multa diária de R$ 500, caso a ordem não seja cumprida.
 
Na opinião da magistrada, Gabriel Monteiro "fez acusações gravíssimas contra o impetrante (coronel), afirmando em diversos trechos dos vídeos apontados que este teria envolvimento com grupos de contravenção penal, que estaria corrompido por estes e que, por isso, não teria interesse em agir com firmeza na repressão desta espécie de criminalidade".
 
Por volta das 16h desta segunda, o vereador publicou em uma de suas redes sociais um comentário sobre o processo. Gabriel questionou qual seria o interesse do coronel em buscar a Justiça.
 
"Sinceramente, não sou um exército, sou apenas um. Tô dando a vida por um trabalho que ninguém quer fazer, e só porrada que tomo. O Coronel Luciano tinha perdido a ação, agora ganhou no recurso. Qual interesse desse Coronel?", questionou.
 
Supostos casos de quebra de decoro
Na última semana, Gabriel Monteiro se envolveu em mais uma confusão. Dessa vez, o ex-PM brigou com um caminhoneiro na porta de um bingo clandestino em Copacabana, na Zona Sul.
 
Como mostrou o RJ2 na quinta-feira (1º), o Conselho de Ética da Câmara já analisa seis situações em que Monteiro pode ter quebrado o decoro do cargo. Contando com recurso público, ações do vereador são gravadas e geram retorno financeiro para o político na internet.
 
Imagens mostram Monteiro chegando acompanhado de cinegrafistas e seguranças ao local onde funcionava o bingo. Pelo menos três deles usam toucas-ninja. Na polícia, o vereador afirmou que esteve no endereço porque teve informação de que haveria um bingo em funcionamento no local.
 
E acrescentou ter encontrado o caminhoneiro Carlos Henrique Santos Araújo, com diversos caixas de máquinas caça-níquel. Segundo o vereador, o motorista o ameaçou. Na delegacia, o homem afirmou que foi abordado pelo parlamentar e perguntado quem era o chefe. E que o grupo de Gabriel Monteiro o agrediu com socos e chutes.
 
O motorista acrescentou que a abordagem foi realizada de forma truculenta, achando que seria um grupo de assaltantes e milicianos. Carlos Henrique também relatou que foi ameaçado. Segundo ele, o vereador afirmou: "fala tudo, senão eu te coloco na mala do carro".
 
Os vídeos mostram que o motorista deu um soco no vereador, que revidou com chute. E mais agressão. O inquérito de lesão corporal mútua já foi encaminhado para o Juizado Especial Criminal.
 
Segurança suspeito de homicídio
A polícia também investiga se um dos integrantes da equipe que acompanha Gabriel Monteiro nas fiscalizações é Daniel Aleixo Guimarães. Em fotos, o homem aparece armado. E em outras, com Monteiro.
 
O suposto segurança do vereador é acusado de matar, em 2015, um ex-prefeito de Macuco, na Região Serrana. Ele chegou a ser preso, mas responde em liberdade.
 
Em abril, o RJ2 mostrou que, durante a pandemia, o vereador fazia fiscalizações em hospitais – sem usar equipamentos de proteção e provocando aglomerações em áreas destinadas a pacientes com Covid. Também foi a abrigos à noite, quando os moradores já estavam dormindo.
 
O Conselho de Ética analisa as vistorias feitas pelo vereador, mas até agora nenhum processo foi aberto. Outro ponto polêmico é o fato de Gabriel Monteiro usar a prerrogativa do cargo em benefício próprio – para ganhar dinheiro. Todas as supostas fiscalizações são filmadas e viram vídeos monetizados em redes sociais.
 
"No caso do vereador Gabriel Monteiro, já chamamos pra conversar, ele foi alertado sobre procedimentos incompatíveis, e o que vale para um vale para todos. Não perseguimos ninguém, mas temos que agir com firmeza com todos os casos”“, afirmou o vereador Chico Alencar (PSOL), membro do Conselho de Ética.
 
Condenado a indenizar coronel
Conforme publicado na coluna de Ancelmo Góis, em O Globo, na última quinta (1), Gabriel foi condenado na Justiça a pagar 40 salários-mínimos ao coronel da PM Íbis Souza Pereira.
 
O vereador fez um vídeo insinuando envolvimento do coronel com os traficantes da Maré, onde Íbis foi dar uma palestra.
 

Sikêra Jr. perdeu 24 anunciantes em uma semana

Sikêra Jr. perdeu 24 anunciantes em uma semana

Pipoca Moderna

2 jul 2021

23h52 | atualizado às 23h57
 
O programa "Alerta Nacional", de Sikêra Jr., perdeu 24 anunciantes na TV e na internet em uma semana, período transcorrido desde o surto em que o apresentador chamou homossexuais de "raça maldita". O ataque foi motivado por uma campanha inclusiva do Burger King, em que crianças revelavam ter pais gays.
 
Desde o fim de semana, Sikêra virou alvo de uma campanha de desmonetização, encabeçada pelo movimento Sleeping Giants Brasil, que passou a confrontar anunciantes do apresentador com o conteúdo preconceituoso de seu programa. Perguntadas se apoiavam aquelas mensagens, a maioria das empresas se manifestou em defesa dos direitos LGBTQIA+ e contra a homofobia.
 
"Vocês são nojentos. A gente está calado, engolindo essa raça desgraçada, mas vai chegar um momento em que vamos ter que fazer um barulho maior. Deixa a criança crescer, brincar, descobrir por ela mesma. O comercial é podre, nojento. Isso não é conversa para criança", disse o apresentador, entre outras barbaridades, na sexta passada (25/6).
 
Ao ver o estrago que causou contra si mesmo, ele chegou a pedir desculpas na terça-feira, mas sem demonstrar arrependimento. "Extrapolei como nunca, revoltado com o que vi naquele comercial, e continuo contra, minha opinião continua a mesma. Mas você que se sentiu ofendido, o que eu posso dizer é que me perdoe", disse, para tentar reverter a sangria.
 
Mas, em vez de convencer o mercado, o novo comentário teve efeito oposto, ao acelerar a saída de anunciantes de seu programa.
 
Repaginada ao longo da semana, a iniciativa #DesmonetizaHomofobia levou ao cancelamento e/ou bloqueio de campanhas da
  1. TIM,
  2. Sorridents,
  3. Magazine Luiza,
  4. HapVida,
  5. Betsul,
  6. Seara,
  7. BMW,
  8. Faculdade Única,
  9. Burguer King,
  10. FlexFarma,
  11. Yamaha,
  12. Ford,
  13. Nivea,
  14. MRV,
  15. Kicaldo,
  16. Blindex,
  17. Novo Mundo,
  18. IPOK,
  19. Delinea Corpus,
  20. FLEXFARMA,
  21. Motorola,
  22. Samsung,
  23. Caixa Econômica Federal e
  24. Amazongás

... na TV e nos canais do programa de Sikêra na internet.
 
Com isso, o intervalo comercial do "Alerta Nacional" foi reduzido em 57%, diminuição que reflete a falta de empresas interessadas em patrocinar o chamado telejornal.
 
Por outro lado, a Ultrafarma manteve o patrocínio master do "Alerta Nacional" e tentou se justificar com uma nota citando isenção de responsabilidade. "Nós da Ultrafarma gostaríamos de esclarecer que o posicionamento dos apresentadores e/ou emissoras onde anunciamos nossos produtos não necessariamente representa a nossa posição corporativa", publicou a empresa nas redes sociais.
 
O post teve resultado oposto do esperado. Foram tantas reclamações que a empresa preferiu deletar seu perfil no Instagram. Sidney Oliveira, dono da rede de farmácias, também desativou sua conta pessoal.
 
Isto se chama responsabilidade social, expressão que os empresários brasileiros começam a perceber que não se resume a discurso, exige (responsabiliz)ação.
 

sábado, 3 de julho de 2021

É #FAKE que Dilma disse que 2ª dose da vacina deve ser dada antes, já que é ela que imuniza

É #FAKE que Dilma disse que 2ª dose da vacina deve ser dada antes, já que é ela que imuniza

Cartaz atribui à ex-presidente frase jamais dita por ela publicamente ou nas redes sociais.

Por Roney Domingos, G1
 
03/07/2021 10h22  Atualizado há 8 horas
 
Circula pelas redes sociais um cartaz com a foto da ex-presidente Dilma Rousseff e a seguinte frase atribuída a ela: "Se a segunda dose da vacina é a que garante a imunização, então deveriam dar a segunda dose primeiro". É #FAKE.
 
Não existe registro nas redes sociais verificadas de Dilma Rousseff de que ela tenha dado tal declaração. A única vez em que ela escreveu a palavra "dose" em seu Twitter foi quando recebeu a primeira dose da vacina Coronavac. Quando fala de vacina nas redes, a ex-presidente apenas comenta a dificuldade que os brasileiros enfrentam para ter acesso ao imunizante.
 
A busca pela frase exata no Google mostra que ela não foi publicada em nenhum veículo profissional de imprensa, exceto em checagens já feitas por Boatos, Estadão Verifica e AFP.
 
Não há qualquer sentido na declaração, que foi entendida apenas como uma sátira ou meme por muitas pessoas.
 
A assessoria dela reforça que se trata de "mais uma fake news".

AS PROMESSAS DE WITZEL E CASTRO: o que fez e o que não fez!?


Eduardo Leite is Gay! What Does This Change in Brazil's scial and poolitical scenari?

EDUARDO LEITE IS GAY!
WHAT DOES THIS CHANGE IN BRAZIL'S SOCIAL AND POLITICAL SCENARIO?
 
Last Thursday, July 1, 2021, the governor of Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, assumed his homosexuality in the 'Conversa com Bial' Program, to the astonishment of some and not much to others. For me, I get the first option.
 
And it is clear that the two extremist strands of our country raised their voices and began to speculate about such a decision to come out in public. In short, the two ends, which supposedly defend democracy and freedom of expression, have raised their voices to diminish, repress and oppress a citizen who has decided to 'come out of the closet'.
 
Left: “Wow! A gay Pocketnarista, who calls himself conservative. We will never forget that you stood up to defend Jair Messias Bolsonaro” – “It's politicking!”
 
Right: “I don't care what you do indoors. I want to know what you do in public administration!” – “It's politicking!”
 
In fact (1), the two flags had to use the voice they have to not only raise the flag, but also bring more people to their sides. But they do the opposite of what they preach. Right and left increasingly praise this extremist and corruptible bipolarism that exists in Brazil. The two wings, more and more, preach the division of society, the division of people, the division of classes. Instead of looking for a way to unite and fight for a better Brazil, instead of looking for a way to find the infamous 'common good', these extremes only cultivate the vicious bipolarism.
 
In fact (2), it should be a reason for 'pride', awareness and respect for 'everyone' for a politician, already within the system, to have the audacity to assume a live role for Brazil. Also because we live in a hypocritical country: artists raise the flag, talk about acceptance, but they themselves do not come out, they are ashamed, or worse, they are afraid of losing acting opportunities for having come out.
 
On at least one thing the extremes agree: that Eduardo Leite took over because of politicking. But what would be the (social, political) benefit of a politician assuming? Is it taking the focus away from bad management? Is it reaching another voter zone?
 
Ah... answering the question asked in the title of the text: I don't think it changes ANYTHING! Only his Instagram that rocked these last few days. otherwise... it's the rest.
 
What do you think?
Answer there...

Eduardo Leite é gay! O que isso muda no cenário social e político do Brasil?

EDUARDO LEITE É GAY!
O QUE ISSO MUDA NO CENÁRIO SOCIAL E POLÍTICO DO BRASIL?

Na última quinta-feira, no dia 01º de julho de 2021, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, assumiu sua homossexualidade no Programa ‘Conversa com Bial’, para espanto de alguns e nem muito para outros. Para mim, eu fico com a primeira opção.
 
E é claro que as duas vertentes extremistas do nosso país levantaram a voz e começaram a especular sobre tal decisão de assumir em público. Em resumo, as duas extremidades, que supostamente defendem a democracia e a liberdade de expressão, levantaram suas vozes para diminuir, reprimir e, muito, oprimir, um cidadão que decidiu ‘sair do armário’.
 
A esquerda: “Nossa! Um gay bolsonarista, que se diz conservador. Nunca esqueceremos que você se levantou para defender Jair Messias Bolsonaro” – “É politicagem!”
 
A direita: “Não quero saber o que você faz entre quatro paredes. Eu quero saber o que você faz na administração pública!” – “É politicagem!”
 
Na verdade (1), as duas bandeiras tinham que usar a voz que têm para, não só levantar a bandeira, como unir mais pessoas para seus lados. Mas fazem o oposto do que pregam. Direita e esquerda cada vez mais enaltecem este bipolarismo extremista e corruptível que existe no Brasil. As duas alas, cada dia mais, pregam a divisão a sociedade, a divisão das pessoas, a divisão das classes. Ao invés de procurarem um meio para se unir e lutarem por um Brasil melhor, ao invés de procurarem um meio de achar o famigerado ‘bem comum’, estes extremos só cultivam o vicioso bipolarismo.
 
Na verdade (2), deveria ser motivo de ‘orgulho’, conscientização e respeito para ‘todos’ um político, já dentro do sistema, ter a audácia de assumir ao vivo para o Brasil. Até porque vivemos em um país hipócrita: artistas levantam a bandeira, falam de aceitação, mas eles mesmos não se assumem, têm vergonha, ou pior, têm medo de perderem oportunidades de atuação por terem se assumido.
 
Pelo menos em uma coisa os extremos concordam: que Eduardo Leite assumiu por causa de politicagem. Mas qual seria o benefício (social, político) de um político assumir? Será que é tirar o foco de uma péssima gestão? Será que é alcançar outra zona de eleitores?

Ah... respondendo à pergunta feita no título do texto: eu acho que não muda NADA! Apenas o Instagram dele que bombou nestes últimos dias. de resto... é resto.

O que vocês acham?
Respondam aí...

TOP Performing Artists all Time (LPs, Singles, Streams & Tour)

TOP Performing Artists all Time
(LPs, Singles, Streams & Tour)

$6.13 Billion - Roolling Stones
$6.08 Billioon - The Beatles
$5.17 Billion - Michael Jackson
$5.04 Billion - Madonna
$5.02 Billion - U2
$4.87 Billion - Elton John
$4.17 Billion - Elvis Presley
$4.34 Billion - Céline Dion
$4.27 Billion - Bruce Springsteen
$4.23 Billion - Pink Floyd

sexta-feira, 2 de julho de 2021

“Eu sou gay”, disse Eduardo Leite (PSDB) [ANÁLISE]

ANÁLISE
Contextualiza um acontecimento e aprofunda a compreensão de seus diversos ângulos
 
Gay e presidenciável, Eduardo Leite faz ato político de coragem equilibrista
'Sou um governador gay, e não um gay governador', disse governador do Rio Grande do Sul
 
Thiago Amparo
Advogado, é professor de direito internacional e direitos humanos e coordenador do núcleo de justiça racial e direito na FGV Direito SP. Doutor pela Central European University (Budapeste), escreve sobre direitos e discriminação.
 
Vídeo de Eduardo Leite no Programa: https://globoplay.globo.com/v/9653100/?s=0s

“Eu sou gay”, disse Eduardo Leite (PSDB), governador do Rio Grande do Sul na última quinta (01). E repete: “eu sou gay”, na segunda vez com um leve sorriso, quiçá de alívio. Há uma beleza no ato que quaisquer diferenças políticas não são capazes de dissipar, ou não deveriam ao menos.
 
É um erro trivializar o feito de Eduardo Leite: é libertador, pessoalmente, e custoso, politicamente, assumir-se LGBT+ num país governado por um presidente homofóbico.
 
Presidente, aliás, a quem Leite (o candidato a governador) ajudou a eleger junto com outros 29% de LGBTs que apoiaram Bolsonaro, segundo o Datafolha pré-eleitoral, e de quem Leite (o presidenciável) agora procura se distanciar ao denunciar na justiça sua homofobia, que, convenhamos, sempre foi patente.
 
E aqui começam as complexidades; saber transitá-las faz parte da maturidade intelectual da qual não podemos nos furtar. Vamos ponto por ponto.
 
Primeiro, intersecção entre classe, raça e orientação sexual: Eduardo Leite assume ser um político LGBT+ com a naturalidade conquistada com muito suor e sangue por quem ainda sofre por não se enquadrar, em maior ou menor grau, ao ideal socialmente imposto (branco, masculino, rico, homem e heterossexual).
 
Heteronormatividade soa como um palavrão, mas indica apenas quais corpos são mais ou menos aceitos pela sociedade, inclusive entre LGBTs. Indica, inclusive, por que esquecemos quem é Kátia Tapety, primeira política transexual eleita em 1992, ou porque muitas políticas lésbicas hoje estejam no armário ainda.
 
O país que aceita cada vez mais a homossexualidade (crescimento de 61% a 67% entre 2013 e 2019) é o mesmo país que mais mata travestis e transexuais (alta de 41% em 2020, segundo a ANTRA, sendo a grande maioria negras) e vê índices de violência sexual e física contra mulheres lésbicas invisibilizados.
 
Não é de hoje que há disputas internas entre LGBTs, seja pessoalmente (LGBTs são indivíduos e pensam diferente), seja como movimentos. A história dos movimentos LGBTs aqui e nos EUA pode ser contada por meio de consecutivas cisões internas e busca por reconhecimento dentro da sopa de letrinha.
 
Basta lembrar o esporro que uma das líderes da revolta de Stonewall de 1969, Sylvia Rivera, transgênero e porto-riquenha, deu aos homens brancos na parada de Nova York de 1973: “Há um lugar para mim na mesa? (...) vocês já foram estuprados e presos? É melhor que vocês fiquem quietos”. Ela foi vaiada.
 
Paradas hoje só existem por conta de pessoas como Sylvia que se jogaram contra a polícia em Stonewall, tanto quanto Leite só pode hoje se assumir por conta das mulheres lésbicas que quebraram tudo no Ferro’s Bar em São Paulo em 1983 ou das pessoas trans que resistiram às prisões arbitrárias nas rondas policiais nos anos 70, ou dos gays que fundaram a pioneira publicação Lampião em 1978, cujo primeiro editorial afirmava “é preciso dizer não ao gueto e, em consequência, sair dele.”
 
Segundo, olhemos com atenção o tom do anúncio de Eduardo Leite: “Sou um governador gay, e não um gay governador, tanto quanto [Barack] Obama nos Estados Unidos não foi um negro presidente, foi um presidente negro. E tenho orgulho disso.”
 
Aqui, Leite pratica o que o professor de Yale, Kenji Yoshino, chama de “covering”: minimiza a importância de uma identidade socialmente discriminada para ser mais aceito na sociedade.
 
Yoshino localiza “covering” como a terceira fase na luta por direitos, após LGBTs terem sido submetidos a torturas físicas e psicológicas chamadas de cura gay (“conversing”) e depois permanecerem no armário (“passing”).
 
Logo após a fala do governador, bolhas no Twitter começaram rapidamente a ridicularizar a expressão “sou um governador gay, e não um gay governador”, sem entender a complexidade da mensagem política aqui: Leite apela para uma passibilidade política, ao sair do armário ao mesmo tempo em que minimiza o determinismo de sua identidade.
 
Isto é em uma pílula a chave para uma identidade LGBT à direita: sou, mas não importa politicamente; que é o oposto de uma identidade LGBT à esquerda: sou e, por isso, importo politicamente.
 
Quem não entendeu isso pouco entendeu o que a referência a Obama deixou evidente: Obama é um presidente negro que fez pouco uso retórico de sua negritude, o que o faz ser qualificado à esquerda de pós-racial, da mesma forma que o ex-presidenciável Pete Buttigieg dissolvia sua orientação sexual, sem escondê-la, em outras credenciais, como veterano de guerra.
 
Ingressar nesta retórica da passibilidade permite a Leite afirmar ser contra o autoritarismo moral, ao mesmo tempo em que flerta com o neoliberalismo guedesiano que precariza direitos, sem grandes dissonâncias cognitivas.
 
Assumir publicamente sua orientação sexual é, ao mesmo tempo, um ato pessoal e político, e Leite navegou de forma calculada entre as duas esferas. De fato, a naturalidade da fala de Leite é um atestado do atual estágio das coisas em partidos de centro e de direita no país.
 
Pesquisas como a do cientista político Gustavo Gomes da Costa desmistificam algumas distorções consolidadas no imaginário político brasileiro.
 
Se é verdade que foi em partidos de esquerda, em especial PT e depois PSOL, que a pauta LGBT mais se consolidou, isto não apaga a resistência inicial de militantes de esquerda a abraçar LGBTs (seja na década de 1970, vendo-os como sintoma de uma decadência burguesa; seja hoje criticando o que alguns chamam de identitarismo).
 
Se é verdade que partidos de centro e de direita no país ou ignoraram a pauta LGBT ou abertamente se opõem historicamente a ela, isto não apaga o fato de que, tardiamente em relação à esquerda, estes partidos têm cada vez mais incluído grupos LGBTs em seus quadros (PSDB possui o DiversidadeTucana) e têm proposto candidatos LGBTs (40% das candidaturas trans em 2020 foram de partidos de direita).
 
Lembro aqui de James Baldwin, autor gay e negro que odiava ser assim enquadrado (ou para ele reduzido). Escreveu em 1955: “Quando negligenciamos, negamos, escamoteamos sua complexidade —que nada mais é do que a inquietante complexidade que caracteriza todos nós—, somos diminuídos e perecemos; é somente dentro dessa teia de ambiguidades e paradoxos, dessa fome, desse perigo e dessa escuridão, que podemos encontrar ao mesmo tempo nós mesmos e o poder que nos libertará de nós mesmos”.
 
Eduardo Leite nos lembra que sair do armário é um ato, concomitantemente, pessoal e político: pessoal posto que corajoso e libertador, político porque nos joga no mundo completos; o que fazemos com isso —normalizar este mundo ou transformá-lo– é o que importa.
 

MADONNA - RESUMO EM UMA IMAGEM



Por que ‘The Confessions Tour’ é tão aclamada até hoje?
https://rafresco.blogspot.com/2016/08/por-que-confessions-tour-e-tao-aclamada.html
 
Madonna - Vogue LIVE MTV Awards - 30 YEARS
https://rafresco.blogspot.com/2020/09/madonna-vogue-live-mtv-awards-30-years.html
 
Madonna – VENDAS
https://rafresco.blogspot.com/2020/06/madonna-vendas.html
 
Madonna – Blond Ambition Tour [1990-2020: 30 Anos] - Release, Fotos, 10 Full Shows
https://rafresco.blogspot.com/2020/04/madonna-blond-ambition-tour-1985-2020.html
 
Madonna - The Virgin Tour [1985-2020: 35 ANOS]
https://rafresco.blogspot.com/2020/04/madonna-virgin-tour-2020-35-anos.html
 
Madonna - True Blue [33 years] - Release, Curiosities, Photos & Videos
https://rafresco.blogspot.com/2019/06/madonna-true-blue-30-years-release.html
 
Madonna volta meiga para a hora de dormir [REPORTAGEM]
https://rafresco.blogspot.com/2019/06/madonna-volta-meiga-para-hora-de-dormir.html

MADONNA AT SIXTY: The original queen of pop on aging, inspirantion and why she refuses to cede control
https://rafresco.blogspot.com/2019/06/madonna-at-sixty-original-queen-of-pop.html

Madonna - Erotica - 28 Years

[PÔSTER] Madonna Clips 1983-2016



Por que ‘The Confessions Tour’ é tão aclamada até hoje?
https://rafresco.blogspot.com/2016/08/por-que-confessions-tour-e-tao-aclamada.html
 
Madonna - Vogue LIVE MTV Awards - 30 YEARS
https://rafresco.blogspot.com/2020/09/madonna-vogue-live-mtv-awards-30-years.html
 
Madonna – VENDAS
https://rafresco.blogspot.com/2020/06/madonna-vendas.html
 
Madonna – Blond Ambition Tour [1990-2020: 30 Anos] - Release, Fotos, 10 Full Shows
https://rafresco.blogspot.com/2020/04/madonna-blond-ambition-tour-1985-2020.html
 
Madonna - The Virgin Tour [1985-2020: 35 ANOS]
https://rafresco.blogspot.com/2020/04/madonna-virgin-tour-2020-35-anos.html
 
Madonna - True Blue [33 years] - Release, Curiosities, Photos & Videos
https://rafresco.blogspot.com/2019/06/madonna-true-blue-30-years-release.html
 
Madonna volta meiga para a hora de dormir [REPORTAGEM]
https://rafresco.blogspot.com/2019/06/madonna-volta-meiga-para-hora-de-dormir.html

MADONNA AT SIXTY: The original queen of pop on aging, inspirantion and why she refuses to cede control
https://rafresco.blogspot.com/2019/06/madonna-at-sixty-original-queen-of-pop.html

Madonna - Erotica - 28 Years

Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 12]








Autoescola - Simulados:
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 01]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 02]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 03]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 04]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 05]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 06]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 07]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 08]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 09]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 10]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 11]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 12]

Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 11]








Autoescola - Simulados:
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 01]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 02]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 03]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 04]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 05]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 06]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 07]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 08]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 09]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 10]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 11]
 
Autoescola - Simulados com gabarito [Parte 12]